terça-feira, 4 de junho de 2013

Homens x Meninos

Imagem ilustrativa retirada da internet



O que difere os homens dos meninos? Bem... Vejamos:

Homens conquistam. Meninos pegam.

Meninos se alojam. Homens constroem lares.

Homens dão amor, carinho, atenção e cuidados. Meninos dão “lapada, lapada, lapada, lapada”.

Meninos saem à caça. Homens deixam as coisas acontecerem naturalmente.

Homens falam a verdade, por mais complicada que seja a situação. Com isso, além de ganhar a admiração e o respeito da mulher, ainda se eximem de cobranças e pressões posteriores. Eles te dão o direito de escolher se quer ou não se envolver. Meninos mentem, mentem, mentem, se enrolam nas mentiras e continuam mentindo.

Meninos buscam a auto-satisfação na cama, não se importam muito com a parceira. Homens primam o prazer da mulher e com isso alcançam o prazer.

Homens admitem o erro e pedem desculpas. Meninos invertem o jogo e fazem com que você se sinta culpada.

Meninos cruzam os braços e "se fazem de desentendidos". Homens arregaçam as mangas e vão à luta.

Homens são solucionadores de problemas. Meninos são criadores de problemas.

Meninos te dão bombons e desculpas esfarrapadas. Homens te dão segurança.

Homens chegam junto nos problemas e, pelo menos, tentam solucioná-lo. Meninos não ligam muito, afinal, você é suficientemente capaz de resolvê-los sozinha.

Meninos dizem: "Ela é feia, tá gorda e nem bunda tem". Homens dizem: "Nem reparei, não consegui parar de olhar nos olhos dela."

Homens te apresentam aos amigos. Meninos te ignoram quando estão com amigos.

Meninos pedem o telefone e prometem ligar no dia seguinte, mesmo sabendo que não vão ligar. Só fazem isso pra “ficar bem na fita”. Homens agem com naturalidade e não fazem promessas que não poderão cumprir. Se tiver que ligar, liga. Se não se interessou muito não promete nada. Afinal de contas, ambos são maduros e sabem distinguir uma transa de um envolvimento.

Homens são altruístas e cuidadosos. Meninos são egocêntricos e individualistas.

Meninos brigam e ficam irritados ao perceberem que aquele cara está olhando demais para você. Homens te abraçam e mostram a ele que você está muito bem acompanhada e satisfeita.

Homens são responsáveis. Meninos? Bem... Meninos vocês sabem... Não se responsabilizam com nada e sempre acham alguém para pôr a culpa.

Nada impede que você quebre a cara e se decepcione com um homem, mas a probabilidade de isso acontecer ao se envolver com um menino é muito maior. Conheço meninos de quarenta e poucos anos, assim como conheço homens de vinte e poucos. Idade não determina o grau de amadurecimento, atitudes sim.

Prefira homens. Fuja de meninos.


Verônica

domingo, 2 de junho de 2013

De Encontro Marcado Com O Inusitado!


(by Cinthya)

Sempre preguei a máxima de que eu nasci para ser feliz e assim venho seguindo nessa estrada chamada vida, tentando deixar uma imagem positiva por onde quer que eu ande, em quem quer que me acompanhe. Assumi como missão provar por “A + B” que podemos sim construir uma felicidade dentro daquilo que temos em nós. Que não precisamos de nada mirabolante para que os momentos felizes surjam. Não precisamos de nada disso.

Muita gente me julga “louca” por que gosto de dar leveza às coisas que acontecem. Gosto de dar um colorido às cenas cinzas que tantas vezes me rodeiam. Gosto do sorriso largo. Gosto de me jogar e gargalhar até doer a barriga. Gosto de surpreender as pessoas com uma espontaneidade que eu, involuntariamente, trago em mim. Uma espontaneidade que, sei, algumas vezes assusta, pois as pessoas estão acostumadas aos clichês, etiquetas, bom comportamento e até fingimentos feitos na intenção de causar uma “boa imagem”.

Eu não. Eu gosto é da risada. Eu gosto é da surpresa nos olhos do outro. Daquele riso de quem pensa: “Eu não acredito que ela está fazendo isso!”. Eu não gosto do que é comum. Gosto do diferente, do intenso, do surpreendente. Gosto do que marca, do que marca a alma e lá fica tatuado pra sempre.

Gosto de saber que ainda que se passem dez, vinte anos... Ainda assim irão dar risada ao lembrarem de mim. Adoro ter meu nome associado à alegria e, por que não, à loucura. Adoro minha liberdade de ser eu mesma. Sem fingimentos, sem demagogia. Gosto de fazer o que eu quero fazer, quando eu quero fazer. Gosto de respeitar as vontades alheias e ter ao meu lado apenas quem quer, de fato, estar ao meu lado. Tenho gosto pelo inusitado.

