terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Quando Eu Te Der Um Sorriso... Você Retribui Com Um Sorriso.


Um dia eu ouvi de um poeta anônimo que a melhor maneira pra encurtar a distância entre as pessoas é com um sorriso. Refleti muito a respeito, e não é que o danado tem razão? Na prática eu percebi a diferença.
Pois bem, quem me conhece sabe que sempre fui uma pessoa espontânea e comunicativa, logo, fazer amizades nunca foi muito difícil pra mim.
Bom, isso eu achava antes de me mudar pra Petrolina.

Levei um choque térmico quando vim, com a minha mãe, tentar a vida por aqui. Acostumada com o calor acolhedora na Bahia, onde em 15 minutos de papo você vira amiga de infância daquela pessoa que está ao seu lado no ponto de ônibus, ou, em uma viagem de uma cidade pra outra você fica sabendo da vida daquela pessoa até a terceira geração. Percebi que as coisas por aqui são bem diferentes.
Aqui as pessoas são comedidas e introspectivas. Fazer novas amizades não é uma tarefa muito fácil. Não digo que um povo é melhor que outro, ou que um estado é isso e o outro é aquilo. Falo de diferença cultural, vista claramente.

Mas o foco desse post não é a diversidade cultural do nosso país. Prometo falar em outra oportunidade.
Hoje eu quero falar da chave que abre muitas portas, o gesto que diminui qualquer distância: O sorriso. É sim, o sorriso... Ele mesmo. Aquele visto, compreendido e percebido por todos independentemente da cultura ou idioma.

Pode ser clichê, mas é correto: "gentileza gera gentileza" um gesto sutil, porém delicado, com uma demonstração singela de simpatia você pode transpor barreiras que jamais imaginou. Falo por mim que já tive experiências incríveis, apenas sendo simpática. Tive o privilégio de conhecer pessoas maravilhosas que agregaram tantas coisas boa à minha vida. É a famosa lei do retorno, você planta o bem e colhe o bem, você trata bem e é bem tratado. É como um círculo num processo de constante rotação.

A prova do que eu estou falando é o nosso baby blog. Hoje completamos exatos 93 dias de vida e já reunimos mais de 100 seguidores, temos uma média de 100 acessos diários e já conhecemos pessoas incríveis através desse canal de comunicação. Tudo que nós (Eu e minha parceirona Cinthya) fazemos aqui é com muito amor, cada detalhe é bem pensado, cada tema desenvolvido é feito com muito carinho e cuidado, para tocar o leitor de alguma forma e para agregar algum valor ou experiência à quem está lendo. Confesso, com o coração cheio de felicidade, que nosso objetivo tem sido alcançado. Os números acima, servem para confirmar as minhas afirmações. Nós percebemos que todo amor que depositamos aqui recebemos de volta e em dobro em forma de comentário, email e etc...

Experimenta passar um dia de cara amarrada e mordendo o vento pra ver o que te acontece. No mínimo vai ter um dia de vida perdido.
Se você nunca tentou, faça agora, faça hoje, se permita, dê um sorriso a um estranho, tente ser mais leve e simpático. Você vai ver que experiência incrível você terá. Eu sei que para os tímidos essa missão será um pouco mais difícil, mas não custa nada tentar.

Eu posso afirmar por experiência própria o quão gratificante é essa sensação. Agradeço a Deus todos os dias por ser uma pessoa tão abençoada. Por ter pessoas tão maravilhosas que fazem parte do meu dia-a-dia. Presente de Deus, eu sei. Mas eu sei também que essas pessoas só chegaram a mim, porque eu permiti.

Até vocês que estão por aqui todos os dias, comentando, dando ideias, deixando suas opiniões e acima de tudo, nos cobrindo com tanto carinho são muito especiais, verdadeiros presentes de Deus para essas duas ousadas metidas a escrevedoras de coisas. Nós agradecemos imensamente. E não há melhor maneira de agradecer do que nos dedicando cada dia mais e mais para merecer tanto carinho.

Por tanto, deixo muitos beijos acompanhados de sorrisos à todos.

