quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A Minha Parte Na História


(by Cinthya)

Recentemente fui criticada por assumir que tenho muitos momentos de felicidade, tantos que posso me considerar uma pessoa feliz. Sempre defendi a bandeira de que felicidade não é um estado estático, ela é efêmera e cabe a cada um saber aproveitar os pedacinhos dela que surgem (por que eles surgem). Então, por conta desse meu ponto de vista, julgaram-me alienada, utópica, Cinderela.

Mas eu não vivo em contos de fadas e nem creio naquilo que não existe. Tudo o que eu falo é comprovado pela minha existência, pelas minhas experiências. E, sinceramente, eu não sei que vergonha as pessoas têm de assumir sua felicidade.

Se o mundo está errado, se os corruptos estão à solta, se o crime está mais organizado do que a polícia, enfim, se muita coisa está desandando, existe, em paralelo muita coisa andando nos trilhos certos e são justamente essas coisas certas que me dão a liberdade e a segurança de me considerar feliz. E isso está longe de significar uma alienação da minha parte em relação ao que está errado.

Acredito que a mudança deve acontecer dentro de cada um. Ela é individual, para então alcançar o geral. Não saio nas ruas gritando por direitos ou escrevo textos falando sobre política e politicagem, não dirijo greves e nem organizo invasão de localidades em prol de algum direito usurpado. Não. Eu não faço isso.

A minha parta na história da mudança é fazê-la surgir de dentro pra fora. É fazer as pessoas acordarem antes de precisar tomar medidas mais duras. A minha postura diante de tudo o que está errado é respeitar o próximo e suas escolhas, é não ter preconceito com a opção sexual dos outros, com a religião dos outros, com a cor da pele dos outros.

A minha postura é respeitar o espaço alheio. É educar meu filho da forma que eu julgo ser a mais sensata. É passar para ele valores sólidos que possam servir de alicerce para uma moral firme. Eu não jogo papel de bala no chão, eu não jogo coco vazio na praia. Eu não quero pra mim nada além do que seja meu.

Eu honro minha família. Eu amo os meus amigos. Eu sei ouvir e sei falar. Eu dou “bom dia” aos meus vizinhos, embora não conheça todos eles. Eu ajudo pessoas desconhecidas que passam por alguma necessidade. Eu não me importo em ceder minha vez na fila para quem está com um pouco mais de pressa.

Ah! Eu também choro, eu também xingo, eu também tenho momentos de falta de paciência. Nunca fui santa e não desenvolvo nenhuma vocação para isso. Mas eu tento fazer o meu melhor. Eu tento deixar nas pessoas sempre o meu melhor, a melhor impressão. Eu procuro errar menos possível. Procuro ser imparcial até ouvir os dois lados da história.

Essa é a minha parte na vida. Tentar despertar o melhor das pessoas e se eu conseguir fazer isso, quem sabe, conseguirei trazer mais sorrisos e menos ódio e com mais sorrisos e menos ódio as pessoas amam mais, matam menos. Partilham mais e roubam menos. Vivem mais e sofrem menos.

Cada um usa as armas que tem na luta por uma sociedade melhor. A minha é essa.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Chuva



Senhor, tenha misericórdia de nós e mande chuva. O calor escaldante que está fazendo está consumindo nossa saúde, a umidade relativa do ar está cada dia mais baixa e a dificuldade de respirar é grande.

O lago de Sobradinho está com menos de 50% da sua capacidade. O sertanejo está vendo o gado morrer de sede, os açudes secando, a colheita já foi comprometida faz tempo.

Eu sei, Senhor, que Tú sabes de todas as coisas, sei também que não nos dar um fardo maior do que podemos suportar. Mas eu te peço misericórdia! Misericórdia do pai de Família que precisa garantir o sustento da família e depende da lavoura pra isso. Misericórdia das famílias que há meses não vêm água nas torneiras. Misericórdia dos animais que estão morrendo de fome e sede.

Ah, Senhor... O sol se faz presente em 80% do ano, manda chuva, Óh Pai! Eu te imploro! Manda chuva pra abrandar esse calor impiedoso. Manda chuva para vermos o verde brotar nas plantas outra vez. Manda chuva pra encher os açudes e lagos. Manda água dos céus pra suprir as nossas necessidades. As necessidade que Tu conheces.

