terça-feira, 7 de agosto de 2012

Abundância de Escassez



A vida dele, olhando assim de longe, parece perfeita. Aos olhos dos desavisados chega a ser a vida que todo homem pediu aos céus.

Ele ostenta um padrão de vida elevado, cercado por belas mulheres e vários amigos, é inteligente, descolado e divertido. Frequenta os melhores lugares e está presente em todas as festas. É a imagem perfeita do homem conteporâneo.

Coleciona histórias de amor com pessoas sem rosto, extrai e doa altas doses de prazer a mulheres que dias depois sequer lembra-se do nome. Beija bocas de mulheres que são incapazes de pronunciar uma palavra que o faça sentir melhor. Ele é extenso e raso como um rio assoreado que está com seus dias de existência contados.

Há quem diga que ele é frio, superficial e egoísta não gosta de ninguém a não ser dele mesmo, eu acho que ele é vítima das próprias escolhas. Possui um coração desabitado e despreparado para o amor, seus sentimentos mais sinceros e profundos caíram em desuso.

Vestiu a fantasia de homem insensível e vive encenando uma peça criada por ele mesmo no teatro da existência. A rotatividade sob seus lençóis é inversamente proporcional ao número de pessoas que conseguem alcançar seu coração.

As horas de diversão ao lado de pessoas que mal sabem a sua história ou seus gostos são apagadas pelas horas de tristeza, solidão e vazio que sente ao chegar em casa e se dar conta da sua real situação.

Ele é sozinho em meio a multidão. Vive permanentemente em um excesso de falta. Rodeado e espremido por um infindável vazio.

Verônica

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Um tempo Para O Amor



(by Cinthya)
Há poucos dias eu falei aqui no Divã sobre o caso de uma aluna minha que sofria por não ter do pai a atenção que gostaria, por ter recebido em toda sua vida apenas um único abraço dele e que nesse dia ficou tão emocionada que sentiu seu coração pequeno pra tanta emoção. E é isso mesmo o que acontece. A gente convive com as pessoas que nos cercam, que moram em nossos corações, que amamos, mas... Que muitas e muitas vezes esquecemo-nos de falar, de expressar, de dizer o que sentimos.
Amamos em silêncio e acreditamos que o simples fato de amarmos é o suficiente para a pessoa sentir-se bem, querida, protegida. Acreditamos que, embora venhamos a dar atenção a outras coisas, as pessoas que amamos saberão o tamanho de sua importância em nossas vidas. E nisso o tempo vai passando. Outros assuntos vão se infiltrando entre nós e as pessoas que amamos. Assuntos urgentes, prioritários e que acabam por tomar todo o nosso tempo e nossa atenção. Mas nos nossos corações estão vivos aqueles que amamos. Embora não o vejamos, não tenhamos tempo para eles, não tenhamos o hábito de falar sobre esse amor.
A gente chega em casa tão exausto e sugado pelos assuntos prioritários do trabalho e da correria da vida externa que acabamos por sabotar mais uma vez a chance de darmos afeto a quem de fato merece e carece. E nesse ciclo, os dias vão passando apressados e levando com a mesma pressa todas as chances que tínhamos para declarar nosso amor. O silêncio se torna rotina. Até que, a vida dá o golpe fatal e nos tira a chance de rever o que realmente tem importância, o que de fato, tem peso e consistência no nosso caminho.
E depois da partida, deve ser imenso o desespero por não termos dito o “eu te amo” que sentimos. Por não termos dado o abraço que tanto foi desejado, o beijo no rosto que muitas e muitas vezes passou em branco e ficou no desejo apenas. Depois da partida perceberemos que nem a despedida foi possível e o choro e ador, certamente, tomarão proporções imensas. E nos tornaremos vítimas de nossas escolhas.
Abrace quem você ama. Beije quem você ama. Diga “Eu Te Amo” a quem você ama. Não há correria nesse mundo que mereça mais atenção do que as pessoas que Deus lhes deu de presente para proteger, cuidar, amar. Não há nada maior do que o elo familiar, do que a importância de quem nos quer bem, apenas por sermos quem somos e como somos.
A vida é uma caixinha de surpresas e essas surpresas nem sempre são agradáveis, mas trazem sempre com elas algum aprendizado. Então, antes que a vida lhe faça aprender com a dor, saia de casa somente depois de abraçar, beijar e dizer “eu te amo”. Dessa forma, pode ter a mais absoluta certeza, o seu dia vai começar muito melhor. E você vai fazer o dia do outro ter um melhor início também.
No final das contas o que levamos conosco é apenas o que somos e o que temos dentro de nós. Então, por que não nos emprenharmos e ter mais tempo para o amor, e assim, juntarmos tesouros interiores?