Verônica

domingo, 20 de fevereiro de 2011

"A Arte De Sorrir Cada Vez Que Mundo Diz NÃO"


(by Cinthya)

Nem sempre alcançamos o objetivo traçado. Desenhamos tudo na nossa cabeça, todos os caminhos que serão percorridos, todas as falas que serão ditas, todos os planos B, C e D para o caso de o A não dar certo. Até podemos sentir a euforia de tudo que nos acontecerá a 'ansiedade se antecipa', o corpo viaja se adianta e sofre os efeitos colaterais de uma situação de emoção (boa ou ruim).

Com o mapa da situação debaixo do braço seguimos adiante rumo ao “fazer acontecer”. Daí, apesar de nossa vontade e intenção, o plano A não funciona, o plano B vai por água abaixo, o plano C desaba ao chão e o D é levado pelo vento. A gente quer, a gente exige. O mundo não deixa. Simplesmente, nos barra.

E aí? O que fazer?

Você tem duas opções: xingar tudo e todos, se revoltar, se encher de raiva e, mais tarde sofrer com essa raiva pipocando no seu organismo (sim, porque ela vai pipocar. É questão de tempo). Passar a ver tudo cinza, não enxergar lógica no que aconteceu. Reclamar que Deus não te ama como filho, que o mundo é um poço de injustiça e, de tanto reclamar, ver as pessoas se afastando de você (ninguém merece uma pessoa que só reclama!).

A outra opção é você parar, respirar e entender (aceitando) que as coisas nem sempre acontecem como queremos, que infelizmente (ou felizmente) não temos um total controle da nossa vida e que, muitas vezes teremos que “baixar a crista” quando a Força Maior tiver planos distintos dos nossos. Entender que se não deu certo o plano A, o B, o C e o D, o alfabeto não é composto de 04 letras apenas... Se todas as demais letras também não funcionarem, ainda existirão os números e esses são infinitos.

A vida, até onde temos certeza (superficial, é claro), é uma só e por isso cada dia que passamos aqui é único, não volta. Cada dia que passa é um passo que damos ao encontro do final da jornada. E cada vez mais vamos nos limitando de determinadas coisas que podemos fazer hoje, mas daqui a alguns dias, meses ou anos não poderemos mais.

Tanta coisa pra ser vivida. Tanta gente pra ser amada. Tanto sonho pra ser sonhado e realizado. Tanto defeito pra ser trabalhado, tanta virtude para ser exaltada e você vai ficar aí de cara amarrada esperando a morte chegar?

Se olha no espelho e vê como você fica péssimo de cara amarrada. Arrisca um sorriso, coloca a música preferida e dança. Dança sozinho, pula, canta alto, se solta e solta todas essas bruxas que te condenam. Você fica mais bonito quando é feliz. Se a vida te fez de palhaço use isso como motivo para sorrir, afinal de contas, você já viu palhaço triste?

Se você se prende ao que não deu certo, finda não enxergando as infinitas portas que, a todo instante, se abrem para você

Relaxa, muda o foco, e aprende “a arte de sorrir cada vez que mundo diz não”.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Se Eu Tivesse Uma Casa No Campus...

O Texto a seguir é fantástico, um show de conhecimento, trate-se de uma obra prima, na minha humilde opinião. Foi desenvolvida pelo brilhante Julio Cesar de Oliveira, Estudante de filosofia da UFMG, que ficou em primeiro lugar no consurso Coração de Estudante. Não o conhecia, agora, faço questão de compartilhar com vocês.
Eu Fiquei fascinada pelo texto, espero que vocês gostem.

Beijos e bom final de semana!

Verônica




Se eu tivesse uma casa no Campus

Por: Júlio César de Oliveira

Se eu tivesse uma casa no Campus,
Eu, que nunca fui um aluno exemplar,
Talvez fosse um estudante mais brilhante, ou, pelo menos mais feliz.
Estudaria menos e aprenderia mais,
Pois ergueria minha casa lá onde mora o conhecimento,
E então todo lugar onde estivesse seria um lugar de aprender,
Como quem brinca, como quem curte, como quem vive.

Se eu tivesse uma casa no Campus,
Aprenderia com a convivência, a igualdade e a diferença,
Numa sempre dinâmica e verdadeira universidade.
Aprenderia, talvez, a fazer todas as coisas que ainda só sei saber.
E saberia que saber é viver e viver é mais que conhecer,
Pois a sabedoria freqüenta a ciência, mas vive solta pela vida.

