(by Cinthya)
Casados há alguns anos, eles adoravam inventar, inovar, achar um jeito de não deixar o casamento entrar em rotina. Dessa forma conseguiam manter sempre aquele clima de namoro onde a gente se pega surpreendendo o parceiro com alguma nova invenção amorosa (ou sexual). De fato, esse é um casamento diferenciado, de sucesso e parceria.
Nesse clima de inovação e surpresas ela decidiu fazer um streap tease, pois lembrara dele falando algo sobre a Demi Moore no seu filme de mesmo nome.
Foi a uma loja especializada em lingerie, comprou a mais sexy (porque a mais sexy tem que ser a mais cara, hein?). Comprou óleos, cremes, gel, bolinhas de óleo, dados e tudo mais que a vendedora indicou (vendedora esperta percebeu que aquele era “O Casal” e empurrou todos os joguinhos de que a loja dispunha). Ao sair da loja com sua sacola cheia ouviu da vendedora sorridente (feliz pela comissão): “Será uma noite inesquecível, hein?”. De fato seria uma noite inesquecível.
A euforia já tomava conta dela. Chegou em casa e começou os preparativos. Um jantar diferenciado, um excelente vinho, as músicas, o ambiente, as pétalas. Deixou tudo organizado. Já com o marido em casa, foi servido o jantar, beberam um bom vinho e ela pediu licença. Precisava se ausentar por 15 minutos. Correu ao quarto. Trancou-se no closet e foi ao banho, passou os cremes, enxugou os excessos com um papel higiênico e pôs a lingerie.
Acionou a música com o controle e o show teve início. O marido estático, respiração ofegante, excitado com o clima.
Ela fez sua performance e deu início a streap tease em si.
Foi tirando as peças e se sentido estimulada pelo olhar de aprovação e desejo do marido. Faltava uma única peça a ser tirada (a calcinha) e o clima já estava alcançando o ápice, clima quente, sedutor, cheio de paixão e de luxúria (mistura perigosa e deliciosa essa, não?). Então ela se despiu da última peça e seu corpo todo já pedia o marido. Mas o marido... Bem, o marido primeiro a olhou com uma expressão de espanto, olhos fixos naquele ponto. E ela esperando o ‘ataque’, mas percebeu a fisionomia dele mudando, mudando até que ele caiu numa gargalhada profunda e sonora que ecoou por toda a sala do apartamento deles.
Ela, não entendo nada, sentiu vontade de chorar e correu pro quarto. Trancou-se, novamente, no closet e foi aí que se viu no espelho... E, tal qual o marido, teve uma expressão de espanto, olhos fixos naquele ponto...
Uma calda branca descia do seu órgão e ela não sabia de onde aquilo havia saído. A primeira impressão foi de medo, mas depois ela a puxou e percebeu então, que o pedaço de papel higiênico tinha ficado grudado no seu órgão sexual.
Primeiro veio a vergonha, mas depois ela gargalhou, gargalhou e foi ter com o marido que a essa altura já chorava de tanto dar risada.
E assim adormeceram, sorridentes, amados e parceiros nas delícias que só uma relação de cumplicidade proporciona.
Jamais esqueceram aquela noite!






