terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Mulheres Investidoras

Número de mulheres na Bolsa cresce nove vezes em sete anos.
Ao final de 2009, a BM&F Bovespa contabilizava 136.062 mulheres investidoras. De acordo com os dados, divulgados na última semana, o número é nove vezes maior do que o registrado em 2002, quando 15.030 mulheres tinham o CPF cadastrado em agentes de custódia. No fechamento do ano, elas detinham 24,63% de participação.

Esse foi o título da matéria que li no caderno de economia da página da UOL.
Mais que um monte de dados, essa matéria que foi publicada em 11/01/2011 fala sobre a evolução da mulher também no mercado financeiro. Dia a dia, passo a passo as mulheres vão ganhando força e espaço num território antes totalmente dominado por homens.  É uma evolução notável, e precisamos dar ênfase a esses avanços. Sabem aqueles homens que ficam feito loucos com vários telefones no ouvido e todos falando ao mesmo tempo? Um caos absurdo que um leigo não faz a menor ideia do que eles estão fazendo e como conseguem em meio ao tumulto. Eles são os corretores, negociadores do pregão, e já tem mulher por lá também, é sim! Existem hoje mulheres trabalhando nessa função, antes, exclusivamente masculina, assim como tantas outras. O que eu quero com essas linhas é mostrar para  todas as mulheres que nos lêem que nós podemos. Yes We Can! Claro que podemos. Lembrem-se: A presidente da ANAC é uma mulher, a presidente da Petrobrás é uma mulher, a presidente do Brasil é uma mulher. Todas nós podemos fazer tudo que nos der vontade. Devemos, apenas, nos prepararmos e encararmos como um desafio possível. Já que é possível então, façamos!
Podemos ser mães, mulheres, filhas e profissionais tudo isso ao mesmo tempo. Para tanto, é importante que não pautemos nossas vidas. Não devemos nos reduzir ou limitar nosso trajeto. O céu é o limite.
E mostrar para os homens, que se ainda houver algum tipo de preconceito ou sentimento de superioridade, eu tenho quase certeza que não há, mas, se houver, que se desfaça agora. Estamos na era das possibilidades.
Verônica

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Nasci Para Morrer de Amor (Amor?)


(by Cinthya)

Laís é uma mulher nova, bonita e talentosa. Uma daquelas garotas de subúrbio que tem tudo para se dar bem na vida. Mas a história dela é um pouco diferente disso.
Mãe solteira, Laís conheceu um cara com quem namorou e decidiu dividir o mesmo teto. Ele assumiu o filho de Laís e deram início a uma história turbulenta.
Ciumento demais, Danilo começou a desconfiar de tudo e de todos que cercavam sua mulher, não queria mais que ela trabalhasse ou estudasse. Como Laís não abriu mão do trabalho, Danilo a esperava na esquina todas as noites (sempre em esquinas diferentes), sem avisar, como que em busca de algum flagrante (que, por sinal, nunca aconteceu).
Laís chegou a pedir o fim do relacionamento, saiu de casa. Mas Danilo não a deixou em paz e findaram voltando. Nessas idas e voltas, Laís engravidou. Deu a luz ao segundo filho, dessa vez, filho de Danilo. Estava assim ainda mais presa àquela história de um amor de insucessos.
Certa feita a encontrei e perguntei como estava sua vida, ela disse que estava muito pior do que era antes. Que Danilo não mudara, que na última briga ele a tinha agredido fisicamente, na frente das crianças.
- Caramba, Laís. E vocês se separaram depois disso? – perguntei aflita. 
- Não. Pedi para ele sair de casa, mas ele disse que não sai. Que se eu não quero mais, eu é que tenho que sair.
- E então?
- Então que não tenho para onde ir... Vou levando pra ver onde vai dar.  Se ele me agredir de novo, vou à Polícia. Mas ele não terá coragem de me fazer mal. Sou mãe do filho dele.
Queria ter essa certeza. Mas não tenho. E confesso que fiquei muito preocupada com ela.
Não sei o que prende uma mulher a uma situação dessas. É como se você estivesse vendo o triste fim na sua frente e acreditasse que isso vai mudar num passe de mágica. Acreditar no improvável. Apostar num resultado sendo que o preço da aposta é a própria vida. Tantas mulheres vivem esse drama de se verem presas a uma relação falida e não terem coragem de dar um fim, de voltar a sonhar, de retomar as rédeas de suas vidas. Daí a gente fica a imaginar o que as levam a aceitar isso. Seriam Cinderelas Modernas (ver post http://t.co/5QQ1qnP)?
Laís é tão nova e tão bonita, acredito mesmo que a vida tem muitas outras opções para ela, basta que ela tenha coragem e dê o primeiro passo. Mas eu não posso arrancá-la de lá, não posso fazê-la enxergar sob a minha ótica, sequer posso julgá-la.
- Você não sabe o que eu passo, o que eu escuto dele... (silêncio para uma lágrima)... Mas eu tenho dois filhos. O que você quer que eu faça? - me disse ela certa vez.
- Quero que você seja feliz, Laís. Só isso!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Você Tem Fome De Que? Você Tem Sede De Que?