sábado, 4 de agosto de 2012

Ter Fé




Ter fé não é uma tarefa fácil, num mundo cético onde as pessoas acreditam apenas no que vêm, não é fácil crer no invisível, no sobre natural.

Mas, para quem tem fé o Autor da existência, tem recompensas incríveis.

Vou relatar um fato que aconteceu na minha casa.

Há uns meses atrás, minha mãe sofreu um pequeno acidente doméstico, ela caiu numa calçada e machucou o joelho. Tratou com alguns paliativos, mas esse joelho continuou doendo. Com a idade avançada, quase 65 anos, o excesso de peso e a falta de atividade física eram apenas alguns dos muitos agravantes, a dor não passou. De umas semanas pra cá as dores só pioravam, a ponto de fazê-la andar puxando a perna. Foi então que ela resolveu procurar um ortopedista. Na consulta, com os exames preliminares e com sua vasta experiência o médico detectou lesão no menisco, pediu uma ressonância só para ter noção da dimensão da lesão. Mainha fez a ressonância, e numa consulta ontem levou pro médico avaliar e quando ele olhou as "fotos" e o laudo ficou surpreso. Com surpresa ele falou:
- Dona Antônia, aqui no laudo consta que a parte lesionada do seu menisco foi amputada num processo natural do organismo, é como se a senhora tivesse sido operada, fizeram o que ia fazer, não há mais nada a ser feito no seu joelho não.

Com um sorriso no rosto mainha respondeu:
- Doutor, eu fui operada. Jesus Cristo me curou! Eu orei muito e pedi a DEUS que me curasse, que operasse esse milagre em minha vida e Ele me atendeu.

O médico sorriu e assentiu.

E mainha saiu do consultório feliz da vida e liberada pelo médico para fazer caminhadas e hidro ginástica!

Estávamos tão apreensivos! Por mais simples que seja, uma cirurgia requer uma dose extra de cuidado, quando se trata de uma paciente já idosa então... A felicidade foi geral lá em casa, claro! Não podia ser diferente! Ver o poder de DEUS se manifestar em nossas vidas é uma graça e tanto!

Isso se chama FÉ. Ou você tem, ou você não tem!

Independente da orientação religiosa que você tenha, independente da religião que siga, acredite que há uma Força maior que pode mais que nós. Que cura nossas feridas e resolve nossos problemas. A fé move montanhas!

Obrigada, Senhor!!!

Verônica


sexta-feira, 3 de agosto de 2012

O Convite



(by Cinthya)

