terça-feira, 30 de novembro de 2010

D E U S

(by Cinthya)

Entender, na íntegra, o que ou quem é Deus ainda me é muito difícil. Não creio que Deus seja uma figura humana, em forma de velhinho e que fica sentado no seu trono, com um cajado na mão, acariciando a sua enorme barba branca, como me foi ensinado na infância, não sei nem por quem.

Também não acredito que Deus seja um homem com cara e rótulo de bom, mas que castiga os seus filhos e os condena a sofrimentos eternos em lugares sombrios e amaldiçoados.

Não aceito que Deus seja algo ou alguém fictício, inventado por alguma pessoa que queria impor limites aos outros.

Deus, eu acredito, vai muito, muito além de tudo o que possamos imaginar sobre Ele. Talvez ele seja o Universo em si, com todas as suas leis perfeitas e casadas, com toda a sua magia; ou quem sabe ainda, Ele seja uma força capaz de manipular, mudar e criar tudo o que é necessário para manutenção de sua obra maior: o todo.

Deus, quem sabe, é uma energia dissociada, mas não dissipada, existente em cada ser, em cada flor, em cada orvalho, em cada humano. Se essa fosse a teoria certa, para entrar em perfeita sintonia com Ele, precisaríamos estar antes, em perfeita sintonia com nós mesmos e depois com o nosso próximo. E, segundo o mandamento mais importante da Lei Divina, nós devemos amar ao próximo como a nós mesmos, ou seja, primeiro temos que nos amar, para em seguida amar o outro com a mesma intensidade, pois Deus habita em cada um.

É difícil tentar conceituar Deus em nossa visão tão limitada. O que sei de concreto sobre Ele é que nEle eu encontro a força que me faz levantar depois de cada queda que levo na vida; Ele me dá confiança para entrar nos lugares mais sombrios em busca de sonhos que ainda não realizei; o que sei realmente sobre Deus, é que Ele está sempre comigo, mas às vezes eu não O permito agir, não dou ouvidos a Ele e Ele, ainda assim, me ampara e me socorre quando choro as minhas dores.

O que posso afirmar sobre Deus é que Ele não me castiga, eu é que respondo por minhas escolhas erradas.

Deus é esperança, porque quando penso que todas as portas já se fecharam, eis que Ele abre uma fresta e a luz entra novamente na minha vida.

Deus é conforto, porque quando penso que sou a criatura mais errada no universo, eis que é no colo dEle que eu repouso minha cabeça e choro o meu arrependimento.

Deus é confiança, porque nos momentos em que pensei ter encontrado o meu fim, bastou uma simples frase: “Pai, ajuda-me!” E Ele estava comigo, me fazendo vencedor.

Deus é amor, porque eu o nego a todo instante, tenho tapado meus ouvidos aos seus apelos, tenho fechado os olhos aos seus sinais e ainda assim, quando preciso de alguém, é Ele que está de braços abertos pra me receber, como um Pai sempre recebe um filho.

Eu não sei quem ou o que é Deus, mas posso afirmar que Ele é a razão maior de eu estar aqui hoje.

O Casamento de Cassandra

(by Cinthya)

A partir de 2010, o dia 13 de Dezembro não será somente dedicado a Santa Luzia e a Luiz Gonzaga (aniversário dele).
No próximo dia 13 de Dezembro,  Cassandra dirá seu 'sim' marcante ao seu esposo.
Uma história tão atual, de um amor sem frescuras, que começou com um encontro meio que desencontrado, depois um desencontro para aparecer o reencontro definitivo.
Cassandra sempre procurou um amor simples, como o amor descrito por Renato Russo em "O mundo anda tão complicado", aliás, ela ama essa música. E Alberto apareceu em sua vida da forma mais singela possível e foi ganhando espaço, mais e mais até decidirem formalizar a união.
Sabe aquele amor pé-no-chão? Onde cada um já trouxe consigo uma carga grande de dores passadas, erros cometidos e que agora sabe exatamente o que não quer? Então, é mais ou menos assim essa história.
Aos poucos construindo a vida, comprando as coisas, conquistando o espaço. Tudo de forma natural, calma e simples.
A vida deu uma cartada certeira e foi nítido o poder que Deus tem sobre tudo. As voltas que a vida deu para que esse reencontro acontecesse foi surreal. Contando, não se acredita. Mas... Ainda bem que é a mais pura verdade.
E agora, a minha amiga vai poder ver o marido "dormir que nem criança com a boca aberta".
Que maravilha!
Até que enfim, Cassandra!
Você soube esperar e Deus, como sempre, não falhou com você.
Sonhos realizados!

PS: Cassandra, faça a lista dos defeitos dele, para depois não se pegar esperando o que não existe, ok?

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Você Sabia Que Ele Era Assim...