E não perco um segundo sequer preocupada com o que irão pensar de mim... Se eu quiser tirar os sapatos no meio da festa, eu tiro. Se eu quiser sentar na calçada e descansar, eu sento. Se eu quiser pedir um ovo frito no restaurante chique, eu peço. Se eu quiser rir alto até sair lágrimas dos olhos (isso sempre acontece), eu sorrio.

E se eu quiser marcar um encontro com uma pessoa que me acende o desejo de uma forma muito especial, que mexeu comigo de um jeito intenso e, nesse encontro, onde contamos as horas, os minutos e os segundos (voltando à adolescência), onde o frio na barriga não nos dá paz, enfim, se eu quiser marcar esse encontro num barzinho, levantar ao vê-lo entrar e então sorrir com uma folha de coentro presa aos dentes, deixando-o completamente sem saber o que fazer... Se eu quiser fazer isso, eu faço... Por que a expressão da surpresa nos olhos dele não tem preço.

É. Eu fiz isso. Ele não sabia o que fazer, muito menos o que dizer. Não sabia se me avisava, não sabia se passava direto e fazia de conta que não me conhecia. As pessoas das mesas ao lado sorriam. E ele pensou: “Viajei 500 quilômetros para encontrar essa mulher com os dentes nessa situação?”... Tudo bem, foi um risco que eu corri, mas eu não podia deixar que nosso encontro fosse apenas mais um encontro na vida dele, na minha vida. Tinha que ter minha marca. Tinha que ser diferenciado.

Depois eu tirei a folha do dente e daí por diante foi tudo maravilhoso (com direito a mais algumas loucuras, claro!).


PS: Eu nunca disse para ninguém que sou normal! J

terça-feira, 14 de maio de 2013

Vou Ou Não Vou?



O amor não oferece garantias. Nunca ofereceu. A gente arrisca no escuro, aposta no incerto sem saber onde vai dar. Vai curtindo os dias, as sensações, os acontecimentos e não sabe onde isso vai parar. Aí a gente pensa: O máximo que pode acontecer é não dar certo, mas já não deu certo tantas outras vezes e nem por isso eu morri. Aliás, até deu certo durante o tempo que tinha de dar. Mas, acabou.

Eu não sei o que quero. Sei o que não quero. Não quero sofrer decepções de novo, mas não quero viver sempre julgando as pessoas por atos de outras. Não quero ter sonhos frustrados, mas não quero deixar de sonhar por esse motivo. Não quero me desapontar, quero voltar a confiar. Não posso ficar esperando sempre o pior das pessoas, não posso me antecipar aos fatos, não posso pôr o carro na frente dos bois. Não posso ceder a loucura de achar que as pessoas tem de ser do jeito que eu espero que elas sejam. Eu preciso aceitar as pessoas como elas são. Não devo ser tão estressada, desconfiada, preocupada. Eu preciso me permitir.

Diante de tanta insistência, mesmo havendo tanta recusa da minha parte, resolvi tentar. Vou me jogar, estou de pára-quedas e não corro quase que perigo algum. Então, se não vai magoar ninguém, que mal tem? Nunca fui omissa, não serei agora. Peco por excesso, mas não por falta. Vamos ver no que vai dar. Estou aí, resolvi pagar pra ver.

Eu decidi que não vou me entregar a inércia, transitando entre dois mundos: o medo e a incerteza. Não vou ficar à margem da vida, vou entrar na dança e vou dançar. Vou mostrar a que vim e que não vim a passeio. Posso estar perdendo a oportunidade de estar vivendo um história bacana por puro medo. Se der errado e eu quebrar a cara minha amiga e parceira ainda tem super bonder e prometeu me ajudar, se for uma M pelo menos, fica a experiência. O que eu tenho a perder?


Enquanto isso, vou escrevendo...


Como bem disse Caio F de Abreu "É fácil morrer. A toda hora, em todos os lugares, a morte está se oferecendo. Mais difícil é continuar vivendo. Eu continuo. Não sei se gosto, mas tenho uma curiosidade imensa pelo que vai me acontecer, pelas pessoas que vou conhecer, por tudo que vou dizer e fazer e ainda não sei o que será."

Verônica

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Livrai-me Da Falta de Palavras. Amém!




Senhor, eu só queria me livrar da mudez. 

Eu só queria voltar a falar. 

Queria voltar a poder me expressar.

Queria ter vontade de me expressar como antes. Gostaria de emitir uma opinião sobre os mais variados assuntos. Gostaria de voltar a me importar.

