quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Dar Ou Não Dar? Eis A Questão!


(by Cinthya)

Clarice decidiu dar ouvidos aos amigos e sair de casa pra ver se conhecia alguém que lhe despertasse o interesse, apesar de achar pouco provável que isso pudesse de fato acontecer, pois seu grau de exigência tornara-se apurado com a maturidade.

Ficar por ficar para Clarice não era interessante. Mesmo quando brincava carnaval em blocos, Clarice nunca foi adepta ao “beija beija” que rola nessas festas. Sempre foi seletiva quanto às bocas que beijava. Era o jeito dela.

Então naquela sexta-feira Clarice disse: “Vou sair na noite. Vou me permitir!”. E buscou ânimo lá no fundo da alma para manter de pé a promessa feita a si mesma. Enfrentou a cara feia da mãe e se manteve firme na sua decisão. Quando foi tomar banho para se aprontar percebeu uma visita surpresa: estava menstruada! E muito rapidamente deixou que um sentimento de alívio lhe povoasse a mente, pois, menstruada nada de mais profundo aconteceria, ainda que Clarice conhecesse um cara muito legal.

E, já que estava menstruada mesmo, Clarice nem caprichou na depilação. Fez uma “meia sola” e pronto. Sinal vermelho. Impedimento. Nada de maiores intimidades. Tudo estava certo.

E foi pra noite. Passou no primeiro bar e não se agradou de quem se agradou dela. Apenas alguns olhares trocados, mas nada de química, nada de atração. Decidiu partir para outro lugar. Chegando na segunda opção da noite, Clarice avistou um homem sentado sozinho á mesa. Um homem lindo, com cara e jeito de homem. Com uma mescla de força e ternura, Com um olhar de menino e uma barba por fazer que a deixou enfeitiçada. Ela bateu o pé e disse: Eu quero aquele!

Como o homem era de fato muito bonito, muitas outras garotas tiveram o mesmo pensamento e desejo de Clarice. Mas ela, a Clarice, não joga pra perder. Lançou seu olhar e naquele olhar disse muitas frases, muitas palavras, muita coisa que foi prontamente entendida pelo tal Gato da noite.

E ele, como não podia deixar de ser, veio ao seu encontro. Conversaram por longos 30 segundos até que as bocas não se resistiram e encontraram-se. Uma química daquelas de fazer arrepiar a alma da pessoa, Um beijo maravilhoso, um cheiro pra lá de sedutor, um abraço que parece ter sido feito sob medida para a Clarice. Tudo encaixado na medida exata. E ela se deixou viajar. Beijou, dançou, se arrepiou, provocou, foi provocada.

Na hora da despedida o tal Gato não aceitou dormir sozinho e Clarice explicou que estava com um rio vermelho a correr entre suas pernas, mas o Gato não se fez de intimidado, a queria mesmo assim.

Então, diante daquele fogo todo, Clarice resolver dar um crédito à irresponsabilidade e foi com ele para o hotel. Subiram aos beijos, aos abraços e o quarto quase não é localizado. Entraram quase derrubado tudo que tinha pela frente e foi então que ela lembrou: “Não me depilei como deveria!”. Pediu um tempo e foi ao banheiro, verificou a situação, mas a vontade já estava incontrolável e ela percebeu que o melhor era deixar rolar mesmo.

Um tanto sem graça pediu que apagasse as luzes, desligasse a TV e evitou tanto quanto pode ser apalpada nas partes críticas. E o sexo rolou gostoso, seguro, cheio de carinho e ternura, cheio de respeito, cheio e fogo, cheio de energia, cheio de tudo de bom que um sexo bom pode oferecer. Mas Clarice não conseguiu relaxar como poderia, ou pelo menos deveria.

Ainda assim, ela curtiu e depois deu risada, muita risada de si mesma. Riu, gargalhou e teve a certeza de que para o destino não tem desculpa. Quando aparece A Pessoa, não importa se o sinal está vermelho, se os pêlos estão presentes. A química fala muito mais alto que tudo isso.

Agora, quem sabe, Clarice possa reencontrá-lo, sem águas vermelhas, sem pêlos, mas com certeza, cheia de paixão e vontade de reviver aquela madrugada inesquecível.

A vida, sem sombra de dúvidas, é bela. Com Clarice sempre foi assim.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Explode, Coração!!!