Espero, meu Deus! Que Tu não se zangues com meu apelo! Espero que por misericórdia o senhor nos abençoe com a chuva tão esperada. Espero que nenhuma criança chore mais de fome ou sede. Espero que nenhum pai, nenhuma mãe se desespere ao ver tanta seca e desolação. Que chegue o tempo de fartura e que possamos enfim respirar aliviado. O nordeste não aguentará mais tantos meses de estiagem.

Essa é a minha súplica, Senhor!!!
Tens de misericórdia de nós!

Amém!

Verônica

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

O Cara


(by Cinthya)

Em tempos de banalização do amor, onde as pessoas se usam e se abusam num piscar de olhos, onde a sensualidade beira a barreira dos limites da moral. Em tempos onde a gente vê tanta gente só, embora bonitos, jovens e desimpedidos. Em tempos onde a gente vê pessoas fugindo de ações e relações que possam significar algo mais sério. Em tempos onde a moda é beijar, ficar e não se apegar a gente pensa: ainda existe amor?

Em saídas na noite encontramos pessoas perdidas, principalmente de si próprias, sem expectativas. Sem planos que cheguem além de uma noite de sexo apenas. A moda é estar desapegado. A moda é ser pegador. Está em alta quem opta por não levar a sério esse papo firme de amor. O amor ficou démodé, careta, ultrapassado, velho, encalhado. E encalhados ficaram também aqueles que, soltos no meio desse furacão, ainda esperam por ele, o amor.

Então chega um tal Rei a nos falar cantando sobre um Cara (O Cara) e acende na gente uma vontade imensa de encontrar essa pessoa incrível, que vai dividir com a gente histórias únicas, que vai contribuir com uma parcela imensa de beleza na nossa vida. Que vai fazer o sol brilhar com mais luz, com mais calor. Que vai fazer o coração, antes tão quieto e calado, vibrar ao ouvir seu nome. Que vai fazer o estômago entrar em colapso quando ouvir sua a voz.

O cara que vai te deixar com cara de boba, sorrindo sozinha pelo simples fato de recordar os momentos vividos juntos ou ainda, que vai te deixar calada e pensativa a planejar o que poderão viver na próxima vez que se encontrarem . Que faz você ter ainda mais vontade de ficar ainda mais bonita. Que faz você ficar de bem com a vida, embora chovam problemas em sua volta.

É. Esse Cara é diferente! Tem uma pegada diferente. Tem algo de menino nele e tem algo de herói também. Ele escala os muros de sua resistência e adentra seu castelo tão protegido, invade sua alma e faz morada lá dentro. Faz você entender que aquele amor que você julgou nunca mais viver, ainda pode e deve ser vivido. Que não precisa ter tanto medo, tanta auto-proteção. Ele está ali para dividir com você as coisas boas, mas as intempéries também.

Esse Cara chega sem pedir licença e faz você voltar à vida. Ele manda mensagens justamente na hora em que você está pensando nele. Ele tem o poder quase impossível de te surpreender. De fazer você sorrir com algo engraçado, de fazer você se corroer de vontade de abraça-lo, de sentir seu cheiro, de deitar no seu leito, de se entregar por completo, de se jogar sem nem pensar no que vai dar. Fazer amor por amor e pronto. Sussurrar, beijar, amar e depois acordar atrasados, mas felizes.

Sem promessas e sem juras a vontade se sobressai. O desejo de tê-lo chega a fazer o ar faltar. Uma pressão no peito, um frio na barriga. Borboletas soltas a voar dentro de si fazem a festa que somente esse estado de graça proporciona. Você decide permitir. Pela primeira vez depois de muito tempo você se permite, você esquece as feridas, pois O Cara sabe te tocar sem mexer nas cicatrizes finas.

Esse cara não tem medo de falar as coisas que sente. Não se importa em falar que adorou você e que quer ter você novamente. Esse Cara não tem medo de viver e deixar você fazer parte do seu mundo, conhecer, amar. Ele não se acanha em dizer: Quero ter você o máximo de tempo que puder ter. Ele é sincero.

