quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Alegria




Hoje quem vai falar por mim é a Martha Medeiros.

Verônica




A Alegria na Tristeza




O título desse texto na verdade não é meu, e sim de um poema do uruguaio Mario Benedetti. No original, chama-se "Alegría de la tristeza" e está no livro "La vida ese paréntesis" que, até onde sei, permanece inédito no Brasil.

O poema diz que a gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la.

Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta de sexo no mercado. E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir.

Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.

Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.

Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.

Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada.



Martha Medeiros

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

RESILIÊNCIA


(by Cinthya)

Provar a nossa força quando a maré estão ao nosso favor, é fácil. Mostrar o sorriso quando a felicidade está presente em nós, é fácil. Se manter tranquila quando a própria tranquilidade invade nosso peito, é fácil. Defender a alegria de viver quando as coisas correm certas sobre seus trilhos e nada ameaça a paz do nosso mundo, é fácil.

Certa vez ouvi de um gestor a palavra resiliência. E, de lá pra cá tenho aprendido muito profundamente a importância dessa palavrinha na nossa vida. Precisamos dela quando a paz do nosso mundo é ameaçada por alguma surpresa desagradável, por algum fato desfavorável, por alguma situação indesejada.

Você está na sua paz, vivendo como planejou viver e gozando de uma segurança merecedora. Mas, o furacão não quer saber. Chega e arrasta tudo que não tiver raízes fortes. De uma hora pra outra o seu mundo passa da segurança para a total incerteza e você se sente uma marionete nas mãos do invisível que mostra-se forte ao ponto de mudar sua rota, instantaneamente.

E é justamente nessa hora em que o chão falta, em que a tormenta chega, que você precisa, de fato, praticar a calma de quem tem certeza de ser capaz de virar o jogo. Não entregar os pontos não é uma tarefa fácil, mas é uma escolha que se faz. Sim. É uma escolha. Se você se depara com um problema, você pode escolher enfrentá-lo ou render-se a ele.

Ninguém nesse mundo está livre da dor, da perda, do pranto, da decepção. Infelizmente ninguém está livre disso e não inventaram uma vacina que nos livre do sofrimento. Mas existem formas variadas de lidar e enfrentar tais problemas. Na vida da gente sempre chega uma hora onde a luz parece sumir, no entanto, sempre podemos acender uma lamparina bem no nosso interior, guardada para esses momentos críticos.

Nos dias de hoje é imprescindível que saibamos lidar com o desagradavelmente inesperado. É necessário que tenhamos uma reserva de força que vai nos impulsionar quando no fundo do poço estivermos afundando os pés. É. Ser forte na felicidade é fácil. Se manter forte na adversidade, é sábio.

Analisando bem, percebemos que temos o poder de escolha. Eu escolhi enfrentar a tormenta. Começar do zero de novo, ir atrás de um novo começo, passar de novo pelos testes, pelas recusas até que, mais uma vez, um solo firme sustente meus pés. Devemos sempre impulsionar nosso pulo. Sempre exergar uma nova oportunidade, ainda que o escuro domine. Ainda que o medo impere. Ainda que a vontade de lutar pareça pequena. Ainda que as adversidades pareçam gigantescas e incansáveis. Eu não me rendo.

Resiliência é a palavra da qual jamais esquecerei.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O Assum Preto e Nós




No mês do Centenário do Gonzagão nada mais justo que todas as atenções fossem voltadas para a sua obra. Pois bem, no último sábado assistindo o Canal Viva, onde o Som Brasil fazia uma homenagem ao Rei do Baião, eu ouvi uma música linda e eu me lembro que não gostava dessa música quando era pequena, na verdade, quando criança eu não gostava muito de Luiz Gonzaga, confesso! Só quando tive contato mais profundo com a obra dele é que pude reconhecer a grandeza de suas letras. Voltando ao programa Som Brasil: uma banda (que não me recordo o nome) cantou essa música dando uma roupagem diferente. e acentuando ainda mais o sofrimento dos seus versos. Bacana mesmo!