E o mês de novembro está assim: cheios de acontecimentos.

 No último dia 17 minha mãe completou 65 anos de muita experiência, alegria, sabedoria, fé em DEUS e vontade de viver. E comemoramos muito! Por 4 dias, pra ser mais exata.

 Minha prima sofreu um grave acidente e escapou por um milagre de Deus. Está totalmente fora de perigo e se recupera bem.Nos deu um baita susto e as horas que passamos sem notícias concretas foram de pura agonia, mas no final pudemos ver o quão MARAVILHOSO é DEUS que deu uma segunda chance pra ela. Ela pode incluir na certidão de nascimento o dia 10 de novembro como a sua segunda data de nascimento.

Duas pessoas muito queridas descobriram que estão grávidas. E eu serei titia duplamente e estou feliz ao quadrado. Uma é a espoa do meu primo querido, uma menina maravilhosa e meiga, certamente será uma mãe maravilhosa e a outra é uma grande amiga que está realizando um sonho e nem cabe em si de tanta felicidade. Serão mamães e entenderão, enfim, o que é amor incondicional.

Revi duas amigas queridíssimas, da minha mãe, que fazem parte da minha história. Uma delas, não via há quase 12 anos. Nos divertimos muito enquanto elas estiveram aqui.

Demos mais um grande passo para a realização do nosso sonho. Novidades boas virão logo. Aguardem!

Rompi mais um elo que me prendia ao passado e me impedia de ir mais longe. Ufa!

Entrei de maneira inesperada numa história linda e envolvente. Já totalmente envolvida percebi que não iria longe e dei meia volta e saí dela rapidinho. PS: A história continua sendo linda, mas estou apreciando-a do lado de fora. O espaço é muito pequeno e tem gente demais lá.

O nosso filhote completou dois anos de muitas alegrias e nos dando muito orgulho. Nós vamos longe, vocês vão ver. 

Uma pessoa muito querida e com os pés totalmente no chão conheceu as nuvens e teve a vida, antes tão organizadinha, totalmente bagunçada por uma paixão avassaladora. Anda com sorriso bobo e borboletas no estômago. Estou tão feliz por ela e meu sorriso é quase tão ridículo quanto o dela.

Eu li um livro maravilhoso da Regina Echeverria que conta a história do Gonzagão e do Gonzaguinha. Amei!

Então, novembro veio cheio de coisas boas!!

Verônica

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A Beleza De Ser Um Eterno Aprendiz


(by Cinthya)

Tomei uma importante decisão. Decidi que a única pressa que alimentarei nos meus dias é a pressa de ser feliz. E quando eu falo em felicidade, falo naquela felicidade bem gostosa mesmo, aquela que enche a alma da gente de uma força imensa, de uma vontade imensa de viver mais e mais, de sair sorrindo e dando bom dia para todo mundo que cruzar nosso caminho. Aquela felicidade que deixa a gente com cara de boba, com cara de guri na noite de natal, com cara de mãe quando vê o sucesso do filho.

Tô nem ligando para o que esperam de mim, tô nem ligando para o sucesso que a sociedade me cobra. Esse sucesso forjado não me encanta, não me atrai. Não gosto de hipocrisia e não admito interpretar um papel que não condiz com o que eu acredito. Eu sou assim. O meu sucesso é garantido, porque tenho ao meu lado os melhores amigos que alguém pode ter. Tenho na minha história as mais loucas aventuras que uma pessoa pode viver. Tenho guardado no meu peito os mais belos sonhos, semeados num terreno lindo, limpo e fértil.

Tenho toda boa vontade e coragem de enfrentar o mundo para realizar aquilo que eu acredito ser o melhor, aquilo que me move, aquilo que eu escolhi para mim e não o que escolheram por mim. Sou teimosa sim, não desisto enquanto vejo que há uma chance, por menor que seja. Vou até o fim quando os outros ficaram pra trás, cansandos. Minha fé não conhece a palavra impossível. Como canta um certo poeta “não me entrego, nasço sempre com as manhãs”.

Os problemas até tentam tirar meu brilho, mas o máximo que conseguem é acinzentar um pouco meu dia, mas nada que uma polida não resolva. Meu brilho é próprio. Minha luz é de dentro pra fora e ninguém tem o poder de mudar isso. Minha riqueza é a consciência tranquila. É deitar e sentir uma onda enorme de gratidão, uma paz profunda e uma vontade imensa de viver mais... E mais... E mais.

