Cara, eu carrego uma carga de sentimentos tão grande dentro de mim, que algumas vezes penso que vou pirar. Por vezes me pego observando as pessoas e tentando imaginar o que se passa com elas, se têm sonhos, medos. Se são felizes, se têm fé.
Observo as pessoas que não assinaram contrato com a verdade e a dignidade e me icomodo, quando percebo que, na maioria das vezes, elas dão passos mais longos que os meus.
Será que meus pais se equivocaram? Será normal esse choque do 'meu eu' com o 'além eu'?
Será que estou mesmo correta nessa história?
Afinal, quem mente, deve acreditar na sua mentira de forma tão veemente que a torna uma verdade, ainda que somente para si.
Ai, que loucura!!!!
Vou ficar aqui mastigando minhas inquietações...
Para mim, sorte na minha tentativa!
Para vocês, boa leitura!
CONTROVERSO
(by Cinthya)
Algumas vezes observo as pessoas e fico tentando imaginar se elas são pessoas normais ou se vivem, assim como eu, uma confusão interior que por muitas vezes lhes tiram a calma e ameaçam sua paz.
Viver com tantas dúvidas e medos, desacertos e limitações, vontades e barreiras, tudo isso tem me tornando uma pessoa cheia de pensamentos constantes e controversos.
Minha mente cansa-se diante dessa confusão de cores indefinidas, formas ininteligíveis e mensagens que não consigo decifrar.
No meu arquivo vital as formas e fórmulas que deveriam nos conduzir ao ponto desejado, ou seja, à realização do que cremos ser o melhor, se chocam com o que é encontrado no mundo externo a mim. Então (re)nascem dúvidas quanto ao que eu defendo como sendo verdades da vida. E me vejo, dessa forma, mergulhar num mar de individualidades que apenas acentuam a minha sensação de insegurança.
Já não me dá tanto conforto saber que ajo de acordo com virtudes adquiridas ao longo de minha vida. Algumas vezes me vejo com um pouco de medo em ser quem realmente sou. Percebo que meu modo de expressar o que penso, de sorrir porque tenho vontade e falar sobre os sentimentos que precisam ser arremessados de dentro de mim, por vezes assusta o meu interlocutor. Quando isso acontece, fica difícil controlar o medo de por exemplo, de repente perceber que você foi esculpido à imagem de algo que não existe, que seus alicerces são erros e ilusões.
Ainda não sei como controlar a inquietação e o medo que me tomam quando assisto uma pessoa que sabe mentir, dar passos mais largos que os meus.
Eu tenho me sentido na contramão da vida. Mas ainda não sei viver de outra forma. Ainda acredito no que sou, e me esforço para não me afundar num mar de ilusões e sujeira.
Doe me sentir incompreendida e algumas vezes, estranha. Mas creio que isso dói menos do que me render ao assalto daquilo que ainda acredito ser hipocrisia.
Fico imaginando se isso acontece com todos ou se apenas alguns sentem e vivem esse inferno que é a dualidade das coisas, esse labirinto onde adentramos na tentativa de encontrar a nós mesmos, correndo o risco de nos perder.
Não quero uma meia vida, meios sonhos e meia felicidade.
Nuvens negras surgem num prenúncio de tempestade. Que ela venha então, lavando de mim tudo o que não seja paz, limpando tudo o que não seja vida, apagando tudo o que não seja eu.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
GESTOS DE AMOR
"A minha caixinha de sapatos, contendo meus escritos continua sendo meu alvo todas as noites. Engraçado. Essa menininha me fez chorar de emoção há um tempo e hoje, ao relembrar, chorei novamente. Gestos tão simples, pessoas tão pequenas e tanta nobreza de sentimentos. tanto sofrimento transformado em amor...
Que possamos então, aprender com Wiliane, sobre nunca abrir mão do amor, do zelo pelos seus e de que é possível manter-se digno diante das adversidades.
Boa lietura!"
WILIANE, UM ANJO DE VESTIDO AZUL
O Vale do São Francisco se destaca no cenário mundial como um oásis em meio ao deserto do sertão nordestino. Milhares de hectares de plantio irrigados pelas abençoadas águas do Rio São Francisco transformam Petrolina e Juazeiro – principais potências do Vale – em metrópoles do comercio de frutas e vinhos.
Normalmente entre os meses de outubro e novembro, uma das duas cidades se transforma em sede da FENAGRI – Feira Nacional da Agricultura Irrigada. Os estados de Pernambuco e Bahia se revezam para sediarem o evento que recebe pessoas de todo o Brasil e também do exterior, principalmente dos países europeus e americanos. Grandes negócios são fechados em torno da agricultura irrigada e a Feira tornou-se festa no calendário São Franciscano e eixo forte na economia do Vale.
