terça-feira, 2 de abril de 2013

O Mentiroso



Ele nasceu em uma família nobre, foi criado em berço de ouro teve uma boa educação, estudou nas melhores escolas, teve todos os brinquedos que uma criança sonhava em ter. Seus pais sempre foram amorosos, carinhosos e unidos. Sempre ensinaram valores morais e éticos a ele, e aos demais irmãos. Os outros até que “deram pra boa coisa” mas ele é considerado um caso perdido. A mentira corre nas veias, está impregnada na personalidade.

Desde pequeno sempre foi assim, no inicio os pais achavam bonitinho aqueles devaneios, ele viajava legal, criava histórias surreais e acreditava piamente nelas. Quem não sabia e não o conhecia, também acreditava. Ele tinha o mundo imaginário dele e se tele transportava pra lá com muita freqüência.

A adolescência chegou e a mania de inventar casos e histórias continuou. Sempre trapaceando, sempre querendo se dar bem de alguma forma. As desculpas sempre foram as mais esfarrapadas possíveis, ele é um mentiroso incorrigível. Ele mente até por coisas bobas, coisas que ele sabe que as pessoas sabem que não é verdade, mas ele tem a necessidade de mentir. Se for pra se safar aí é que ele mente mesmo.

Não chega a ser perigoso, posto que as mentiras que ele conta são nocivas apenas a ele mesmo, mas o danado não inspira confiança alguma. Quem o conhece, sabe a peça que é. Aliás, nem precisa conhecê-lo, basta 5 minutos de prosa e você já consegue traçar o perfil dele. Você saca qual é a dele. A boca diz uma coisa e os olhos dizem outra totalmente diferente. Você não sente sinceridade nas palavras. Você não vê transparência no olhar.

Ele é tão desacreditado que mesmo quando está falando a verdade, raros lapsos de sinceridade, ninguém acredita nele. Eu mesma não acredito. Não acredito nele nem pra me dizer que horas são, nem que dia é hoje. Ele fala cada bobagem que me dá vergonha alheia.
Ontem como foi o dia da mentira ele deve ter se fartado. Deve ter se sentido em casa. Não  que eu deseje algum mal, só não o desejo perto de mim. Pessoas assim não nos fazem bem.

Verônica

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Cultive O Bem, Meu Bem!



(by Cinthya)

Ontem eu li algo sobre “sermos o que pensamos”. De fato, a importância dos pensamentos que alimentamos é imensa e imensa deveria ser também a nossa preocupação com a qualidade do que pensamos. Deveríamos analisar tudo o que ocupa a nossa mente, tudo o que toma de nós tempo e disposição.

Deveríamos ser muito criteriosos com o tipo de energia gerada dos nossos pensamentos, pois dessa energia surge tudo o que nos envolve. É essa energia que vai atrair as pessoas que estiverem na mesma freqüência. É essa energia que vai moldar nossa áurea (se iluminada ou não). É essa energia que vai dar ou não colorido a nossa vida.

Se alimentamos pensamentos negativos, deprimentes, não há dúvida de que nos tornaremos pessoas pesadas, carregadas, negativas. Pessoas das quais as outras pessoas preferem a distância. Pessoas que vêm sempre o lado ruim de tudo, aliás, para essas pessoas não existe um lado que não seja ruim. Elas são fúnebres, maliciosas, maldosas.

No entanto, quando permitimos que os pensamentos bons adentrem a nossa mente, as coisas tomam uma leveza indescritível. As pessoas se chegam para junto e buscam sempre a nossa companhia. A gente sorri e acha graça até onde essa graça, aparentemente, não existia.

Pensar positivo não é viver alienado. Não é negar-se a enxergar o problema. Não. Pensar positivo é uma forma inteligente de viver a vida, se receber as situações (boas ou  ruins) e encará-las da forma mais sábia possível. Saber dar leveza ao fardo é característica de quem vê na vida um motivo de celebração, apesar de todos os pesares. Ser leve é saber extrair da lama a seiva da vida.

Treine a sua mente para que ela aprenda a cultivar apenas os bons pensamentos. Acredite no seu potencial. Pratique o bem, alimente o bem dentro de você. Repita que você pode, que você é capaz. Aprenda a agradecer, cada vez mais e mais. Seja grato por tudo e diga isso. Cultive a paz no seu coração. Cultive o sorriso e a leveza.

Dizem que no homem habita o bem e o mal, numa luta constante, e que cabe ao homem (e somente a ele) determinar qual dos dois ele alimentará, qual dos dois ele permitirá que vença a batalha. 

quarta-feira, 27 de março de 2013

Renove-se!