Ele é diferente. Conseguiu enxergar sua alma , sua essência e entendeu que para adentrar sua vida e fazer moradia não basta ser um homem apenas, é preciso ser mais, é preciso ser O Cara.


sábado, 24 de novembro de 2012

Vida

Hoje temos a visita do Quim, um leitor pra lá de especial. Ele nos apresenta um texto onde aborda o seu ponto de vista em relação à vida na sua mais ampla concepção.

Cinthya


Vida

Se observássemos duas pessoas deitadas, lado a lado, com os olhos fechados, sendo que uma delas acabara de falecer sem que soubéssemos qual, ignorando-se o fato de que uma delas estaria respirando e outra não, seriamos capazes de dizer, de pronto e pela simples observação, qual estaria viva e qual não ?

Certamente, a simples observação visual, de pronto, não nos daria, sob este aspecto, nenhuma informação a respeito delas, tudo nos pareceria bem, normal, sem problemas com ambas, concluiríamos então, que ambas estariam, apenas, dormindo.

Mas, num segundo momento, se continuássemos observando-as, alguns detalhes observados começariam chamar a nossa atenção, ou seja, uma destas pessoas nos pareceria estar imóvel, não estar respirando. Se tocada, se mostraria sem pulso, sem batidas cardíacas perceptíveis, o que certamente nos levantaria a suspeita de algo errado ocorrendo com ela, mas, a não percepção destes sinais vitais, por si só, de pronto, não nos daria certeza alguma sobre seu estado verdadeiro; não saberíamos, por exemplo, desta sua condição, de já estar morta, contudo, poderíamos, diante da ausência dos sinais vitais, apenas suspeitarmos de algo mais grave, mas, sem certezas; para sabermos mais sobre o que estaria ocorrendo com esta pessoa, seriam necessários outros exames complementares, mais acurados, mais detalhados, mais especializados, o que, em principio, exigiria a presença de um Médico, o qual saberia fazer o correto diagnóstico.

Suspeitas, mesmo evidentes e fundamentadas, não significam, por si só "Certezas" !

Isto nos mostra, claramente, que a Vida, seja la o que ela for, é invisível aos nossos olhos , aos nossos sentidos, às nossas percepções físicas, mentais e sensoriais; a Vida só é percebida indiretamente, e através de evidencias, sinais e detalhes que se fazem presentes quando ela se manifesta, evidencias, sinais e detalhes estes, que desaparecem, dando lugar a outros, quando ela se “desliga” de um ser vivente. Em outras palavras, a Vida ou a ausência dela, só será percebida por nós por formas indiretas, através de sinais visíveis presentes, de exames físicos mais acurados para avaliação correta, tanto numa situação quanto em outra, em resumo: São apenas detalhes, sinais, detectáveis, que evidenciam a Vida ou a Morte. Isto vale também para os vegetais, também seres vivos, sejam quais forem.

Mas, o que é este algo imaterial chamado Vida ? Seria algum tipo de energia? Um poder? Talvez, quem sabe:? Viria de onde? De qual fonte ela emana? Do nosso Criador? Certamente !

Ocorre que, da vida só conhecemos seus sinais, suas evidencias sempre presentes quando ela se manifesta; sempre ausentes, substituídos por outros, quando deixa de se manifestar e cuja sua natureza intrínseca desconhecemos por completo!

De concreto, não conhecemos nada a respeito do que vem a ser este mistério que nos anima, o qual rotulamos por: Vida. Um mistério tão grande quanto a razão para estarmos aqui sobre a face da Terra.

Costumamos chama-la de Energia Vital, seria mesmo uma energia? Como nada verdadeiramente sabemos a respeito da natureza da Vida, do que realmente seja, o máximo que conseguimos a respeito dela, é especular, teorizar,supor, terminando por concluir superficialmente e sob premissas inconsistentes, sem certezas absolutas.

Vida !...Onde ela surgiu a primeira vez, em qual ser ela “estreou”, quando começou, de onde veio, como começou, qual o seu objetivo, só existiria na Terra? Existiria também, em outros lugares fora dela, habitando outras formas de seres? Quem de nós saberia responder a tudo isto?

