sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O Carteiro e o Poeta



(by Cinthya)

Um filme para os amantes da poesia!
Uma bela narrativa, um esplendoroso cenário. Baseado na obra literária de Antonio Skármeta, O Carteiro e o Poeta exala poesia do início ao fim. Aliás o filme é uma poesia, ou ainda, uma aula de poesia.
Mario, um rapaz muito pobre, filho de pescador não pretende herdar o ofício do pai e vive sonhando em mudar de vida, talvez viajar para a América onde moram os primos que se deram bem. Mario é muito humilde e ingênuo, mas repleto de sensibilidade.
Pablo Neruda, grande poeta chileno, comunista, exilado, recebe abrigo numa pequena cidade de pescadores, na Itália.
Mauro fica sabendo da chegada do afamado poeta e vai trabalhar de carteiro exclusivo de Neruda e aí começa um grande laço de amizade, admiração e sinceridade.
Mauro quer aprender a ser poeta a todo custo, principalmente depois que se apaixona pela bela Beatrice e cabe a Neruda arranjar paciência para ensiná-lo a arte da poesia e a arte da sedução.
Uma obra composta de coisas simples e belas como tem que ser a composição de uma bela poesia.
Um toque doce, suave, sereno, cheio de vida, de amor e de beleza mesclados com um fundo político dão ao filme O Carteiro e o Poeta os elementos necessários para torná-lo inesquecível. Sem falar, é claro, da trilha sonora apaixonante e diálogos que fazem a alma da gente estremecer...

Eu já vi milhões de vezes – ah, tudo bem que sou ariana exagerada em tudo, mas a obra é mesmo merecedora.

“A poesia não pertence a quem escreve, mas a quem precisa dela...”

Não deixem de assistir!!!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Obrigada, Vida!

(by Cinthya)

Hoje só quero agradecer.
Agradecer à vida pela beleza das cores que passeiam ao meu redor, pelo cheiro maravilhoso de tudo que me cerca, pela brisa que desalinha meus cachos e algumas vezes até arranca de mim uma irritação engraçada.
Hoje resolvi agradecer por todos os dias em que tenho que acordar cedo, mas tão cedo que o sol ainda sequer levantou, por ter que tomar banho naquele chuveiro gelado e sentir o corpo totalmente dormente de tanto frio.
Agradecer por sair quase sempre correndo para não perder o horário do coletivo (e quase sempre perco). Agradecer pelas vezes que chorei sentada na parada de ônibus xingando o motorista e toda sua família (até a terceira geração) por ter passado dois minutos antes do horário de costume, promovendo assim, o meu atraso na empresa.
Hoje eu agradeço por todas as vezes que senti vontade de comer algo bem gostoso e lembrei que não tinha sequer R$ 1,00 na bolsa. Agradeço por todas as vezes que chorei ao receber meu contracheque no final do mês e perceber que meu trabalho não tem reconhecimento, agradeço pelas vezes que meu chefe me chamou em sua mesa e em vez de elogiar o trabalho que eu acabara de fazer, teceu incomensuráveis críticas ao meu profissionalismo.
Hoje agradeço por todas as vezes que chorei e choro por não ter ainda como dar uma vida melhor para os meus pais. Agradeço por sentir tanta vontade de nunca mais ver a minha família sofrer qualquer dor.
Hoje agradeço por ter sempre tido uma vida limitada, de escolhas difíceis, de situações engraçadas, de amigos fieis, de família unida, de poesia intensa.
Agradeço por todas as vezes que sofri, que chorei, que tremi, que cai, que levantei, que sonhei e a realidade me acordou, que dei de cara com o fracasso e ainda assim engoli o choro e recomecei tudo. Agradeço porque isso é “estar viva”.
Agradeço por entender que é preciso encontrar o equilíbrio entre a dor e o prazer, que tanto um quanto o outro são necessário no cenário da vida, que a lágrima deve ser saboreada tanto quanto o sorriso, que o choro e a gargalhada são lindos, igualmente lindos quando se sabe aproveitar as lições que cada um traz.
Agradeço por começar a tentar entender os mecanismos da vida, os ciclos que se fecham e se abrem todos os dias, levando o ultrapassado e trazendo o novo, bem como a importância de estarmos sempre abertos para essa renovação, que nos manter fincados no passado é assinar contrato com a tristeza.
Agradeço a descoberta de que é preciso ter coragem para ser feliz, que a felicidade requer sabedoria, equilíbrio e força, bem como esforço de nossa parte para que ela se conclua.
Hoje agradeço a Deus por ter me dado a honra de ter estado nos braços de um homem lindo, um ser humano especial, que me cobre de respeito, de carinho e atenção. Um homem de coração grande, de personalidade sólida, de carisma imenso.
Quero chorar e gritar ao mesmo tempo, preciso desabafar essa tempestade de sentimentos que se forma em mim, essa certeza de ter chegado a hora de entrar em uma nova etapa da minha linda e saborosa vida.
Que essa vida que me cerca não morra jamais e que essa minha vontade de felicidade somente aumente para que o meu sorriso continue sendo a minha marca.
Que os meus olhos nunca se fechem para a vida.
Hoje eu apenas agradeço!
Obrigada, vida