(by Cinthya)

Era tarde de domingo, eu curtindo uma morgação depois de passar a noite Dandalundeando com Margareth, observava meu filho dormindo, conversava e cochilava na frente da TV, vendo Titanic (aff! Titanic de novo, ninguém merece e ainda mais de ressaca!). Em certa parte do filme o Leonardo de Caprio (não recordo o nome do personagem) disse para a Rose o que mais gostava nela, o que nela o fascinou. Então minha amiga que assistia ao filme comigo, disse: “Se ficarem juntos, essas qualidade que ele ressaltou serão, mais tarde, motivo de desavença.”
Achei intrigante o que ela falou e, como não tava mesmo ligada no filme, começamos a conversar. Ela falou que no inicio de seu namoro, o par dela dizia que uma das características dela que o havia encantado era a capacidade de raciocínio rápido que ela tem. Sempre com uma resposta na ponta da língua. Ele disse que era deliciosamente intrigante o dom que ela tinha de deixá-lo sem graça e isso era raro.
O tempo passou e eles casaram. Hoje, o motivo maior das desavenças, segundo ele, é o fato dela ter sempre uma resposta pronta para dar. Se ele reclama de algo, ela rebate na hora.  Se ele critica, ela, quase que de forma instantânea responde em disparada. E isso, que outrora o encantava, hoje o irrita.
E aí eu pergunto: Por quê?
Por que as pessoas permitem o desgaste dos relacionamentos? Por que não fazem manutenção nas relações, nos sentimentos? Por que não falam abertamente quando a primeira mágoa ameaça surgir? Por que não dizem, de forma clara e sincera o que sentem, o que esperam do outro?
Isso me fez lembrar o pai do meu filho conversando com um amigo e falando que no início do relacionamento, nós (mulheres) sequer percebemos a toalha molhada em cima da cama, a camisa pendurada na cadeira da sala de jantar  ou a cueca que, jogada no meio do quarto parece uma obra de arte (nunca vi cueca mais linda!). Nada disso percebemos. Mas... Basta assumir algo mais sério, que a visão se renova e se passa a ver todos os detalhes possíveis (e impossíveis também, tipo um fio de cabelo na camisa dele há metros distância de você).
O pior dessa conversa deles é que o fundo de verdade é gritante. Homens e mulheres querem seduzir seus parceiros, agarrá-los. E para isso não medem esforços e até perdem a visão. Depois da conquista concretizada, a visão vai voltando, a tolerância vai sumindo e a desarmonia se instalando.
Será que casam esperando que os defeitos do parceiro desapareçam? Achando que, se não conseguir mudá-lo, vai conseguir ao menos não enxergar as falhas dele?
Imagino que a vida a dois, não seja tão fácil, mas tenho certeza que se pode escrever lindas histórias.
Bem, acho que quando eu casar (‘se’ eu casar) vou fazer uma lista de todos os defeitos do meu parceiro e vou ficar repetindo todos os dias que “estou vendo que ele é assim. Depois não posso me chatear se não vier nada de diferente”.
Ai, ai...

A Angústia de Uma Mãe


(by Cinthya)
Tenho uma amiga que, assim como eu, é mãe solteira. O filho dela tem 5 aninhos e na sexta-feira passada ela foi chamada na escola para uma conversa com a psicóloga.
A escola informou que o filho dela está com deficiência no aprendizado, não conseguindo acompanhar os demais coleguinhas de turma. Estava isolado e chorava com facilidade. Em entrevista com a psicóloga, ele disse que sentia falta da mãe e referiu-se ao pai como o “pai do passado” (a mãe tem um novo namorado que, aliás, é muito amigo da criança).
Minha amiga veio me ver hoje para conversar. Disse estar arrasada e se sentindo uma ‘mostra’. Que precisa trabalhar para manter o filho, mas que também precisa estar com ele para não deixar lacunas no seu emocional.
Eu, por minha vez, tenho também essa preocupação. Em dar ao meu filhote o melhor tempo possível. Não o maior, porque trabalho o dia todo, mas o MELHOR. Brincar quando estamos juntos, conversar com ele, ouvi-lo, ler livros, assistir ao DVD de Aline Barros (ou “Arrino” Barros, como ele mesmo diz), Patati Patatá, Teleco Teco, Xuxa, etc, etc, etc...
Mãe Solteira é Guerreira, porque no meu caso, ele sabe que o pai está lá, no Rio de Janeiro, mas só o vê de mês em mês... A educação diária, a responsabilidade em preencher todas as lacunas, responder todas as questões, impor todos os limites é minha. Apenas minha.
Enfim... Se voltasse no tempo e pudesse escolher, faria tudo igual porque dá um trabalho danado, mas nada nesse mundo é mais rico do que ouvir ele dizer: “Mamãe, te amo pla semple”.
A todas as Mães Solteiras, um abraço e meus parabéns e para a minha amiga, em especial, muita calma e muito diálogo com o seu pequeno. Não há nada que o amor de mãe não resolva.
A gente chega lá!