Minha fortuna é ver os olhos lindos do meu filho descobrindo o mundo, me indagando sobre um milhão de coisas ao mesmo tempo e ao mesmo tempo me ajudando a enxergar detalhes para os quais eu ainda não tinha atentado. Como não ser feliz com o “Mamãe, eu te amo tanto!” que ouço todas as noites antes de dormir? Como não me sentir plena em ver que ser humano lindo nasceu de mim, do meu ventre e que é meu. É mérito meu. A maternidade me deu uma sensação incrível de força e sensibilidade mescladas numa deliciosa experiência que eu vou levar para sempre comigo. Descobri um amor do tamanho que eu não sabia ser possível existir.

Eu choro com a dor do outro. Sempre me coloco no lugar do próximo e sei que isso me faz sofrer duas vezes, mas não quero mudar, porque me sinto bem assim. Isso traz para perto de mim pessoas que me amam e me respeitam e isso também faz parte da minha riqueza de vida. São valores meus, alicerceres sobre os quais a minha moral foi edificada.

Eu entendo que na vida a gente tem um imenso campo fértil e temos como tarefa plantar sementes. Somos livres par a escolher as sementes a serem plantadas, somo s responsáveis por regar essas mudas. Somos livres para fazer do nosso campo fértil aquilo que quisermos fazer. Nisso tudo temos somente uma obrigação: a da colheita. E é importante lembrar que só colhemos aquilo que plantamos. Nem mais e nem menos. Então, porque plantar cebola se o meu desejo é colher morango?

Minha boca tem se adoçado com a minha colheita. E a cada dia me certifico de que estou no caminho certo, escolhendo as sementes certas, pois, tem sido muito bom colher meus frutos. São doces, suculentos e saciam bem a minha fome. E ainda sobra para oferecera quem precisa.

Então, como dizer que não sou uma pessoa de sucesso? Como dizer que não sou bem sucedida nessa minha vida? Como dizer que não sou feliz? Eu sou feliz sim. Sou uma pessoa que traz na alma e no corpo o amor, a paz, a vida, a liberdade.

Eu sou livre. Sou livre para escolher ser feliz com o que eu quero, com o que me sacia a alma e nunca me vender ou me corromper para simplesmente agradar uma leva de gente que nem sabe sequer o que trago no meu coração.

Um dia eu fiz uma escolha: Viver e não ter a vergonha de ser feliz.

Muito prazer, essa sou eu. E estou aqui escrevendo para vocês exatamente no dia do aniversário de 02 anos desse lindo projeto chamado O Divã Dellas! Parabéns Verônica Monteiro, minha parceira, nós conseguimos!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

"Eu Preciso Dizer Que Te Amo"


(by Cinthya)

Eles tiveram uma história de amor intensa, muito intensa. Uma história daquelas que arrepia a pele sempre que se lembram das coisas vividas, da cumplicidade, das loucuras, da entrega. Foi realmente uma história ímpar.


O relacionamento amoroso acabou, mas as afinidades não permitiram que eles se afastassem. Continuaram amigos. Como ele é um conquistador incurável, sempre que possível investia cantadas nela. Como ela sabia como era bom estar com ele, vez ou outra se permitia viver um flashback daquela história. E assim passaram-se anos, dez anos.

Eles se viam quase todos os dias. E nessa ultima semana as investidas dele estavam pesadas, incessantes. Ela chegou a comentar com uma amiga que “estou me sentindo uma presa prestes a ser devorada pelo predador”. Mas ela estava em dúvida, não sabia mesmo se deveria ou não ceder às investidas dele, de novo, para, de novo, descobrir que ele não mudou.

Naquela manhã ele chegou a sua sala, no trabalho, com balas, chocolates e uma proposta: “Vamos namorar?”. Ela aceitou as balas, os chocolates, mas não respondeu a pergunta. Ele havia ligado no seu celular no dia anterior e ela não atendera.

Ele estava mais sensível e sereno naquela manhã. Como ela o conhecia muito bem, percebeu de cara que algo estava diferente nele. Não era somente no jeito de falar, de se expor. Algo no semblante dele estava mudado. Ela não sabia explicar. Conversaram por muito tempo, uma conversa agradável, sobre assuntos agradáveis aos dois. Eles tinham muita afinidade.