Simplicidade Nas Mãos De Ariano Suassuna


(by Cinthya)

Um final de semana daqueles que ficam gravados na memória da gente por um tempo suficiente para ser considerado eterno. Eu havia chegado da capital baiana naquela madrugada, tinha reencontrado o mar depois de mais de dois meses sem o ver. Havia sentido meus pés pisar aquela areia tão gostosa, sentido as ondas banhando meus passos e limpando os caminhos por onde eu passaria. Eu estava leve, como sempre fico depois que Iemanjá me cobre com seu vestido azul.

Por volta das dezoito horas arrumei-me para assistir a aula-espetáculo de um dos grandes nomes da nossa literatura e autor de cenas que me fazem rir até hoje. Na faculdade sempre falamos muito nele, nas suas obras e, talvez por ver seu nome sempre acompanhado de outros grandes escritores de nossa língua como, por exemplo, Manoel Bandeira, João Cabral de Melo Neto, entre outros, fica na cabeça da gente a impressão de que também ele já habitava planícies mais altas e dignas da sua sabedoria.

Que emoção foi ver o palco da Concha Acústica de Petrolina ser invadido naquela noite de 25 de setembro de 2005 por Ariano Suassuna. O público levantou para recebê-lo entre muitos aplausos. Não pude deixar de notar a singeleza da mesa que servia de tribuna para o poeta, coberta com um pano de chita, igualzinho àqueles que se usam na roça para cobrir a cama, o pote, a mesa, e também fazer as roupinhas das crianças. A praça da Catedral de Petrolina iluminou-se com a simpatia do Ariano, que discorreu sobre temas da língua portuguesa tratados de forma engraçada e de maneira tão envolvente que todos entenderam o recado.

Ao final, com a apresentação do grupo de dança “Samba de Véio” da comunidade da Ilha do Massangano, pude ver meio que de canto de olho, visto que eu estava espremida entre os tantos admiradores que também queriam uma aproximação maior com o poeta, um Ariano menino, moleque, catingueiro. Senti-me flutuar com aquela imagem: Ariano Suassuna dançando “samba de véio”, com um sorriso largo e traquino. Um encontro de poesias. A palavra do poeta e o ritmo do povo num equilíbrio lindo, num enlace perfeito. Um desses presentes que Deus dá a quem tem olhos de ver e alma de sentir.

É mesmo um menino o nosso poeta que não parava quieto e movimentava-se o tempo todo para atender ao público que insistia em chamá-lo. De um lado para o outro, ele dava trabalho aos que dele “cuidavam”.

Após uma fila imensa, chegou então a minha vez de falar com aquele que tanto encanto causa em mim. Sentei ao seu lado com meus dois livros nas mãos e fiquei calada, senti-me menina, envergonhada, talvez pequena, fagulha, mas brilhante e com vontade de brilhar ainda mais. Foi dessa forma que senti os olhos do poeta pousarem sobre mim. Com uma caneta e um papel na mão ele disse:


- Diga seu nome, filha – já pronto para me dar o seu autógrafo.

- Não vim buscar autógrafo. Vim trazer-lhe o meu, juntamente com o meu trabalho – disse eu na minha ousadia nordestina.

Ariano recebeu em suas mãos a minha essência que eu, trabalhosamente, consegui publicar em livro. Conferiu se estava autografado e sorrindo me agradeceu.

Foi tudo muito rápido, mas eu nunca esquecerei do que senti ao ver as mãos de Ariano Suassuna folheando o meu “Simplicidade”. É como uma fotografia na minha mente. É como um banho de doce arrepio no meu corpo. É como um prêmio merecido. É como sentir os pés descalços correndo atrás da bola nas areias do meu saudoso Barro Branco, ou quem sabe, o prazer de conseguir tirar o umbu mais alto e mais inchado do umbuzeiro do açude velho, enfim, é como poesia para a minha alma.