Então deixa eu te explicar uma coisa, a vida é linda e jamais perdeu o brilho. Ela continua intensa da mesma forma que era quando você gozava os anos de sua juventude. A vida não mudou, pode acreditar em mim. Se algo está diferente é o que está dentro de você e não o que está ao seu redor. Talvez a sua forma de agir e reagir ao que lhe acontece tenha feito você sofrermodificações, talvez você tenha se endurecido diante de algumas tribulações, talvez você tenha se frustrado com alguns fracassos sofridos. Mas a vida em si, continua a pulsar da mesma forma e com a mesma intensidade.
Talvez você tenha acumulado tantas funções, tanto trabalho, galgado montanhas tão altas que agora não consegue se livrar da agenda e simplesmente se jogar no mar, sem que seja preciso um planejamento de meses de antecedência. Talvez você tenha se doado demais ao trabalho e tenha se esquecido dos amigos. Talvez as reuniões de negócio tenham lhe tomado todo o tempo que antes você dedicava à família, mas que agora, não existe mais (não?).
O trabalho traz o dinheiro e o dinheiro traz a vontade de ter mais dinheiro e é bom ter dinheiro. Quanto mais se trabalha, mais dinheiro se acumula. E então, a gente procura o tempo para curtir o que essa grana toda pode nos proporcionar e .... Não encontramos esse tempo, porque continuamos trabalhando para ganhar mais e mais dinheiro que nunca usaremos como deveríamos. Esse é um ciclo vicioso e viciante.
A proposta é que você reflita sobre o que te acontece, o que te cerca, o que tem te deixado tão vulnerável, o que tem te levado a precisar de medicamentos para manter um equilíbrio e domínio sobre você mesmo. Por que não voltar a ser irresponsável de vez em quando? Sair sem hora pra voltar e sem lugar certo para ir. Apenas sair, caminhar, conversar, dar risada. Ficar na companhia de alguém eu te faz bemsem precisar ter um cronograma montado para esse encontro.
Sair de noite pra tomar suco (já que os remédios não te deixam beber) e comer pastel de queijo, ou comer pipoca, sentados na praça do coreto, jogando conversa fora, sem olhar para o relógio, sem pensar no que tem que ser feito amanhã, nas reuniões ou viagens inadiáveis. Apenas viver o momento, percebendo como é gostoso sentir a brisa tocar o rosto, emaranhar os cabelos.
Falar, falar e falar reviver coisas que ficaram guardadas no passado, mas que fazem bem pra alma sempre que são relembradas. Momentos importantes, pessoas importantes, aventuras da mocidade. Falar de um tempo onde você viva uma plenitude que se perdeu, uma liberdade que se esvaiu, escorrendo entre seus dedos. Dos amigos que dividiram com você momentos de uma juventude bem vivida onde a falta de dinheiro não significava falta de vida, de alegria e diversão.
O convite é para que você dê leveza aos fatos, atenção a quem te cerca. Que você se presenteie com um mergulho no mar, que você aprenda a esvaziar a cabeça que vive cheia de problemas e volte a sorrir com vontade, a gargalhar com a alma. Que você trabalhe quando estiver no trabalho e, fora dele, que você viva pra você. Que você volte a priorizar o que te faz bem e sinta a paz retornando ao seu íntimo.
O convite é para que você se permita ser feliz.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Dona Flor e Seus Dois Maridos - Versão Moderna



A Dona Flor da nossa história é uma advogada bem-sucedida, 34 anos, independente emocional e financeiramente, mora sozinha num apartamento bem localizado e com uma belíssima vista no centro da cidade, tem um escritório bacana em sociedade com mais dois amigos da época da faculdade, funcionária concursada em um emprego publico federal. E filha de pais hiper conservadores.

Flor, saiu de casa muito cedo e desenvolveu esse espírito independente. Quando saiu de casa com 18 anos e foi estudar fora, deixou a proteção da família para se aventurar em um mundo nada gentil. Passou dificuldades, foi humilhada, sofreu privações, mas de tudo isso só guardou as boas lições. Nunca vestiu a fantasia de coitadinha e nunca pensou em voltar correndo para o seio da família.

Devido ao seu jeito marrento e desprendido, Flor desperta interesse e até raiva em alguns homens. Assim, ela conseguiu "fisgar" dois namorados (vejam só vocês, a danada tem dois namorados e um monte de gente por aí não tem nenhum) e convive harmoniosamente nesse triângulo amoroso em pleno século XXI. Vadinho, o namorado mais antigo de Flor mora na capital Pernambucana e sabe da existência de  Teodoro que mora na capital do Piauí. Eles não se conhecem pessoalmente, acho que nunca nem se falaram, mas ela me garante que ambos sabem da existência um do outro. Conheci o Vadinho e ele não fez uma cara muito bonita quando a Flor me contou sobre a história deles, mas no final, garantiu que já se acostumou. Ainda arrematou: "Fazer o quê? É o preço que tenho que pagar para tê-la..." Olha que lindo!!