Quando ele saiu da sala, ela ficou a pensar na vontade de ficar com ele novamente, pensou em como estava ouvindo as musicas que compunham a trilha sonora deles dois., como ele estava povoando seus pensamentos naqueles últimos dias. Naquela manhã, antes dele chegar, ela estava viajando nas lembranças. Impossível não sorrir. Era muita coisa vivida. Antes de dormir, em suas orações, pediu saúde e vida para todos os seus amigos, inimigos e fez uma interseção especial para ele. Adormeceu.

No dia seguinte, ao chegar à empresa, comentou com a amiga: “Vou chamá-lo para almoçar e perguntar se ele não vai me convidar para o show de hoje a noite, afinal de contas, serão as nossas musicas”.

Ao calar a boca entrou na sala uma outra colega, esbaforida perguntando se ela soube o que acontecera com o Rodrigo ( Rodrigo é o nome dele). Ele tivera um problema de saúde na noite anterior e estava internado na UTI. Ela não sentiu o chão sob seus pés, perdeu o fôlego na hora. Mas se rebuscou rápido e se reencontrou. Pensou. Ligou para amigos em comum para se certificar do que acontecera. Correu ao hospital para ter certeza plena.

Ela se agitou, é verdade, mas dentro dela uma certeza lhe dizia que ele iria sair dessa. Ela não sabia se era a certeza ou se era a vontade dela de que tudo terminasse bem para ele. Não sabia. Mas a verdade é que ele se recuperou. Forte como m touro. Levantou de mais uma e ela ficou aliviada.

Com o tumulto do dia, ela não conseguiu vê-lo. Não achou prudente ir à sua casa. A família era maior prioridade numa hora dessas. Ficou em casa, agradecendo a Deus pela recuperação dele e pensando num monte de coisas que queria dizer e num monte de abraços que queria dar.

No dia seguinte, quando estava ainda pensando nele, alguém bate no portão. E, forte como um touro, ele chegou. E lhe deu o abraço que ela tanto queria receber, e lhe deu aquele olhar de cumplicidade que só eles têm. Sorriram. Calados. Almas coladas.

Então, que fique a lição. Nunca deixe de dizer que ama, se você realmente ama. Nunca deixe de abraçar quem você realmente gosta. Nunca deixe para amanhã o que pode fazer hoje.

Ela teve uma nova chance. Mas poderia ter sido diferente.


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

A Pressa Nossa De Cada Dia


(by Cinthya)

Lembro como se fosse hoje que na minha infância o meu pai nos levava para a empresa onde ele trabalhava como gerente geral. Geralmente essas visitas animadíssimas aconteciam aos sábado pela manhã. Na sala em que o meu pai trabalhava tinham muitos equipamentos modernos que me enchiam de curiosidade.

Lembro bem de uma calculadora cinza, branca e com uma manivela preta que fazia um barulhinho quando a gente puxava essa manivela. Eram somas e mais somas que o meu dedicado pai fazia usando aquele equipamento. Tinha também uma máquina de datilografia, onde a minha prima preparava as Notas Fiscais das mercadorias a serem embarcadas. Tudo equipamento de ponta.

O telefone, lembro-me bem, era cinza e para cada numero discado precisávamos dar a volta toda na roda numérica dele... Ninguém reclamava de lentidão. Muito pelo contrário, era numa honra muito honrosa ter um aparelho telefônico em casa. Quem não tinha, usava o Posto Telefônico, as fichas telefônicas, a telefonista, enfim.

Hoje o meu celular demora 5 segundos para completar a chamada e isso me tira do sério. O computador demora 30 segundos para inicializar e eu fico xingando o tadinho. As pessoas são facilmente localizadas visto que hoje cada um tem em médias 2 ou 3 números de celular. Se um não dá área, o outro provavelmente dará (ou não).

Os sistemas nas empresas facilitaram demais as nossas vidas, a internet avança e adquire mais e mais velocidade. A gente manda um e-mail pra a amiga que mora no Japão e fica esperando a resposta imediata dela, se não vem, reclamamos. Nem lembramos da época das cartas escritas de próprio punho que demoravam dias para serem entregues e eram tão bem recebidas.

As coisas estão muito rápidas e todos cobram essa rapidez da gente também. As crianças crescem e deixam a infância muito cedo porque nós cobramos delas um comportamento quase adulto. Elas não têm tempo de brincarem como crianças e na maioria das vezes o estresse dos pais corrompe essa inocência tão bela que as crianças trazem consigo.