Ariano Suassuna é humano, um homem de carne e osso, com um corpo que lentamente se rende à ação dos anos. Mas Ariano é mais que isso. Ele encerra em si a poesia na sua sublimidade, e numa noite de primavera me deu de presente a imagem da simplicidade em suas mãos.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Eu Te Amo De Várias Formas Ditas (Ou Não Ditas)

(by Cinthya)

Manoel e Vitória casaram muito novos, como sempre acontecia na zona rural dos pequenos municípios do interior Pernambucano. Dessa união veio o primeiro filho, o segundo, o terceiro... o vigésimo filho. Eita 'nois'! Vinte filhos de uma única união. Nunca houve uma briga, uma separação. Nunca pediram 'um tempo' ou precisaram viajar sem a presença do outro para repensar a relação.
Como as coisas eram tão diferentes do que temos hoje, talvez nunca tenham dito, sequer um EU TE AMO em palavras. Mas, um casamento que dura setenta e três anos já é, por si, uma prova de amor imenso.
Manoel, com o passar dos anos e com a ida para a cidade, foi adoecendo e ficando debilitado fisicamente. Mas continuou extremamente carinho e amoroso com todos os filhos, os netos, os bisnetos. Vitória, por sua vez, tinha força física, mas a mente comprometida. Foi-se esquecendo de todos, lembrando por momentos e depois voltando a esquecer. Engraçado! Também nisso eles se completavam.
Quando viajavam para casa dos filhos, em outra cidade, para tratamento médico, sempre perguntavam pelo parceiro que ficara em casa:
- Minha filha, Manoel já jantou? Coloque o jantar dele primeiro. Ele come cedo.
Ou então:
- Será que Vitória tomou o remédio?
Isso também era dizer EU TE AMO em alto e bom tom.
Quando em casa, estavam sempre juntos. Assistiam a TV juntos, sentavam na varanda juntos e mesmo quando ele não mais andava, estavam sempre juntos. O dia inteiro juntos. Por vezes se podia ver um a olhar o outro. Em silêncio, apenas observando o companheiro. Como se os olhos gritassem EU TE AMO.
Manoel piorou de sua doença e em 24 de dezembro de 2008, as 17h30min veio a óbito, na sua cama, no seu quarto, na sua casa, em meio aos seus filhos e netos. Foi o natal mais triste daquela família.
No velório, por vezes Vitória parecia em outro mundo, por vezes dizia: "Foi um grande homem, marido e pai de família"... Depois, calava-se e ficava alheia a tudo. Isso também era dizer EU TE AMO.
Passaram-se trinta dias de sua partida quando a família juntou-se para celebrar a missa de um mês de falecimento de Manoel. Aos pés do altar estava Vitória. Linda, bem vestida e perfumada. Sentada na sua cadeira especial. Calada. Particularmente calada naquela tarde. Ao término da missa ela disse: "Podem me deixar aqui, aos pés de Jesus". Os filhos a levaram para casa - no outro lado da rua.
Ela tomou seu cafezinho e disse: "Hum... Que delícia!"
Naquela tarde estava agendada a visita do médico para ver o estado dela. O médico da família chegou e a sentou no leito para sentir seus batimentos. Pediu para que ela deitasse para facilitar o exame e ela deitou... Na mesma cama onde o marido falecera há exatos trinta dias.
Eram 17h30min do dia 24 de janeiro de 2009 quando Vitória deu seu último suspiro. Ali na sua cama, no seu quarto, na sua casa, em meio aos filhos, netos e médicos.
E essa também foi uma forma de dizer EU TE AMO.

  

Essa é uma das mais belas histórias de amor que já vi ou ouvi. A história de um bem sucedido casamento, um amor sem adornos, alegorias ou contos de fadas. Um amor simples, sem nada de extraordinário ou extravagante. Uma relação sem declarações escancaradas.
Um amor concreto, real, e forte. Um amor de respeito, de parceria, de cumplicidade.
Um amor tão forte que nem a morte separou.
Manoel e Vitória entraram para a história da pequena Trindade/PE. E é com as lágrimas jorrando, o coração apertado e cheia de orgulho que termino de escrever para vocês a linda história de amor dos meus avós.

Uma saudade imensa deles.

Ainda sinto o cheirinho aconchegante que só eles tinham... O cheiro de um era o cheiro do outro...

Um amor para recordar, enfim!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

... E QUANDO EU ABRO O MEU SORRISO, O MUNDO SE ABRE PARA MIM.

