quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Eu Não Curto Cantada De Pedreiro.


Não curto mesmo, nem se o pedreiro for um gostosão como esse aí  de cima.

Cantada de pedreiro, na minha concepção, é o ultimo recurso pra levantar a  moral de uma mulher. Há quem goste, existem mulheres que fazem questão de passar por obras e construções só pra ouvir as clássicas como: "Aê gostosa, você é o ovo frito que faltava em minha marmita." Ou ainda: "Isso é que é mulher, e não aquela carcaça que eu tenho em casa." E assim vai.. O repertório é longo e parece que a criatividade desses trogloditas não tem limite.
Levando em conta que o controle de qualidade dessa moçada, não é ISO 9002 e eles usam as mesmas pérolas para todas, exatamente todas as espécies do gênero feminino, aí é que a cantada não tem valor mesmo. Assobiar é uma grosseria sem tamanho não é? Eu acho.

 Eu particularmente, me sinto até ofendia ao ser chamada de "gostosa" por um gaiato que passa na rua, acho feio, baixo e vulgar. Me sinto como uma picanha suculenta no espeto, pronta pra ser devorada. Credo! Já recebi cada cantada hilária, e já até ri de alguma delas, mas essas expressões bizarras eu abomino. Mulher tem que ser respeitada, tem que ser tratada com carinho e não como um frango de padaria.

Esse lance de "me joga no google e me chama de pesquisa" comigo não funciona. Não chama minha atenção. Dependendo do nível provoca, no máximo, um sorriso. Por achar graça, que fique claro.

Portanto se você é homem e costuma usar essas técnicas, aqui vai um conselho: Pare imediatamente. Você vai conseguir, no máximo, criar asco e repulsa na sua pretendida. Se você faz isso apenas para "zoar" a mulherada,  certamente não faz ideia do que elas acham de você.

Se você é mulher e curte esse tipo de manifestação, também tem conselho pra você: Procure já um especialista, você surtou! Mulher poderosa e trabalhada na catilogência não se deixa levar por coisas tão primitivas. Se seu grau de carência chegou a esse ponto, eu lamento, mas você está pior do que imaginava.

Já você, mulher chique  que repudia tais acontecimentos, meus parabéns você é normal! Bem-vinda ao clube!

Verônica

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Quando O Trabalho Não Enobrece A Alma...

 

(by Cinthya)
Alguns dias chegam e nos pegam totalmente desprovidas de vontade. Aliás, uma única vontade permanece: a vontade de não levantar da cama. Mas... Como a nossa gaveta já acumula alguns boletos que aguardam pagamento... A gente levanta e o enfrenta.
Olhar-se no espelho só aumenta a vontade de não ser vista. Olheiras, tintura pedindo retoque, uma espinha, enfim, tudo o que não queríamos ver está ali na nossa frente, aliás, na nossa face. Por mais que se arrume, por mais que se troque de roupa, não adianta, nada fica legal. E vamos nós, carrancudas e introspectivas rumo à batalha de oito horas contra tudo aquilo que não nos faz feliz.
É pisar o pé na empresa e todos te atacam com cobranças, com lembretes, com pedido de favores e você apenas respira e pede calma ao bom Deus... “É apenas mais um dia”, você pensa... Nem no banheiro te dão folga! É impressionante como acertam os piores dias para te trazerem os maiores pepinos. Você se sente abafada, pequena, sufocada. Perdida num mundo que não é seu, num ambiente de dissabores. Não demora muito e o desânimo te engole. O rendimento vai por água abaixo.
Você olha em volta e vê como o seu emprego é chato, te suga e não te faz feliz. Ah se pudesse viver daquilo que se ama fazer! Viver da poesia, da fotografia, do desenho.  E aí você pensa “como deve ser feliz quem trabalha no que realmente lhe dá prazer”. E bate uma pontinha de inveja. Pois você sabe a capacidade que tem de criar e produzir aquilo com que tem afinidade e vê o seu talento sendo esmagado por uma quantia mensal que nem te enrica tanto assim.
É enorme a vontade de pegar a bolsa e sair correndo, sumir dali, de sumir da cidade. Ir para uma praia linda, beber um drinque, comer camarão, ouvir uma música animada e esperar o carnaval chegar. Sem se preocupar com mais nada, apenas curtir.
O ramal toca:
- Já finalizou o relatório? O cliente está aguardando.  – pergunta a voz seca do outro lado.
Você acorda do sonho, volta da praia, cospe o camarão e mete a cara no trabalho, de novo. Vai se acomodando nessa atmosfera sufocante. E a profissão que te realizaria como ser humano, a vontade de trabalhar com aquilo que realmente te dá prazer vai se transformando numa expectativa de que esse dia cinza passe logo e que o amanhã te encontre mais amena, mais leve, mais adocicada... Quem sabe assim você consiga enxergar uma saída para se livrar da tortura que é um trabalho chato!


terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O Que Você Quer Ser Quando Crescer??