A gente se cobra. O mundo nos cobra. É corpo bonito, é cabelo tratado, é um meio e transporte, é grana no bolso, é disponibilidade para sair sábado a noite, é a necessidade de ter um namorado, um marido, e a pós-graduação, é o emprego. Todo mundo te cobra algo e você se vê numa correra contra o tempo para dar conta de pelo menos metade do que a sociedade exige de você.

Qual foi a ultima vez que vez que você se permitiu sentar num final de tarde, comprar um sorvete ou uma pipoca e ficar ali apenas observando pessoas passarem e imaginar o que se passa na cabeça delas... Quantas vezes você optou por sair com seu filho, sem destino, encontrar uma pastelaria e sentar, ouvir as histórias dele, ouvir o que ele tem para falar, ainda que ele só tenha quatro nos de idade?

Eu não uso mais relógios. Detesto que me regulem o tempo. Detesto que me apressem quando estou me produzindo para sair. Prefiro que todos saiam primeiro e eu chegue por ultimo na festa, mas que eu curta cada momento dessa minha paz. Adoro paz, tempo, sossego.

Para mim, a pressa é cancerígena. Não há porque tanto desespero, tanta irritação. Antes ninguém tinha internet e celular e todo mundo “dava seus pulos” e conseguia se comunicar. Pra que tanta pressa?

Cuida de você. Pegue um ritmo mais agradável, um ritmo que te permita passar pela vida e ver, sentir e viver tudo e todos que estão ao seu redor.

A isso chamamos vida... Parece meio louco correr tanto se o ponto de chegada é a morte! Prefiro ir devagar e saborear cada dia de VIDA!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

É Covardia!




É covardia suprimir a lágrima.

É covardia dissimular a dor.

É covardia prometer o que não pode cumprir.

É covardia mentir.

É covardia engolir o choro.

É covardia dizer não, quando o coração grita que sim.

É covardia se anular do mundo em prol de um amor unilateral.

É covardia fingir.

É covardia ficar preso ao passado.

É covardia parar no tempo.

É covardia desistir.

É covardia negar as evidências.

É covardia pensar em quem não pensa em você.

É covardia amar mais ao outro que a si.

É covardia virar as costas para o amor.

É covardia não reconhecer os erros.

Expurgue o covarde que existe dentro do você.

Verônica

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Perdão e Liberdade

(Por Cinthya)

Um dia fomos agraciadas por um leitor que, com muita sabedoria, descreveu comentários profundos e interessantes em nossas postagens. Nos chamou a atenção a sua veia filosófica e o seu ponto de vista em relação aos assuntos aqui abordados.

Não me contive e o convidei a escrever um texto a ser publicado aqui. E, como ele mesmo disse, passou de estilingue a vidraça. E aceitou nosso convite.

Um texto profundo, verdadeiro e que vai fazer muita gente refletir sobre o poder do perdão.

Quim, obrigada pela preciosidade!



PERDÃO E LIBERDADE

(Por Quim)

O que significaria a palavra “Perdoar”?

Na pratica significaria agirmos deliberadamente, no sentido de desconstruirmos, de neutralizarmos um trauma, um mal e seus efeitos danosos, que alguém tenha praticado contra nós de forma voluntária, involuntária ou inconsciente, para que, através desta desconstrução passo a passo, possamos materializar aquilo que chamamos de :Perdão,e assim, possamos restabelecer o equilíbrio afetado, a relação social original, ou,uma condição semelhante, bem próxima, àquela que existia antes do ato praticado contra nós.

Em outras palavras, perdoar é agirmos voluntaria e deliberadamente para que tudo volte ao normal, a ser, se possível, como era antes entre nós e nosso desafeto.

Esta atitude,o perdão, só poderá partir da vontade e do desejo daquele que foi ofendido, magoado, agredido e não do agressor, o qual,por sua vez, ao perceber o erro, poderá se arrepender e pedir clemência por parte do ofendido. O perdão tem muito mais valor quando praticado espontâneamente, sem que tenha sido pedido pelo agressor.