Ah Vevel!!!
Que sintonia essa nossa, hein???
O texto que fiz para postar hoje, fala justamente do amor. Esse amor que me move, mesmo quando estou parada. Esse amor que me faz viver mesmo quando choro essas feridas que trago na alma causada pelas desilusões passadas.
Ah, o amor!!! Tão mágico, tão sublime. E não falo somente de um amor de casal, falo do amor como um todo. Amor à vida, ás pessoas, a nós mesmos.
Sou uma romântica irremediável.
E acho o máximo ser assim!!!
E é esse amor que não me deixa muito tempo no fundo do poço... Aos poucos, escalo as paredes e não há nada que me impeça de alçar vôo novamente.
E quando eu abro meu sorriso, o mundo se abre pra mim.

Boa leitura!!!

SOU ROMÂNTICA, SIMPLESMENTE!

(by Cinthya)

Um romântico não escolhe ser romântico. Ele nasce romântico, ou melhor, um romântico não nasce simplesmente, ele renasce de algo que já existe, de um mundo perfeito, de uma realidade que de tão real é um sonho.

A minha alma conhece a perfeição, sabe que o belo existe nas suas mais ousadas formas, sabe da existência de uma paz constante e absoluta, já viveu o amor na sua mais sublime fórmula. E não preciso ser louca para afirmar isso, a minha alma me grita a todo instante, está registrado nela, eu sinto.

Vivo cada instante dessa minha existência numa busca incansável pelo saciar desse meu desejo de reviver essa perfeição que já vivi em algum tempo. A todos os instantes me vejo mergulhar nesse objetivo. E não me canso, não desisto, não me perco no caminho.

Sou consciente de minha realidade, mas sei, antes de mais nada, que eu e minha alma podemos mudar o que vemos ao nosso redor. Eu e o eu que encontro em minha alma.

Sou romântica porque vivo intensa e maravilhosamente todos os meus instantes. Conheço a beleza de chorar um amor perdido, um amor que simplesmente me trocou por um outro coração, mas conheço também a beleza de viver nos olhos apaixonados do outro todos os sonhos de um futuro feliz.

Conheço igualmente a beleza de querer fugir do exterior e me trancar em mim mesma pra procurar entender meus conflitos, como também conheço a beleza de, sendo mulher, me sentir amada, tocada, acariciada, invadida, de ser levada ao paraíso num êxtase completo da alma.

Sou romântica porque vivo numa busca eterna pelo eterno prazer. E não importa se eu não o encontre agora, importa sim, a busca. Vivo dessa busca, me empenho nela e ela é meu combustível. Sinto prazer ao chorar, vejo beleza em minhas lágrimas. E se ganho, logo encontro outro ideal, e mais uma vez recomeço a busca.

Sou romântica porque adoro o belo, o irreal, o que de tão puro parece inexistente.

Sou romântica não só por escrever cartas de amor, que de ridículas não têm nada, mas também por idealizar, acreditar e lutar por uma sociedade digna, justa e perfeita para os povos.

Utopia?

Não.

Anseios de uma alma que nasceu para ser livre.

Um Amor Pra Recomeçar...

Ah, o amor! Como não falar do amor? Tão presente em tudo.


Hoje tive o prazer de encontrar uma amiga de longas datas, mas que a confusão e o caos que tentam nos tragar diariamente, insistem em afastar.
Reencontro de amigas sabe como é, a introdução e as perguntas são sempre as mesmas:

Ela: Menina, me conte como você está. E o namoro?

Eu: Estou ótima, amiga!! Graças a Deus, mas o namoro não vai muito bem. Ando sem paciência pra namorar e com "preguiça" de cultivar um relacionamento que precisa da colaboração dos dois. "Minha alma viajante e meu coração independente" ainda estão arredios e sem vontade de estacionar. Mas depois falo de mim, me conte como você está. Está namorando?

Ela: Estou! E estou me sentindo uma "papa-anjo"

Eu: Hahaha bobagem!! Amor não tem idade.

Ela: De fato, ele tem 23 anos e me conquistou. Muito maduro pra idade dele. Me observou durante muito tempo, até que uma amiga em comum nos apresentou. Conversamos e ele me contou com riqueza de detalhes os lugares que eu frequentava e até como me vestia. No começo me esquivei, mas ele foi gentil, paciente e muito inteligente. Até que não tive dúvidas, me dei mais uma chance.