Então estamos aqui em mais uma páscoa!
Além, muito além do chocolates a páscoa vem nos trazer a necessidade de renovação, de ressurgimento, de renascimento.
Mudar aquilo que não mais nos faz bem. Se desapegar de apegos bobos, fúteis e insignificantes. 
Renovar nossa capacidade de querer, de acreditar, de buscar.
Renovar nossos valores, nossos passos, nosso exemplo.
Hora de pensar, meditar, observar... 
Qual o destino que escolhemos?
Ele condiz com a estrada que estamos trilhando?
Renove seus sonhos... Renove seu coração... Renove sua alma...
Sorriso no rosto e na áurea. É assim que devemos seguir.
Feliz Páscoa!
Renove-se!
São os nossos votos.

PS: Retornaremos renovadas no dia 1° de Abril!

Cinthya e Verônica

terça-feira, 26 de março de 2013

Vai Na Fé



Num mundo cético, prático e dinâmico onde o concreto vence o abstrato acreditar naquilo que não se vê está se tornando cada dia mais difícil. Alimentar a fé no invisível, crer no que não podemos ou tocar é uma missão que requer muita força e convicção. Perceber isso é fácil, é só olhar em volta.

A verdade é que vivemos numa prisão sem muros onde temos total liberdade e não podemos fazer muito, não fazemos o que queremos e as nossas escolhas, nem sempre são, quase nunca são, reflexo da nossa vontade. Alimentar a fé é uma das poucas coisas que ainda podemos fazer, mesmo indo de encontro à massa.

A fé é algo interessante, eu diria: impressionante. Você acreditar, de verdade e do fundo do coração, em algo que você sabe que existe, mas nunca viu não é fácil. O pai de uma colega de trabalho está doente, e todas as vezes que eu pergunto por ele e ela me põe a par do quadro eu só consigo dizer: “Ele vai ficar bom!” E eu acredito nisso de verdade. A mãe de uma amiga está doente e todos os dias que pergunto por ela, minha amiga me como ela está e eu só consigo responder pra ela: “Ela vai ficar boa, amiga!” E eu acredito piamente nisso.

Acredito porque a Força Maior que me rege, nunca me desapontou nunca me desamparou. Sempre tive as respostas para todas as perguntas, até para as perguntas que nunca fiz. Cedo ou tarde tudo acaba se encaixando, tudo acaba fazendo sentido. Como um quebra-cabeça que encontra suas peças.

Eu estava me sentindo podada, restringida, sem expectativas. Acreditei que ganharia asas e as ganhei. Diante disso percebi que estava limitada a um espaço físico que não satisfazia a minha necessidade de voar. Não conseguia alçar grandes vôos, não conseguia galgar sonhos maiores, desbravar terras longínquas. Necessitava de um espaço maior, acreditei que teria uma oportunidade e tive. Ganhei um céu inteirinho para voar para onde bem entender. E assim estou disponível e disposta para conquistar grandes coisas. Fruto da minha fé? Acredito que sim! Resultado do trabalho? Também! Por que não?

Eu não estou falando de religião, não estou falando denominação, nem de nada disso. Estou falando de fé. A minha é em Deus e Ele nunca me deixou com a sensação de desalento. Respeito, porém não entendo, quem não tem Fé em algo. Quando o nó aperta recorre a quem? Quando a alegria é muita, agradece a quem? Isso que, pelo menos pra mim, não faz sentido.

Estou satisfeita com a minha fé e desejo o mesmo, até para quem não a tem. A sensação de satisfação é extasiante.

Verônica

segunda-feira, 25 de março de 2013

Gosto De Gente Feliz!


(by Cinthya)


Gosto de gente feliz! Gente que sabe rir de seus próprios problemas. Gente que traz a leveza no sorriso, no olhar. Gosto de gente que se preocupa com suas energias, que alimenta coisas boas, que atrai, conseqüentemente, coisas boas para suas vidas. Gente que sabe levantar depois da queda, sem muita lamúria, sem tanta reclamação.

Gosto de gente que toma a dianteira da vida e segue seu rumo. Gente que não dá muita ousadia aos problemas que surgem, gente que não assume o papel de vítima diante das circunstâncias e conseqüências de suas escolhas no decorrer da vida. Gosto de gente que sabe calar quando o silêncio é necessário, que sabe abraçar, que sabe olhar para a felicidade alheia sem malícia.