Perguntas, para as quais não temos respostas, respostas estas, que certamente estarão com o nosso Criador, as quais, ele não deseja que saibamos.

Ao meu ver, seja la o que for isto que chamamos de Vida, sua natureza intrínseca seria única, não importa onde quer que se manifeste, ou forma física, especie do ser no qual ela se manifeste, seja este ser do reino vegetal, seja do reino animal, ou mesmo, alienígena, não importa, na terra, ou qualquer outro lugar no Universo, a sua natureza seria única, repito: Em qualquer lugar...

Um ser animado por Vida, seja ele qual for, também é chamado de ser vivente.

Sem a presença da Vida, este ser não passaria de um amontoado de material biológico disforme e inerte, pois um dos atributos da presença da Vida num ser, é o de manter a forma física e estética deste ser vivente, além manter ativos e funcionando todos os seus órgãos, todos os seus processos físicos , biológicos e mentais, com todas as suas funcionalidades inerentes. Sem a Vida, tudo num ser pára de funcionar e ele passa, imediatamente, para um processo irreversível de decomposição.

O que sabemos de concreto sobre a Vida, é o fato de que, ela, uma vez se separando de um ser vivente, jamais retornará a habitar este ser; enquanto isto, a matéria que compõe este ser, que por sua vez se desligou da vida, com a ausência desta Energia vital para anima-la, começará a se desintegrar e se decompor por completo, retornando, através de varias etapas, para a reciclagem final, até chegar aos seus elementos componentes primitivos básicos, se reintegrando posteriormente na natureza, em suas cadeias alimentares existentes e através das quais, voltarão a fazer parte do corpo de outros seres viventes futuros, os quais serão também, ao seu tempo ,os receptáculos para a Vida ...

Se nos fosse possível dosarmos a Vida que anima os seres viventes, ou seja, medi-la, avalia-la, quantifica-la de algum modo concreto, como fazemos com os pesos, com os volumes, com as distâncias, com as alturas, o valor, as quantidades da unidade que usaríamos para medirmos a Vida, que encontraríamos num elefante, seria maior, seria igual, ou seria menor do que as quantidades que encontraríamos num homem, ou num vírus ? Ou seja, uma mesma quantidade de Vida, um mesmo volume, um mesmo valor, não importa a unidade de medida empregada, seria encontrado em todos os seres viventes, sem distinção de tamanho ou espécie, ou para cada tamanho de ser haveria uma quantidade de Vida correspondente ?

Sou de opinião, que em termos absolutos, um dinossauro vivo, não teria um volume de Vida maior do que teria um vírus, ou uma célula, para ir ao extremo. Na minha opinião, sob este aspecto, em resumo, as “quantidades” de Vida presentes em todos os seres vivos, sem exceção alguma, seriam absolutamente iguais. Se, por exemplo, usássemos a gota como unidade de medida para a Vida, todos os seres viventes teriam as mesmas quantidades de gotas, nem mais, nem menos. Trocando em miúdos, se uma muriçoca tivesse uma quantidade de Vida correspondente, digamos, a uma gota, todos os demais seres vivos, indistintamente, teriam também, como quantidade de Vida, apenas uma gota. Alguém discorda? Estarei dizendo uma monumental besteira? Não sei, pode ser, mas, alguém terá como comprovar o contrario? Que eu estou errado? Será que tem? Se tiver, como não sou o dono da verdade, estou pronto a ouvir e mudar meu parecer se for o caso.

A Vida nos é dada de graça, e partindo deste principio, poderemos concluir que, perante as Leis Naturais que regem a Vida, quando a tiramos, não importa por qual meio, de um ser vivente, não importa qual, o tamanho, espécie ou reino, estaremos cometendo um crime contra a vida em essência, que será equivalente, de igual peso e consequência, a um outro crime que tenhamos cometido, ou que venhamos a cometer posterormente, contra um outro ser, seja ele de maior ou de menor porte, ou de outra especie, ou seja, pouco importa, se o novo crime que venhamos cometer seja contra uma Baleia, um ser humano, uma planta, ou mesmo que seja contra uma minúscula e invisível celula, as implicações, gravidade, peso e consequências deste novo crime serão iguais, pois na essência a natureza do nosso ato não muda com a natureza ou forma física do ser vivente, sua espécie ou reino, em qualquer situação, será sempre um atentado contra a Vida, não?

importa que seja a Vida de uma mosca, ou a Vida de um ser humano, visto que na essência a natureza desta vida é a mesma para ambos. Ao tirarmos a Vida de um ser, seja ele qual for, estaremos tirarmos dele o bem mais precioso que ele possue, sua Vida, ao mesmo tempo, estaremos tirando algo que, jamais, de forma alguma, em circunstância alguma, poderemos devolver.