Minha amiga, é uma jovem mãe solteira, foi mãe muito nova e durante a gravides foi abandonada pelo pai do seu filho. Por causa da desilusão amorosa e por alimentar  dentro de si o monstro do preconceito, não se deu mais a oportunidade de ser feliz, de sentir viva, de se sentir mulher.
Por medo do que "os outros vão pensar" e por medo de ser rejeitada por ser mãe solteira, se trancou dentro de um casulo imaginário e achando pouco, construiu em torno de si uma barreira instransponível.
Mas, o amor chegou de mansinho e deu um golpe certeiro e ela nem se deu conta.


Essa conversa com minha amiga só me fez ter certeza de uma coisa que eu já sabia a muito tempo: O preconceito está dentro de nós, é na nossa cabeça que ele se desenvolve. É dentro de nós que temos que trabalhar isso. Trabalhar e eliminar de uma vez por todas. Não é possível que em pleno século XXI ainda alimentemos pensamentos tão primitivos.

Amiga, como eu sei que você lerá esse post eu quero deixar um conselho pra você: Aproveite cada minuto que essa nova experiência lhe proporcionar. Se dê a chance de ser feliz de novo e esqueça os fantasmas das antigas e fracassadas relações. Como uma esponja absorva ao máximo tudo que este novo amor vier a te oferecer. E não esqueça, amor não tem idade.

Muito amor pra todo mundo. O amor faz bem pra pele, rejuvence e dá vida.

Viva o amor!

Verônica.

Que País é Esse?





Pensando no que iria escrever hoje, me ocorreu a seguinte dúvida: Eu vou ficar sempre na sensação de observar o cotidiano e dele extrair algum assunto relevante pra dividir aqui? Mas por outro lado, publicando ou não, eu continuarei a observar, então... Já que tenho vontade vou externar.
Primeiro, assisti ontem com muito pesar uma reportagem falando sobre a vida de Renato Russo, tinha tudo pra ser mais uma reportagem repetitiva e cansativa sobre um cara que foi idolatrado como um deus. Mas não foi! Foi a narrativa simples e singela da vida de um pobre homem rico. Foi do inferno ao céu e voltou ao inferno de novo. Teve fama, poder, honrarias e muitas glórias. Mas mergulhou num imenso vazio e deu fim a própria vida. Numa busca desesperada de não se sabe o quê, buscou abrigo e refúgio nas drogas e não encontrou. Quando Renato Russo morreu eu tinha apenas 13 anos, gostaria muito de ter acompanhado mais a sua vida e seu trabalho, mas não pude. Hoje, me resta o pesar e a lamentação por ele, que não soube cuidar da própria vida e não soube cultivar o que a fama deu de melhor. Possibilidades.
Então eu me pergunto: O que leva uma pessoa a destruir a própria vida? Interromper um caminho que tinha tudo pra ser tão longo? Permanece a dúvida.


Agora, meu espírito questionador e inquieto se vê diante de outras, intermináveis, dúvidas.
Assistir jornal hoje em dia é só pra ver desgraças e barbaridades, mas hoje em especial, algo me tocou. O desabafo de uma profissional da área de jornalismo que na teoria deveria estar acostumada com tragédias e noticias ruins, mas não está! Não está porque é humana, não está porque é mãe, e mulher. Tem medos fraquezas e acima de tudo sensibilidade para ver e se comover com os fatos. O desabafo:
"Desabafo: já apresentei centenas de jornais e hoje foi muito difícil. Estou angustiada até agora. Duas adolescentes decapitadas e um pai.... que não teve apoio da polícia. Um menino de 10 anos, cheio de sonhos, morto dentro de casa e o pai não conseguiu socorro. Uma mulher...... sequestrada e torturada. Um motociclista arrastado por 8 quilômetros por um caminhoneiro bêbado. É duro falar tanta violência. Desculpem o desabafo. É triste constatar que é como se estivéssemos voltando no tempo. O tempo dos bárbaros."
Patrícia Nobre


É, Patrícia... Nós também não estamos nada felizes com o que vemos, e tenho muito medo do futuro. "Nosso futuro é duvidoso" Não faço ideia do mundo que nossos filhos encontrarão e tanta violência me assusta. Seja violência contra o próximo ou contra si mesmo.


Independente da religião de cada um, eu desejo muita fé que dias melhores virão. E acima de tudo, desejo muita paz!


Peguei o gancho do post anterior da minha parceirona que me mata de orgulho. E peço desculpas, pelo choque de realidade, depois de um texto tão belo de uma alma poética como a dela.


Verônica.