quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

A Dor Que Dói Mais*


Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.

Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas.

 
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.

Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.


*Martha Medeiros

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Ao Meu Lado

(by Cinthya)


Vivemos num mundo corrido e conturbado. Nosso cérebro vive sobrecarregado de informações, cobranças e compromissos que nos dão a sensação de estarmos sempre devendo algo, atrasados, correndo riscos de sermos preteridos, enfim. A vida tomou a velocidade da modernidade. A rapidez com a qual as máquinas respondem nossos comandos estão refletindo em nós e queremos, a todo custo, que tudo a nossa volta tenha o mesmo poder de agilidade.

Com isso vamos nos tornando pessoas pesadas e cheias de complicações. Passamos menos tempo curtindo as coisas boas que a vida nos oferece, olhamos menos para o lado, conversamos menos com as pessoas, abraçamos menos, beijamos menos, pouco falamos “amo você”. Nossas vidas, de fato, se tornaram vidas corridas, abarrotadas de compromissos e nós entendemos que precisamos ser rápidos para não ficarmos pra trás, ultrapassados.

Com isso, esquecemos o essencial. Com a cabeça cheia de tanta coisa desnecessária esquecemos o que temos de mais caro, de mais importante. Esquecemos que somos pessoas e que pessoas precisam de pessoas, de toque, de cheiro, de carinho real, de olho no olho.

Há dois dias eu estava em um local, aguardando um compromisso e percebi que pessoas sentadas uma ao lado da outra, não conversavam entre si. Cada uma estava mergulhada no seu aparelho celular ou notebook, ou iPad, ou iPod, ou iPhone. Elas riam para o interlocutor virtual. E digitavam rápido. Passavam horas assim. Mas não conversam ente si.

A gente diz ter 300, 600, 1000 amigos nas redes sociais, mas a gente nem sabe o cheiro que eles têm, nem como é o abraço deles, nem mesmo o timbre da voz quando estão tristes ou alegres. A gente digita e esquece de falar. A gente lê e esquece de ouvir. E enquanto mergulhamos no mundo virtual o mundo real que nos cerca padece sem nossa atenção.

Vamos cuidar do que é nosso. Redes sociais são maravilhosas, nos permitem interagir com pessoas do mundo todo, pessoas que provavelmente jamais conheceríamos não fosse a internet, mas não esqueçamos de quem está ao nosso lado, esperando um sorriso nosso, um abraço, uma palavra. O calor de um abraço não tem preço.

Eu adoro minhas redes sociais, meus amigos virtuais, adoro de verdade. Mas tenho muito cuidado em zelar pelos que estão aqui, ao meu lado, aguardando minha atenção e meu carinho. Pensemos nisso.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Separados Por Um Minuto




Quando eu me dei conta você já havia passado. Foi tudo muito rápido, eu tinha apenas alguns segundos para escolher. Escolher se iria com você ou se ficaria onde estava. Escolhi ficar e me arrependi. Por inércia, por falta de raciocínio lógico eu tomei o rumo errado.

Naquele momento eu não sabia que seria assim, não imaginei que, provavelmente, não teríamos outra chance. Não pensei que não poderia voltar atrás. Apenas não pensei, não agi, não fiz. Ou melhor, fiz. Mas, fiz errado. Agi errado. O tempo passou o segundo pulou, o relógio avançou e você se foi. E mesmo estando tão próximo, agora está distante e inalcançável.

As vezes parece estranho, mas eu sinto saudade do que não vivi penso como seríamos se fossemos um casal. O que faríamos juntos, como nos divertiríamos juntos. Parece loucura, mas me vejo ao seu lado rindo das suas bobagens e visualizo sua cara de bravo porque eu estou atrasada para nosso jantar. Vejo seu sorriso tenso nos minutos que precedem o encontro com a minha família, e você me acalmando enquanto me leva pra conhecer a sua. Penso no seu sorriso largo que acabou de receber uma surpresa minha e nem cabe em si de tanta alegria.