Eu não gostava da versão original porque achava muito triste e melancólica, a cadência dela era voltada pro sofrimento e quando criança a gente acha que a vida é uma festa e tudo é diversão. A música, conta a história do Assum Preto, um pássaro típico aqui do nordeste que tem um canto bonito, triste porém bonito. Reza a lenda que quanto mais triste está o Assum Preto, mais bonito é o seu cantar.

Vendo isso, não pude deixar de comparar a realidade do pássaro com a nossa realidade. Alguém uma vez disse que "é no caos que a gente produz o nosso melhor" e não deixa de ser verdade. Quando estamos tristes é que escrevemos as coisas mais bonitas. O compositor compõe suas melhores canções em momentos de tristeza. Vide Gonzaguinha que compôs uma de suas melhores músicas "Sangrando" quando se separou de Ângela e se hospedou na casa dos amigos Ivone Kassu e Arthur Laranjeiras. Foi curtindo a dor do vazio que ele extraiu de si essas frases lindas. Aliás, a trajetória de Gonzaguinha foi toda muito complicada, ele teve uma história de vida muito triste, permeada de sombras e dúvidas e eu acredito que seja por esse motivo que suas canções são tão carregadas de emoção, sentimentos intensos represados que só eram liberados assim, em forma de música, já que ele era tão reservado e de falar muito pouco.

Aprofundando ainda mais a realidade, Luiz Gonzaga diz em sua música que por ignorância ou maldade, furaram os olhos do pobre pássaro pra ele cantar melhor. Era preferível que ele estivesse preso, porque antes a sina de uma gaiola do que não poder ver mais o sol. Luiz Gonzaga também viveu em uma gaiola. A sina dele era aturar Helena e seu ciúmes, aliás, ciúmes, possessividade, controle e mau humor. Não deixava de ser uma gaiola. Pelo menos eu acho. Então, pra fugir das sombras dos problemas de casa ele se entregava ao que sabia fazer de melhor, tocar, cantar e alegrar as pessoa pelo Brasil a fora. Luiz Gonzaga foi um autor da própria história, foi o senhor do seu destino e honrou e sustentou todas as escolhas que fez. Fez escolhas erradas e pagou por isso. Foi um "cabra macho sim senhor" Não é atoa que é tão querido e lembrado.

As vezes nós também fazemos escolha erradas e nos trancamos em gaiolas. Nos prendemos por vontade própria, ou por falta de vontade de lutar por aquilo que desejamos. O comodismo, a ausência de perspectiva, o conformismo e a auto-degradação também são gaiolas, e ao contrário do caos estabelecido por fatores externos, como no caso do Assum Preto que teve os olhos furados, o caos imposto, ou provocado por nós mesmos não nos levam a nada. Nem nos tornam melhores. Vale a reflexão.

A música é linda! É passiva de várias interpretações diferentes e com certeza poderemos enxergar coisas lindas se olharmos bem. Abaixo segue letra e vídeo. 

Viva a Luiz Gonzaga e viva a nossa capacidade de absorver lições nas mensagens implícitas.

Verônica

Assum Preto

Luíz Gonzaga

Tudo em vorta é só beleza
Sol de Abril e a mata em frô
Mas Assum Preto, cego dos óio
Num vendo a luz, ai, canta de dor (bis)
Tarvez por ignorança
Ou mardade das pió
Furaro os óio do Assum Preto
Pra ele assim, ai, cantá de mió (bis)
Assum Preto veve sorto
Mas num pode avuá
Mil vez a sina de uma gaiola
Desde que o céu, ai, pudesse oiá (bis)
Assum Preto, o meu cantar
É tão triste como o teu
Também roubaro o meu amor
Que era a luz, ai, dos óios meus
Também roubaro o meu amor
Que era a luz, ai, dos óios meus.


Ps: Tentei colocar uma versão original, cantada pelo mestre Lula, mas não achei. Achei a versão com a banda que falei no começo do texto e que foi reprisada no Som Brasil.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Não Deu!