Na irreverente e direta canção de Arnaldo Antunes, Sérgio Brito e Marcelo Fromer que foi sucesso do rock nos anos 80 brilhantemente interpretada pelo grupo Titãs, a canção "Comida" soou diferente aos meus ouvidos hoje, particularmente hoje. Perguntas que não saiam da minha cabeça: Você tem sede de que?
Você tem fome de que?...

"...A gente não quer só comida
A gente quer comida
Diversão e arte
Você tem Fome de que...? "

Exatamente! Diversão e arte, é isso que eu quero. Quero abraçar o mundo.

Eu tenho fome de viajar o mundo, tenho sede de conhecer países, estados e culturas diferentes. Tenho desejos ainda inalcançados e sonhos não realizados. Quero me formar no curso de direito, quero ter um apartamento para decorá-lo como eu bem entender, quero um carro vermelho, quero um emprego que me realize profissionalmente. Quero tanta coisa...  Pra muitos pode ser bobagem, mas pra mim é muito, é importante. E eu vou realizar. São realizações pessoais e intransferíveis, sonhos egoístas e particulares, dos quais, eu não abro mão.

Uma vez na sala de aula numa dinâmica de grupo, a professora nos fez o seguinte pedido: Enumere seus desejos de acordo com suas prioridades. E assim eu fiz:

1- Quero me formar em direito  e passar num concurso publico federal
2- Quero comprar um apartamento, e ter uma cozinha toda branca
3- Quero comprar um carro vermelho do ano
4- Quero conhecer Machu-Picchu e a Itália
6- Quero casar e ter filhos

Para a minha surpresa, muitas meninas da minha sala, colocaram como prioridade 1 o que está em 6º lugar, na minha lista... E no cotidiano, acontece muito, conheço muitas mulheres que sonham em casar e ter filhos, e  fazem disso prioridade. Sabem aquela música do Tim Maia "Não Quero Dinheiro, Só Quero Amar"?
Discordo plenamente, principalmente da parte que diz:
"...Quando a gente ama não pensa em dinheiro
Só se quer amar
Se quer amar
Se quer amar
De jeito maneira
Não quero dinheiro
Eu quero amor sincero
Isto é que eu espero
Grito ao mundo inteiro
Não quero dinheiro
Eu só quero amar
.."

Desculpa, Tim! Mas eu discordo de você. Eu quero dinheiro, não muito, mas o suficiente pra suprir minhas necessidades, satisfazer meus desejos e realizar meu sonhos. Até porque não há amor que resista sem dinheiro. Sejamos práticas. As românticas de plantão podem até discordar, mas gostaria de lembrá-las que até pra te dar um buquê de rosas e te levar naquele restaurante fantástico que você adora, seu amado precisa de grana, tá?

Como já disse, meu mal é que eu sonho demais e planejo de menos. Mas um novo ano está aí, e ele chegou trazendo muita coisa nova, inclusive, a pressa e a necessidade de alcançar os objetivos.
Casamento é consequência. Constituir família? Depois a gente pensa nisso. Encontrar um grande amor? Ok! Mas, sem pressa...

Então, é isso...

Verônica.


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Adoro Quando Ele Faz...