Se eu tivesse uma casa no Campus,
Daria uma festa de arromba na inauguração.
Convidaria para a farra a razão e a poesia,
A arte e a filosofia, a loucura e a lucidez.
Comeria com Platão no bandejão
E beberia na cantina com Rimbaud,
Brindaria com Voltaire nos corredores
E dançaria com Isadora pelos pátios.
Dormiria com Minerva, sonharia com a utopia e acordaria com você,
...Se eu tivesse uma casa no Campus.

Se eu tivesse uma casa no Campus,
Fundaria a Sociedade dos Poetas Imortais,
Conheceria Fernando em pessoa e Moliére em persona,
Seria amigo de Quintana, vizinho de Beethoven,
Confidente dos Inconfidentes, filho de Gandhi,
Irmão do Henfil e companheiro de Che Guevara.

Se eu tivesse uma casa no Campus, ouviria os sonhos de Jung,
Os segredos de Hermes e os mistérios de Clarice.
Plantaria meus sonhos com Nietzsche
E colheria com Marx os frutos do meu trabalho.
Iria ao cinema com Charlie Chaplin e voltaria com Glauber Rocha.
Transformaria a sala de aula em sala de estar
E a sala de estar em sala de ser.
Penduraria uma lua crescente em meu quarto minguante,
Te tomaria pela mão e saltaria do telhado para o alto do Everest,
...Se eu tivesse uma casa no Campus.

Se eu tivesse uma casa no Campus,
Pela torneira da banheira passaria um afluente do Amazonas
E desaguaria no inconsciente Freudiano,
Onde eu mergulharia para salvar Salvador Dali.
Soltaria pipa no gramado da reitoria,
Roubaria uma maçã no pomar de Isaaac Newton,
Cercaria de horizontes o corcel da liberdade
E estudaria a veterinária dos medos e a geografia dos desejos
Para chegar mais perto do selvagem coração da vida.

Se eu tivesse uma casa no Campus,
De pau a pique, tijolo ou sapé
Eu seria o senhor de meu castelo e servo de minha hóspede, a esperança.
Apresentaria o Pequeno Príncipe a Maquiavel,
Mataria aula de vez em quando para ir pro ceu com Santos Dummond
E aprenderia muito com isso, pois todas as aulas que matei
Com certeza foram pro ceu.
 
Se eu tivesse uma casa no Campus,
Onde o quadrado da hipotenusa não caísse em círculo vicioso,
Duas linhas paralelas se encontrariam no infinito,
E talvez fosse mais isósceles o nosso triangulo amoroso,
Eu, você e o sentido da vida,
...Se eu tivesse uma casa no Campus.

E mesmo que nada disso que imagino viesse realmente a acontecer,
Se eu tivesse uma casa no Campus, ainda assim, tudo seria mais legal,
Pois eu pelo menos teria uma Casa, uma casa singela, uma casa bacana,
...Uma Casa no Campus.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Ridículos E Apaixonados

(by Cinthya)

Eu namorava um rapaz e era apaixonada por ele. A gente tinha muita afinidade. Sabe aqueles relacionamentos onde você passa um bom tempo dando risada (aliás, risada não, gargalhadas)? A gente ria de tudo, inclusive de nós mesmos. A gente era 'pobre pobre' (na verdade eu continuo sendo até os dias de hoje) e jantávamos sempre hambúrguer (que ele comprava pra pagar no final do mês) e cajuína. E creiam, não tinha jantar mais romântico (porque eu acendia velas, claro).

A gente gostava das mesmas músicas, dos mesmos escritores e do mesmo gênero de filme. Todos os outros amigos queriam sair em nossa companhia, pois sempre fazíamos piada de tudo e todo mundo ria junto com a gente. Eles nos batizaram de "Idi" e "Ota"!

Passamos coisas inesquecíveis juntos, tipo dormir em baixo da mesa da cozinha. Namorar no chão do quarto e só depois perceber que a porta tinha uma brecha de quase um palmo de altura do chão (em outras palavras, quem estivesse na sala via tudo o que não devia ver). Enfim, eu gostava mesmo dele.

Mas... O nosso relacionamento foi mudando, ele foi me evitando até que um dia cheguei de surpresa numa festa na casa dele e o vi com outra garota. Procurei o chão e não encontrei. Sai de lá correndo aos prantos pelas ruas da cidade. Ele saiu correndo atrás de mim, me gritando:

- Cinthya! Cinthya! Me espera.

