quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Liberdade Sexual


Há algumas décadas a homossexualidade era assunto proibido. A bissexualidade, então, nem se fala. Era inadmissível.

Hoje as coisas mudaram e tá tudo liberado. A liberdade sexual está cada vez mais em alta. A bissexualidade virou moda.

"É tendência..." "O mundo é bi!"

A bissexualidade inclusive é o terror, o pesadelo dos homos.

Essas e outras frases são cada vez mais comuns.

A seguir algumas historinhas que exemplificam isso. Historias reais e com pessoas próxima.

"Eles namoravam há quase uma década e com o passar dos anos ela foi percebendo os gostos, digamos, estranhos, do namorado. Chegou um momento em que ela não suportou mais tanta diferença e terminou o namoro. Poucos meses depois ele saiu do armário e assumiu publicamente um relacionamento com outro homem. Relacionamento que ela descobriu ser antigo, bastante antigo."

"Outro casal de namorados que tinham uma relação antiga e a namorada terminou por 'não estar certa do que sentia' e alguns meses depois do término todos souberam que a decisão que ela havia tomado para assumir publicamente um relacionamento com outra mulher. Passando mais algum tempo, ela terminou com essa mulher para casar-se com outro homem. E há quem diga que a sua escolha ainda não foi definitivamente tomada. Ela realmente não sabe o que sente."

"Ela saiu com uma amiga pra um barzinho e lá pelas tantas recebeu, do garçom, um bilhete da mesa ao lado. Um gatinho mega charmoso que ela já havia reparado e eles já haviam trocado alguns olhares. No bilhete ele se apresentava, a elogiava e pedia o número do seu telefone. Trocaram algumas mensagens de texto, e a paquera não passou daí. Ela precisou ir embora. Marcaram praia para o dia seguinte, mas ambos haviam bebido demais e não rolou. Alguns dias depois ela soube que o tal gato, charmoso era affair antigo de um advogado bastante conhecido da cidade."

Não defendo a homossexualidade, nem a bissexualidade, nem a heterossexualidade. Defendo a felicidade e a liberdade de escolha. Cada um seja feliz como achar conveniente.

Hetero convicta sinto que antes de me relacionar com uma pessoa, preciso conhecê-la um pouquinho se não quiser ter surpresinhas desagradáveis.

Felicidade a todos e as suas respectivas escolhas.

Verônica

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Por Que É Assim Que Sou

"CRÔNICA DE DOIS


(By Cinthya)

Do inesperado a vida faz nascer histórias que vão recheando a nossa existência, encaixando as peças, encontrando o sentido de tudo o que parecia perdido. Numa manhã qualquer você poderá estar recebendo um presente tão lindo que fará parte de sua vida por um tempo suficiente para se tornar inesquecível.

E de repente, os conceitos vão sendo moldados, os muros da resistência vão sendo demolidos, tijolo após tijolo, um a um, à medida que o amor vai ganhando confiança em seu coração.

Aquela idéia de não mais se apaixonar, de nunca querer casar, de não aceitar mais construir sonhos a partir da palavra “dois” vai sendo esquecida, engavetada, abolida de sua nova “Cartilha da Felicidade”.

Você volta a ter aquele brilho lindo no olhar, a sentir que o Pólo Norte algumas vezes se transporta para dentro de sua barriga, provocando aquele gelo gostoso quando você pega o telefone para falar com o ser que, conseguindo driblar o seu medo de amar novamente, se infiltrou dentro de você.

Agora tudo parece ser muito engraçado, bonito, cheio de vida, de luz. Sorrimos por qualquer coisa, para qualquer pessoa que passe ao nosso lado. Dizer “Bom Dia” nunca foi tão prazeroso, acordar e agradecer a Deus por mais um dia é uma tarefa feita de coração.

O nosso pensamento é povoado por lembranças gostosas, por cenas que projetamos para um futuro próximo e certo. E com isso o nosso semblante estará sempre leve, feliz.

Os planos são muitos e simples, sempre construídos sobre os alicerces sólidos do respeito. E assim cada um vai se redescobrindo um ser feliz, único e cheio de amor para compartilhar.Sentimos nascer uma vontade danada de dividir as mínimas coisas com essa pessoa que, a cada instante, vai se tornando mais presente em nossa vida.

