segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Trabalho x Descanso

Nada melhor para uma segunda-feira que começar falando sobre trabalho x decanso. Compartilho com vocês um texto muito interessante, que há quem discorde.




"Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro.
Ame seu ofício com todo o coração.
Persiga fazer o melhor.
Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência.
É preferível o erro à omissão.
O fracasso, ao tédio.
O escândalo, ao vazio.
Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso.
Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso.
Colabore com seu biógrafo.
Faça, erre, tente, falhe, lute.
Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.
Tendo consciência de que, cada homem foi feito para fazer história.
Que todo homem é um milagre e traz em si uma evolução.
Que é mais do que sexo ou dinheiro.
Você foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e, caminhar sempre com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra.
Não use Rider, não dê férias a seus pés.
Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: eu não disse!, eu sabia!
Toda família tem um tio batalhador e bem de vida.
E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa.
Chega dos poetas não publicados.
Chega de empresários de mesa de bar.
Chega de pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam.
Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar.
Porque não sabem trabalhar.
Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso.
Trabalho não mata, ocupa o tempo, evita o ócio que é a morada do demônio, e constrói prodígios.
O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses.
Porque aqueles trouxas japoneses que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta, enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho.
Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam.
Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama sucesso."    
Nizan Guanaes

Pronto! Isso é a receita perfeita para quê? Para o fracasso! É sim, PARA O FRACASSO, na minha humilde opinião, todo excesso gera complicações. Afinal, pode ser clichê, mas é um ditado sábio: "A diferença entre o remédio e o veneno é apenas a dose." Nesse texto Nizan Guanes, comete um erro comum, o exagero. Ele começa o texto dizendo: "Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro." E logo em seguida afirma: "Não use rider, não dê férias aos seus pés" "trabalhe, trabalhe, trabalhe, trabalhe" Peraí, Nizan, somos humanos e não máquinas.
A partir do momento que voce coloca  seu trabalho e suas ambições à frente de todo o resto voce está condenado a ser um infeliz. Voce não tem família, não tem lazer, não tem paz porque a todo momento estará tentando realizar algo, e numa busca incansável pelo sucesso inatingível vai sempre querer mais. Não vai se contentar nunca. Não concordo com as pessoas que vieram ao mundo a passeio. Não possuem sonhos, metas, alvos... Na verdade não as entendo. Não entendo como uma pessoa pode viver sem desejar algo, sem buscar ou batalhar por alguma coisa. Porém não concordo com aquelas que SÓ fazem isso. Nem tanto nem tão pouco.
Abaixo segue um textinho que já é conhecido por alguns que me acompanham:

"Nada de preocupações, problemas, stress... vivo a vida como ela deve ser vivida, dia após dia, um dia de cada vez. Planos? Só de curto prazo. Cansei de tentar adivinhar o amanhã.Quero fazer festa, agitar, viajar, estar com meus amigos e família,... aproveitar a vida. O RESTO É CONSEQUÊNCIA! O que mais me surpreende na humanidade? Os homens que perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente de tal forma que acabam por nem viver no presente, nem no futuro. Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido."



"Na incerteza do amanhã, aproveite o hoje para ser feliz!!"




É isso aí, boa semana a todos!

Texto retidado do blog: http://www.alminhasimpenadas.blogspot.com/
Postado em 16/08/2010

Verônica

sábado, 20 de novembro de 2010

FÊNIX

Escrevi esse texto há uns cinco anos atrás, quando vivia uma busca intensa e deliciosa pelo amor da minha vida (Ah!!! Quem nunca viveu essa busca?).

De lá pra cá, muita coisa mudou e, remexendo em meus papeis – aqueles que guardamos dentro da caixa de sapato, em cima do guarda-roupa – encontrei essa crônica e pensei: “Caramba, fui eu mesma que escrevi!!! O que aconteceu comigo? Que fortaleza é essa que me cerca? Que armadura é essa que me veste hoje? Pra que tanta defesa, tanto medo,tanta cautela?”