Até que me alcançou (eu estava correndo mesmo) e me puxou pelo braço. E eu aos prantos:

- Me solta! Se não me quer, então me deixa ir embora com a minha dor.

E todo mundo na rua assistindo a palhaçada. Eu me senti uma atriz de cinema. Joguei todo o meu sentimento na cena e ela ficou perfeita (ridícula, mas perfeita). Até o "The End" do nosso relacionamento foi engraçado. Ele acabou deixando a outra garota lá na casa e foi me acompanhar até o ponto de ônibus (a gente era pobre mesmo), contando piadas (tão sem graça) na tentativa de me fazer parar de chorar. Ele dizia:

-Ôh Thynthia, não chora! Por que você chora assim sem parar?

- Choro porque você não me quer e eu ainda gosto de você.

E chorava tudo de novo.

Nunca mais ficamos juntos como namorados. Ele foi embora para outro estado, casou e tem filho. Mas temos uma amizade boa e hoje conversamos bastante e damos muita risada do passado.

Eu respeitei a vontade dele de seguir sem mim. O toco que ele me deu foi o mais infundado que já recebi, mas até disso eu dou risada hoje.

Vale muito a pena a gente dar leveza aos fatos que nos acontecem. E, sinceramente, de quase tudo dá pra se curar... E depois, é só cair na risada (aliás, risada não,  gargalhada).

Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores...



Pra não dizer que não falei das flores, também conhecida como "Caminhando e Cantando" é uma canção escrita e interpretada por Geraldo Vandré no ano de 1968. Teve sua execução proibida na época da ditadura permanecendo por anos sem poder ser tocada. A mensagem implícita nos seus versos de rimas fáceis e sua melodia em ritmo de hino facilitando a memorização caindo então nas graças do povo. O sucesso da canção foi tão grande, que passou a ser cantada nas ruas de maneira inocente, mesmo que nas entrelinhas incitasse a resistência. Não deu outra, a afronta levou os militares a proibirem-na com o pretexto de "ofensa" à instituição.

Geraldo Vandré teve na época duas coisas que faltam a muita gente hoje. Primeiro, coragem de passar uma mensagem sabendo ser proibida, porém necessária. Não se intimidou, não se curvou à repressão e desabafou. Soube expor seu ponto de vista e o deixou subentendido. Segundo, ele teve inteligência e maestria para passá-la nas entrelinhas. Sabia que não poderia exagerar e escancarar, tão pouco deveria calar-se ou deixar-se abater. De um jeito simples e discreto, se lançou, arcando com as consequências depois, mas assim o fez.

Houveram vários outros ícones da música que também tiveram canções censuradas. Corajoso tal qual o Vandré foi o Chico. "Apesar de Você" foi só mais uma na lista de proibidas. Ao todo, 32 músicas se não me engano. E não foi só Geraldo Vandré e Chico Buarque que foram os "premiados" e perseguidos, não mesmo! Foram muitos outros. (Mas isso é assunto para outro post)

Pois é, o heroísmo e a sabedoria que sobravam nesses homens à frente de seu tempo, faltam a muitos hoje. O que há é uma escassez de inteligência e atrevimento. Covardia e omissão se fazem presentes até nos gestos mais simples. Fazer vista grossa e adotar o "não é da minha conta" é tão normal. Ah, que saudade que tenho dos heróis disfarçados de homens daquela época. Tão diferentes dos covardes e omissos de hoje.

Mas, pra não dizer que não falei das flores, exponho aquela, a mais bela das flores, a que brota entre as pedras nos lugares mais inusitados, ressalto a fidelidade, a honra, a solidariedade e o senso de justiça que ainda vejo por aí. Raros, mas persitentes, diria até que são sobreviventes.

Lembrando que não existem parâmetros usados por mim para fazer tais afirmações, as faço aleatoriamente e irresponsavelmente. Falo apenas do que vejo e percebo, baseado na minha própria história e analisando as pessoas que me cercam. A sua realidade pode ser outra, e você pode ser um privilegiado(a) que vive rodeado(a) de horóis, se assim for, meus parabéns!

Verônica

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Qual A Tua Prioridade?