A Fenagri de 2005 aconteceu em Juazeiro, no final do mês de outubro, coincidindo com a I Exposição de Livros dos Autores do Vale – ocorrida em Petrolina, da qual eu participei expondo meus trabalhos. Grandes poetas anônimos e outros nem tão anônimos assim abrilhantaram o evento, e simultâneo a rodada de negócios da Fenagri, fizemos a nossa rodada de poesias e fechamos projetos voltados para a arte literária da região. Muito embora o público da Exposição Literária tenha sido mínimo, concluímos que uma semente foi plantada e quem sabe o fruto seja uma Bienal.
No final da tarde do dia 29 de outubro, Dia do Livro, após fazermos a travessia “Petrolina/Juazeiro” deslizando sobre as águas do nosso querido rio, a pedido de amigos que recebemos em nossa cidade, sentamos em um barzinho para conversar, descontrair e beber uma cerveja gelada, na tentativa de esquecer o calor de 42º que fazia ferver as águas do Velho Chico.
Foi nessa nova rodada de negócios que aconteceu o que mais me chamou a atenção nesse dia. Sentada bem próximo a grade de proteção do Cais de Juazeiro, uma menina prestava atenção em nossas conversas e insistia em não atender ao nosso pedido para que saísse daquele lugar, evitando uma queda. Perguntei onde estava sua mãe e ela respondeu, então a peguei nos braços e levei-a até lá. A mãe sustentava outra criança que, após mamar, dormia em seu colo. Pedi autorização para levar Wiliane – esse é o nome da pequena menina – até a mesa onde estava com os meus amigos, sentei-a numa cadeira ao meu lado e começamos a conversar. Descobri que ela tinha ainda mais dois irmãos que também estavam lá. Disse-me que a mãe os havia trazido para um passeio na Fenagri – estávamos a alguns metros da Feira.
Um dos meus amigos ofereceu-lhe um refrigerante e ela prontamente recusou, mas pude perceber em seus olhinhos que ela não fora sincera em sua recusa, então lhe falhei que poderia aceitar o refrigerante, que não era feio e que não tinha problema algum. Os olhinhos brilhantes de Wiliane disseram sim. Ofereci-lhe batatas fritas e ela aceitou sem pensar em recusar. Da segunda vez ofereci-lhe uma porção maior e ela, ao receber, olhou-me e disse “vou levar para a minha mãe”. Sem esperar aprovação de minha parte levantou sorrindo e correu para o lugar onde sua mãe estava a conversar com um homem que Wiliane disse não conhecer.
Aquela menina tão pequena não faz idéia do que seu gesto foi capaz de causar dentro de mim. Eu tive a sensação de que havia caído em um abismo e sentia minha alma mergulhando em um nada profundo, um nada que ia me consumindo, me devorando. Senti-me tão pequena e insignificante diante do que realmente tem valor nessa vida.
A essa altura, os irmãos de Wiliane já estavam sentados próximos a nossa mesa e foi para eles que ela levou a terceira porção de batatas fritas e o segundo refrigerante que ela aceitou após uma recusa inicial, visto que não havia sido eu quem lhe oferecera.
Precisei segurar as lágrimas que se fizeram em meus olhos. Aquela meninha fechou, com aqueles gestos simples, a maior rodada de negócios que nem a Fenagri e nem a Exposição Literária conseguiram. Aquele coraçãozinho tão pequeno demonstrou uma capacidade imensa de amar e me deu uma das maiores lições de respeito que eu já presenciei.
Wiliane não deve ter mais que cinco anos de idade, mas seu corpo abarca um espírito maduro. Os seus olhos têm uma profundidade que, se olhando nos seus, fará você repensar sobre muita coisa e tenha certeza, sentir-se-á pequeno. Em vez da criancice ela traz consigo a maturidade de uma vida difícil.
Ela estuda e a mãe trabalha como lavadeira de roupas. Disse-me que o pai havia ido embora para a casa da avó, no Ceará, após levar uma queda de um poste elétrico. E todas essas informações ela me passou olhando nos meus olhos, um olhar seguro de quem sabe que a vida não é só uma brincadeira de criança, pelo menos não para ela.