Ela me explicou que por ser o oposto da personagem de Jorge Amado, que aceitava passivamente as traições e bebedeiras do marido boêmio e mulherengo, ela não faz questão de se prender a "status" de relacionamento como diz ela. Quando ela começou a ficar com Vadinho ainda não conhecia Teodoro, mas sempre deixou claro que as intenções dela era apenas de aproveitar os momentos juntos.

Teodoro surgiu depois, e quando Flor o conheceu, e se interessou por ele, tratou logo de deixá-lo por dentro da situação contando sobre a existência de Vadinho e da história deles. Teodoro aceitou numa boa, claro não tinha nada a perder, e esse triângulo amoroso já duram quase três anos.

Ao contrário da personagem de Jorge Amado, a Flor moderna não divide o mesmo teto que nenhum dos dois, ambos estão bem vivos e ela os vês exporadicamente, as visitas e viagens são previamente combinadas e tudo é muito organizado. Flor me garantiu ainda que é fiel aos seus dois namorados e desde então não se envolveu com mais ninguém. Atesta a fidelidade dos seus amados e me disse com satisfação que nunca teve motivo para desconfiar nem de um, nem do outro.

Aos risos, não descartou a possibilidade de um quarteto, mas se isso ocorrer garante será muito sincera com todos os envolvidos. Fiquei surpresa com a história da Flor e admirada com seu jeito desprendido de ser e ver a vida.

Flor, você ganhou uma fã!

Desejo sorte ao trio e que essa união dure o tempo suficiente para ser bom pros três!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Eu O Conheço Tão Bem



(by Cinthya)

Sempre tem alguém que um dia surgiu nas nossas vidas e ficou. Chegou de mala e cuia e se apossou de um espaço cativo no nosso coração e de lá não sai nem que a vaca tussa. O romance se esvai, mas o laço continua, afinal, não há porque romper de todo uma relação tão profunda entre dois seres que em tanto se conhecem, que tantas confissões escutaram um do outro, que tantos segredos compartilharam e que, assim, se tornaram tão afins.
Eu conheço alguns dos meus antigos parceiros à fundo, mas vou falar de um em especial e vou chama-lo pelo nome fictício de Marcos. Eu conheço o Marcos há pelo menos dez anos. A minha empatia por ele foi imediata e as cantadas dele pra mim foram mais imediatas ainda. É um galanteador incurável. Acredito mesmo que ele deixaria o Cadinho (personagem do Alexandre Borges em Avenida Brasil) no chinelo. Tirando a minha mãe, creio que ele deu em cima de todas as mulheres da nossa cidade (sem exceção). Ele tem “Um Que” que chama a atenção da mulherada e além de tudo, é atencioso que só ele.
Então, com tantos adjetivos favoráveis, é inevitável que, vez ou outra, tenhamos um momento de flashback. E num desses reencontros eu comecei a falar tudo o que eu ouvi dele durante tanto tempo de convívio. A primeira transa dele eu sei onde foi e com quem foi. Sei o que a sua mãe lhe disse, no dia do seu casamento, em baixo da castanheira, na calçada de sua casa e que o fez chorar e quase desistir de tudo. Sei o que ele sentiu no nascimento dos filhos. Sei pra onde ele foi quando separou-se da esposa. Sei o que a ex esposa falou e que mais o feriu (coisa que ele nunca esqueceu).
Eu sei dos sonhos dele, sei das cidades por onde ele passou. Eu sei os seus pontos fracos e sei também o tamanho da sua força. Sei como lhe arrancar um sorriso e sei como jogar lágrimas em seus olhos. Eu sei o cheiro que ele tem e que perfume nenhum nesse mundo inibe. Sei como ele acorda e sei como gosta de dormir. Sei das dores que ele traz escondidas lá no fundo da alma, trancadas à sete chaves, mas que um dia se abriram pra mim.
Eu o conheço. Eu o conheço mais do que qualquer pessoa. Pra mim ele abre a alma e eu passeio por ela ouvindo, vendo e guardando cada detalhe. Ele é uma pessoa especial e eu sou especial também. Por isso, indiferente de estarmos juntos como amantes, sempre estaremos juntos como parceiros. Tenho uma admiração imensa por ele, um carinho que nunca acaba e um desejo enorme de que as coisas deem certo em sua vida.
É muito bom ver um homem olhar pra você e dizer, com os olhos marejados: “Você me conhece mais do que eu mesmo. Você me conhece mais do que qualquer pessoa que passou na minha vida. Aliás, você tem a minha vida esmiuçada na sua lembrança.” E tenho mesmo! Mas não se preocupe, ela está guardada num canto cativo com todo o respeito que merece ter.
A vida pode até não ter traçado nossa trajetória para vivermos lado a lado, mas eu nunca vou apagar de minha memoria tudo de bom que vivemos, a cumplicidade de almas que temos e que levaremos conosco para sempre. São coisas desse tipo que me dão essa sensação de ser imensamente rica, embora nem carro eu tenha. De me sentir gigante com meus 1,65m de altura. E, principalmente, me sentir tão feliz, apesar de tantos atropelos. É isso. Eu sou feliz!