Daí me lembro que não somos um casal, e eu nunca vou calar sua boca com um beijo e nunca vamos nos beijar na chuva. Nunca vou te fazer cafuné e você nunca cuidará de mim quando eu estiver resfriada. O meu aniversário vai chegar e você não me fará nenhuma surpresa, assim como eu não vou ligar pra você no meio do expediente só para dizer que estou com saudade. Eu não vou dizer eu te amo enquanto você estiver com a cabeça deitada em meu peito, porque você não fará isso. Não passaremos tardes frias assistindo filmes românticos debaixo do cobertor comendo brigadeiro e nem passaremos madrugadas nos amando. Nossas brigas nunca vão acabar na cama, porque não brigaremos. Não brigaremos porque não somos um casal. Não somos um casal porque eu perdi o momento de falar.

É assim que a vida funciona, você faz escolhas em fração de segundos e arca com as conseqüências delas pela eternidade.Afinal, nada na vida acontece duas vezes da mesma forma. Se eu tenho esperança de te reencontrar? Talvez. Mas, de uma coisa eu tenho certeza, não será como foi da primeira vez. Minha escolha certamente não será a mesma.

Eu não sei se seríamos um casal ou teríamos apenas um caso. Eu não sei se você faria o meu tipo e eu faria o seu. Não sei se haveria reciprocidade. Só sei que naquele momento, eu tinha de escolher. A cabeça pensou uma coisa, o coração gritou essa mesma coisa e a boca disse outra totalmente diferente e quando o improvável aconteceu que é cabeça e coração concordarem a boca vai lá e estraga tudo. O resto do corpo sem controle, termina de fazer a lambança e só resta o arrependimento de ter feito o que não devia e mais ainda de não ter feito o que realmente deveria.


Verônica

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Caio F. Abreu


"Tenho trabalhado tanto, mas sempre penso em você. Mais de tardezinha que de manhã, mais naqueles dias que parecem poeira assenta e com mais força quando a noite avança. Não são pensamentos escuros, embora noturnos… Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você. 

Eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende? Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu.

Mas se você tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais — por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia — qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido. Tinha terminado, então. 

Porque a gente, alguma coisa dentro da gente, sempre sabe exatamente quando termina. Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas. Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo. Mesmo que a gente se perca, não importa. Que tenha se transformado em passado antes de virar futuro. Mas que seja bom o que vier, para você, para mim. 

Te escrevo, enfim, me ocorre agora, porque nem você nem eu somos descartáveis. … E eu acho que é por isso que te escrevo, para cuidar de ti, para cuidar de mim – para não querer, violentamente não querer de maneira alguma ficar na sua memória, seu coração, sua cabeça, como uma sombra escura."

Caio F. Abreu

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Vai Dar Certo!


(by Cinthya)

Tem gente que me julga ingênua ou utópica. Dizem que acredito naquilo que não acontece ou ainda que eu mascaro as coisas numa felicidade ilusória, como se vivesse alienada, perdida com minha fantasia de Cinderela em meio a floresta de lobos, corvos e carcarás. É falam muito isso sobre mim. Me julgam por conta disso, mas... Nada posso fazer, afinal, cada um tem liberdade para pensar o que quiser e eu escuto, desde, é claro, que se mantenha o respeito.

Então, acredito que minha postura diante da vida é a mais sábia que poderia escolher. Se o problema existe e eu o sinto, me movo para mudá-lo. Se não consigo de imediato, tento pelo menos moldá-lo. Se ainda assim eu não consigo êxito, então eu tento mudar o meu jeito de encará-lo.  Afinal, nem tudo depende unicamente de mim. Eu faço a minha parte com a maestria que sei fazer. Faço o melhor que puder fazer, mas nunca vou entregar os pontos, ainda que as coisas não saiam da forma que eu espero.

Se eu posso optar por rir ou chorar, não duvide que será a minha gargalhada que alcançará seus ouvidos. Se eu posso escolher entre cansar com um fardo ou dar levez ao peso, levarei o peso como se ele fosse uma pluma e para isso basta eu mudar o que posso: o meu jeito de encarar as coisas. A paciência é característica dos vitoriosos. Saber manter a calma e a clareza, saber segurar a positividade, saber que uma batalha não é uma guerra, e sim um pedaço dela. Se perde uma, ganha-se outras.