Wiliane é um anjo, uma criança linda, e para mim, ela representou muito mais do que os milhões que fomentaram a nossa economia naquele final de semana, ou as inúmeras letras que estremeceram a alma daqueles poetas. Wiliane representou a vida. Wiliane representou o Brasil numa pintura viva e real.
by Cinthya
Que possamos então, aprender com Wiliane, sobre nunca abrir mão do amor, do zelo pelos seus e de que é possível manter-se digno diante das adversidades.
Boa lietura!"
WILIANE, UM ANJO DE VESTIDO AZUL
O Vale do São Francisco se destaca no cenário mundial como um oásis em meio ao deserto do sertão nordestino. Milhares de hectares de plantio irrigados pelas abençoadas águas do Rio São Francisco transformam Petrolina e Juazeiro – principais potências do Vale – em metrópoles do comercio de frutas e vinhos.
Normalmente entre os meses de outubro e novembro, uma das duas cidades se transforma em sede da FENAGRI – Feira Nacional da Agricultura Irrigada. Os estados de Pernambuco e Bahia se revezam para sediarem o evento que recebe pessoas de todo o Brasil e também do exterior, principalmente dos países europeus e americanos. Grandes negócios são fechados em torno da agricultura irrigada e a Feira tornou-se festa no calendário São Franciscano e eixo forte na economia do Vale.
A Fenagri de 2005 aconteceu em Juazeiro, no final do mês de outubro, coincidindo com a I Exposição de Livros dos Autores do Vale – ocorrida em Petrolina, da qual eu participei expondo meus trabalhos. Grandes poetas anônimos e outros nem tão anônimos assim abrilhantaram o evento, e simultâneo a rodada de negócios da Fenagri, fizemos a nossa rodada de poesias e fechamos projetos voltados para a arte literária da região. Muito embora o público da Exposição Literária tenha sido mínimo, concluímos que uma semente foi plantada e quem sabe o fruto seja uma Bienal.
No final da tarde do dia 29 de outubro, Dia do Livro, após fazermos a travessia “Petrolina/Juazeiro” deslizando sobre as águas do nosso querido rio, a pedido de amigos que recebemos em nossa cidade, sentamos em um barzinho para conversar, descontrair e beber uma cerveja gelada, na tentativa de esquecer o calor de 42º que fazia ferver as águas do Velho Chico.
Foi nessa nova rodada de negócios que aconteceu o que mais me chamou a atenção nesse dia. Sentada bem próximo a grade de proteção do Cais de Juazeiro, uma menina prestava atenção em nossas conversas e insistia em não atender ao nosso pedido para que saísse daquele lugar, evitando uma queda. Perguntei onde estava sua mãe e ela respondeu, então a peguei nos braços e levei-a até lá. A mãe sustentava outra criança que, após mamar, dormia em seu colo. Pedi autorização para levar Wiliane – esse é o nome da pequena menina – até a mesa onde estava com os meus amigos, sentei-a numa cadeira ao meu lado e começamos a conversar. Descobri que ela tinha ainda mais dois irmãos que também estavam lá. Disse-me que a mãe os havia trazido para um passeio na Fenagri – estávamos a alguns metros da Feira.
Um dos meus amigos ofereceu-lhe um refrigerante e ela prontamente recusou, mas pude perceber em seus olhinhos que ela não fora sincera em sua recusa, então lhe falhei que poderia aceitar o refrigerante, que não era feio e que não tinha problema algum. Os olhinhos brilhantes de Wiliane disseram sim. Ofereci-lhe batatas fritas e ela aceitou sem pensar em recusar. Da segunda vez ofereci-lhe uma porção maior e ela, ao receber, olhou-me e disse “vou levar para a minha mãe”. Sem esperar aprovação de minha parte levantou sorrindo e correu para o lugar onde sua mãe estava a conversar com um homem que Wiliane disse não conhecer.
Aquela menina tão pequena não faz idéia do que seu gesto foi capaz de causar dentro de mim. Eu tive a sensação de que havia caído em um abismo e sentia minha alma mergulhando em um nada profundo, um nada que ia me consumindo, me devorando. Senti-me tão pequena e insignificante diante do que realmente tem valor nessa vida.
A essa altura, os irmãos de Wiliane já estavam sentados próximos a nossa mesa e foi para eles que ela levou a terceira porção de batatas fritas e o segundo refrigerante que ela aceitou após uma recusa inicial, visto que não havia sido eu quem lhe oferecera.
Precisei segurar as lágrimas que se fizeram em meus olhos. Aquela meninha fechou, com aqueles gestos simples, a maior rodada de negócios que nem a Fenagri e nem a Exposição Literária conseguiram. Aquele coraçãozinho tão pequeno demonstrou uma capacidade imensa de amar e me deu uma das maiores lições de respeito que eu já presenciei.