Enfim, combinei com a minha parceira de Blog, a Vel, que escreveria algo novo para lançar aqui, mas voltei atrás e publico essa crônica como sendo uma retomada minha ao caminho delicioso da Busca Pelo Amor Da Minha Vida.

Para mim, boa sorte!

Para vocês, boa leitura!

CRÔNICA DE DOIS

(By Cinthya)

 Do inesperado a vida faz nascer histórias que vão recheando a nossa existência, encaixando as peças, encontrando o sentido de tudo o que parecia perdido. Numa manhã qualquer você poderá estar recebendo um presente tão lindo que fará parte de sua vida por um tempo suficiente para se tornar inesquecível.
E de repente, os conceitos vão sendo moldados, os muros da resistência vão sendo demolidos, tijolo após tijolo, um a um, à medida que o amor vai ganhando confiança em seu coração.
Aquela idéia de não mais se apaixonar, de nunca querer casar, de não aceitar mais construir sonhos a partir da palavra “dois” vai sendo esquecida, engavetada, abolida de sua nova “Cartilha da Felicidade”.
Você volta a ter aquele brilho lindo no olhar, a sentir que o Pólo Norte algumas vezes se transporta para dentro de sua barriga, provocando aquele gelo gostoso quando você pega o telefone para falar com o ser que, conseguindo driblar o seu medo de amar novamente,  se infiltrou dentro de você.
Agora tudo parece ser muito engraçado, bonito, cheio de vida, de luz. Sorrimos por qualquer coisa, para qualquer pessoa que passe ao nosso lado. Dizer “Bom Dia” nunca foi tão prazeroso, acordar e agradecer a Deus por mais um dia é uma tarefa feita de coração.
O nosso pensamento é povoado por lembranças gostosas, por cenas que projetamos para um futuro próximo e certo. E com isso o nosso semblante estará sempre leve, feliz.
Os planos são muitos e simples, sempre construídos sobre os alicerces sólidos do respeito. E assim cada um vai se redescobrindo um ser feliz, único e cheio de amor para compartilhar.Sentimos nascer uma vontade danada de dividir as mínimas coisas com essa pessoa que, a cada instante, vai se tornando mais presente em nossa vida.
Acordar ao lado de quem tanto amor a ti dedica e ficar ali por algum tempo observando o sono dele, acompanhando a sua respiração. Dividir o armário do banheiro e ver tudo duplicado, desde a escova de dentes até o hidratante corporal. Sentar juntos para o desjejum e perceber que a mesa outrora posta para um somente, agora oferece mais coisas, itens inclusive, algumas vezes opostos ao gosto do outro, mas, que encontram seu lugar e se encaixam no paladar certo.
Dividir o closet e perceber que ele parece mesmo ter sido feito para um casal, dividir os sorrisos durante todo o dia, dividir os olhares que funcionam como canal de troca de emoções, dividir os medos, os anseios. Dividir a responsabilidade de proteger o outro, de abraça-lo na tentativa de provar que ali nos seus braços ele estará seguro de todo o mal que possa existir no mundo.
Assistir juntos ao Fantástico no final do domingo e acordar o outro na hora da reportagem que ele tanto queria ver, mas que o cansaço e a cervejada do churrasco na casa dos amigos tenta impedir.
Respeitar a individualidade do outro, buscar entende-lo dentro do seu contexto, consciente de que também você tem suas manias e que não pretende abrir mão delas.
Dividir a responsabilidade e o compromisso de não alimentar sentimentos mesquinhos, de não abrir espaço para palpite de terceiros e de sempre buscar esclarecer as dúvidas com diálogo e paciência.
Dividir os momentos em que tudo parece estar errado e que a vontade de sair correndo torna-se quase insuportável, que a aquarela ameaça perder a cor, que você já não tem tanta certeza de ter feito a escolha certa. Dividir a responsabilidade de saber a hora certa de parar, conversar, chorar, explicar e resolver as pequenas pendências antes que elas tomem proporções gigantescas.
Entender a hora em que o outro precisará estar sozinho sem que isso implique no fim do amor. Calar-se sem estar ausente. Mostrar-se presente, sem inconveniência. Conhecer a hora certa de dar aquele beijo na face do outro, aquele beijo que diz “Meu amor, estarei aqui sempre que precisar”.
Assumir o compromisso de todos os dias, antes de qualquer palavra, antes de qualquer declaração, ou mesmo antes de qualquer insulto, abraçar o outro silenciosamente, um abraço de pelo menos um minuto de duração. Um abraço que os fará repensar o que irão dizer, o que sentem e o querem para o dia que se inicia.
Dividir o que for necessário para que se construa a harmonia.Tendo jogo de cintura, entendendo, respeitando e jamais esquecendo que são “DOIS”.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A arte de estar ao lado sem pesar com a presença