Acordar ao lado de quem tanto amor a ti dedica e ficar ali por algum tempo observando o sono dele, acompanhando a sua respiração. Dividir o armário do banheiro e ver tudo duplicado, desde a escova de dentes até o hidratante corporal. Sentar juntos para o desjejum e perceber que a mesa outrora posta para um somente, agora oferece mais coisas, itens inclusive, algumas vezes opostos ao gosto do outro, mas, que encontram seu lugar e se encaixam no paladar certo.

Dividir o closet e perceber que ele parece mesmo ter sido feito para um casal, dividir os sorrisos durante todo o dia, dividir os olhares que funcionam como canal de troca de emoções, dividir os medos, os anseios. Dividir a responsabilidade de proteger o outro, de abraça-lo na tentativa de provar que ali nos seus braços ele estará seguro de todo o mal que possa existir no mundo.

Assistir juntos ao Fantástico no final do domingo e acordar o outro na hora da reportagem que ele tanto queria ver, mas que o cansaço e a cervejada do churrasco na casa dos amigos tenta impedir.

Respeitar a individualidade do outro, buscar entende-lo dentro do seu contexto, consciente de que também você tem suas manias e que não pretende abrir mão delas.

Dividir a responsabilidade e o compromisso de não alimentar sentimentos mesquinhos, de não abrir espaço para palpite de terceiros e de sempre buscar esclarecer as dúvidas com diálogo e paciência.

Dividir os momentos em que tudo parece estar errado e que a vontade de sair correndo torna-se quase insuportável, que a aquarela ameaça perder a cor, que você já não tem tanta certeza de ter feito a escolha certa. Dividir a responsabilidade de saber a hora certa de parar, conversar, chorar, explicar e resolver as pequenas pendências antes que elas tomem proporções gigantescas.

Entender a hora em que o outro precisará estar sozinho sem que isso implique no fim do amor. Calar-se sem estar ausente. Mostrar-se presente, sem inconveniência. Conhecer a hora certa de dar aquele beijo na face do outro, aquele beijo que diz “Meu amor, estarei aqui sempre que precisar”.

Assumir o compromisso de todos os dias, antes de qualquer palavra, antes de qualquer declaração, ou mesmo antes de qualquer insulto, abraçar o outro silenciosamente, um abraço de pelo menos um minuto de duração. Um abraço que os fará repensar o que irão dizer, o que sentem e o querem para o dia que se inicia.

Dividir o que for necessário para que se construa a harmonia.Tendo jogo de cintura, entendendo, respeitando e jamais esquecendo que são “DOIS”."

Escrevi essa crônica há bastante tempo e sinto um alívio imenso ao perceber que, para mim, ela é atemporal. Apensar de todos os tropeços, de todas as quedas, de todas as feridas, de todas as lágrimas, de todas as dores... O amor ainda é maior.

Eu não poderia deixar de (re)postar esse texto que me martela a cabeça há uns três dias. Afinal de contas, o que é bom, é sempre bem-vindo! E eu posso cair mil vezes, mas mil vezes eu levanto e continuo firme na minha crença. Essa sou eu!

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

A Sensualidade da Mulher Brasileira



As brasileiras têm encantos mil, disso o mundo inteiro está cansado de saber. O problema é que algumas mulheres não sabem o poder que tem, não se dão conta do quão sedutoras podem ser e de como podem facilitar as coisas pra si. A espontaneidade, o sorriso, facilidade de comunicação, a alegria natural, a simpatia, o carisma... Todos esses atributos são parte fixa do "pacote" de 99,9% das mulheres brasileiras. Algumas não sabem explorar.

Ser mulher é massa. As mulheres detém o poder. As mulheres poderosas sabem deixar tudo mais fácil para si e isso nada tem a ver com beleza física e corpos milimetricamente esculpidos por anos de academia, malhação pesada e rotina rigorosa na alimentação. 

Ser poderosa, sedutora, encantadora é ser livre de neuras, é ser feliz consigo mesmo, é saber mudar o que não agrada. É encantar com sorriso, é desarmar com um olhar. É cativar com palavras, é eternizar com gestos e surpreender com atitudes.