Wiliane não deve ter mais que cinco anos de idade, mas seu corpo abarca um espírito maduro. Os seus olhos têm uma profundidade que, se olhando nos seus, fará você repensar sobre muita coisa e tenha certeza, sentir-se-á pequeno. Em vez da criancice ela traz consigo a maturidade de uma vida difícil.
Ela estuda e a mãe trabalha como lavadeira de roupas. Disse-me que o pai havia ido embora para a casa da avó, no Ceará, após levar uma queda de um poste elétrico. E todas essas informações ela me passou olhando nos meus olhos, um olhar seguro de quem sabe que a vida não é só uma brincadeira de criança, pelo menos não para ela.
Wiliane é um anjo, uma criança linda, e para mim, ela representou muito mais do que os milhões que fomentaram a nossa economia naquele final de semana, ou as inúmeras letras que estremeceram a alma daqueles poetas. Wiliane representou a vida. Wiliane representou o Brasil numa pintura viva e real.
by Cinthya
Trabalho x Descanso
Nada melhor para uma segunda-feira que começar falando sobre trabalho x decanso. Compartilho com vocês um texto muito interessante, que há quem discorde.
"Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro.
Ame seu ofício com todo o coração.
Persiga fazer o melhor.
Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência.
É preferível o erro à omissão.
O fracasso, ao tédio.
O escândalo, ao vazio.
Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso.
Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso.
Colabore com seu biógrafo.
Faça, erre, tente, falhe, lute.
Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.
Tendo consciência de que, cada homem foi feito para fazer história.
Que todo homem é um milagre e traz em si uma evolução.
Que é mais do que sexo ou dinheiro.
Você foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e, caminhar sempre com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra.
Não use Rider, não dê férias a seus pés.
Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: eu não disse!, eu sabia!
Toda família tem um tio batalhador e bem de vida.
E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa.
Chega dos poetas não publicados.
Chega de empresários de mesa de bar.
Chega de pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam.
Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar.
Porque não sabem trabalhar.
Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso.
Trabalho não mata, ocupa o tempo, evita o ócio que é a morada do demônio, e constrói prodígios.
O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses.
Porque aqueles trouxas japoneses que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta, enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho.
Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam.
Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama sucesso."
Nizan Guanaes
Pronto! Isso é a receita perfeita para quê? Para o fracasso! É sim, PARA O FRACASSO, na minha humilde opinião, todo excesso gera complicações. Afinal, pode ser clichê, mas é um ditado sábio: "A diferença entre o remédio e o veneno é apenas a dose." Nesse texto Nizan Guanes, comete um erro comum, o exagero. Ele começa o texto dizendo: "Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro." E logo em seguida afirma: "Não use rider, não dê férias aos seus pés" "trabalhe, trabalhe, trabalhe, trabalhe" Peraí, Nizan, somos humanos e não máquinas.
A partir do momento que voce coloca seu trabalho e suas ambições à frente de todo o resto voce está condenado a ser um infeliz. Voce não tem família, não tem lazer, não tem paz porque a todo momento estará tentando realizar algo, e numa busca incansável pelo sucesso inatingível vai sempre querer mais. Não vai se contentar nunca. Não concordo com as pessoas que vieram ao mundo a passeio. Não possuem sonhos, metas, alvos... Na verdade não as entendo. Não entendo como uma pessoa pode viver sem desejar algo, sem buscar ou batalhar por alguma coisa. Porém não concordo com aquelas que SÓ fazem isso. Nem tanto nem tão pouco.
Abaixo segue um textinho que já é conhecido por alguns que me acompanham:
"Nada de preocupações, problemas, stress... vivo a vida como ela deve ser vivida, dia após dia, um dia de cada vez. Planos? Só de curto prazo. Cansei de tentar adivinhar o amanhã.Quero fazer festa, agitar, viajar, estar com meus amigos e família,... aproveitar a vida. O RESTO É CONSEQUÊNCIA! O que mais me surpreende na humanidade? Os homens que perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente de tal forma que acabam por nem viver no presente, nem no futuro. Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido."
"Na incerteza do amanhã, aproveite o hoje para ser feliz!!"
É isso aí, boa semana a todos!
Texto retidado do blog: http://www.alminhasimpenadas.blogspot.com/
Postado em 16/08/2010
Verônica
"Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro.
Ame seu ofício com todo o coração.
Persiga fazer o melhor.
Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência.
É preferível o erro à omissão.
O fracasso, ao tédio.
