quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores...



Pra não dizer que não falei das flores, também conhecida como "Caminhando e Cantando" é uma canção escrita e interpretada por Geraldo Vandré no ano de 1968. Teve sua execução proibida na época da ditadura permanecendo por anos sem poder ser tocada. A mensagem implícita nos seus versos de rimas fáceis e sua melodia em ritmo de hino facilitando a memorização caindo então nas graças do povo. O sucesso da canção foi tão grande, que passou a ser cantada nas ruas de maneira inocente, mesmo que nas entrelinhas incitasse a resistência. Não deu outra, a afronta levou os militares a proibirem-na com o pretexto de "ofensa" à instituição.

Geraldo Vandré teve na época duas coisas que faltam a muita gente hoje. Primeiro, coragem de passar uma mensagem sabendo ser proibida, porém necessária. Não se intimidou, não se curvou à repressão e desabafou. Soube expor seu ponto de vista e o deixou subentendido. Segundo, ele teve inteligência e maestria para passá-la nas entrelinhas. Sabia que não poderia exagerar e escancarar, tão pouco deveria calar-se ou deixar-se abater. De um jeito simples e discreto, se lançou, arcando com as consequências depois, mas assim o fez.

Houveram vários outros ícones da música que também tiveram canções censuradas. Corajoso tal qual o Vandré foi o Chico. "Apesar de Você" foi só mais uma na lista de proibidas. Ao todo, 32 músicas se não me engano. E não foi só Geraldo Vandré e Chico Buarque que foram os "premiados" e perseguidos, não mesmo! Foram muitos outros. (Mas isso é assunto para outro post)

Pois é, o heroísmo e a sabedoria que sobravam nesses homens à frente de seu tempo, faltam a muitos hoje. O que há é uma escassez de inteligência e atrevimento. Covardia e omissão se fazem presentes até nos gestos mais simples. Fazer vista grossa e adotar o "não é da minha conta" é tão normal. Ah, que saudade que tenho dos heróis disfarçados de homens daquela época. Tão diferentes dos covardes e omissos de hoje.

Mas, pra não dizer que não falei das flores, exponho aquela, a mais bela das flores, a que brota entre as pedras nos lugares mais inusitados, ressalto a fidelidade, a honra, a solidariedade e o senso de justiça que ainda vejo por aí. Raros, mas persitentes, diria até que são sobreviventes.

Lembrando que não existem parâmetros usados por mim para fazer tais afirmações, as faço aleatoriamente e irresponsavelmente. Falo apenas do que vejo e percebo, baseado na minha própria história e analisando as pessoas que me cercam. A sua realidade pode ser outra, e você pode ser um privilegiado(a) que vive rodeado(a) de horóis, se assim for, meus parabéns!

Verônica

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Qual A Tua Prioridade?


(by Cinthya)

Eu tinha um emprego de 08 anos em uma conceituada empresa. Confesso que já estava cansada, precisando de tempo pra mim. Eu morava na empresa, praticamente. Saia de casa muito cedo e chegava muito tarde. Muitos sábados e domingos foram trabalhados para dar conta de entregar tudo dentro do prazo. É certo, nunca perdi um prazo, mas perdi as minhas horas que poderiam ter sido usadas para mim, para o meu filho, para a minha vida. Recebi promoção, mas a insatisfação continuava.
Eu saia de casa e deixava meu filho dormindo (saia muito cedo). Algumas vezes eu ligava pra casa pedindo para minha mãe não deixá-lo dormir antes da minha chegada. Eu me sentia uma monstra. Eu vivia irritada, trancada, carregada de um estresse maldito que não me deixava ver o brilho das coisas.
Um dia as coisas chegaram num ponto que eu parei e perguntei para mim mesma: o que eu estou fazendo da minha vida? Meus dias estão passando, meu filho está sendo criança e eu não estou vendo isso. Ele só será criança uma vez na vida. Eu não o levo pra escola, eu não o pego na escola, eu não dou as refeições dele. O que eu sou dele, então? É justo para nós dois?
Foquei num objetivo. Procurei e encontrei outra oportunidade de emprego, ganhando a metade em relação a salário, mas com muito mais tempo para mim e para minha vida. Pedi desligamento da senzala e saí de lá muito mais leve.
Hoje eu levo o meu filho para a escola todos os dias. Tenho muito tempo para brincarmos, para conversamos. Hoje eu sorrio com muito mais freqüência e com muito mais freqüência eu visito amigos, eu alimento sonhos. Algumas vezes saio com o meu pequeno apenas por sair, para andar, ver gente e descobrir coisas novas que para ele são o máximo (tipo sentar na calçada e ficar vendo os carros passarem na lombada ou comer pastel na pracinha do bairro).
Muitos me taxam de louca por ter dito não a uma multinacional. Mas eu me sinto feliz por ter dito SIM a mim mesma.
PS: Continuo procurando um jeito de ter ainda mais tempo para mim! Por que daqui a pouco, a minha vida chega ao fim e eu não quero levar comigo a sensação de não ter vivido tudo o que eu podia, de não ter amado tanto quanto devia. Enfim. Eu quero levar uma história linda, cheia de amor. Eu quero levar o máximo de lembranças, deixar o mínimo de lacunas. O que me sustém é “vida” e não status.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Tempo, Tempo, Tempo...