O que você quer ser quando crescer????

Quem aqui nunca ouviu essa pergunta? Aposto que todos. Pois bem, eu já ouvi e muitas vezes. Eu sempre fui uma criança sonhadora, eu tinha amigos imagináveis e animais de estimação idem. Hoje eu modifico a pergunta, ela será: Quem você quer ser quando crescer???
Quando temos um sonho e materializamos esse sonho em alguém, ou numa figura qualquer ele fica mais alcançavel, mais paupável. Eu aprendi isso na inocência da minha infância, então, sempre dava personagens aos meus sonhos.

Eu já quis ser a Xuxa, já quis ser a She-Ra, já quis ser a Power Rangers rosa, eu sonhava que era Sílvia Pfeifer (Não me pergunte por quê, mas sempre a achei linda, e elegante, talvez por ela ser magra e sempre fazer papeis super chiques), e outrora tive certeza de ser a Malu Mader, (outra figura chiquérrima que marcou a minha infância, e sua força elegante e meio selvagem sempre despertou meu lado 'justiceira').

Enfim... como toda boa criança eu fui pra lá de sonhadora, acontece que a criança que existe dentro de nós não cresce, (felizes somos nós por isso) ela apenas adormece e hoje vejo o meu lado criança despertar e mais uma vez, como fazia nos tempos de menina, me ponho a sonhar, como uma criança que engatinha tentando dar seus primeiros passos no mundo da letras e na atmosfera bloguística, sinto-me ainda bebê, e assim como naquela época a Xuxa despertava em mim o desejo de ser linda, divertida, famosa e amada, como uma aprendiz de "escrevedora de coisas" eu desejo ser a Martha Medeiros, ela hoje é minha Diva.

A maneira suave e simples como ela escreve suas crônicas me prende e desperta pra algo adormecido em mim, a arte de pensar e esmiuçar coisas simples do cotidiano. A serenidade como ela enfrenta os problemas, ao meu ver bem difíceis, a exemplo da sua separação, me encanta.

A Martha é linda, leve, sucinta, clara e inteligente.

Taí, eu descobri que escrever me dá muito prazer, ao tempo em que tenho a consciência que ainda tenho muito a aprender, mas de uma coisa eu tenho certeza, quando eu crescer eu quero que nem a Martha Medeiros.

E você, o que, ou quem quer ser quando crescer?


Verônica

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Foi Bom, Amor. Mas Acabou (o Amor).