Tirar a Vida de um ser vivente, é praticar algo irreversível, irreparável, definitivo. Portanto, se cometemos um crime quando tiramos a vida de um ser humano, crime igual estaremos cometemos se tirarmos a vida de um inseto, de um rinoceronte, de uma planta, ou de uma célula, em todos os casos, o ato que estaremos cometendo, na essência, é e será sempre, igualmente o mesmo, ou seja, Um crime. Puro, simples, irreparável, contra a Vida.

Portanto, quando uma mulher pratica o aborto, não importa a idade do feto, se é de segundos, ou prestes a vir ao mundo; não importa que a fecundação tenha acabado de ocorrer, ou se a gravidez já estiver para vir a termo, a natureza do crime cometido é e será sempre a mesma, não importa o restante .

Nem mesmo as razões legais que justificam o aborto, invalidam e sequer amenizam o fato em si, porque na essência, o ato praticado será sempre contra a Vida do feto, contra a essência que o anima, que seria igual em natureza e volume para todos indistintamente, não importando a forma, ou especie do ser que ela esteja habitando..

Não estou fazendo julgamentos, tampouco abrindo uma polêmica sobre o aborto, mas, apenas falando sobre a Vida e seus mistérios , como eu a concebo na ordem das coisas e como deveremos encara-la e refletir a respeito deste algo, do qual, desconhecemos por completo a sua natureza.

Se a Vida, que é nos dada de graça, se é um bem precioso para todos nós, seres humanos inteligentes, conscientes e racionais,ela também o é, dada de graça e igualmente preciosa para todos os demais seres viventes, racionais ou irracionais, do maior ao menor e vice versa.

A nós, seres viventes, humanos, tidos e havidos como racionais, senhores de nossos atos, a quem o nosso Criador concedeu a Vida com seus incontáveis privilegios junto com o direito de usufrui-la temporariamente, não nos outorgou, contudo, o direito de a alijamos do nosso corpo, ou do corpo de qualquer outro ser vivente, humano como nós ou de um ser irracional, não importa qual.

Nosso Criador nos impôs também, o dever de protegermos a Vida, de conserva-la e cuidarmos dela, não apenas em nós, como também em nossos semelhantes e também, nos seres irracionais, nossos companheiros de jornada, sem o que, se nos omitirmos quanto a isto, estaremos incorrendo e praticando um irreparável crime, uma verdadeira afronta, não só contra o nosso Criador, como também, contra a obra prima da sua Criação, da qual fazemos parte, a qual, rotulamos por : Vida...

Quim 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Que Tal Ser Feliz?


(by Cinthya)

Tudo bem, eu assumo que não sou uma das pessoas mais normais que Deus criou na Terra. Sou muito dada às coisas que eu acredito serem boas pra mim, para os outros. Não gosto de puxar tapete de ninguém e sempre acredito que a gente só colhe nessa vida aquilo que planta. Então, se tenho feito a minha tarefa de casa certinha, com certeza a minha nota será excelente (e tem sido).

Gosto de superação. Gosto de enfrentar o problema e desafiá-lo:"vamos ver quem é o maior de nós dois?”. Gente, se eu sei que a morte é a única certeza da vida, vou perder meu tempo rendendo homenagens a problemas? Nunca pensem! Corro desesperada atrás da felicidade. Para mim, cada taquinho dela que eu conseguir já é um mérito, já é um alimento para a alma, já é um retalho para meu imenso mosaico.