Tudo é questão de atitude. Focar no que for melhor. Mirar no que se deseja. Canalizar as energias para os acontecimentos bons. É velho o pensamento de que “há muito mais entre o céu e a terra do que julga a nossa vã filosofia”. Já pus isso à prova e funciona. Quanto mais eu me deixo envolver por coisas ruins, mais o poço me suga. No entanto, quanto mais eu repito pra mim mesma que vai dar certo, mais força eu ganho e mais rápido a mudança positiva acontece.

Para mim é  muito lógico. A gente consegue sim mudar o rumo dos nossos pensamentos. A gente escolhe o que alimentar dentro de nós. É trabalhoso? Sim, é trabalhoso. Mas é muito recompensador. Quando desenvolvemos o otimismo, a luz, a positividade, os problemas embora não sumam, se tornam mais fáceis de serem tratados, enfrentados, eliminados. Pessoas com a mente aberta, com a alma leve têm uma tendência maior a acertar nas escolhas, a superar os obstáculos a vencer as guerras que sempre surgirão.

Vai dar certo. Eu sei que vai. Estou trabalhando para isso, incansavelmente.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O Divórcio


“O divórcio é o rompimento legal e definitivo do vínculo de casamento civil. É uma das três maneiras de dissolver um casamento. Fonte: Wikipédia


Quando decidimos compartilhar a vida com outra pessoa, a gente quer que seja eterno. Sempre planejamos um futuro longo e o divórcio, definitivamente, não entra nos planos. Ao introduzirmos uma pessoa em nossa vida, assumimos o compromisso com ela, e com nós mesmos, de termos uma vida em conjunto, formamos uma equipe, um casal, uma família, a gente resolve as coisas juntos, a gente planeja junto, a gente sonha junto.

Inevitavelmente um estará nos planos do outro e é assim que funciona. O amor, a paixão, a admiração é o tempero e é o que dá liga e consistência ao casal. Por uma infinidade de motivos, as coisas podem desandar, sair dos trilhos e começar a dar errado, mas aí é que entra outros, e importantíssimos, elementos que servirão para manter a relação de pé. O compromisso, a paciência, a parceria, a boa vontade a compreensão serão os salvadores da pátria.

O divórcio é o extremo, é a última das opções, é a desistência do “jogo” é literalmente o fim da linda. Só acontece quando não há mais nenhuma opção, quando não há mais nada a se tentar. Mas, pode ser o inicio de um,a nova era, conheço diversos casais que ao se separarem tornaram-se grandes amigos e viveram muito bem. Cultivando a boa relação garantiram a felicidade também dos filhos. Conheço também casais que insistiram numa relação falida e acabaram perdendo o respeito, o carinho e até a amizade um pelo outro, foi falta de maturidade e sabedoria de ambos deixar chegar a esse ponto. Cultivar o respeito que ainda resta é a melhor maneira de colocar um ponto final numa relação.

 Saber a hora de abandonar o barco antes que ele afunde é uma questão de sobrevivência, é muito, muito importante. É uma decisão nada fácil, é você deixar para trás tudo que planejou, tudo que sonhou. É você pensar que daquele ponto em diante será por sua conta, você terá que caminhar sozinho, mas uma hora essa decisão terá de ser tomada, se você já tentou de tudo e a relação não melhorou, as coisas não entraram nos trilhos, a sintonia não voltou, é porque é hora de tomar a tão importante decisão. Arrastar por anos e anos uma situação que não tem mais solução é prolongar sofrimento, é perder tempo, é causar ainda mais dor, em você, na outra pessoa e nos filhos que estarão no meio dessa situação. Sou filha de pais separados e adepta da máxima “prefiro um casal separado e feliz, que juntos e tristes!”