O escândalo, ao vazio.
Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso.
Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso.
Colabore com seu biógrafo.
Faça, erre, tente, falhe, lute.
Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.
Tendo consciência de que, cada homem foi feito para fazer história.
Que todo homem é um milagre e traz em si uma evolução.
Que é mais do que sexo ou dinheiro.
Você foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e, caminhar sempre com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra.
Não use Rider, não dê férias a seus pés.
Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: eu não disse!, eu sabia!
Toda família tem um tio batalhador e bem de vida.
E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa.
Chega dos poetas não publicados.
Chega de empresários de mesa de bar.
Chega de pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam.
Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar.
Porque não sabem trabalhar.
Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso.
Trabalho não mata, ocupa o tempo, evita o ócio que é a morada do demônio, e constrói prodígios.
O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses.
Porque aqueles trouxas japoneses que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta, enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho.
Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam.
Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama sucesso."
Nizan Guanaes
Pronto! Isso é a receita perfeita para quê? Para o fracasso! É sim, PARA O FRACASSO, na minha humilde opinião, todo excesso gera complicações. Afinal, pode ser clichê, mas é um ditado sábio: "A diferença entre o remédio e o veneno é apenas a dose." Nesse texto Nizan Guanes, comete um erro comum, o exagero. Ele começa o texto dizendo: "Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro." E logo em seguida afirma: "Não use rider, não dê férias aos seus pés" "trabalhe, trabalhe, trabalhe, trabalhe" Peraí, Nizan, somos humanos e não máquinas.
A partir do momento que voce coloca seu trabalho e suas ambições à frente de todo o resto voce está condenado a ser um infeliz. Voce não tem família, não tem lazer, não tem paz porque a todo momento estará tentando realizar algo, e numa busca incansável pelo sucesso inatingível vai sempre querer mais. Não vai se contentar nunca. Não concordo com as pessoas que vieram ao mundo a passeio. Não possuem sonhos, metas, alvos... Na verdade não as entendo. Não entendo como uma pessoa pode viver sem desejar algo, sem buscar ou batalhar por alguma coisa. Porém não concordo com aquelas que SÓ fazem isso. Nem tanto nem tão pouco.
Abaixo segue um textinho que já é conhecido por alguns que me acompanham:
"Nada de preocupações, problemas, stress... vivo a vida como ela deve ser vivida, dia após dia, um dia de cada vez. Planos? Só de curto prazo. Cansei de tentar adivinhar o amanhã.Quero fazer festa, agitar, viajar, estar com meus amigos e família,... aproveitar a vida. O RESTO É CONSEQUÊNCIA! O que mais me surpreende na humanidade? Os homens que perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente de tal forma que acabam por nem viver no presente, nem no futuro. Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido."
"Na incerteza do amanhã, aproveite o hoje para ser feliz!!"
É isso aí, boa semana a todos!
Texto retidado do blog: http://www.alminhasimpenadas.blogspot.com/
Postado em 16/08/2010
Verônica
sábado, 20 de novembro de 2010
FÊNIX
Escrevi esse texto há uns cinco anos atrás, quando vivia uma busca intensa e deliciosa pelo amor da minha vida (Ah!!! Quem nunca viveu essa busca?).
De lá pra cá, muita coisa mudou e, remexendo em meus papeis – aqueles que guardamos dentro da caixa de sapato, em cima do guarda-roupa – encontrei essa crônica e pensei: “Caramba, fui eu mesma que escrevi!!! O que aconteceu comigo? Que fortaleza é essa que me cerca? Que armadura é essa que me veste hoje? Pra que tanta defesa, tanto medo,tanta cautela?”
Enfim, combinei com a minha parceira de Blog, a Vel, que escreveria algo novo para lançar aqui, mas voltei atrás e publico essa crônica como sendo uma retomada minha ao caminho delicioso da Busca Pelo Amor Da Minha Vida.
Para mim, boa sorte!
Para vocês, boa leitura!
CRÔNICA DE DOIS
(By Cinthya)
Do inesperado a vida faz nascer histórias que vão recheando a nossa existência, encaixando as peças, encontrando o sentido de tudo o que parecia perdido. Numa manhã qualquer você poderá estar recebendo um presente tão lindo que fará parte de sua vida por um tempo suficiente para se tornar inesquecível.
E de repente, os conceitos vão sendo moldados, os muros da resistência vão sendo demolidos, tijolo após tijolo, um a um, à medida que o amor vai ganhando confiança em seu coração.
