terça-feira, 2 de julho de 2013

Do Amor Que Quero Ter...



Eu falo sobre o amor, eu escrevo sobre o amor. Eu observo as pessoas que amam. As que estão apaixonadas e as que estão doidinhas para se apaixonarem. Eu observo também as que afirmam e reafirmam que não querem amar. Acho até engraçado, elas pensam que convencem alguém com esse discurso. Eu jogo nesse time, sou daquelas que alimentam o discurso de “eu não to nem aí” eu visto a máscara de “pouco importo”, mas quem me conhece sabe que eu me importo sim, e esse foi o mecanismo de defesa que aderi depois dos revezes da vida, depois das decepções que sofri por amar errado.

Eu tenho uma ideia fixa do que espero do amor, eu tenho um “esqueleto” do amor que eu acho que seria o mais próximo do, que na minha concepção, seria o amor ideal. Não abro mão disso, não me contento com qualquer coisa e se não for do jeito que eu vislumbro eu não quero. Não aceito menos do sei que posso ter.

Há quem se mantenha preso a estereótipos, esperando que o amor da sua vida seja assim ou assado, que tenha um corpo assim, um olho de tal cor. Há quem queira amar à qualquer custo e para isso, se submete a coisas inimagináveis. Não importa se o cara é um sacana e não tem um pingo de respeito, o que importa é ter alguém. Não importa se no sábado a noite você está em casa só, o que importa é que o status do facebook foi alterado para: “em um relacionamento sério com fulano”  e aquela vizinha invejosa e recalcada pensa que sua vida é um mar-de-rosas. Pra mim, amar é não necessitar. Amar não é ter alguém só pra mostrar pra família que não está encalhada, só pra mostrar pra sociedade que tem alguém. Amar é partilhar, somar.

Pra mim, amor é compromisso. Não compromisso com o outro e com toda a carga que isso traz. O compromisso do amor é amar, respeitar, acompanhar. O amor ideal, pra mim, é o amor-companheiro, é o amor-amigo. Você dormir e acordar ao lado de uma pessoa que você tenha ABSOLUTA certeza de que poderá contar com ela, seja qual for a situação. Amar verdadeiramente, na minha opinião, é olhar para a pessoa e saber que moveria céus e terra para ajudá-la. É ter a convicção plena de que permaneceria ao lado dela independentemente da situação e não importando o problema que ela esteja enfrentando.

Recentemente, a mídia divulgou uma cirurgia que a atriz Angelina Jolie fez, para extrair a mama por ter 80% de chances de desenvolver o câncer. Logo depois a atriz dividiu a experiência com as pessoas, para que de alguma forma, dividindo o que viveu, contribuísse com a melhoria na vida das pessoas, pelo menos, passando a mensagem de que “não importa o tamanho do seu problema, ele tem solução e você terá que enfrentá-lo com coragem e determinação.”

Mais recentemente ainda, foi a vez do marido dela, Brad Pitt, declarar à mídia o tamanho do seu amor e de como ele ajudou a esposa nessa luta, e como ele enfrentou o problema junto com ela e mais ainda: como ele a ajudou a dar a volta por cima. Ele escreveu um texto lindo intitulado “Segredos de Amor” que vem logo a seguir, e eu sugiro que leiam. Vendo esse texto, eu fiquei profundamente tocada e pude concluir que eu não estou louca, eu não desejo um amor utópico e inalcançável, o amor-companheiro existe sim e é ele que eu quero pra mim. Esse episódio só serviu para reafirmar a minha certeza: Eu quero um amor-companheiro, ele existe e é possível.


Verônica



"Um Segredo de Amor

Minha esposa ficou doente. Constantemente ela estava nervosa por causa de problemas no trabalho, na vida pessoal, seus erros e problemas com os filhos. Ela perdeu 13 quilos e pesava cerca de 40 quilos aos 35 anos.

Ela ficou muito magra e estava constantemente chorando. Não era uma mulher feliz. Ela sofria de contínuas dores de cabeça, dor no coração e tensão muscular nas costas. Ela não dormia bem, conseguia pegar no sono apenas na parte da manhã e ficava cansada rapidamente durante o dia.

Nosso relacionamento estava a ponto de acabar. A beleza dela estava deixando-a. Ela tinha bolsas sob os olhos, cabelos desgrenhados. Ela parou de cuidar de si mesma. Se recusou a fazer filmes e rejeitou cada papel. Perdi a esperança e pensei que iríamos nos divorciar em breve... 

Foi então que eu decidi agir. Afinal, eu tenho a mulher mais bonita do planeta. Ela é a mulher ideal para mais da metade dos homens e mulheres da Terra, e eu o único que tinha permissão para dormir ao seu lado e abraçá-la. Comecei a mimá-la com flores, beijos e muitos elogios. Surpreendia-a e tentava agradá-la em todos os momentos.

Enchi-a de presentes e comecei a viver apenas para ela. Só falava em público a seu respeito e relacionava todos os assuntos a ela, de alguma forma. Elogiei-a a sós e em frente a todos os nossos amigos.

Vocês podem não acreditar, mas ela começou a renascer, a florescer… Tornou-se ainda melhor do que era antes. Ganhou peso, parou de ficar nervosa e me ama ainda mais do que antes. Eu nem sabia que ela podia amar tão intensamente.