(by Cinthya)
A gente se conhece, rola uma afinidade, inicia-se uma paquera até que um dos dois tome a iniciativa e a relação se concretize. E então passamos a viver muitas coisas juntos, criamos uma intimidade grande e gostosa, ganhamos um passaporte para lugares bem queridos dentro da história do outro.  Nos tornamos personagens de mais uma história de amor.
Aprendemos juntos, sonhamos juntos, descobrimos juntos, batalhamos juntos, dormimos juntos, acordamos juntos e assim vamos tocando essa história, com sorrisos, às vezes ciúmes, outras vezes lágrimas, mas tudo dividido com essa pessoa que chegou e marcou território.
Mas então as coisas desandam, o encanto morre para um dos dois e permanece vivo e intenso para o outro que sobrou. E por mais que o ‘desencantado’ dê sinais, o ‘amoroso’ não entende que a relação caminha para um fim.
Então é hora de falar: "Acabou!" ou "Ficamos por aqui."
E eis que surgem tantas histórias (mentirosas) para antecederem essas afirmações , ou até mesmo substituí-las. Tinha um namorado que, do nada (pelo  menos pra mim), resolveu terminar tudo entre nós. Chegou na minha casa e me encontrou linda e perfumada... Daí começou a me contar uma história tão mirabolante, tão fantástica, tão cheia de detalhes duvidosos que eu, já irritada com a tentativa dele de subestimar a minha inteligência, disse: “E, em resumo, você quer me dizer Adeus!”
As minhas amigas dizem que tenho uma praticidade imensa para terminar um relacionamento. Mas de fato, não consigo ver nada de muito complicado nisso. Certa vez foi a minha vez de terminar uma relação que já estava sem sabor, desgastada. Acabei saindo com amigas e conheci outra pessoa, rolou um beijo. A consciência doeu. Pesou. Então, no dia seguinte, fui até a casa do namorado (da relação desgastada). E, confesso, não é todo freezer que gela tão bem quanto eu estava. Ele percebeu e disse:
- O que foi? Me traiu?
- Trai. – respondi sem nem pestanejar
- Caramba! – disse ele, já sem cor – e por que não terminou antes comigo?
- Por que eu não tinha te visto, mas vim aqui justamente para dizer que acabou.
Então sai e o deixei lá.
Na hora ele ficou puto da vida, mas depois desatou a rir pela simplicidade com que tratei o assunto. "Nem doeu" disse ele.
Tem gente que mente, tem gente que desaparece simplesmente (e deixa aquela angustia de não se saber o que aconteceu). Alguns se encarregam logo de iniciar outro relacionamento e fazem de tudo para que o(a) parceiro(a) descubra. Enfim, são tantas fugas e tudo por medo de olhar nos olhos e dizer: Acabou!
Para mim é mais digno e mais correto (até pelo respeito com a pessoa que viveu uma história com você) dizer a verdade e deixar as coisas definidas. Preto no branco. Afinal, se acabou, ACABOU. Simples assim! E nem por isso a história foi ruim ou em vão. Foi linda, foi gostosa, foi real, mas... FOI!

Se a vida em si segue um clico de início, meio e fim, porque seria diferente com o relacionamento? Um dia ele começa e um dia ele acaba. Seja por falta de amor, seja por falta de vida. E o que podemos fazer para não criar traumas em cima disso é curtir cada momento na certeza de que a nossa vida é feita de histórias, pessoas, relacionamentos, mas que nada disso é eterno, a começar por nós mesmos.


sábado, 29 de janeiro de 2011

Sensibilidade

(by Cinthya)

Hoje estava visitando outros Blogs e li sobre Poetas e suas peculiaridades. Então me bateu uma saudade de minhas Poesias, minha alma derramada em versos que preenchiam folhas virgens...

Alma de Poeta é tão sensível. Sofremos tanto, choramos tanto, tanta beleza dentro de nós a contrastar com as mazelas do mundo. E no poema abaixo consegui descrever um pouco dessa eterna guerra que trago em mim.

Quando se nasce da Poesia, torna-se muito tênue a linha que divide a nossa lucidez da nossa loucura. Porém, mil vezes eu nascesse... Mil vezes nasceria Poeta.

Um brinde à vida!


O Preço de Ser Eu

O preço do sonho é o despertar.
O preço da vida é a morte.
O preço do amor é a partida.
O preço de acreditar é a certeza do seguir.
Manter-me firme à beira do abismo cego do amor.
Segurar com a mente o corpo que insiste pela queda.
Por jogar-se, leve, rumo ao desconhecido.
Ter você sem nunca tê-lo ao certo.
Buscar as verdades que não sei se existem.
De tanta força chorar por ser frágil,
Sem nunca ser fraca.
Negar o comum a todos.
Tentar ser eu, antes de tudo.
Amar como der.
Viver numa eterna despedida.
Perdida....
Dos outros.
Achada em mim.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

"Quando o Coração da Gente se Apaixona"...


(by Cinthya)

Passamos horas, dias, meses, ansiando encontrar alguém, namorar, gostar. De repente, a nossa hora chega. Aquele alguém interessante que a amiga nos apresentou nos liga. Convite para jantar. Pronto. Começou o processo!

A gente curte toda a expectativa do econtro de logo mais a noite. Nenhuma roupa nos serve, tem que ser uma nova. Um frio na barriga, sorriso de canto à cato da boca. "Bom Dia!",  "Boa Tarde! " e "Boa Noite!" para TODOS que cruzarem o nosso caminho. Cantarolamos o dia todo. Sorrimos para todos e abraçamos até aquela colega de trabalho com quem discutimos feio ontem (afinal, num estado de graça desses a gente não acha lugar para mágoas).