Aquela idéia de não mais se apaixonar, de nunca querer casar, de não aceitar mais construir sonhos a partir da palavra “dois” vai sendo esquecida, engavetada, abolida de sua nova “Cartilha da Felicidade”.
Você volta a ter aquele brilho lindo no olhar, a sentir que o Pólo Norte algumas vezes se transporta para dentro de sua barriga, provocando aquele gelo gostoso quando você pega o telefone para falar com o ser que, conseguindo driblar o seu medo de amar novamente, se infiltrou dentro de você.
Agora tudo parece ser muito engraçado, bonito, cheio de vida, de luz. Sorrimos por qualquer coisa, para qualquer pessoa que passe ao nosso lado. Dizer “Bom Dia” nunca foi tão prazeroso, acordar e agradecer a Deus por mais um dia é uma tarefa feita de coração.
O nosso pensamento é povoado por lembranças gostosas, por cenas que projetamos para um futuro próximo e certo. E com isso o nosso semblante estará sempre leve, feliz.
Os planos são muitos e simples, sempre construídos sobre os alicerces sólidos do respeito. E assim cada um vai se redescobrindo um ser feliz, único e cheio de amor para compartilhar.Sentimos nascer uma vontade danada de dividir as mínimas coisas com essa pessoa que, a cada instante, vai se tornando mais presente em nossa vida.
Acordar ao lado de quem tanto amor a ti dedica e ficar ali por algum tempo observando o sono dele, acompanhando a sua respiração. Dividir o armário do banheiro e ver tudo duplicado, desde a escova de dentes até o hidratante corporal. Sentar juntos para o desjejum e perceber que a mesa outrora posta para um somente, agora oferece mais coisas, itens inclusive, algumas vezes opostos ao gosto do outro, mas, que encontram seu lugar e se encaixam no paladar certo.
Dividir o closet e perceber que ele parece mesmo ter sido feito para um casal, dividir os sorrisos durante todo o dia, dividir os olhares que funcionam como canal de troca de emoções, dividir os medos, os anseios. Dividir a responsabilidade de proteger o outro, de abraça-lo na tentativa de provar que ali nos seus braços ele estará seguro de todo o mal que possa existir no mundo.
Assistir juntos ao Fantástico no final do domingo e acordar o outro na hora da reportagem que ele tanto queria ver, mas que o cansaço e a cervejada do churrasco na casa dos amigos tenta impedir.
Respeitar a individualidade do outro, buscar entende-lo dentro do seu contexto, consciente de que também você tem suas manias e que não pretende abrir mão delas.
Dividir a responsabilidade e o compromisso de não alimentar sentimentos mesquinhos, de não abrir espaço para palpite de terceiros e de sempre buscar esclarecer as dúvidas com diálogo e paciência.
Dividir os momentos em que tudo parece estar errado e que a vontade de sair correndo torna-se quase insuportável, que a aquarela ameaça perder a cor, que você já não tem tanta certeza de ter feito a escolha certa. Dividir a responsabilidade de saber a hora certa de parar, conversar, chorar, explicar e resolver as pequenas pendências antes que elas tomem proporções gigantescas.
Entender a hora em que o outro precisará estar sozinho sem que isso implique no fim do amor. Calar-se sem estar ausente. Mostrar-se presente, sem inconveniência. Conhecer a hora certa de dar aquele beijo na face do outro, aquele beijo que diz “Meu amor, estarei aqui sempre que precisar”.
Assumir o compromisso de todos os dias, antes de qualquer palavra, antes de qualquer declaração, ou mesmo antes de qualquer insulto, abraçar o outro silenciosamente, um abraço de pelo menos um minuto de duração. Um abraço que os fará repensar o que irão dizer, o que sentem e o querem para o dia que se inicia.
Dividir o que for necessário para que se construa a harmonia.Tendo jogo de cintura, entendendo, respeitando e jamais esquecendo que são “DOIS”.
E de repente, os conceitos vão sendo moldados, os muros da resistência vão sendo demolidos, tijolo após tijolo, um a um, à medida que o amor vai ganhando confiança em seu coração.
Aquela idéia de não mais se apaixonar, de nunca querer casar, de não aceitar mais construir sonhos a partir da palavra “dois” vai sendo esquecida, engavetada, abolida de sua nova “Cartilha da Felicidade”.
Você volta a ter aquele brilho lindo no olhar, a sentir que o Pólo Norte algumas vezes se transporta para dentro de sua barriga, provocando aquele gelo gostoso quando você pega o telefone para falar com o ser que, conseguindo driblar o seu medo de amar novamente, se infiltrou dentro de você.