TODA mulher, sem exceção, tem uma mulher poderosa dentro de si, basta encontrá-la e despertá-la.

Um novo ano foi lhe dado de presente. Aproveite!!

Descubra a mulher poderosa e sensual dentro de você e tenha o mundo aos seus pés.

Quais suas metas pra 2013? Pergunto nesse sentido, nesse quesito de conquistas e desafios. Nos termos da sensualidade propriamente dita. Caso não os tenha, sugiro que faça. Agora!

Verônica

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A Janela De Clarice


(by Cinthya)

Pra muita gente “ser forte” significa segurar a barra em todos os momentos da vida, sem derramar uma lágrima, sem perder as estribeiras por um instante sequer, sem cair, sem envergar, sem sentir os pés mergulhados na lama do fundo do poço. Sem sentir o escuro do quarto trancado, sem abafar o choro no travesseiro, depois que todos vão dormir.

Clarice (essa é Clarice com “C”) sempre foi forte, sempre teve um jogo de cintura incrível para driblar situações inusitadas e indesejadas. Clarice é daquelas meninas que se transformaram em mulheres incríveis, com uma luz capaz de iluminar muitos á sua volta. Ela é magnética e as pessoas sempre a buscam, seja pelo sorriso fácil, seja pela leveza que ela normalmente atribui aos fatos. Ela consegue fazer piada até das coisas mais trágicas. Ela consegue entender até o coração mais duro. Ela escuta as bobagens mais bobas porque sabe que naquele momento alguém precisa escutar. Clarice sempre foi ícone de felicidade e alto astral.

Mas Clarice, apesar de tudo, é humana. E como tal, não é perfeita. Ela é muita coisa, muita coisa mesmo, mas perfeita ela não consegue ser. Ela faz vista grossa para muitas grosserias, apenas para não perder sua harmonia com coisas que não valem a pena. Ela escuta e não revida muitas coisas de pessoas que não a compreendem, apenas para não proferir palavras que possam ferir, sem necessidade. Ela aprendeu a calar quando não tem nada de bom para falar. Clarice aprendeu a manter o equilíbrio quase sempre.

Mas, algumas vezes, a pancada vem dobrada. Algumas vezes as perdas se acumulam e chegam de uma só vez e pegam Clarice nos seus pontos mais vulneráveis. Fazem-na sentir o sabor delicioso da realização, de se ter encontrado o que se queria encontrar, de se sentir plena para depois, de repente, simplesmente partir, acabar, anular, sumir. E Clarice procura o chão e não acha. E Clarice procura o ar e não encontra. E qualquer pessoa sufoca sem oxigênio para respirar.

Clarice não pode se entregar e isso também a machuca, porque existe quem precise dela inteira. Mas ela se tranca no quarto e apaga a luz. E ela chora, chora tão profundamente que sua alma soluça. Ela apaga a luz. Só quer ficar sozinha com a sua dor. Ela só quer entender as coisas, digerir as coisas amargas que lhe serviram. Ela não gosta de fel, mas é o fel que ela tem agora que provar. Clarice não quer conversar porque ninguém consegue ouvi-la sem julgamentos, sem apontar-lhe o dedo. Ninguém consegue entender, porque ninguém se dispõe a esmiuçar seu coração. As pessoas estão ocupadas demais com seus próprios problemas. Clarice se tranca.

Ela não é assim. Ela está assim. E ela sabe que isso é um processo, que daqui a pouco as coisas se encaixam, as dores amenizam, o discernimento chega. Ela sabe que daqui a pouco surge uma luz, surge uma mão amiga. Clarice sempre acreditou em milagres e por isso ela entende que um dia a porta vai se abrir e outras chances lhe serão dadas, outras oportunidades, outras pessoas. E a esperança vai ser tão grande que abafará a dor.

Mas por hora, chorar é o que Clarice tem condições de fazer. As janelas do quarto estão fechadas. Os olhos de Clarice estão fechados. Tudo em Clarice está fechado. Ninguém a entende. Todo mundo espera dela uma perfeição que ela, infelizmente, não tem. Ela tem sensibilidade demais para passar imbatível por processos de perda. Mas ela nunca achou que não venceria essas etapas escuras.