Tempo. O engolidor de pessoas... Será?

-  Gatinha, você nunca mais me ligou...
- Oi, gatinho! Pois é, é o tempo...

Ou

- Verônica, você fez o que eu te pedi?
- Não, mainha. Não deu tempo.

Mentira! Não fiz porque esqueci... E no diálogo com o gatinho, não liguei porque não me interessei e não senti vontade de ligar.

Essa desculpa de "Oh, eu ando tão sem tempo" é balela, conversa fiada, desculpa esfarrapada. Eu mesma ando mentindo pra mim, de vez em quando. Repito isso pras pessoas e na frente do espelho na vã tentativa de conseguir me enganar. Posso até enganar meu interlocutor, mas a mim eu não engano mesmo. Sempre há tempo para fazer o que se tem vontade. Há em alguns casos, raras exceções, que o tempo é definitivamente escasso, mas, repito: raras exceções. É só colocar na cabeça que quer e a gente faz.
 Quando a vontade é pouca, o tempo entra como protagonista da cena que vamos inventar para tentar convencer a outra pessoa e a nós mesmos de que aquela mentira é uma verdade.

Organizar uma agenda e se possível um cronograma diário, enumerar, relacionar de acordo com a prioridade as coisas que se tem a fazer é muito eficaz, sobretudo no trabalho. Mas na vida pessoal no cotidiano e na relação com os familiares, por mais que tentemos, não conseguimos, essa precisão. Até pra ser metódicos tem um limite a alcançar.

Então, paremos já de culpar o tempo por nossa omissão e negligência, chega dessa conversa pra boi dormir, essa não cola mais.

E pro deleite de todos, deixo uma das minhas músicas favoritas:

Agora, deixa eu correr que eu tô atrasada.

Beijos!!

Verônica


 

Oração Ao Tempo

Caetano Veloso

És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo...

Compositor de destinos
Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo...

Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo...

Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo
Ouve bem o que te digo
Tempo tempo tempo tempo...

Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo...

De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo...

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O Prazer Depois Do Prazer

(by Cinthya)

O tesão pinta e o sexo acontece. E aí entramos naquele processo tão conhecido por todos (e tão deliciosamente curtido por todos). Corpos procuram-se, unem-se, invadem-se. Quanto maior a cumplicidade e afinidade do casal, maior o grau de gostosura do sexo.

Daí o orgasmo chega para um... Chega para o outro... E o sexo acaba.

Epa! Epa! Para tudo! Não é nada disso!!!

Para muitos (inclusive esse é o meu caso) é justamente aí que tem início uma parte interessantíssima do ato sexual: O Depois Do Prazer! E são várias as delícias dessa hora. Sentir o pulsar dele ainda dentro da gente (aquele homem tão amado é tão nosso nesse instante!), o abraço forte, o beijo suave e demorado, o estremecer do corpo, os inúmeros beijinhos na pele (sempre tão doces!), o silêncio poético, o afagar de cabelos, o sorriso de satisfação (o corpo todo sorri), o “eu te amo” olho no olho, a sensação de gratidão pelo prazer recebido e de poder pelo prazer proporcionado.


Em poucos momentos na vida de um casal se vê tanto entrosamento. É um emaranhado no outro. Nessa hora não são corpos penetrados ou penetrando. Nessa hora são almas e áureas que se envolvem e se misturam numa atmosfera de amor que inebria nosso ser.

E tudo o que a gente quer é encostar a cabeça no peito dele e senti-lo acariciando nosso corpo, nosso rosto. Nessas horas sempre tenho a sensação de que nada nesse mundo me fará mal. Acho até que é instinto de fêmea ao se ver protegida pelo seu macho após o acasalamento.

A conversa do "após sexo" é sempre suave, sempre agradável, sempre otimista. O estresse foi descarregado, jogado fora do corpo. As angustias foram expelidas, exorcisadas. Não se pensa em trabalho, ou em obrigações. Acho que a sensação é de plenitude e gratidão.


E ali, corpos abraçados, suados e suaves, adormecem mergulhados nas delícias do depois do prazer. Aliás, “depois” nada... Na continuidade do prazer.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Eu Sou Louca Por Ele, E Daí?