(by Cinthya)

Eu tinha um emprego de 08 anos em uma conceituada empresa. Confesso que já estava cansada, precisando de tempo pra mim. Eu morava na empresa, praticamente. Saia de casa muito cedo e chegava muito tarde. Muitos sábados e domingos foram trabalhados para dar conta de entregar tudo dentro do prazo. É certo, nunca perdi um prazo, mas perdi as minhas horas que poderiam ter sido usadas para mim, para o meu filho, para a minha vida. Recebi promoção, mas a insatisfação continuava.
Eu saia de casa e deixava meu filho dormindo (saia muito cedo). Algumas vezes eu ligava pra casa pedindo para minha mãe não deixá-lo dormir antes da minha chegada. Eu me sentia uma monstra. Eu vivia irritada, trancada, carregada de um estresse maldito que não me deixava ver o brilho das coisas.
Um dia as coisas chegaram num ponto que eu parei e perguntei para mim mesma: o que eu estou fazendo da minha vida? Meus dias estão passando, meu filho está sendo criança e eu não estou vendo isso. Ele só será criança uma vez na vida. Eu não o levo pra escola, eu não o pego na escola, eu não dou as refeições dele. O que eu sou dele, então? É justo para nós dois?
Foquei num objetivo. Procurei e encontrei outra oportunidade de emprego, ganhando a metade em relação a salário, mas com muito mais tempo para mim e para minha vida. Pedi desligamento da senzala e saí de lá muito mais leve.
Hoje eu levo o meu filho para a escola todos os dias. Tenho muito tempo para brincarmos, para conversamos. Hoje eu sorrio com muito mais freqüência e com muito mais freqüência eu visito amigos, eu alimento sonhos. Algumas vezes saio com o meu pequeno apenas por sair, para andar, ver gente e descobrir coisas novas que para ele são o máximo (tipo sentar na calçada e ficar vendo os carros passarem na lombada ou comer pastel na pracinha do bairro).
Muitos me taxam de louca por ter dito não a uma multinacional. Mas eu me sinto feliz por ter dito SIM a mim mesma.
PS: Continuo procurando um jeito de ter ainda mais tempo para mim! Por que daqui a pouco, a minha vida chega ao fim e eu não quero levar comigo a sensação de não ter vivido tudo o que eu podia, de não ter amado tanto quanto devia. Enfim. Eu quero levar uma história linda, cheia de amor. Eu quero levar o máximo de lembranças, deixar o mínimo de lacunas. O que me sustém é “vida” e não status.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Tempo, Tempo, Tempo...


Tempo. O engolidor de pessoas... Será?

-  Gatinha, você nunca mais me ligou...
- Oi, gatinho! Pois é, é o tempo...

Ou

- Verônica, você fez o que eu te pedi?
- Não, mainha. Não deu tempo.

Mentira! Não fiz porque esqueci... E no diálogo com o gatinho, não liguei porque não me interessei e não senti vontade de ligar.

Essa desculpa de "Oh, eu ando tão sem tempo" é balela, conversa fiada, desculpa esfarrapada. Eu mesma ando mentindo pra mim, de vez em quando. Repito isso pras pessoas e na frente do espelho na vã tentativa de conseguir me enganar. Posso até enganar meu interlocutor, mas a mim eu não engano mesmo. Sempre há tempo para fazer o que se tem vontade. Há em alguns casos, raras exceções, que o tempo é definitivamente escasso, mas, repito: raras exceções. É só colocar na cabeça que quer e a gente faz.
 Quando a vontade é pouca, o tempo entra como protagonista da cena que vamos inventar para tentar convencer a outra pessoa e a nós mesmos de que aquela mentira é uma verdade.

Organizar uma agenda e se possível um cronograma diário, enumerar, relacionar de acordo com a prioridade as coisas que se tem a fazer é muito eficaz, sobretudo no trabalho. Mas na vida pessoal no cotidiano e na relação com os familiares, por mais que tentemos, não conseguimos, essa precisão. Até pra ser metódicos tem um limite a alcançar.

Então, paremos já de culpar o tempo por nossa omissão e negligência, chega dessa conversa pra boi dormir, essa não cola mais.

E pro deleite de todos, deixo uma das minhas músicas favoritas:

Agora, deixa eu correr que eu tô atrasada.

Beijos!!

Verônica


 

Oração Ao Tempo

Caetano Veloso

És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo...

Compositor de destinos
Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo...

Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo...

Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo
Ouve bem o que te digo
Tempo tempo tempo tempo...

Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo...

De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo...