sábado, 3 de novembro de 2012

Quem Faz Suas Escolhas?

E hoje o Divã recebe uma visita bem especial. O amigo Mário Pires nos presenteia com uma crônica pra lá de interessante!

Seja bem-vindo, Mário... Afinal de contas, o Divã também é Delles!

Cinthya

Quem Faz Suas Escolhas?

Por Mário Pires (*)


“E Deus criou o homem à sua imagem, semelhança... e lhes deu a dádiva do livre-arbítrio”, Gênesis 1:26. Calma! Não sou Teólogo. Essa é só uma breve avaliação sobre as suas, nossas, escolhas.


De acordo com o dicionário, a palavra livre-arbítrio, significa: substantivo masculino, decisão dependente apenas da vontade; alvedrio; vontade própria e independente; domínio ou poder absoluto. Porém, tal significado nem sempre tem influencia em nossas vidas. Algumas pessoas vivem sem o domínio sobre suas próprias decisões, permitindo que outrem determine seus passos. Mas afinal: quem faz suas escolhas?


O tempo, a idade e, às vezes, a maturidade não são garantias de que seremos independentes, donos dos nossos narizes. Em algumas ocasiões, verdadeiros cordões umbilicais não são cortados, ou até mesmo, passamos a viver sob as escolhas de outros, tipo: namorados/as, esposos/as, parentes e até mesmos amigos, quando esse último tem influência sobre a amizade. E aí, novamente pergunto: Quem faz suas escolhas?


Ainda segundo a Bíblia, uma das escrituras mais sagradas no mundo, que representa a Palavra de Deus, no “juízo final” - para quem acredita, “cada um responderá por seus atos”. Então por que, em alguns casos, pessoas vivem na “dependência” de ordens ou obrigações alheias?


Chegamos a este mundo por intermédio de nossos pais, os quais buscam nos conduzir à sermos pessoas de bem, para que, adequadamente, na nossa maioridade, possamos ter a capacidade de administrar nossos atos. E por que isso muitas vezes não acontece?


Augusto Cury - médico, psiquiatra, psicoterapeuta e um dos escritores mais conhecidos no Brasil, quiçá do mundo – já que suas obras estão publicadas em mais de 60 países, “o destino não é frequentemente inevitável, mas uma questão de escolha. Quem faz escolha, escreve sua própria história, constrói seus próprios caminhos”. Mais uma vez pergunto: quem está fazendo a sua história? Quem está fazendo suas escolhas? Quem está escrevendo seus próprios caminhos?


Vivemos um mundo que nos impõe escolhas a todo instante. Passamos um dia inteiro com a obrigação de tomar tantas decisões, seja ela cotidiana, emocional, e/ou racional. Até ler esta crônica, você escolheu. Talvez o tema tenha lhe chamado à atenção, e a partir fizeste a escolha de ler. Pode ser que você não esteja gostando, mas, ainda assim, você escolheu.


Entretanto, escolher ler um texto é uma ação simples. Claro! Mas, e as principais decisões da sua vida? Quem tem as “rédeas” deste “livre-arbítrio”? Quem escreve a sua história? Quem toma a decisão de seus atos e atitudes?


No âmbito racional, a maioria de nós, escolhemos seguir determinadas “regras” impostas pela sociedade. Mas há quem não queira seguir, a exemplo dos hippies que cultuam a “Paz e o Amor”, respeitando as questões ambientais, a natureza, a prática de nudismo e a emancipação sexual, fazendo assim, também, as suas escolhas.


Emocionalmente, para Erich Fromm, filósofo e sociólogo alemão, “Somos uma sociedade de pessoas com notória infelicidade: solidão, ansiedade, depressão, dependência, etc”. Então, você se sente livre para fazer suas as escolhas e diminuir essa tal a infelicidade diagnosticada por Fromm? Qual o caminho que você está seguindo? Você controla seu destino, ou controlam por você?


Para o publicitário Artur Bender, pós-graduado em Literatura Brasileira, com 20 anos de experiência, “quase tudo pode ser planejado (escolhido, digo eu). As duas únicas exceções são a morte e o amor”. Ou seja, todo o restante, você pode escolher.


Não quero fazer apologia à loucura. Não! Não vá sair pelado/a na rua gritando “eu sou livre e faço minhas escolhas!”. Calma! Isso é atentado ao pudor. Lembre-se, vivemos em sociedade. Nem diga depois que ler este texto “eu escolho ser rico”. Tenha bom senso. Isso não vai acontecer da noite para o dia. Mas se você escolher buscar esta riqueza, quem disse que não podes conseguir? Tente! Escolha o que acredita ser o melhor para você. Se der errado, você tentou. Se der certo, foram méritos da sua tentativa. A vida é assim. Erros e acertos. Basta escolher!


Muitas das vezes temos o medo e a dificuldade de enfrentar o passado e encorajar o futuro. O medo também é saudável. Só não podemos deixá-lo nos dominar. “Façamos do medo uma escada e do sonho uma ponte”, diz Fernando Sabino. E fazendo minha, as palavras do meu xará, Quintana: “Não faças da tua vida um rascunho. Poderás não ter tempo de passá-la a limpo”. Pense nisso!


Faça suas escolhas! Bom dia e boa reflexão!



(*) Gestor de Marketing, cronista, poeta e compositor.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

É Apenas Saudade


(by Cinthya)

Eu devia ter uns doze anos quando fui, com a minha família, visitar o Cristiano e a família dele que estavam morando numa cidade vizinha. Ele era mais novo que eu, deveria ter uns dez anos de idade na época. No fundo da casa onde eles moravam passava um riacho e nós, sem avisar aos nossos pais, fomos pescar. Sentei num tronco de árvore que ficava à margem do riacho e quando menos esperei o tronco escorregou para dentro da água e eu fui junto.

Por não saber nadar me senti em desespero e só pensava na bronca que ia levar caso morresse (veja só a preocupação: levar bronca depois de morta. Enfim.). Mas o Cristiano com espírito de herói teve uma brilhante idéia para me salvar. Ele arremessou a linha do anzol para que eu a segurasse e ele me “pescasse” de lá.

Esse plano não deu certo, é claro, e acabamos encontrando outro jeito de me salvar.

O tempo passou, nós crescemos mas nunca perdemos o contato e sempre que a gente se via lembrava dessa história e dava muita risada. Cristiano tornou-se um jovem lindo. Aquele tipo de homem que quando chega causa alvoroço entre a mulherada. Sempre foi cortês, sempre carinhoso. A mãe dele era completamente apaixonada pelo filho.

As nossas famílias mudaram de cidade e passamos a nos ver pouco ou quase nada. E certo dia eu estava trabalhando quando recebi uma ligação de uma amiga em comum. O Cristiano havia se envolvido num acidente de trânsito gravíssimo e perdera a vida.

Sem que ninguém pudesse ajudá-lo, sem que ninguém pudesse salvá-lo ele se foi. E eu nem estava lá para retribuir o que ele fez por mim quando eu cai no riacho. Eu nem estava lá.

Num só acidente eu perdi dois amigos de infância e vi aquelas mães choraram a maior de todas as dores que possa existir. E procurarem um culpado e procurarem uma explicação. Não se achou nada além das lágrimas. A morte de um jovem sempre é mais impactante, pois fica em nós a sensação de que foi algo interrompido.

Ainda hoje lembro do sorriso dele, um sorriso tão iluminado. Ele seria um homem encantador, não tenho dúvidas disso. E nesse dia, nesse Dia Da Saudade eu me recordo dele com um calorzinho no peito, com as lembranças de nossas travessuras, com a forte ligação que ele tinha com a mãe.

Algumas pessoas passam por nós sem nunca sair de nós. E viva a saudade, pois ela é prova de que coisas boas, coisas muito boas foram vividas.

PS: a última vez que o vi ele jogava sinuca e cantarolava: “Minha Meiga Senhorita, o que eu tenho é quase nada... Tenho um violão que é pras noites de lua, tem uma varanda que é minha e que é tua... Vem morar comigo, Meiga Senhorita, vem morar comigo...”

Saudade...

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

A Efêmera Felicidade




(by Cinthya)

Gosto de observar as coisas a minha volta. A influência que certas coisas têm sobre mim e a influência que eu tenho sobre certas coisas. Gosto de sair de mim e tentar enxergar a minha vida de um lugar privilegiado na plateia e assim, ver como tenho me comportado em determinadas situações. Gosto de análises. Analiso quase tudo que posso analisar. Isso me ajuda num monte de coisas, mas atrapalha em outras.
Creio que todo mundo vive numa busca louca pela felicidade. Tudo que nós fazemos, queremos, lutamos para conquistar é visando a tal da felicidade. Amores nascem e se desfazem em nome dela. Pessoas mudam de cidade, de país, de carreira em busca dela. Lágrimas são derramadas e sorrisos são soltos no ar. É. A felicidade é a meta de todos nós.  Não importa a classe, a cor, o grau de instrução. A gente só quer a felicidade.
Mas ela, a felicidade, é efêmera. Alimentamos a ilusão de uma felicidade plena, estática, firme, prolongada, certa. Mas ela não é assim. Ela se apresenta em momentos, em fagulhas, em lampejos. Normalmente nas coisas mais simples, normalmente quando a gente está com a alma limpa e a consciência leve.
Então, que saibamos aproveitar esses momentos. Que saibamos viver intensamente toda e qualquer oportunidade que apareça (porque elas surgem sim). Que tenhamos consciência de que não é muito sábio se desesperar por não conseguir manter essa tal felicidade por tempo integral, que não devemos nos chatear por vê-la escapar de nossas mãos, escorrer entre os dedos e partir. Ela é pássaro solto e nós não temos gaiola que a prenda.
Manter o equilíbrio nos ajuda a ficar bem.  Entender que o fato de não se estar feliz o tempo todo não implica dizer que se é triste todo o tempo. Existe um meio termo entre esses extremos e é nesse meio termo que eu consigo me inserir na maioria das vezes. Ali onde, embora não exista a plenitude, há a sensação de esperança de que essa plenitude seja alcançada. Como se fosse um laboratório, como se fosse um preparo, uma universidade. Como se fosse uma oficina da alma. É justamente nesse lugar que estou a me lapidar para um dia deixar pra trás o que é efêmero.
E mais uma vez fica a dica de juntar todos os retalhos de felicidade que nos seja cedido e fazer da nossa vida um grande mosaico. O meu está ficando lindo!

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Diferenças e Cobranças





Eu nunca concordei com a máxima que diz que "Os opostos se atraem." Sempre achei isso fora de conexão. Nunca consegui entender o que levaria duas pessoas que nada têm em comum sentirem-se atraídas. Tá bom, talvez a química, mas só isso não é o bastante. Uma hora a chama diminui e as diferenças passam a pesar e muito.

Nos dias atuais, onde a praticidade é uma aliada, até nos relacionamento amorosos, vejo que, quanto mais as diferenças se acentuam, mais os grupos se formam, as pessoas semelhantes se aproximam. É a lógica. Casais se formam a partir dos grupos sociais a que pertencem.

Vida de estudante universitária não é nada, nada fácil. Quanto mais os semestres avançam, mais informações recebemos e temos de processá-las e menos tempo nos sobra para as demais coisas. Chega uma hora que a escolha é inevitável. Ou a vida social, ou os estudos. Ou os amigos, ou os estudos, ou os passeios e viagens com o namorado, ou os estudos. E não é exagero não. É assim mesmo!

Não dá pra sair num sábado a noite pra jogar conversa fora e se divertir com os amigos e levar aquela apostila que você precisa devorar. Não dá pra viajar com o namorado e levar aquele livro pra "ler nas horas vagas" não existe horas vaga, o tempo tem de ser dedicado a ele. Se estão lá é pra curtir o momento.

Por isso a afirmação do inicio do post. Os semelhantes se atraem, e não os opostos. Se o namorado também está estudando, vai estar envolvido em suas atividades e vai entender a falta de tempo da namorada. Se o marido também é estudante, ou já se formou entende as dificuldades da esposa porque passa ou já passou pelas mesmas dificuldades. Se a namorada só terminou o segundo grau e nunca teve que enfrentar uma batalha que é o ensino superior é óbvio que ela nunca vai entender as dificuldades do namorado em conciliar as duas coisas: namoro e estudos.

Quando criança eu sonhava em casar com um médico, depois de adulta percebei que médicos devem-se casar com médicas, assistentes sociais ou enfermeiras. Como optei pela contabibilidade e não pela medicina, é muito provável que me case com um contador. Advogados e advogadas casam-se com colegas da área jurídica e assim por diante. Acho muito pouco provável que eu, antes do entendimento que tenho hoje, aceitaria casar com um contador que trabalha 16 horas por dia. Certamente, acharia inimaginável. Hoje, vivendo a realidade vejo como é possível, provável a aceitável uma profissão exigir tanto de uma pessoa.

A moral da história, pelo menos pra mim, é que pra um relacionamento dar certo é mais que necessário que nos coloquemos no lugar do outro e entendamos as dificuldades dele, ou pelo menos, tentemos. Hoje, mais do que nunca para fazer um relacionamento dar certo é necessário muita paciência, sabedoria e compreensão.

Verônica

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Não Aceito o Seu Pré-Conceito!


(by Cinthya)

Um dos sentimentos mais desnecessários do ser humano chama-se “preconceito”. Olhar para o outro e sentir menosprezo por algo que ele use, fale ou seja. Sentir-se superior a alguém, sentir-se maior e mais importante pelo simples motivo desse alguém levantar uma bandeira na qual você não acredita, é algo desprezível.

Existem inúmeras coisas que provam que não há porque alimentar essa sensação de superioridade em relação a outra pessoa. A morte é uma delas. Indiferente da situação financeira, independente da crença, indiferente da cor, da opção sexual, de estar ou não empregado, todos, inevitavelmente TODOS um dia morrerão e isso não muda, por mais que se queira, por mais que se acredite merecer. Não adianta, esse é um fim que chegará para todos. Porque todos são iguais e ninguém, até onde eu sei, mereceu a imortalidade.

O preconceito é triste, é cinza, é podre. Alimentar isso é andar pra trás na estrada da evolução. Não precisa gostar do que o outro gosta, não precisa usar o que o outro usa, ou acreditar no que o outro acredita. O outro é o outro. E pela lei natural das coisas somente as minhas coisas dizem respeito a mim. A vida do outro não está inserida nesse contexto. E eu, sinceramente, não consigo entender porque isso não é claro na cabeça de todo mundo.

Eu não sei quantos de vocês já sofreram algum tipo de preconceito, não sei quantos já sentiu um par de olhos (ou vários pares) lhe mirando com uma superioridade que, na verdade, anda longe de existir. Não sei. Mas sei que basta você estar inserida num contexto não convencional para que surjam em sua frente milhares de pessoas ostentando olhares e poses de superioridade e tentando fazer você acreditar que, na verdade, você é menor do que eles.

A minha condição de mãe solteira costuma atrair esses olhares. E acho quase inacreditável que com tanta modernidade, com tanta tecnologia, com tanto avanço em tantas áreas as mentes se mantenham fincadas num passado muito distante. Como se a evolução se restringisse às máquinas apenas. Como se as pessoas e os comportamentos não acompanhassem o ritmo acelerado de tudo.

Então senhores e senhoras que optaram por um padrão “normal” de família, não pensem que me intimidam com a sua postura superior. Se acreditam que sou diferente de vocês, saibam que realmente eu sou. A diferença é que eu, sozinha, educo o meu filho, crio o meu filho, regro o meu filho, imponho limites e ao mesmo tempo dou amor, dou carinho, dou proteção. Como dizem por aí, eu mato um leão por dia para não perder o rumo das coisas.

Trabalho honestamente, mantenho minha forma e minha beleza, luto com unhas e dentes para não me render ao sistema, corro contra o tempo para dar de conta de todas as tarefas de mãe, funcionária, amiga, blogueira, artesã. E em todas essas coisas eu deposito o melhor de mim e cada espaço que conquisto, faço com o meu talento.

Levei muita surra pelo caminho, mas não perdi o encanto pela vida, não deixei que apagassem as cores do meu arco-íris e nem o azul do meu céu. Passei por muitos ventos, mas as flores do meu jardim continuaram aqui a perfumar a minha alma sedenta de vida.