(by Cinthya)

Há quase duas horas estou aqui, sentada e sendo afrontada por uma página em branco e um cursor piscando. Ele não para. Juro que já começa a me irritar. E essa página em branco, que deveria não significar nada, já que nela não há nada escrito, mira de forma soberana os meus olhos perdidos num silêncio que não consigo disfarçar.

Mergulhei dentro de mim e busquei, nos cantos mais escondidos, uma fórmula para expelir em palavras os sentimentos que me acometem. Insucesso! Eu não consigo. Espremi minha alma e, embora eu saiba que ela está cheia de sensações, eu não consegui extrair e transformá-las, como normalmente acontece.

Então vem essa sensação de impotência que anda longe de me agradar. Queria muito falar das coisas que vivi esses dias. Contar as emoções de reencontros, de pisar novamente meu solo, de sentir o cheiro das minhas raízes. Dos abraços, dos beijos e dos cheiros das pessoas que eu amo. Das pessoas minhas. Das pessoas que têm nas veias o mesmo sangue que eu.

Queria conseguir falar do que senti quando entrei na casa da meus avós. Da saudade, da lembrança de como o tempo não apagou de lá a presença deles. Queria tanto falar! Não contive as lágrimas, não contive a saudade, não contive a vontade de me jogar naquele abraço tão gostoso. As fotos ainda estão lá. Os moveis, as roupas. .. Tudo está lá. Intacto. Apenas eles não estão.

Desculpem, hoje eu não consigo. Não sai. Meu corpo está cansado. Minha emoção está cansada. Estou travada. E se eu pudesse escolher, escolheria outra opção, mas, não consigo. Hoje fico devendo o texto! Perdoem-me.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Você tem um amante?


Texto fantástico!! Recebi por e-mail e decidi compartilhar com vocês!
Excelente leitura!! Excelente final de semana!!!

Verônica






Quem é o seu amante? 

(Jorge Bucay - Psicólogo)

“Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um. Há também as que não têm, e as que tinham e perderam. Geralmente, são essas últimas as que vêem ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro, dores etc.
Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre. Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança. 
Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: 
'Depressão', além da inevitável receita do anti-depressivo do momento.
Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que não precisam de nenhum anti-depressivo; digo-lhes que precisam de um AMANTE! 
É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho.
Há as que pensam: 
Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas?!' Há  também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais.
Aquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte:
AMANTE é 'aquilo que nos apaixona', é o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.
O nosso AMANTE é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.
Às vezes encontramos o nosso amante em nosso parceiro. Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto....
Enfim, é 'alguém' ou 'algo' que nos faz 'namorar' a vida e nos afasta do triste destino de 'ir levando'.
E o que é 'ir levando'? Ir levando é ter medo de viver. É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova que oespelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva.
Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã*.
Por favor, não se contente com 'ir levando'; procure um amante, seja também um amante e um protagonista... DA SUA VIDA!

Acredite: O trágico não é morrer, afinal, a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém. O trágico é desistir de viver... Por isso, e sem mais delongas, procure um amante ...
A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo Transcendental: 

'PARA SE ESTAR SATISFEITO, ATIVO E SENTIR-SE JOVEM E FELIZ, É PRECISO NAMORAR A VIDA

"A humildade consiste em alegrar-nos com tudo o que nos leva a reconhecer o nosso nada."
Santo Inácio de Loyola

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Casa De Ferreiro, Espeto...


(by Cinthya)

De Ferro!

É muito bonito a gente desenvolver uma teoria sobre as coisas que nos rodeiam, sobre como devemos levar a vida, sobre como devemos agir diante de determinadas coisas. É legal defender nosso ponto de vista em relação àquilo que nos move, que nos atinge, que nos eleva ou nos rebaixa. Ter firme dentro de nós a força que precisaremos usar quando o chão nos faltar por um ou outro motivo.

A gente passa para os outros aquilo que achamos ser o correto. Mas um dia o problema chega pra gente, inesperado, indesejado. Chega e abala as estruturas que vinham, até então, sustentando nosso eu e dando firmeza aos passos. Mantendo-nos retos na estrada da vida. A gente vai pisando com passos fortes, até que, de repente, os nossos pés não encontram mais o chão.

E então? Desespero ameaça chegar no pedaço e a gente até estremece, mas lembra imediatamente de tudo aquilo que sempre defendeu, que sempre pregou. E vê-se obrigado a seguir à risca as suas próprias propostas. Como se fosse a aula prática de uma teoria escrita detalhadamente numa grande enciclópedia.

E se alguém pensa que na casa dessa ferreira o espeto é de pau, engana-se plenamente. Aqui se faz o que se fala. Se o chão faltou e precisarei cair no abismo, cairei tendo a certeza de chegar em algum lugar e que nesse lugar terei toda chance de recomeçar do zero, (re)construir, (re)organizar, (re)fazer, (re)modelar. Se o sol se pôs bem ali na minha frente, esperarei o luar e me encantarei com ele, na mesma proporção de alegria e euforia que me encantei com o brilho e calor do sol.

Faço questão de usar minhas situações “desfavoráveis” como laboratórios para minhas ideias de vida, de felicidade, de superação. Fechou-se uma porta, abriu-se, em algum lugar, uma janela, uma outra porta, uma fresta que seja. Qualquer raio de luz já me serve para guiar-me no novo rumo que terei que tomar. Se o leite derramou, eu posso até chorar, mas choro com um pano nas mãos, limpando o fogão e lavando a panela. Nada de bagunça.

Aqui é casa de ferreiro e o espeto é de ferro, da melhor qualidade. Eu não me entrego fácil. Meu sorriso é teimoso que só ele. Não baixo a cabeça. Problema aqui é pra ser resolvido e não idolatrado. Se algo não deu certo, mudo o ângulo, escolho outro foco, troco de óculos, faço o que precisar fazer para ver o lado bom que, eu sei, existe.

Vou dar leveza. Não vou desanimar. Tá pra nascer um problema pra derrubar essa "Negalôra". Eu escolhi ser forte. Se acabou uma coisa boa, é porque, tenho plena convicção, outra melhor está para acontecer e eu não vou permitir tristezas atrapalhando o andar da minha carruagem.

Tenho compromisso firmado com a felicidade!

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Cultura Organizacional



Dia desses na faculdade, a professora que ministra as aulas de Comportamento Organizacional levantou a seguinte questão: É possível um funcionário fazer carreira e crescer em uma empresa cujos valores divergem dos seus?

É uma questão interessante e a discussão foi extensa. Alguns defenderam a máxima que "o dinheiro entrando está bom demais" outro acharam improvável e não tem dinheiro no mundo que motive um colaborador a trabalhar em uma empresa que ele não se identifica.

Aí eu fiquei me perguntando: será possível que um ser humano conseguiria passar anos e anos, acordando cedo, saindo de casa e passando a maior parte do seu dia em um lugar onde ele não se identifica? Será que ele conseguiria defender ideais que divergem dos seus? Será que ele conseguiria, de fato, vestir a camisa de uma empresa que possui valores que vão totalmente de encontro aos seus? Será que conseguiria defender argumentos que ferem os seus? Será que ele conseguiria apoiar e vender idéias que ele não acredita?

Até que ponto o dinheiro determina o caráter de uma pessoa? Até que ponto um profissional colocaria na gaveta tudo que acredita, tudo que acha certo, tudo que seus pais ensinaram para defender o pão-nosso-de-cada-dia? Até que ponto um homem se anularia para garantir o tão sonhado status de "Bem sucedido profissionalmente?"

Eu sinceramente não consigo imaginar. Não consigo acreditar que isso seja possível. Não vejo um incentivo que justifique tal contradição.

Gostaria muito de saber a opinião de outras pessoas a esse respeito.

Verônica