Agora tudo parece ser muito engraçado, bonito, cheio de vida, de luz. Sorrimos por qualquer coisa, para qualquer pessoa que passe ao nosso lado. Dizer “Bom Dia” nunca foi tão prazeroso, acordar e agradecer a Deus por mais um dia é uma tarefa feita de coração.
O nosso pensamento é povoado por lembranças gostosas, por cenas que projetamos para um futuro próximo e certo. E com isso o nosso semblante estará sempre leve, feliz.
Os planos são muitos e simples, sempre construídos sobre os alicerces sólidos do respeito. E assim cada um vai se redescobrindo um ser feliz, único e cheio de amor para compartilhar.Sentimos nascer uma vontade danada de dividir as mínimas coisas com essa pessoa que, a cada instante, vai se tornando mais presente em nossa vida.
Acordar ao lado de quem tanto amor a ti dedica e ficar ali por algum tempo observando o sono dele, acompanhando a sua respiração. Dividir o armário do banheiro e ver tudo duplicado, desde a escova de dentes até o hidratante corporal. Sentar juntos para o desjejum e perceber que a mesa outrora posta para um somente, agora oferece mais coisas, itens inclusive, algumas vezes opostos ao gosto do outro, mas, que encontram seu lugar e se encaixam no paladar certo.
Dividir o closet e perceber que ele parece mesmo ter sido feito para um casal, dividir os sorrisos durante todo o dia, dividir os olhares que funcionam como canal de troca de emoções, dividir os medos, os anseios. Dividir a responsabilidade de proteger o outro, de abraça-lo na tentativa de provar que ali nos seus braços ele estará seguro de todo o mal que possa existir no mundo.
Assistir juntos ao Fantástico no final do domingo e acordar o outro na hora da reportagem que ele tanto queria ver, mas que o cansaço e a cervejada do churrasco na casa dos amigos tenta impedir.
Respeitar a individualidade do outro, buscar entende-lo dentro do seu contexto, consciente de que também você tem suas manias e que não pretende abrir mão delas.
Dividir a responsabilidade e o compromisso de não alimentar sentimentos mesquinhos, de não abrir espaço para palpite de terceiros e de sempre buscar esclarecer as dúvidas com diálogo e paciência.
Dividir os momentos em que tudo parece estar errado e que a vontade de sair correndo torna-se quase insuportável, que a aquarela ameaça perder a cor, que você já não tem tanta certeza de ter feito a escolha certa. Dividir a responsabilidade de saber a hora certa de parar, conversar, chorar, explicar e resolver as pequenas pendências antes que elas tomem proporções gigantescas.
Entender a hora em que o outro precisará estar sozinho sem que isso implique no fim do amor. Calar-se sem estar ausente. Mostrar-se presente, sem inconveniência. Conhecer a hora certa de dar aquele beijo na face do outro, aquele beijo que diz “Meu amor, estarei aqui sempre que precisar”.
Assumir o compromisso de todos os dias, antes de qualquer palavra, antes de qualquer declaração, ou mesmo antes de qualquer insulto, abraçar o outro silenciosamente, um abraço de pelo menos um minuto de duração. Um abraço que os fará repensar o que irão dizer, o que sentem e o querem para o dia que se inicia.
Dividir o que for necessário para que se construa a harmonia.Tendo jogo de cintura, entendendo, respeitando e jamais esquecendo que são “DOIS”.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
A arte de estar ao lado sem pesar com a presença
QUINDIM NA PORTARIA.
"Estava lendo o novo livro do Paulo Hecker Filho, Fidelidades, onde, numa de suas prosas poéticas, ele conta que, antigamente, deixava bilhetes, livros e quindins na portaria do prédio do Mario Quintana: “Para estar ao lado sem pesar com a presença”.
Há outras histórias e poemas interessantes no livro, mas me detive nesta frase porque o não pesar os outros com nossa presença é um raro estalo de sensibilidade.
Para a maioria das pessoas, isso que chamo de um raro estalo de sensibilidade tem outro nome: frescura.
Afinal, todo mundo gosta de carinho, todo mundo quer ser visitado, ninguém pesa com sua presença num mundo já tão individualista e solitário.
Ah, pesa.
Até mesmo uma relação íntima exige certos cuidados.
Eu bato na porta antes de entrar no quarto das minhas filhas e na de meu próprio quarto, se sei que está ocupado.
Eu pergunto para minha mãe se ela está livre antes de prosseguir com uma conversa por telefone. não faço visitas inesperadas a ninguém, a não ser em caso de urgência, mas até minhas urgências tive a sorte de que fossem delicadas.