Clarice sabe que do outro lado da porta as pessoas continuam vivendo, acordando, sorrindo, amando, lutando. O mundo continua existindo, a vida pulsando, indiferente da dor que a dilacera. As pessoas existem além disso. Ali, do outro lado da porta. A vida corre seu curso e Clarice sabe disso. Mas é preciso respeitar o momento de dor. E isso não é covardia, isso é coragem, é verdade. Clarice está triste. Ela não é triste.

Daqui a pouco ela levanta, abre a janela e deixa a vida entrar. Mas por hora, ela continua sentada com a sua angustia. Desculpem-na, ela é apenas uma mulher... Ela é apenas humana e está muito longe de ser perfeita. Clarice não é covarde, pois é preciso muita coragem para assumir a dor, sem mascará-la. Clarice é assim, CLARA... Clarice...

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Feliz 2013!


(by Cinthya)

Então chegou a hora do tal balanço. Inevitável essa reflexão que o final do ano nos oferece, aliás, nos impõe. E a gente se vê pensando em tudo o que viveu e também em tudo que deixou de viver. Nas pessoas que “ganhamos” de presente e nas que deixaram de ser “nossas”. Passeamos por todas as vezes que gargalhamos por grandes ou pequenos motivos e também por todas as vezes que choramos copiosamente, por grandes ou inexistentes motivos.

Assim é a vida da gente e assim sempre será o nosso balanço. A gente não ganha o tempo todo e a gente não passa o tempo todo perdendo. Não existe uma felicidade tão grande que apague de vez todas as tristezas. "Dor e Riso" se revezam em nossas vidas. Disso não conseguimos fugir. Então, o que precisamos é ter sabedoria para buscar o equilíbrio.

Gratidão é essencial para quem quer viver bem. Gratidão por tudo, pela chance de viver as coisas, as emoções, pela chance de viver... Gratidão pelo choro e pelo riso. Pelas chegadas e pelas partidas. Pelo gozo e pela dor. Gratidão pelo emaranhado de sentimentos que é a vida.

Que a resiliência seja um exercício diário. Que a honestidade seja uma obrigação nossa de cada dia. Que o empenho em ser um Ser Melhor seja um compromisso vitalício. Que a nossa palavra seja cumprida, que os nossos amores sejam respeitados, que os nossos inimigos sejam felizes. Que nós nos tornemos pessoas de luz.

Que 2013 chegue e encontre pessoas comprometidas com o melhor da vida. Decididas a fazer da vida o melhor que ela possa ser. Que façamos desse Novo Ano uma nova chance de crescimento, e que nos agarremos a ela, como alunos empenhados em tirar o primeiro lugar.

Então é assim... Que a gente encontre o equilíbrio e com o nosso equilíbrio a gente ajude o mundo a encontrar o equilíbrio dele também.

Paz. Honestidade. Luz. Amor. Saúde. Respeito. Família. Felicidade. Resiliência. Liberdade. Equilíbrio. Vida!

Feliz 2013!

sábado, 29 de dezembro de 2012

O Que Levarei Para 2013





Graças a Deus o ano não acabou, o calendário dos Maias foi mal interpretado. E eu cumpri a minha agenda bem direitinho. Quem não lembra ou não viu é só conferir AQUI

Em 2012 eu iniciei o ano agradecendo a DEUS por tantas maravilhas. Agradecendo pelas pessoas boas que se chegaram a mim. Agradecendo por ter saúde e por tudo que poderia e iria fazer. Me despeço desse ano da mesma forma: Agradecendo!! Foi um ano maravilhoso, proveitoso, cheio de altos e baixos (nada mais normal) e com saldo positivo.  Se me perguntarem o que vou levar de 2012 eu digo: o sorriso de uma criança, o beijo gostoso de Jamerson como nessa foto. Levo as alegrias e experiências, levo a esperança de um novo recomeço. A certeza de que esse ano será ainda melhor que o ultimo. Agradeço a cada pessoa que cruzou o meu caminho, levou um pouquinho de mim e deixou um pouquinho de si comigo. Agradeço a cada leitor do blog, o carinho, as declarações lindas e carinhosas a confiança de compartilhar conosco problemas tão íntimos. Agradeço de coração!