Qualidade de Vida


Verão chegando, academias lotadas e o famoso "projeto verão" a todo vapor.
Ano novo chegando e com ele as inúmeras promessas. A maior de todas e presente na lista de 90% das pessoas que eu conheço é a de emagrecer.
Com um probleminha de hipotireoidismo que me acompanha a tempos, tenho uma facilidade enorme de ganhar peso e uma dificuldade sobre-humana de perdê-los, aí decidir procurar ajuda médica. Uma visita recente a nutricionista movida pela quantidade de quilos que adquirir em um espaço curto de tempo, de uma maneira aparentemente inexplicável, visto que não mudei minha rotina alimentar, me fez constatar essa deficiência na produção de hormônios, não perdi tempo, já marquei a consulta com o endocrinologista pra começar a tomar os remédios. Aí minhas amigas me perguntarão: O Que isso tem a ver com o título do texto e por que você está compartilhando isso conosco? Eu respondo: Tudo a ver. Pelo simples fato de sabermos que nossa qualidade de vida está diretamente ligada a nossa rotina, o que comemos, o que fazemos para movimentar nosso corpo, com que frequência vamos ao médico.
Minha eterna luta contra a balança vai além da vaidade, claro que quero me sentir magra e bonita, não levo em conta o padrão de beleza imposto pela mídia carrasca e ditadora, isso não, mas sei que minha alto-estima está ligada ao meu peso, mpor isso me preocupo bem mais com a saúde, quero além de me sentir bonita, me sentir bem. Quero estar em paz comigo mesma, e passar segurança nas minhas palavras e nos meus atos. Por isso tô empenhada nessa campanha. Um bota-fora de quilos que não me pertecem.
Quando eu alcançar meu objetivo juro que venho aqui contar pra vocês.

Desejo muita saúde e uma excelente qualidade de vida à todos.
Verônica

domingo, 28 de novembro de 2010

Amiga Corujão


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(by Cinthya)

Ontem eu estava no show de Maragreth Menezes com minha irmã e alguns amigos. Margareth nos traz grandes e maravilhosas lembranças... Dias mais que animados de carnaval na capital baiana. Oh saudades!!!!
Enfim, já eram umas 03h00min, e a gente tava pulando e se derretendo nesses 40 graus São Franciscanos. A sensação era de total ‘descarrego’ de todas as energias ruins, problemas e preocupações. Foi quando passei sms para uma amiga que estivera conosco em Salvador e que agora mora em Fortaleza. Não sei se ela estava dormindo, com crise de insônia, amando, na balada, chorando, enfim. Não sei.
Só sei que é muito bom a gente saber ser amado, lembrado. É muito bom receber uma mensagem de um amigo, em plena madrugada só pra nos dizer que “Queria muito que você estivesse aqui, pulando com a gente, como nos velhos tempos. Te amo.”
Um simples gesto desses faz o dia (ou a madrugada) de alguém ser muito mais colorido.
Por isso eu sempre digo aos meus amigos o quanto os amo.
E quem é meu amigo sabe que não há hora para eu expressar meu carinho.
O meu amor não tem hábito de agendar horário. Ele, simplesmente, ama.

sábado, 27 de novembro de 2010

O Desencontro


Hoje eu vou contar a história de João e Maria. (Não, eu não vou falar sobre o pé de feijão. João e Maria são nomes fictícios dos personagens de uma história linda e real. Um breve resumo.)

João e Maria se conheceram de uma maneira inusitada. Ele: sorriso tímido, ar faceiro, inteligente, mente aberta. Ela: Sorriso largo, descontraída, coração bom... Após algumas longas e infindáveis conversas empolgadas  perceberam que tinham muito em comum e a identificação foi recíproca. Daí pra surgir a paixão, não demorou muito. João ardendo de paixão embarcou sem medo, sem culpa, sem limites rumo ao desconhecido. Maria, apesar de apaixonada, estava mais cautelosa e comedida, amedrontada. Os meses foram passando e João continuava no mesmo nível de paixão e dedicação. Já Maria... Ah, Maria... Essa foi desanimando, esfriando, esmorecendo e sem saber lidar com a paixão vinda de João, foi deixando o romance escapar entre os dedos. Outros "Josés" entraram na vida de Maria, assim como "Joanas" passaram pela vida de João, mas como o tempo é o senhor de tudo Maria percebeu que era em João que encontrava o que procurava, logo, os "Josés" foram ficando pequenos, inferiores e precários aos olhos de Maria. Acontece que a roda da vida não para e a vida de João continuou. Assim muita coisa foi ficando ao longo do caminho, muita coisa se perdeu com o tempo e hoje as coisas não são mais como eram antes. Maria e João se apaixonaram em tempos diferentes. Ainda há sentimento em João, mas um imenso abismo se formou entre os dois e eles não sabem como contorná-lo.

A mim, cabe o papel de boa amiga e desejar sorte a eles.
A Maria cabe o papel de seguir seu coração, e decidir se quer ou não tentar recuperar o que foi perdido.
A João, ah, a esse eu não sei que papel cabe. Só posso desejar sorte!

Bom final de semana à todos, de preferência com muitos encontros e nenhum desencontro.

Verônica.