Gosto. Gosto muito de gente feliz! E isso não implica que não tenham problemas, de forma alguma, isso significa que sabem lidar com os problemas que têm, que sabem resolver suas pendências sem se transformarem em poços ambulantes de coisas ruins. Gosto de gente que, mesmo chorando, sustenta a leveza de seu ser. Gente que traz o bem no coração.

Gosto de pessoas animadas, alegres, divertidas, engraçadas. Gosto de pessoas que desejam o bem das outras pessoas. Admiro pessoas bem resolvidas, bem encontradas, bem decididas, bem humoradas. Gosto muito mesmo de estar na companhia de quem me arranca sorrisos, de quem sabe trazer perfumes para encantar meu dia.

Gosto de gente que se supera. Gente que não se rende, gente que sabe viver, que aproveita a vida, que alimenta os sonhos, que vive o que tem de melhor, que exalta o sorriso, a bondade, a alegria. São essas pessoas que entram na minha vida pra nunca mais sair. É a lei da afinidade!

Gosto de gente de alma leve. É de gente assim que eu gosto. Gente que cai, se machuca, se estrepa, se corrói de dor e ainda assim dá risada de seus problemas. Ainda assim, sustenta sua alegria. Ainda assim, segue a vida sem se transformar numa mala cheia de coisas ruins e negativas.

Gosto de gente feliz!

sexta-feira, 22 de março de 2013

Apenas Paz!




Paz

O estado de paz não depende de onde estou, com quem estou, mas fundamentalmente de como estou. É possível manter a mesma tranquilidade tanto num congestionamento de trânsito quanto numa bela praia deserta porque a paz está dentro de mim. Ela é a saúde normal do ser. Mas quando me sinto ansioso, preocupado ou nervoso tenho a nítida percepção de que estou desalinhado. É a memória eterna sinalizando que saí da minha posição natural de paz.
*
Paz é energia. Uma força pura que penetra a casca do caos e coloca coisas e pessoas em uma ordem equilibrada. Exercer o poder da paz abarca o princípio fundamental da espiritualidade: olhar para dentro a fim de olhar para fora com coragem, propósito e significado. E de quem é essa responsabilidade? Pode aquele que permanece sem paz ser um instrumento para a paz? A autenticidade da ação depende da autenticidade da pessoa.
* Extraído do livro "A Paz de Todo Dia - volume 1”, publicado pela Editora Brahma Kumaris 


quinta-feira, 21 de março de 2013

Você Tem Orgulho das Escolhas que Fez?




 “E” e “Se” são duas palavras, que separadas são, inofensivas, mas quanto as juntamos, elas vestem uma roupa assustadora, com elas podemos disparar o gatilho das dúvidas e arrependimentos e sensações de desconforto. “E se eu tivesse ido por aquele caminho?” “E se eu não tivesse feito o que fiz?” “E se eu tivesse ficado com ele?” “E se eu não tivesse tido medo?”

Às vezes eu paro e fico pensando na minha vida, nas escolhas que fiz. E essas duas palavrinhas me aterrorizam. Questiono-me como minha vida teria sido, se as escolhas que tivesse feito fossem outras. Depois, paro, penso e descubro que não há do que me arrepender. As escolhas que fiz foram as melhores que poderia fazer naquele momento. Se escolhi o caminho que escolhi foi por achar que, naquele momento, era o melhor a fazer.

Aí meu segundo questionamento: Você tem orgulho da vida que leva? Tem orgulho da profissão que escolheu. Tem orgulho das coisas que faz? A vida é uma só, uma vez tomada uma decisão, não há mais o que fazer a não ser arcar com as conseqüências dela.

Conversei com algumas pessoas próximas nos últimos dias e pude constatar que mais da metade, se pudesse, mudaria a vida que tem. Trocaria o caminho que segue, escolheria outro caminho. A maioria das pessoas que me cerca não tem orgulho da profissão que tem, não tem prazer no que fazem, não estão satisfeitas com os frutos que estão colhendo. Frutos das escolhas que fizeram lá atrás.

Qual o sentido da vida? O que estamos fazendo? Para onde estamos indo? Seguindo como robôs, vivendo uma rotina de repetições e alheios a sentimentos e sensações. Os ânimos estão se abrandando, o amor está esfriando. Conseguimos nos manter indiferentes aos dramas vividos por pessoas próximas de nós. Coisas chocantes não nos chocam mais. Será que perdemos a capacidade de nos indignarmos?

Desacreditados, desmotivados, saturados, indiferentes, insensíveis... Foi isso que nos tornamos? Só eu acho isso? Eu estou confusa ou o mundo está confuso?

Não, definitivamente as coisas não estão no seu curso normal.

Verônica