Agradeço a Cinthya por segurar minha onda quando eu senti a barra pesar, agradeço pelas vezes que nos encontramos e das muitas risadas que compartilhamos. Agradeço, agradeço, agradeço! 


Desejo um 2013 iluminado e abençoado a todos. Deixo uma frase cuja autoria eu desconheço, mas acho linda: "Tentar adquirir experiência apenas com teoria, é como matar a fome apenas lendo o cardápio."  Caiam, literalmente, de boca na vida e deliciem-se!

Adeus 2012, obrigada por tudo! Que venha 2013!!!

PS: Estou me despedindo hoje, sábado, porque estou indo para Salvador e só volto ano que vem!!!
Ah, Salvador! Como eu te quero bem!!

Verônica

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Quando Um Não Quer...


(by Cinthya)

E então você está toda empolgada com o novo gato. Ele é lindo, tem tudo a ver com você. Super alto astral, inteligente, desprovido de frescuras. Um cara ímpar que apareceu num momento ímpar. Afinal, tudo com ele foi diferente e especial. Ele burlou suas defesas e deixou-lhe “de quatro”. Literalmente falando.

Impossível não fazer planos, alimentar sonhos, pensar e repensar um milhão de vezes em todos os momentos que vocês passaram juntos. Impossível não rebuscar detalhes que comprovem uma reciprocidade de sentimentos. É pedir demais que você não fique horas ouvindo a mesma música e sorrindo ao som dela.

Então surgem os torpedos enviados, as mensagens In Box. Por mais que você não queria assumir, você acaba se tornando grudenta... E isso não é legal. Antes nenhum torpedo ficava sem respostas ou nenhuma mensagem ficava sem retorno. Antes vocês tinham tempo para conversar on line, trocar várias sms e o assunto nunca faltava. Antes era assim.

De repente, não mais que repente, um dos lados relaxa. Ele não responde aos torpedos. Ele lê as mensagens e não envia nada como resposta, ou ainda, quando envia, são respostas evasivas, cheias de reticências que em nada significam prolongamento. Acho que elas estão mais ligadas à evasão mesmo. Evasão de sentimentos, de desejos, de vontade de seguir.

Então, o indesejado acontece. Um dia a sua ficha cai e você percebe que talvez a saída mais correta seja deixar o meio de campo. Sair do jogo. Dar um tempo. Parar de procurar uma resposta que não querem lhe dar. Um dia você senta desolada e percebe que o tamanho da sua vontade não quer dizer nada se não existir pelo menos uma fagulha dessa vontade no outro. O seu desejo sozinho não vai longe, não vinga, não consegue nada além de frustração.

Um dia você entende que as coisas nem sempre saem como você gostaria que saíssem. E isso se dá pelo simples motivo de que os outros gozam da mesma liberdade que você ostenta orgulhosa. A liberdade de ficar ou partir, na hora que achar que deve. A liberdade de querer ou deixar de querer. De se doar somente enquanto existir essa vontade. A liberdade não é mérito seu somente e entender isso é fundamental para que as coisas não percam o equilíbrio.

Você pode deixar claro a sua intenção: “Eu quero você!”, mas você não pode obrigar a outra pessoa a sentir o mesmo. A reciprocidade indifere se sua vontade. O outro é um outro campo, com outras regras, com outro querer. E você nada pode fazer para mudar isso.

Respeitar a vontade alheia, ainda que isso signifique engolir a seco o sua vontade, é necessário quando alcançamos determinado trecho da estrada. Então, nada de choro. Foram os momentos, ficaram as lembranças. É a sua história. A leveza ajuda nessas horas. Meditar sobre essa liberdade que você tanto ama também ajuda nessas horas, onde o cotovelo lateja incansavelmente.

Ele é lindo. Ele é especial. Você roubaria a lua por ele. Seu olhos brilham quando alguém fala nele. Mas isso não é o suficiente para que exista um prolongamento da história de vocês. Não basta ele ser importante para você. Não basta ele ser o alvo de seu desejo mais profundo. Não basta. É preciso mais.

Quando um não quer, dois não se amam. É assim que é.

"Vive le liberté"!

A dele... E a sua!