Nos certificamos de que todas as amigas estão cientes dos acontecimentos e que todas estão mandando pensamentos positivos. O frio na barriga aumenta à medida que o tempo passa. Olhos pro relógio... "Caramba! Dá dezenove e não dá dezoito horas!". Faltando cinco minutos já estamos com a mesa arrumada, bolsa nas mãos, computador desligado e olhos no relógio de ponto.

Do trabalho direto para o salão de beleza. Do salão correndo para o banho. Perfume, maquiagem, perfume, roupa nova, perfume. Mil olhadas no espelho. "Mãe, eu tô bem?", "Mainha essa ou aquela sandália?". O celular toca: "Estou em frente à sua casa". Saímos em disparada. Ops, não esquecer do perfume!

Noite perfeita. Papo agradabílissimo. Músicas que levaremos na lembrança para mais tarde recordarmos dos momentos. Afinidade. Tremor em todo o corpo ao toque dele nas nossas mãos. E, enfim,o beijo. Ah, o beijo! Passaporte garantido para o paraíso. Percebemos que é hora de irmos para casa. E ele nos deixa, concluindo: "Nos vemos amanhã?".

No dia seguinte... Gente, tem coisa mais gostosa do que acordar depois "daquele" encontro? Apesar de termos chegado tarde e acordado cedo, não existem olheiras, nada de mau humor. No lugar de tudo isso, apenas sorrisos, suspiros, lembranças. E é incrível como conseguimos lembrar de tudo, de todos detalhes.

Chegando ao trabalho, corremos para o computador. É hora de compartilhar TUDO com as amigas. O dia todo o assunto é um só e ninguém enjoa, pelo contrário, quanto mais se fala, mais se quer falar.

O final da tarde chega para aquietar os ânimos, daí ele liga, um terremoto dentro de nós acontece... "Posso te pegar no mesmo horário?" e o processo recomeça... e o sorriso não se desfaz... e o amor vai chegando de mansinho para escrever mais uma história.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Mulher Grávida. Marido Carente.




Dia desses no MSN...

- Oi, Vel!

- Oi,amigo!! Como vai?

- Pô Vel, to me sentindo bem não... Tô carente acho que to precisando de uma mulher.

- Eu sei como é, a patroa grávida, o maridão fica de lado mesmo, você ta se sentindo em segundo plano.

- É justamente isso, tu tá lendo minha mente?

-Não! É que já vi isso, já vi esse filme, acontece com casais que não vão tão bem. Acontece naturalmente.

- Então, é isso...

- O filho afasta, parece cruel, desumano mas não é. É a realidade e não é culpa de ninguém

- Poxa... Na verdade parece que os olhos se voltaram só para o bebê... e as coisas aconteceram de repente... Longe de ser ciúme por que já amo meu filhote, mas tem acontecido e aconteceu como você disse, naturalmente.

- É uma carência involuntária

- Isso! Daí fiquei só em casa, mas a solidão não é física, sabe?

- Sei

- Meu pai e meu tio chegaram, mas me sinto só, é estranho. Na verdade já me sentia só antes dela viajar. Parece maluquice.

- Maluquice comum

-Sinto falta de deitar no colo, conversar, sentir o cheiro mesmo aquele suado depois de um dia de trabalho, de uma companheira, de uma amiga, sei lá... Mas do cheiro de mulher também... Não é de sexo, é do cheiro de mulher, parece estranho, mas é verdade e nem sei se sei explicar, só sei que to confuso

- Eu passei a observar muito quem está a minha volta, e pude perceber que certos problemas são mais comuns do que a gente imagina

- Então... Será que é por isso que os homens traem? Vou explicar: Por que, se para ela esse vazio que poderia acontecer está preenchido com o filho que está no ventre. Para o homem, nesse caso eu, continua o vazio... Entende? Então se me aproximo de uma pessoa e tenho um contato mesmo que sem maldades ou segundas intenções a minha carência afetiva me deixa mais frágil, a ponto de me deixar  encantado com uma outra pessoa. Pasme mesmo homem com H, tem seus momentos de fragilidade.