Quando perdoamos alguém por um mal que este alguém nos fez , não importa qual a natureza do mal, cortamos um vinculo que este mal praticado estabeleceu entre nós e o nosso agressor, com isto, nos livramos de um peso sobre as nossas costas, nos livramos dos traumas e sofrimentos, dos sentimentos negativos, do peso da raiva, do ódio, da magoa, da tristeza e, acima de tudo, do desejo de vingança, sentimentos estes, que só nos fazem mal e nada nos trazem de bom .

Em muitas situações, perdoar nem sempre é fácil, o perdão não raro,exige de nós um esforço quase sobre humano para leva-lo a efeito, assim como exige tempo, paciência, persistência, capacidade para relevar, contemporizar, neutralizar, compreender, tolerar, etc, etc. Pode ser um processo longo,demorado,não raro, chegando a durar toda a vida de uma pessoa. Mas,seja la como for, perdoar sempre valera a pena!

Quando abrimos nossos braços para o perdão,estabelece-se em nosso intimo uma ferrenha e intensa batalha entre o bem e o mal, entre o mocinho e o bandido, batalha que teremos de fazer o bem vencer a todo custo.

Perdoar nem sempre significa esquecer, passar uma borracha, apagar tudo, embora fosse o ideal,uma vez que, esquecer, é muito mais difícil, considerando que o mal que alguém possa nos ter feito pode ter sido grave, doloroso, abrindo lacunas intransponiveis, chagas extensas, pode ter provocado perdas importantes, separações dolorosas, prejuízos materiais irreparáveis, danos psicológicos e morais muito sérios, talvez, insanáveis, provocado ferimentos profundos em nosso corpo, em nossa alma, em nosso coração.

Mas, não importa qual seja a gravidade e profundidade do mal que nos fizeram, pois sempre será necessário, para a nossa sobrevivência como um todo, que restabeleçamos a paz conosco, o nosso reequilíbrio intimo, condições que só são alcançados, quanto perdoamos nosso agressor. A grandeza e a nobreza do perdão ao nosso desafeto, será sempre, diretamente proporcional ao mal que ele nos fez. Quem perdoa,adquire poderes e um deles,talvez, o mais importante,é o poder e domínio sobre si mesmo.

Vale lembrar,que o nosso perdão tem um alcance ainda ainda mais amplo,é quando o nosso desafeto também sente seus efeitos positivos, sente -se perdoado, alcançado a paz e serenidade que ele jamais teria sem que houvesse o nosso perdão.

Quando verdadeiramente perdoamos nosso semelhante, reequilibramos uma situação intimamente perturbadora para nós , retornamos ao caminho original de nossas vidas, do qual desviamos em razão da agressão sofrida, as feridas abertas cicatrizarão mais rapidamente; sem perdoarmos, jamais retornaremos ao mesmo caminho e talvez, por conta do odio, do rancor, do ressentimento, realimentados a cada vez que nos lembrarmos do fato, possamos nos perder e nos embrenharmos por outros caminhos escuros ainda piores e sem volta e o que é mais grave: As feridas abertas continuarão sangrando cronicamente, cada vez mais e mais, nos exaurindo por completo.

O Perdão nos liberta, nos permite voltarmos a ser livres,leves e soltos, pouco importa se o perdoado mereça ou não o nosso perdão, o que importa, é fazermos a nossa parte, pois o bem que o nosso perdão concedido a ele faz a nós mesmos, é imensurável.

Perdoando nossos desafetos, nos capacitamos moralmente, para pedirmos perdão a alguém, quando formos nós os agressores, uma situação à qual também estamos sujeitos, pois igualmente aos que nos fizeram mal, também somos falíveis e imperfeitos.

Contudo, há uma face do perdão que é pouco compreendida pela maioria das pessoas, ou seja: Perdoar é também, uma forma indireta, mas, eficiente , de nos “vingarmos” do nosso agressor. Pode parecer uma contradição absurda, mas, na verdade, não é .

Eu costumo dizer para uma pessoa : Quando alguém te ofender, não importa se a ofensa praticada seja grave ou banal, se você desejar dar o trôco, se “vingar” desta pessoa sem sujar tuas mãos, você só precisará dar um único e decisivo passo, ou seja: Perdoa-la e esquecer !