Adoraria deixar de ser e estar alheia às coisas que acontecem em minha volta.

Queria achar o pedaço de mim que se perdeu.

Essa vontade de nada, essa abundância de falta esse inundamento de ausência está me incomodando.

Senhor, onde eu reencontro minha paixão pelas palavras? Onde eu a perdi?

Pai, porque eu simplesmente não tenho mais vontade de nada? Porque esse desânimo avassalador me persegue? Como faço pra me livrar da inércia? Esse estado de stand by me deixa triste.

Escrever sempre foi meu hobby, até outro dia eu não sabia, mas quando descobri a minha paixão me senti realizada. Agora, eu simplesmente não tenho vontade.

Ter uma opinião, ajudar as pessoas, dizer o que eu penso nunca foi problema pra mim. Agora, eu apenas não tenho vontade.

Eu não consigo me achar. Não consigo me identificar.Não reconheço a minha identidade.

Estar em falta com blog, significa estar em falta comigo. Se não cumpro com o meu "dever" que é mais que um prazer, é sinal que estou fora de órbita. Estou perdida. Muda. Negligente. Indigente.

Quero minha identidade de volta. Quero minha doce rotina de volta. Quero voltar a sentir prazer nas coisas que fazia. Quero voltar a fazer as coisas que me dão prazer.

Me ajuda, Senhor!

Verônica

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Ele é Ácido!


(by Cinthya)


Ele reclama de tudo. Tem uma língua afiada quando o assunto é criticar a felicidade alheia. Aliás, felicidade é uma palavra inadmissível em seu vocabulário, pois, segundo ele, é impossível alguém ser feliz num mundo todo torto e errado como esse que nós vivemos. Para ele as pessoas devem ser amargas e tristes e só.

Ele não acredita que pessoas possam viver no bem, fazer e cultivar o bem. Ele não aceita que pessoas possam sorrir e sentir-se bem com as coisas pequenas do cotidiano. Ele não acredita em relacionamentos, ele não acredita em alegrias, ele não acredita em nada que seja bom, já que esse mundo, segundo seu diagnóstico, está podre.

Ele não sabe sorrir de forma descontraída. Ele não sabe se doar apenas por se doar. Fazer o bem sem pensar em nada em troca. Ele é pesado, tem uma áurea pesada e não inspira confiança. Ele fala pelas entrelinhas e deixa seu sarcasmo impregnado nelas Ele duvida da sabedoria e da alegria dos outros. Ele é azedo, ácido.

Nada presta e ninguém sabe tanto quanto ele. Ele é o mais culto, o maior sábio, o “Bam-Bam-Bam” que manda bem em todos os campos. Qualquer outro perto dele é nada. Afinal é ele que detém o saber e é sábio afirmar que a felicidade não passa de um estado que apenas os alienados conseguem adentrar.

Enfim, para ele o mundo sofre com uma grande úlcera. Uma úlcera em estado avançado, gigantesca, latejante... E ele, com sua acidez, não entende que só piora a situação.

Para curar uma úlcera precisamos de bálsamos, algo que alivie, que suavize, que sare... A acidez é totalmente desnecessária. Só ele não entende. E se tranca no seu mundo cheio de teias, escuro e ali permanece alimentando a tal úlcera que ele diagnosticou para o mundo.

Ele ingere cicuta e espera a cura. 

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Quando O Coração Chora


(by Cinthya)


Durante e minha gestação, era normal eu ter crises e mais crises de choro. Um choro que não sei bem de onde vinha, mas vinha. E vinha com força total. Eu chorava copiosamente, desesperadamente, sentidamente, profundamente. Muitas dessas crises (ou quase todas) aconteciam no meu trabalho, durante o expediente, e uma amiga que trabalhava comigo era sempre quem vinha me socorrer. Ela não sabia o que falar e chorava junto comigo. Ficávamos as duas ali a chorar. Era o jeito que ela tinha de dizer que estava ao meu lado, acontecesse o que acontecesse.

Também foi ela que me consolou quando uma médica (por telefone) ao saber o resultado de um exame meu disse-me que eu provavelmente perderia o meu filho. Eu quase não conseguia levantar da cadeira, mas a minha amiga me ajudou e foi comigo a pé, durante o trajeto que fazíamos todos os dias até o ponto de ônibus, tentando me acalmar, tentando conter meu choro, tentando cassar o diploma da tal médica, enfim.

Essa minha amiga foi quem saciou um desejo que eu tive, enquanto grávida, de comer pizza de calabresa. Ela comprou a pizza e preparou uma linda mesa na casa dela para me receber. Eu sabia que ela estava super apertada financeiramente e que tirara aquele dinheiro com o qual comprara a pizza de alguma conta que precisava pagar. Mas ela fez isso pra me ver feliz.