- Ô se têm... Até os homens mais durões tem sim seus momentos de fragilidade. Muitos são só casca. E quanto à traição isso é muito relativo. A maioria dos homens, traem por instinto pegam geral, vão pra cama com uma dezena de mulheres e voltam pra casa sem culpa alguma. Já as outras traições (as piores) são aquelas afetivas, quando o cara se apaixona por outra pessoa, porque ali não é só pele, só carne, só superficialmente, é sentimento, é coração... Então a pessoa que está chegando está tomando o lugar da que já estava

- Isso... Então, a pegação não pode ser considerada como traição, porque não é levada a sério por nenhum homem, o envolvimento afetivo sim, é isso que penso. Embora seja errado.

- A traição nesse caso (envolvimento afetivo) é pior porque pode ser o fim de uma relação e o começo de outra, certo e errado nesse caso não existe isso é apenas uma questão de ponto vista e só vai depender da maneira como você vai conduzir o final de uma relação e o começo da outra. A pegação sim é errada, pois é falta de respeito com a parceira.

- Essa semana eu estava conversando com uma amiga justamente sobre isso, e não vou mentir: Eu estou confuso. Não sei o que fazer, o filho que deveria nos unir, agora parece que abre um abismo entre nós, ela só quer saber do bebê, tudo é o bebê, sem falar no apetite sexual que esfria.

- Eu só posso te dar um conselho: Pense bem. Você sabe que sua relação sempre foi cheia de altos e baixos, e seu casamento, assim como a vida, não só a sua, mas a de uma pá de gente, é constituída de momentos bons e ruins. Você nunca foi um poço de certeza, haja vista a quantidade de coisas que começou e deixou inacabada. Esse é o momento que sua mulher mais precisa de você, pense bem antes de tomar qualquer decisão. Lembre-se que isso também é fase.

- É, eu sei... Não penso em me separar não, mas é que estou num momento de fragilidade e estou me sentindo confuso, e só, eu só precisava de atenção. Obrigada você sempre tem a palavra certa na hora certa.

- Desculpe se não é a palavra que você gostaria de ouvir, mas, na minha opinião é que você precisava.

- Na verdade não esperava nada, eu nem pensava nada. Tô tão confuso. As vezes me acho um monstro por estar vivendo esse dilema justo nesse momento onde eu deveria estar plenamente realizado. Não sabia que uma gravidez era tão difícil pra um homem.

- Então pense bem, pense no que você vai fazer e como vai agir. Não vá magoar quem não merece e muito menos envolver uma terceira pessoa em sua vida. Lembre-se que a sua prole vem aí e vai te dar muitas alegrias.

- Obrigada, Vel.

- Por nada.


Publiquei essa longa conversa que tive um dia desses com um grande amigo, por que eu vejo esse drama se repetir dia após dia.

Mas antes, gostaria de fazer uma ressalva: Ana (a mais nova mamãe do pedaço) não fique paranóica por favor, isso não é regra, nem é exceção, afinal, não se pode ditar regras e exceções em se tratando de comportamento humano. Curta sua gravidez pois ela é um momento sublime na vida da mulher, sei que as mulheres ficam frágeis e vúlnerais, mas não se engane, os homens também ficam.

Continuando... Esse meu amigo é casado a 4 anos e a esposa dele está vivendo um momento ímpar, felicidade e realização é pouco, nesse momento o que ela sente é muito mais. Eu só fiz esta explanação para que nós mulheres nos coloquemos no lugar dos homens.

Vou citar alguns exemplos de comportamentos diferentes: Um dos meus irmãos quando nasceu o primeiro filho, se separou antes do bebê completar 1 ano. O outro viveu a gravidez da esposa como se fosse ele quem estivesse grávido, e foi assim com os 4 filhos.

Tenho dois amigos que eram radiantes e realizados nas gestações de suas esposas, perguntei a eles se em algum momento eles se sentiram escanteados, carentes ou pensaram em trair, por sentir falta do sexo ou de atenção, ambos me responderam que não. Já outro amigo traiu a esposa durante toda gestação, e quanto o filho completou 4 meses ele saiu de casa e foi morar com a amante. Por isso eu digo que tudo é relativo.
Não falo com conhecimento de causa, afinal, todos sabem, eu não sou mãe e nem me vejo preparada para ser. Mas a freqüência de casos assim despertou minha atenção.

Mamães lembrem-se: Cuidem do bebê que está em vossas barrigas, mas não esqueçam dos bebês que estão ao lado. Eles também precisam de atenção.

PS: Desculpem o texto longo.

Verônica.