A gente já vive afundado em problemas, então porque não dar leveza às coisas? Vamos optar por sorrir mais e sermos menos carrancudos, vamos optar por arriscar mais, por ousar mais. Vamos experimentar deixar o medo de lado e meter a cara na realização nos nossos sonhos. E, se a gente fizer merda, a gente mesmo dá risada, antes que qualquer oura pessoa o faça. Não tem nada mais gostoso do que rir de si próprio, das próprias falhas, dos próprios micos.

Quando a gente aprende a dar risada da gente, as coisas se tornam mais amenas, mais leves. Um fato que poderia parecer constrangedor, ao contrário, passa a ser um motivo para trabalhar de forma positiva o seu organismo, e jogar na sua corrente sanguínea energia boa, sensações boas. Tudo é uma questão de ponto de vista. Tudo é uma questão de escolhas. É preciso sempre estar optando pelo riso ou pela cara amarrada.

Não importa se você não está onde gostaria, se não tem a grana que gostaria de ter... Na verdade, se você não consegue ser feliz sem ela, com ela você também não seria. Poderia até comprar as coisas que deseja, mas a felicidade em si, a grana não te garantiria. Eu já me diverti muito com meus amigos e contando moedas para pagar a conta do bar. Pedir 01 (UM) Kibe para dividir para três pessoas, em três pratos e ver a cara do garçom não acreditando que estávamos falando sério (embora estivessemos falando sério).

Felicidade tem muita ligação com leveza. É preciso, é necessário que a gente aprenda a dar leveza aos fatos, ainda que eles venham para nos machucar, ainda assim temos o poder de torna-los leves. Sempre digo que o problema tem o tamanho que atribuímos a ele. E eu sempre escolho ser maior que os meus problemas.

Então, se é pra chorar que se chore apenas o necessário. Porque a vida não para, o tempo não para e as chances de sorrir de novo são infinitas para os olhos que sabem (e querem) enxergar. Ser feliz é muito mais fácil do que imaginamos. Eu, sinceramente, tenho muito mais dificuldade com a tristeza. A alegria me faz bem.

E hoje estou assim, eufórica, cheia de vida e é assim que eu gosto de estar. Rindo de mim mesma, acreditando em mim mesma, torcendo por mim mesma e abrindo portas para quem chega querendo agregar.

Sejamos leves, sejamos felizes. Cada segundo que surge é uma chance a mais de darmos mais um sorriso. Aproveitemos! Vamos curtir, amar, se jogar sem medo nos braços da felicidade. Não tem errada, pois ainda que não seja pra sempre, será eterno enquanto durar. E isso, apenas isso, talvez seja a magia da vida.

Fica a dica!

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Carona, Por Favor!!!



Eu não sei como vim parar aqui... Acho que tomei um atalho errado. Não reconheço esse lugar e não sei como voltar. Estou perdida e preciso de uma carona. Não posso bancar a durona. O problema é que eu não sei, ao certo, para que lado eu deva ir. Que caminho devo seguir.

Você pode me dar uma carona?? Ao menos, estando com uma pessoa que sabe onde vai, talvez consiga descobrir aonde pretendo chegar. Se não conseguir, o jeito é voltar.

E se eu me afastar ainda mais da minha rota? E se eu me perder mais ainda? Quer saber? Eu vou arriscar. Pior do que está não pode ficar.

Não tenho muito dinheiro e os mantimentos não são muitos. Por isso não posso esperar passivamente a fome chegar. O desânimo se instalar. Tenho que agir. Preciso lutar.

Quero um banho refrescante, quero roupas limpas e uma comida saborosa. Preciso terminar aquela conversa inacabada, não vou me fazer de rogada, reconheço a minha burrada. 

Sinto falta do que tinha. Era pouco mas era meu, pior é agora, que além de estar perdida, eu não tenho nada. Eu sei que lá atrás, antes de parar aqui eu só reclamava.  Tudo criticava. Nada estava bom. Achava tudo ruim, mas eu estava enganada. Agora está ruim. Aqui está ruim. O barulho me incomodava, agora o silêncio me machuca. A claridade me irritava, mas a penumbra me assombra.

Por favor, você aí... Me dá uma carona, me tira daqui.

Verônica

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Dar Ou Não Dar? Eis A Questão!