(by Cinthya)

- E então, vocês estão juntos?
- Oi? Hã? Como? (rsrsrs)
- Vocês estão juntos? Estam namorando?
- A gente tá se curtindo...
- Se curtindo?
- É. Por que o espanto?
- Vocês têm um filho e ainda estão se curtindo?
- Ah! E não pode?
- Pense bem... Pense no que você está fazendo da sua vida.
- Olha, a gente tá se curtindo. Mas se um dia eu o ver com outra mulher ou ele me ver com outro homem... Aí, minha amiga. Traga as grades de cerveja, as caixas de uísque e todos os cds de B&M.
- (risos). E isso significa o que mesmo?
- ... (Silêncio. Coração aos pulos)
- Hein, isso significa o que mesmo?
- QUE EU SOU LOUCA POR ELE!

Pronto. Esse diálogo de msn entre amigas mostra uma coisa bem interessante do mundo feminino. A gente tem mania de guardar mágoas. Alguém que nos feriu no passado, que nos fez chorar um monte, por quem tomamos vários porres, que não atendeu aquela nossa ligação, que faltou ao encontro e nos deixou só a esperar. Aquele alguém que sumiu justamente na hora em que a gente mais precisava de sua presença.

Tá, o cara fez tudo isso com você e você o odeia, certo?

Errado. Ele fez tudo isso com você, mas você ainda o ama. E aí, cadê a coragem de assumir isso pra nós mesmas? Cadê a coragem de olhar pra dentro de nosso coraçãozinho ferido e dizer: Ei, não deixo ele sair daí. E a gente segue na estrada, mascarando o sentimento. Mergulhadas num orgulho bobo que nos impede de viver momentos felizes, de escrever páginas lindas no nosso Livro da Vida.

O cara vai se chegando, depois da tormenta. Vai se aproximando, tentando (quem sabe) se redimir das merdas passadas. E você vai deixando porque, afinal de contas, você tira proveito disso. Mas o coração não é santo (e Madre tereza não tem covinhas na bochecha, como disse uma amiga), e você se vê numa vingança diária, uma vingança em coisas sutis que só uma mulher ferida sabe fazer. Você assume a postura do "bate e depois assopra"... E o coração fica tonto sem saber a qual comando atender: amar ou odiar?

Tudo é uma grande confusão porque o orgulho cega a gente e é inimigo assumido da nossa felicidade. Chega uma hora em que você, percebendo-se perdida, pede ajuda de quem está de fora. E aí escuta o que a amiga tem a dizer e então enxerga como as coisas são claras. Enxerga que não é feio e nem errado você continuar amando uma pessoa que te magoou no passado. Você lembra que muitas vezes você o tem magoado no presente e que mesmo assim ele continua ali, tentando te agradar.

É verdade o que ele demonstra, o que ele sente? Você não sabe. Você só sabe o que está dentro de você. Você só sabe que esse sentimento vai crescendo, vai te sufocando até que você o assume.

E ai tudo se tranquiliza. Você decide deixar as mágoas saírem. Você permite que a chuva caia e renove seu íntimo. Afinal, a vida é sua. O amor é seu. Você sorri, e efim, sente o alívio e a delícia que é "se permitir". Você se joga nos braços dele, no amor dele, na vida dele. Olha nos seus olhos e diz: Meu Amor, eu sou louca por você!

Um brinde à vida!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Garçom, Uma Cerveja Bem Gelada, Por Favor!



Existem dias na vida da gente que tudo que queremos, tudo que precisamos é desaparecer, jogar tudo pro alto, pegar a bolsa no meio do expediente e correr pra casa, ou, largar tudo e ir ao bar mais próximo tomar alguma coisa pra relaxar...

Mas, felizmente ou infelizmente nem sempre isso é possível, pelo contrário, quanto mais o nó aperta mais firmes temos de permanecer. É impressionante, durante um período em algum momento da vida tudo começa a desandar, é briga em casa por besteira, é trabalho que não rende e o patrão pega no pé cobrando resultados (nada mais justo diga-se de passagem), parece que até os amigos ficam meio chatos. É exatamente nesse momento que temos vontade de enfiar o pé na jaca, chutar o pau da barraca, torcer o rabo do porco, encarcar o dente na marvada e coisas semelhantes...

Essa semana, estava aqui no trabalho e de repente uma amiga me chama no msn:

- Vel?
- Oi!
- Me ajuda!
- Que foi?
- Preciso de um emprego novo.
- Você também? Acredite, você não é a única.