Pessoas não ficam sentadas em seus sofás aguardando a chegada do Messias, o que dirá a do vizinho.
Pessoas estão jantando. estão preocupadas.
Pessoas estão com o seu blusão preferido, aquele meio sujo e rasgado, que elas só usam quando ninguém está vendo.
Pessoas estão chorando.
Pessoas estão assistindo a seu programa de tevê favorito.
Pessoas estão se amando.
Avise que está a caminho.
Frescura, jura?
Então tá, frescura, que seja.
Adoro e-mails justamente porque são sempre bem-vindos, e posso retribuí-los sabendo que nada interromperei do lado de lá.
Sem falar que encurtam o caminho para a intimidade.
Dizemos pelo computador coisas que face a face seriam mais trabalhosas.
Por não ser ao vivo, perde o caráter afetivo?
Nem se discute que o encontro é sagrado.
Mas é possível estar ao lado de quem a gente gosta por outros meios.
Quando leio um livro indicado por uma amiga, fico mais próxima dela.
Quando mando flores, vou junto com o cartão.
Já visitei um pequeno lugarejo só para sentir o impacto que uma pessoa querida havia sentido, anos antes.
Também é estar junto.
Sendo assim, bilhetes, e-mails, livros e quindins na portaria não é distância: é só um outro tipo de abraço."
Martha Medeiros
O Texto acima já fala por sí só, para "inaugurar" nosso cantinho, resolvi postar essa obra de arte da maravilhosa Martha Medeiros para que possamos refletir à respeito. Que todos nós saibamos estar presentes na vida de quem amamos, sem "pesar com nossa presença".
Desejo um "raro estalo de sensibilidade" à todos.
Verônica
"Estava lendo o novo livro do Paulo Hecker Filho, Fidelidades, onde, numa de suas prosas poéticas, ele conta que, antigamente, deixava bilhetes, livros e quindins na portaria do prédio do Mario Quintana: “Para estar ao lado sem pesar com a presença”.
Há outras histórias e poemas interessantes no livro, mas me detive nesta frase porque o não pesar os outros com nossa presença é um raro estalo de sensibilidade.
Para a maioria das pessoas, isso que chamo de um raro estalo de sensibilidade tem outro nome: frescura.
Afinal, todo mundo gosta de carinho, todo mundo quer ser visitado, ninguém pesa com sua presença num mundo já tão individualista e solitário.
Ah, pesa.
Até mesmo uma relação íntima exige certos cuidados.
Eu bato na porta antes de entrar no quarto das minhas filhas e na de meu próprio quarto, se sei que está ocupado.
Eu pergunto para minha mãe se ela está livre antes de prosseguir com uma conversa por telefone. não faço visitas inesperadas a ninguém, a não ser em caso de urgência, mas até minhas urgências tive a sorte de que fossem delicadas.
Pessoas não ficam sentadas em seus sofás aguardando a chegada do Messias, o que dirá a do vizinho.
Pessoas estão jantando. estão preocupadas.
Pessoas estão com o seu blusão preferido, aquele meio sujo e rasgado, que elas só usam quando ninguém está vendo.
Pessoas estão chorando.
Pessoas estão assistindo a seu programa de tevê favorito.
Pessoas estão se amando.
Avise que está a caminho.
Frescura, jura?
Então tá, frescura, que seja.
Adoro e-mails justamente porque são sempre bem-vindos, e posso retribuí-los sabendo que nada interromperei do lado de lá.
Sem falar que encurtam o caminho para a intimidade.
Dizemos pelo computador coisas que face a face seriam mais trabalhosas.
Por não ser ao vivo, perde o caráter afetivo?
Nem se discute que o encontro é sagrado.
Mas é possível estar ao lado de quem a gente gosta por outros meios.
Quando leio um livro indicado por uma amiga, fico mais próxima dela.
Quando mando flores, vou junto com o cartão.
Já visitei um pequeno lugarejo só para sentir o impacto que uma pessoa querida havia sentido, anos antes.
Também é estar junto.
Sendo assim, bilhetes, e-mails, livros e quindins na portaria não é distância: é só um outro tipo de abraço."
Martha Medeiros
O Texto acima já fala por sí só, para "inaugurar" nosso cantinho, resolvi postar essa obra de arte da maravilhosa Martha Medeiros para que possamos refletir à respeito. Que todos nós saibamos estar presentes na vida de quem amamos, sem "pesar com nossa presença".
Desejo um "raro estalo de sensibilidade" à todos.
Verônica
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