(by Cinthya) 

Namorar é gostoso demais, ter uma pessoa ao seu lado com quem você pode compartilhar histórias, momentos, manias, micos, descobertas. Uma pessoa em quem se pode confiar de verdade. Isso é muito legal.
É delicioso quando um parceiro descobre o que mais agrada o outro. E põe em prática essa descoberta. Algumas coisas me encantam ao ponto de fazer a relação se solidificar e tornar-se ainda mais especial. E mesmo quando acaba, o parceiro fica guardadinho no lado bom das lembranças, como alguém especial que entrou na minha vida e dividiu comigo bons momentos e grandes descobertas.
Adoro, por exemplo, quando me tocam os cabelos, acariciando-os de leve... Quando me tocam a nuca, suspendendo meus cabelos. Quando beijam as minhas costas. Adoro quando me abraçam demorado, quando me beijam sem pressa. Adoro quando o meu parceiro tira o relógio e o joga para o lado. Adoro quando seus olhos penetram nos meus e ficam ali por um bom tempo. Adoro quando tocam as covinhas que tenho nas bochechas. Quando contornam a minha boca com a ponta dos dedos. Adoro quando têm paciência e respeitam o meu tempo. Adoro quando escutam o que eu falo, prestando atenção.
Certa vez ia de Salvador para Aracaju na companhia de um homem lindo com quem namorava. Paramos numa lanchonete na estrada e ele perguntou:
- Quer algo, meu amor?
- Quero.
- Fale.
- Mas o que quero não tem aí. Preciso de uma acetona e algodão. Tenho que tirar esse esmalte!
Mesmo sendo uma lanchonete ele perguntou se a moça não teria a acetona e o algodão para me ajudar. Ela não tinha, claro. E a história ficou por aí mesmo. Não falamos mais sobre isso.
Chegamos em Aracaju já era tarde e estávamos exaustos. No dia seguinte saímos cedo. Ele parou numa farmácia para comprar um remédio e eu fiquei esperando no carro. Daí a pouco ele me entragou a sacolinha. Eu pus na bolsa sem olhar o que era. Chegando no hotel peguei a sacolinha para entregá-lo e ele disse:
- É sua.
Abri. E lá estavam um pacote de algodão e um frasco de acetona!
Nunca esqueci disso. Da delicadeza dele em lembrar do meu pedido. A vontade dele em satisfazer o meu desejo. O prazer que ele tinha em me ver sorrir era um grande diferencial daquela relação.
É isso. É exatamente isso que eu adoro que eles façam.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

"Será Que Eu Sei Que Você É Mesmo Tudo Aquilo Que Me Faltava?"


(by Cinthya)

O meu colega de trabalho, que divide comigo todos os pepinos que nos chegam e me auxilia a desativar todas as bombas que nos são lançadas, estava particularmente apreensivo esses dias. Reclamando que não tem dormido bem há umas quatro noites, que está muito ansioso, por isso come demais e que tem sentido dores de cabeça. Eu perguntei se ele está preocupado com algo em particular. Ele disse que não.
Depois fiquei pensativa...
- Maurício, que dia você noivou?
- Sábado. Sábado a noite.
- Hummm... Desde quando você está com esses sintomas de ansiedade?
Silêncio... Aquela expressão de Dejavu no rosto dele.
- Caramba, Cinthya!
- Entendeu?
- Caramba. Tô ancioso por conta do casamento... Mas o casamento será apenas no final do ano... E eu já estou assim?
Então lancei a pergunta que nunca se cala dentro de mim:
- Maurício, você tem certeza de que a Lorena é a mulher de sua vida e que você quer se casar?
Silêncio pensativo.
- Não. Não tenho certeza. Mas vou casar assim mesmo.
É incrível como a grande maioria das pessoas com quem converso sobre o assunto me diz que não tem (ou não tinha) certeza de que o casamento estava acontecendo na hora certa, com a pessoa certa. 
Casam por conveniência, casam por pressão da família, casam por 'peso na consciência' por terem mantido um relacionamento muito duradouro, casam por gravidez, casam por casar... Mas muito raramente casam pela certeza de estarem fazendo a coisa certa.
Não sei até que ponto isso tá ligado à infelicidade conjugal de muitos casais, mas é interessante pensar sobre o assunto.
Eu não casei, ainda. Tive oportunidades, mas nunca tive a certeza. E fui deixando a história passar e à medida que de fato passava, eu concluia: "é porque não era pra ser".
Hoje eu me pergunto "será que existe essa certeza?" ou apenas se faz um balanço de "prós e contras" e dependendo do resultado decide-se casar ou não?
Deveria existir um teste de laboratório, onde se coletasse o sangue para diagnosticar se é a hora, a pessoa e a ocasião certas para o casamento acontecer.
Enquanto a ciência não desenvolve esse teste, vou cantarolando com Nando Reis... "Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava?"