QUINDIM NA PORTARIA.


"Estava lendo o novo livro do Paulo Hecker Filho, Fidelidades, onde, numa de suas prosas poéticas, ele conta que, antigamente, deixava bilhetes, livros e quindins na portaria do prédio do Mario Quintana: “Para estar ao lado sem pesar com a presença”.
Há outras histórias e poemas interessantes no livro, mas me detive nesta frase porque o não pesar os outros com nossa presença é um raro estalo de sensibilidade.
Para a maioria das pessoas, isso que chamo de um raro estalo de sensibilidade tem outro nome: frescura.
Afinal, todo mundo gosta de carinho, todo mundo quer ser visitado, ninguém pesa com sua presença num mundo já tão individualista e solitário.
Ah, pesa.
Até mesmo uma relação íntima exige certos cuidados.
Eu bato na porta antes de entrar no quarto das minhas filhas e na de meu próprio quarto, se sei que está ocupado.
Eu pergunto para minha mãe se ela está livre antes de prosseguir com uma conversa por telefone. não faço visitas inesperadas a ninguém, a não ser em caso de urgência, mas até minhas urgências tive a sorte de que fossem delicadas.

Pessoas não ficam sentadas em seus sofás aguardando a chegada do Messias, o que dirá a do vizinho.

Pessoas estão jantando. estão preocupadas.
Pessoas estão com o seu blusão preferido, aquele meio sujo e rasgado, que elas só usam quando ninguém está vendo.
Pessoas estão chorando.
Pessoas estão assistindo a seu programa de tevê favorito.
Pessoas estão se amando.
Avise que está a caminho.
Frescura, jura?
Então tá, frescura, que seja.
Adoro e-mails justamente porque são sempre bem-vindos, e posso retribuí-los sabendo que nada interromperei do lado de lá.
Sem falar que encurtam o caminho para a intimidade.
Dizemos pelo computador coisas que face a face seriam mais trabalhosas.

Por não ser ao vivo, perde o caráter afetivo?

Nem se discute que o encontro é sagrado.
Mas é possível estar ao lado de quem a gente gosta por outros meios.
Quando leio um livro indicado por uma amiga, fico mais próxima dela.
Quando mando flores, vou junto com o cartão.
Já visitei um pequeno lugarejo só para sentir o impacto que uma pessoa querida havia sentido, anos antes.
Também é estar junto.

Sendo assim, bilhetes, e-mails, livros e quindins na portaria não é distância: é só um outro tipo de abraço."

Martha Medeiros


O Texto acima já fala por sí só, para "inaugurar" nosso cantinho, resolvi postar essa obra de arte da maravilhosa Martha Medeiros para  que possamos refletir à respeito. Que todos nós saibamos estar presentes na vida de quem amamos, sem "pesar com nossa presença".

Desejo um "raro estalo de sensibilidade" à todos.


Verônica