Eu sei o duro que dou para ser a pessoa que eu escolhi ser. Eu sei o preço que pago por fazer parte da parcela diferenciada do todo. Não aceito preconceito, até porque sou eu que me sustento.

Então se alguém quiser me lançar um olhar diferenciado, que seja de admiração. Outra coisa eu não aceito.

sábado, 27 de outubro de 2012

Nossa Primeira Parceria


A felicidade que nos toma hoje é imensa. Alguns dias atrás, Cinthya enviou um email para o Blog do Geraldo José apresentando nosso trabalho e pedindo uma oportunidade. Oportunidade de mostrar nosso trabalho, oportunidade de divulgar nossos textos e oportunidade de ajudar as pessoas a enxergarem a beleza contida na simplicidade do cotidiano. Para nossa grata surpresa e com uma generosidade sem tamanho o próprio Geraldo fez questão de responder nosso email e nos estender a mão.

É com muita honra e uma alegria imensa que hoje anunciamos que O Blog do Geraldo José consolida parceria com O Divã Dellas. A visibilidade do Geraldo na região é imensa. É um dos maiores sites de notícia de Juazeiro, Petrolina e cidades circunvizinhas.

Então é isso, Pessoal! Nosso compromisso é continuar escrevendo cada vez melhor e nossa oportunidade é que com a ajuda do Geraldo alcançaremos mais e mais pessoas.

Obrigada, Geraldo!! Nunca vamos esquecer essa mão estendida e fique certo de que essa parceira será maravilhosa para todos nós.

Verônica e Cinthya

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Meu Tesouro



(by Cinthya)

Tenho amigos pra vida toda. As minhas amizades são assim, a gente até pode se estranhar em determinado momento de nossa jornada, mas as rusgas sempre se desfazem e se mostram menor, imensamente menor do que a afinidade que nos une. Na hora do aperreio a gente sempre tem um amigo por perto, pra ajudar a segurar as pontas, pra comemorar as vitórias, pra chorar as derrotas. Isso é muito bom. Não. Isso é maravilhoso!
E são tantas as histórias que compartilhamos que poderíamos escrever uma coleção de livros recheados de nossas aventuras e desventuras. De nossas dores de cotovelo (algumas são inacreditáveis), dos nossos choros sentidos, dos gigantescos micos (e quando eu digo “gigantescos”, leiam GIGANTESCOS mesmo), das nossas viagens inesquecíveis, dos nossos amores eternos que duravam uma semana, de tantas festas, de tantos momentos de dor. De tanta vida compartilhada.
Quer me ver feliz? Faça um amigo meu feliz. Então, hoje estou radiante, felicíssima, cheia de gratidão por ver mais uma grande amiga realizar seu sonho. Vibrei com ela, me arrepiei de emoção, chorei, sorri. É muito bom ver a felicidade daqueles que amamos. É muito bom ver o sorriso, ver o brilho nos olhos, ver a vida se enchendo de novos fatos, deliciosos acontecimentos que vêm enriquecer a história.
Os meus amigos são meus e não têm preço. Meu tesouro. É muito gostoso ver os dias passando, nossas rugas chegando, os cabelos embranquecendo e o amor permanecendo intacto. Não importa se passamos dias ou meses sem nos encontrarmos, na hora que a gente se vê percebe que nada muda. É coisa de alma. De crianças a adultos, sempre juntos. Alguns desde o início, outros foram se agregando com o passar do tempo. Mas todos são amados, respeitados e caros.
E então, só posso agradecer a Deus pelo dia feliz. Pelas amigas que tiveram o bebê tão esperado, pelas que enfim encontraram o certo alguém e uniram os desejos num enlace matrimonial, pelas amigas aprovadas no concurso público tão sonhado, pelas que compraram ou ganharam o primeiro carro, pelas que foram morar na cidade dos seus sonhos. Pelas que continua coroas, mas que fazem a alegria de todos. Pelas ranzinzas, pelas tagarelas, por sermos exatamente como somos: lindas. Enfim, amigas, se um dia nós fomos fracas, não me lembro (risos).
Um brinde a amizade, ao sucesso de cada uma e felicidade de todas! Quem venha ainda muita conquista para que todas possam saborearjunto o gosto delicioso da vitória.
Amo vocês.