Quando alguém consegue fazer isto, duas coisas acontecem,a primeira: O agredido se libertará do agressor e continuara com a sua vida, livre e sem problemas; a segunda: O agressor se vera às voltas e frente a frente com o mal que praticou, frente a frente com um processo de introspecção, de remissão de culpa, como uma espécie de “acerto de contas”, atravez do qual , ira sofrer todas as conseqüências do mal que tenha praticado a alguém; não será um castigo, embora possa parecer, pois a vida não castiga ninguem, mas , exige cobra e leva a efeito a compensação, na mesma moeda e no mesmo valor . O que não só restabelece o equilíbrio afetado ,como sera tambem, um aprendizado, uma lição de vida, para que o individuo agressor aprenda e apreenda e assim não volte mais a praticar o mesmo erro.

Porque isto acontece?

O universo é regido por leis universais, naturais e espirituais,que são impessoais, imutáveis, as quais regulam, organizam e mantem o equilíbrio e harmonia em todas as coisas. Quando uma destas leis é violada, entra em ação um mecanismo natural para que a ordem quebrada seja restabelecida. Uma destas leis, é a chamada: Lei das Causas e Efeitos; para alguns: Lei do Carma; para outros: Lei do retôrno. Quem de nós, ainda não ouviu, ou não leu em algum lugar estas frases: Aqui se faz,aqui se paga; Quem com ferro fere, com ferro será ferido; Olho por olho, dente por dente ? É por aí...

Quando perdoamos, abrimos caminho para que se manifeste esta lei das causas e efeitos, é quando o nosso agressor se vera frente a frente com a sua obra, com o mal que ele praticou, para que possa resgata-lo e se redimir dele, zerar a sua conta. Sem o nosso perdão, isto não acontece, pois impedimos que aconteça, fechamos os caminhos. Vale o mesmo para nós,quando praticamos um mal contra alguém e este alguém, para se “vingar” de nós, nos perdoa. Aí “pobre” de nós !...rsrs...

Vale ressaltar,que uma eventual vingança física da nossa parte contra o nosso desafeto, jamais teria o mesmo efeito, jamais seria tão profunda,tão eficiente e tão completa, quanto sera, se deixamos a conta para as leis Divinas fazerem o competente resgate.

Numa linguagem mais simples: Quando colocamos nosso caso nas mãos do nosso Criador, deixando para ele o peso da nossa “vingança”, tiramos das nossas costas todas as consequências que adviriam se agíssemos por nossa conta, com as próprias mãos, além, é claro, de as mantermos limpas !

Guardar ressentimentos, ódios ou magoas, só nos faz mal,envenena a nossa alma, o nosso corpo, o nosso espírito, nos adoece, atrai o Câncer, como a ciência já vem comprovando através de varias pesquisas

Guardar estes sentimentos negativos contra alguém, é o mesmo que tomarmos um copo de um poderoso veneno, desejando que o nosso desafeto morra .

Perdoar é tambem esquecer, mas, como esquecer nem sempre é possivel porque muitas cicatrizes ficam para sempre, que aceitemos então estas cicatrizes, como consequências positivas, medalhas de honra por vitorias sobre nós mesmos, obtidas através do nosso perdão, pois sem ele, sem o nosso perdão, certamente, elas continuariam chagas abertas, possivelmente, ainda sangrentas, purulentas e infectadas.

Quando poderemos ter certeza de que perdoamos verdadeiramente alguém ? Esta certeza nos vem , quando , relembrando o fato que perdoamos, não sentirmos reação negativa alguma, não sentirmos nenhuma fisgadinha no peito, nenhum incômodo no estômago, nenhum ressentimento no coração, mas, sentirmos uma sensação de alivio, de leveza, de paz,serenidade , compreensão e até mesmo, de gratidão a esta pessoa; gratidão porque o mal que ela nos fez,nos levou a descobrirmos a grandeza e nobreza do nosso ser, do nosso coração, da nossa alma.

Indiretamente, esta pessoa contribuiu para que nos fizessemos melhor, sem duvida nenhuma.

Deveremos fazer do perdão um principio fundamental em nossas vidas, deveremos perdoar sempre, a tudo e a todos, pois o perdão sempre fara de nós, pessoas infinitamente melhores, mais fortes, mais poderosas, mais felizes, mais saudaveis e mais longevos, mas, em contrapartida, o perdão também fara de nós, pessoas muito perigosas para os nossos desafetos, porque perdoando-os, levaremos de volta a eles e na integra, todo o mal que nos fizeram ou que nos causaram e tudo isto sem movermos um único dedo contra eles...

Perdoe, se liberte e viva feliz!