Essa conversa foi em plena segunda-feira de manhã. No dia seguinte outra amiga me chama, com queixas semelhantes, hoje quarta-feira, (quinta-feira, quando você estiver lendo essa postagem, certamente esse número já deverá ter subido) eu já acumulei na minha lista de reclamações cinco amigas, isso mesmo, cinco amigas com exatamente as mesmas queixas, todas insatisfeitas com seus respectivos empregos, ao menos eu não sou a única. Aí pensei: só há uma solução, tomar uma pra esquecer os problemas.

Por isso o post de hoje é dedicado a você que ta de saco cheio com vontade de mandar tudo às favas e precisa de algo pra relaxar. Chegue mais e sinta-se à vontade. Semana passada no twitter, a Cássia sugeriu um cowboy duplo, mas, como aqui no nordeste é muito quente para o consumo desse tipo de bebida em plena luz do dia eu vou de Antártica estupidamente gelada. Quem me acompanha?

Se você não bebe álcool, não se preocupe, você não ficará de fora do nosso grupo, puxe sua cadeirinha e peça seu refrigerante, contanto que ele esteja BEM gelado, ou quem sabe, uma água de côco esperta.

Afinal, o intuito desse manifesto não é fazer apologia ao álcool, muito menos excluir quem não o consome, pelo contrário, a ideia é juntarmos todas nós com nossas queixas e insatisfações numa grande e animada roda de bate papo para caçoarmos dos problemas e esquecê-los...

Afinal de contas, meu bem, se nada der certo vire o copo. Chega dessa história de virar puta ou hippie. Aqui a gente vira o copo e ainda mantém a pose.

Álcool, o melhor remédio para os problemas.  Pelo menos me faz esquecê-los por alguns instantes...

PS 1: E que fique claro, eu não bebo tanto assim não. Só um pouco!

PS 2: A foto acima foi na festa de confraternização aqui da empresa no dia 05/02/11.

Verônica

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

"Mudaram As Estações"


(by Cinthya)
A gente entra numa relação afetiva e se entrega de forma tão gostosa. É tudo tão harmonioso. As coisas simplesmente fluem. A gente chega a pensar... Aliás, a  gente não chega a pensar que um dia aquilo pode, simplesmente, acabar. E seguimos vivendo e curtindo as delícias de se entregar e de receber.
Até que o tempo se encarrega de acidentar os caminhos, de erodir os sentimentos.  O que era bonito, já não é mais. O que era gostoso, já não tem sabor. E a gente vê a euforia de outrora se transformando, dia após dia, numa angustia. O coração fica pesado, receoso. Ou atacamos ou nos defendemos. Não há diálogo. As trocas de palavras resumem-se em ataque e defesa.
A gente procura um lugar para ficar só, pra deixar vazar essa dor que aperta aqui dentro. E choramos e soluçamos ali sozinhas no nosso cantinho. E são tantas perguntas sem respostas “onde nos perdemos?”, “será que não tem jeito de arrumar tudo de novo?”. Pensamos nas tantas brigas, tantas palavras desnecessárias foram jogadas para fora fazendo sangrar um amor, machucando um ego. E nosso choro não passa, mas à medida que avança, o choro vai nos tranqüilizando, nos lavando por dentro.
Os olhos pousam na mala e a gente busca forças para retirar nossas coisas do armário onde já não nos cabe mais. Parece que alguém enfia as mãos em nosso peito e vai arrancando pedaço por pedaço. Mas a gente permanece firme e segue.
Os dias passam, ou melhor, se arrastam. A gente sofre, come o pão que o diabo amassou. Quer sumir de tudo. Quer se esconder de todos. Se pudesse não mais falar, nem sorrir, nem acordar. Mas a gente não pode. E tem que seguir.
De repente (Tá! Nem tão de repente assim!) olhamos no espelho e sentimos aquele estalo. A mudança começa. A gente se permite viver novamente. A gente busca acreditar de novo, sorrir de novo, sonhar sonhos novos.
De coração refeito outra história aparece e a gente se vê limpa e pronta para amar. E pensamos que valeu enfrentar a dor e ser mais forte que ela.
Um dia, uma música nos faz voltar no tempo... E aí percebemos que aquele amor acabado tornou-se uma lembrança. Foi uma parte de nós. Uma lição. Um pedaço de nossa história. Foram páginas escritas de um livro chamado “Minha Vida”. Páginas que precisaram ser escritas, pois nelas nós crescemos, amadurecemos, vivemos coisas boas e ruins, mas, o mais importante de tudo é que VIVEMOS, preenchemos o tempo de nossa existência, de fato, EXISTINDO.
E assim sorrimos, enfim, certas de que histórias são pra sempre. Sem esquecer, claro, que o “Pra Sempre” sempre acaba e nós existimos além dos nossos amores.
Sejamos felizes e, quem sabe, nos vemos na estrada... Estou indo de volta pra casa (pra minha casa).