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Joguei (?) Fora As Fotos De Nós Dois...


(by Cinthya)

Estava decidida na faxina da minha "Caixa de Retalhos de Mim" onde guardo todas as fotos e bilhetes e lembranças que embalam meu coração. Decidida a mudar, desamar, desapegar e desapregar, separei todas as fotos dele e quis mesmo dar um bota fora daqueles bem dados, pra não deixar vestígios.
Lágrimas ainda rolavam vendo os bilhetes, os detalhes, lembrando da ocasião onde cada um fora feito. Encontrei um DVD e decidi assisti-lo. A cada música, a agulhada ia entrando mais profundamente no meu peito. Impossível não sentir. Tanta lembrança. Tanto desejo e tanto amor reprimido num só coração. Tantas perguntas perderam-se sem que as respostas fossem dadas. Tanta mágoa ficou guardada. Tantas palavras comprimidas num silêncio atormentador.
Olhei as fotos novamente... Pensei em colocá-las de volta na caixa, mas não as coloquei. Preciso passar essa página, fazer a fila andar. Abrir espaço para o novo aparecer. Desejar, de fato, que o novo aconteça.
O telefone toca e engulo o choro.
- Oi, Mulher Linda. Sou eu!
Estremeci e não consegui falar.
- Alô?
- Oi, estou aqui.
- Amanhã chego aí, ok? Fico 01 dia com vocês. Não poderei ficar mais que isso.
- Tá certo. - era muito difícil falar.
Guardei a caixa, mas as fotos continuaram entre a caixa de lembranças e o cesto de lixo.
Precisei ir com meu filho à farmácia. Me envolvi no mundo dele e a ida à farmácia se transformou numa aventura (tudo o que é visto sob a ótica do Pequeno Príncipe se torna uma aventura) e isso me fez pensar menos no "amanhã chego aí". Já estávamos voltando e o telefone toca. Era a minha mãe pedindo para falar com o meu filhote. Passo para ele, ele muda a fisionomia. Vejo o sorriso dele se abrindo. Os olhinhos apreensivos, nervosos olham pra mim e ele diz:
- Mamãe, vamos logo 'pla' casa. Meu Pai chegou!
Ai Deus... Cadê o chão?
Ao entrar na rua o meu pequeno avista o pai vindo em sua direção... Corre ao seu encontro. Um abraço demorado dos dois. E eu perdida nessa visão.
Depois o meu abraço, o meu beijo, o meu "Mulher Linda, Surpresa"!!!
Coração disparado...
Deixei Pai e Filho mergulhados no reencontro e entrei no quarto, apanhei a caixa de lembranças e repus as fotos lá dentro. Bem guardadas, com carinho e a certeza de que alguns elos não se desfazem. Que pode-se mudar o sentimento ou a intensidade do mesmo, mas o elo permanece, firme e não há porque sofrer com isso. Dei leveza à situação e aproveitei tudo. Afinal não sabemos nada sobre o amanhã. 
E a vida segue, as coisas acontecem (ou não)... Tudo no seu tempo.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Duas bolas, por favor!



Recebi esse texto maravilhoso por e-mail e compartilho com vocês, peço desculpas aos que vieram e não encontraram textinhos novos, vamos nos policiar mais para termos um Divã cada dia melhor. Beijos a quem é de beijos, abraços a quem é de abraços.

Verônica



Duas bolas, por favor – Danuza Leão

Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa, contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido.
Uma só.
Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa. Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.
O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de ‘fácil’).
Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.
Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo.
Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar.
E por aí vai.
Tantos deveres, tanta preocupação em ‘acertar’, tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação…
Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão…
Às vezes dá vontade de fazer tudo ‘errado’.
Deixar de lado a régua,
o compasso,
a bússola,
a balança
e os 10 mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.
Recusar prazeres incompletos e meias porções.
Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim: ‘Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora’…
Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo.
Um dia.
Não tem que ser agora.
Por isso, garçom, por favor, me traga:
cinco bolas de sorvete de chocolate,
um sofá pra eu ver 10 episódios do ‘Law and Order’,
uma caixa de trufas bem macias
e o Richard Gere, nu, embrulhado pra presente. OK?
Não necessariamente nessa ordem.
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago  . . .