Quando ela casou eu não pude ir, pois meu filho tinha poucos meses de vida e a cerimônia aconteceu em outra cidade. Fiquei imensamente feliz com a realização desse sonho que ela tinha, que era o de casar. Estávamos as duas com nossos sonhos, radiantemente, realizados.

O tempo passou e ela, sempre louca por crianças, enfim engravidou. E eu chorei de alegria quando recebi a notícia. E espalhei pelos quatro cantos a novidade! Todos os amigos ficaram felizes com a boa nova! Todos ligando para parabenizá-la.

Nos últimos exames foi detectado um problema no coração do bebê. Acreditamos que tudo ia se resolver, que tudo não passava de um susto. Que ele seria submetido a cirurgia e ficaria bem. E cresceria e daria aos pais a satisfação de ter um filho, de acompanhar um filho.

Muitas vezes de nada adianta os nossos planos, a nossa vontade. Algumas vezes a vida toma o rumo que quer tomar, sem se preocupar com o que queremos que aconteça. E minha amiga viu o seu filho partir, ali, na sua frente, depois de lutar pela vida com uma garra que poucos adultos têm. Ela sequer pôde segurá-lo nos braços, sequer pôde levá-lo ao seio. Só pôde vê-lo ali, na UTI, lutando para ficar.

E como é doído ver uma pessoa amada sofrer como ela está sofrendo. E como dilacerou meu coração preparar a mesa para que pudéssemos colocar o caixão com o corpinho dele. E como arrasou comigo ver a minha amiga e o marido, sentados ao lado do pequeno corpo, contornando cada traço delicado do rostinho dele. 

Eu não pude fazer nada. Nada que eu fizesse aliviaria a dor que ela sentia, que ela sente. Mas eu segurei-lhe a mão. Eu não pude arrancar a dor do coração dela. Não tive como reescrever esse capítulo da história. Não consegui dar um outro rumo às coisas. Nada disso eu consegui fazer. E fiquei ali a chorar a dor que a consumia. Agarrada em sua mão, ao seu lado.

O que eu posso fazer é estar com ela, aconteça o que acontecer.

Nós demos muitas gargalhadas juntas e hoje choramos juntas muitas lágrimas. E vêm e vão-se as lágrimas e as gargalhadas, mas o amor está sempre firme entre a gente. O luto dela é meu luto. A dor dela é minha dor.

Amizade é isso. Amor é isso.

PS: Nem sei se esse texto terá algum sentido pra quem o ler... Mas eu não conseguiria escrever sobre outra coisa... Porque eu não consigo sentir outra coisa.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

E Se...



(by Cinthya)

E se você parasse um pouco e refletisse sobre essa amargura que cobre seus dias de um peso,muitas vezes, desnecessário...
E se você se permitisse sorrir mais, brigar menos, respirar de forma correta, sentindo a vida, de fato, invadir seu ser...
E se você abrisse a porta do seu quarto e deixasse o sol entrar, permitisse sair todo mofo e cheiro de coisa velha que vive trancada dentro desse seu mundo cinza...
E se você, de repente, se olhasse no espelho e experimentasse mudar algo, melhorar algo, inovar algo em você...
E se você optasse por despir-se dessa armadura pesada que reveste sua vida e empurra-lhe sempre para um caminho onde o “não” é soberano absoluto...
E se você concordasse, vez ou outra, com as pessoas que sorriem por sorrir, que se divertem por se divertir, que amam por amar e, concordando com isso, você não sentisse culpa alguma...
E se você baixasse a guarda por um instante apenas e enxergasse no mundo coisas além das obscuras que você releva com tanto afinco...
E se você experimentasse o novo, largasse o velho dentro de uma gaveta trancada e se jogasse nas oportunidades fresquinhas que surgem a cada instante...
E se você procurasse entender que as coisas andam, avançam e isso não significa que estão erradas, apenas, mudaram. Acompanhe-as...
E se você, enfim, assumisse a coragem de abrir a boca e o coração e dizer: “Eu sou feliz!”...
E se você tivesse essa coragem? A coragem de ser diferente, de criar sua própria filosofia e pregá-la com o seu próprio exemplo... E fazer dela a sua "arma" na "guerra" por dias melhores, por pessoas melhores...
Tenta... Dizer "Não" a tudo, muitas vezes é mais fácil do que sorrir e assumir a sua capacidade de ser feliz mesmo diante de tanta adversidade.
E isso não é ser alienado, isso é ser corajoso!