Nunca me casei, nunca me divorciei, mas abri mão de uma relação que não estava me fazendo feliz. Abortei planos e sonhos em conjunto para defender a minha felicidade. Tinha ao lado uma pessoa que já não me completava mais e já não queria mais as mesmas coisas que eu. Fiz o que pude para salvar a relação e manter firme os planos de casamento, mas não dependia só de mim, ele também precisava querer a mesma coisa que eu e ele já não queria mais. Sofri, chorei, pensei, ponderei... Quando tomei a decisão senti uma alivio tão grande. Já não haveria mais casamento, eu estaria só dali por diante, me senti triste, frustrada, abandonada, envergonhada, mas, de certa forma, que eu não sei explicar, aliviada.
Descobri que separar-se é uma das decisões mais difíceis na vida de um casal. É uma das decisões mais difíceis de uma pessoa tomar. Mas, em alguns casos ela é inevitável. Não faço apologia ao divórcio. Não defendo a individualidade extrema, defendo apenas a felicidade e o cultivo ao amor próprio como amor primordial.

Casados ou divorciados meu desejo é: Seja Feliz!

Verônica

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Alienação Parental!


(by Cinthya)

Já escrevi sobre esse tema, mas vendo hoje uma cena de novela, senti a necessidade de expor mais uma vez a minha opinião sobre um assunto tão sério e de consequências tão drásticas.

Alienação Parental não é brincadeira. É crime. Usar os filhos como arma contra a pessoa que lhe feriu o orgulho é mais do que infantilidade, egoísmo, imaturidade, descontrole. É crueldade. Usar da inocência da criança e manipulá-la contra o pai  (ou a mãe) só pelo fato de uma separação ou de um casamento que nunca aconteceu é um absurdo. É inadmissível.

Conheço casos onde os adultos envolvidos na história têm menos noção de responsabilidade do que as crianças. Pais que perdem por completo o controle sobre seus sentimentos, que se julgam vítimas da vida, vítimas de amor falido, de uma relação abortada. Pais que tomam o cônjuge (ou ex cônjuge) como inimigo fatal e contra eles usam a sua maior e mais poderosa “arma”: O Filho!

Pessoas mal resolvidas estão por trás desse quadro. Pessoas que não se aceitam, que não aceitam suas “derrotas”, que não aceitam terem sido deixadas pra trás, preteridas, jogadas para escanteio. Sei que não é agradável, mas isso passa muito longe de ser embasamento para sacrificar a saúde emocional de uma criança, principalmente, sendo essa criança o seu filho.

Como muita gente sabe, sou mãe solteira. Tenho um filho de um relacionamento casual. Embora o pai jamais tenha mencionado a palavra DNA, não assumiu o “pacote” inteiro. Doeu? Óbvio que sim. Eu senti revolta em algum momento? Claro que sim. Eu chorei muitas vezes e me senti uma merda? Sim, aconteceu tudo isso comigo. No entanto, nunca coloquei meu filho nesse emaranhado de sentimentos meus em relação ao pai dele.

Meu filho jamais me ouviu falar mal do pai dele, muito pelo contrário. Ele tem o pai como um herói. Faço o melhor que posso. Engulo o orgulho até o fel doer no meu estômago, mas não mancho a imagem do pai diante dele.  O meu filho vai crescer e vai caber a ele julgar as atitudes do pai dele. Não cabe a mim esse papel. O meu papel é zelar pela saúde e pelo bom crescimento dele e isso eu faço. O resto, eu engulo, passo por cima. Se doer muito, eu afundo o rosto no travesseiro e choro escondido. Me resolvo com as minhas dores. O meu filho não tem nada a ver com isso. Afinal de contas quem “escolheu” o pai e as circunstâncias da minha gravidez fui eu.

Gente, as crianças não somos nós. Nós somos os adultos responsáveis pelas crianças. Vamos brincar de levar a sério o bem estar de nossas crias? Nossos filhos são tesouros. Vamos zelar pela felicidade deles. Nosso egoísmo, orgulho ferido ou dor de cotovelo não podem JAMAIS respingar na vidinha deles. Eles são puros. As impurezas existentes são nossas, então, que apenas nós sejamos responsáveis por limpá-las.

Alienação Parental É CRIME! Abra o olho!