terça-feira, 31 de julho de 2012

Coração de Férias


É isso mesmo! Dei férias pra o meu coração!
Coitadinho há tempos não batia, só apanhava. Tava fraquinho, se quebrando facilmente, sem discernimento do que é útil e do que é descartável, acelerando e me dando principio de taquicardia sem motivos aparentes. Enfim, meu coração estava trabalhando no limite.

Claro que eu tenho minha parcela de culpa, nos tiros furados que dei, a iniciativa foi minha, assim como nos tiros certeiros também. Não tenho tido o devido cuidado com ele e tenho forçado-o ao limite sempre, experimento sensações e frustrações constantes. Justamente por cobrar demais é que resolvi dar esse merecido descanso. O fato é que eu tenho colaborado bastante com o meu biógrafo, o que minha vida não pode, de maneira alguma, é ser chamada de pacata ou parada porque a movimentação aqui é grande.

Me permito viver histórias que me levam ao riso ou a lágrima, algumas me deram muitas alegrias, outras, profundas tristezas, e outras boas gargalhadas, mas de todas elas extraí algo. Como nessa ciranda de sentimentos e sensações quem mais sofre é o pobre coração, então... é exatamente ele que vai sair de férias agora.

Fiz uma faxina, um bota fora e me libertei dos entulhos, tudo que ocupava espaço e acumulava poeira. Quem teve o privilégio de entrar no meu coração, é porque fez por merecer, mas ultimamente os critérios de seleção do pobrezinho estavam tão mixurucos que me vi obrigada a me livrar de cada coisa... Quando ele voltar à ativa as coisas estão bem diferentes.

Nada de amores por enquanto, nada de paixonites, nada de acelerar freneticamente. Quero dar um tempo daquelas sensações de borboletas no estômago, mãos frias, suor na testa, pernas trêmulas... Não quero mais adormecer sorrindo pensando 'naquela pessoa especial' não quero mais acordar sorrindo e contando as horas para ver 'aquela pessoa especial'.

Quero dar o máximo de mim para outras áreas, até então, negligenciadas. Faculdade a mil, minha dieta indo de vento em popa, família feliz, tranquila e em paz graças a Deus! Trabalho, como sempre, correria total... E os amigos? Ah, os amigos... esses terão mais atenção que nunca. Minha vida social que já não anda nada parada vai receber um up.

A vida é composta por fases e essa agora é a minha. Quero paz, não quero suspiros nem olhos brilhando.

Verônica