(by Cinthya)

Clarice decidiu dar ouvidos aos amigos e sair de casa pra ver se conhecia alguém que lhe despertasse o interesse, apesar de achar pouco provável que isso pudesse de fato acontecer, pois seu grau de exigência tornara-se apurado com a maturidade.

Ficar por ficar para Clarice não era interessante. Mesmo quando brincava carnaval em blocos, Clarice nunca foi adepta ao “beija beija” que rola nessas festas. Sempre foi seletiva quanto às bocas que beijava. Era o jeito dela.

Então naquela sexta-feira Clarice disse: “Vou sair na noite. Vou me permitir!”. E buscou ânimo lá no fundo da alma para manter de pé a promessa feita a si mesma. Enfrentou a cara feia da mãe e se manteve firme na sua decisão. Quando foi tomar banho para se aprontar percebeu uma visita surpresa: estava menstruada! E muito rapidamente deixou que um sentimento de alívio lhe povoasse a mente, pois, menstruada nada de mais profundo aconteceria, ainda que Clarice conhecesse um cara muito legal.

E, já que estava menstruada mesmo, Clarice nem caprichou na depilação. Fez uma “meia sola” e pronto. Sinal vermelho. Impedimento. Nada de maiores intimidades. Tudo estava certo.

E foi pra noite. Passou no primeiro bar e não se agradou de quem se agradou dela. Apenas alguns olhares trocados, mas nada de química, nada de atração. Decidiu partir para outro lugar. Chegando na segunda opção da noite, Clarice avistou um homem sentado sozinho á mesa. Um homem lindo, com cara e jeito de homem. Com uma mescla de força e ternura, Com um olhar de menino e uma barba por fazer que a deixou enfeitiçada. Ela bateu o pé e disse: Eu quero aquele!

Como o homem era de fato muito bonito, muitas outras garotas tiveram o mesmo pensamento e desejo de Clarice. Mas ela, a Clarice, não joga pra perder. Lançou seu olhar e naquele olhar disse muitas frases, muitas palavras, muita coisa que foi prontamente entendida pelo tal Gato da noite.

E ele, como não podia deixar de ser, veio ao seu encontro. Conversaram por longos 30 segundos até que as bocas não se resistiram e encontraram-se. Uma química daquelas de fazer arrepiar a alma da pessoa, Um beijo maravilhoso, um cheiro pra lá de sedutor, um abraço que parece ter sido feito sob medida para a Clarice. Tudo encaixado na medida exata. E ela se deixou viajar. Beijou, dançou, se arrepiou, provocou, foi provocada.

Na hora da despedida o tal Gato não aceitou dormir sozinho e Clarice explicou que estava com um rio vermelho a correr entre suas pernas, mas o Gato não se fez de intimidado, a queria mesmo assim.

Então, diante daquele fogo todo, Clarice resolver dar um crédito à irresponsabilidade e foi com ele para o hotel. Subiram aos beijos, aos abraços e o quarto quase não é localizado. Entraram quase derrubado tudo que tinha pela frente e foi então que ela lembrou: “Não me depilei como deveria!”. Pediu um tempo e foi ao banheiro, verificou a situação, mas a vontade já estava incontrolável e ela percebeu que o melhor era deixar rolar mesmo.

Um tanto sem graça pediu que apagasse as luzes, desligasse a TV e evitou tanto quanto pode ser apalpada nas partes críticas. E o sexo rolou gostoso, seguro, cheio de carinho e ternura, cheio de respeito, cheio e fogo, cheio de energia, cheio de tudo de bom que um sexo bom pode oferecer. Mas Clarice não conseguiu relaxar como poderia, ou pelo menos deveria.

Ainda assim, ela curtiu e depois deu risada, muita risada de si mesma. Riu, gargalhou e teve a certeza de que para o destino não tem desculpa. Quando aparece A Pessoa, não importa se o sinal está vermelho, se os pêlos estão presentes. A química fala muito mais alto que tudo isso.

Agora, quem sabe, Clarice possa reencontrá-lo, sem águas vermelhas, sem pêlos, mas com certeza, cheia de paixão e vontade de reviver aquela madrugada inesquecível.

A vida, sem sombra de dúvidas, é bela. Com Clarice sempre foi assim.