E então eu percebi uma coisa: 'A mulher é o reflexo de seu homem'
Brad Pitt".


sexta-feira, 7 de junho de 2013

Da Liberdade Do Ser


(by Cinthya)
 
Você conseguiria equilibrar a sutileza e a intensidade das coisas, dos momentos, das emoções? Você conseguiria ao mesmo tempo em que enxerga a simplicidade de algo e a magia dessa simplicidade, jogar-se inteiramente nesse momento e viver da forma mais completa todas as sensações que essa simplicidade pode lhe oferecer?
Você consegue lidar com a espontaneidade das pessoas que se jogam na vida e vivem sem os pesos da cobrança (hipócrita) que a sociedade impõe? Pessoas que simplesmente não optaram por regras fúteis e sem embasamento, pessoas que não se pincelaram com o verniz do conveniente e fazem a diferença onde estiverem.
Você sabe lidar com o diferente? O inusitado? Com o inesperado? Você sabe sorrir se alguém simplesmente lhe surpreendeu com um gesto nada comum e que, para a maioria das pessoas soaria como um “mico”? Aliás, você se permite “pagar micos” na vida sem se importar em parecer ridículo aos olhos dos outros?
Você tem essa liberdade em você? Liberdade de ser você na sua essência? De entender que viver em sociedade não significa, obrigatoriamente, viver sob os desígnios hipócritas que a grande maioria desenha e cobra? Você se permite? Você se permite saborear o viver de uma forma simples e intensa?
Arrisque-se a viver isso por um dia apenas e perceberá como é, de fato, um tesouro essa sensação de liberdade. Onde você não atrapalha ninguém, não transgride nenhuma regra fundamental do convívio social e sente na pele a sensação der ser você mesmo, quebrando a polidez que a maioria espera de você.
E para tudo que for viver, viva intensamente. Doe-se. Sinta. Permita-se. Adentre. Saboreie. Curta. Seja. Jogue-se.

quinta-feira, 6 de junho de 2013




Ah, Aquele Olhar...

Aquele olhar que me invade, me inquieta, me faz sorrir.

Aquele olhar que revela tantas verdades não ditas, tantas vontades contidas, tantas sanha implícita.

Aquele olhar que traz tanta tristeza, mágoa e dor pelas humilhações sofridas, é o mesmo que traz o orgulho e a alegria da superação e da volta por cima.

Aquele olhar satisfeito, inquieto e sonhador que mexe comigo.

Eu me perco e me acho naquele olhar, me imagino, me completo e me encaixo.

Aquele olhar que busca o meu, que procura respostas, não sai da minha cabeça quando estamos longe.

Ah, aquele olhar, profundo, misterioso e incerto me diz tanta coisa.

Ah, aquele frio na barriga que me dá quando o meu olhar se cruza com aquele olhar.

Ah, aquela saudade que me dá quando eu fico dias sem olhar aquele olhar.

Ah, aquele olho no fundo do olho que me tira o chão.

Ah, aquele olhar que me tira o sono e me faz sorrir e suspirar.

Ah, aquele olhar que sorri pra mim sem mexer sequer um músculo do rosto.

Aquele olhar que me desafia.

Aquele olhar de menino carente que ao se misturar ao de um jovem sonhador e mesclar com o de um homem forte me trazem a certeza do que eu quero.

Aquele olhar que eu quero olhar todas as manhãs ao acordar é o mesmo olhar que diz querer estar comigo e se 
ver no meu olhar.

Eu adoro olhar no seu olhar e me achar. Adoro pensar e me emocionar. Adoro dormir e sonhar.

Seu olhar me diz muito, sua sinceridade e transparência me aproximam de você. Sua fragilidade aparente desperta em mim um sentimento protetor que eu não sei explicar.

O desejo que se confunde com carinho, a paixão inquietante que encontra equilíbrio na mansidão do amor fraternal fazem com que o meu olhar, busque desesperadamente as declarações eu só encontro no seu olhar.


“Eu não sei parar de te olhar, não vou parar de olhar, eu não me canso de olhar... Não vou parar de te olhar.”

Verônica

terça-feira, 4 de junho de 2013

Homens x Meninos

Imagem ilustrativa retirada da internet



O que difere os homens dos meninos? Bem... Vejamos:

Homens conquistam. Meninos pegam.

Meninos se alojam. Homens constroem lares.

Homens dão amor, carinho, atenção e cuidados. Meninos dão “lapada, lapada, lapada, lapada”.

Meninos saem à caça. Homens deixam as coisas acontecerem naturalmente.

Homens falam a verdade, por mais complicada que seja a situação. Com isso, além de ganhar a admiração e o respeito da mulher, ainda se eximem de cobranças e pressões posteriores. Eles te dão o direito de escolher se quer ou não se envolver. Meninos mentem, mentem, mentem, se enrolam nas mentiras e continuam mentindo.

Meninos buscam a auto-satisfação na cama, não se importam muito com a parceira. Homens primam o prazer da mulher e com isso alcançam o prazer.

Homens admitem o erro e pedem desculpas. Meninos invertem o jogo e fazem com que você se sinta culpada.

Meninos cruzam os braços e "se fazem de desentendidos". Homens arregaçam as mangas e vão à luta.

Homens são solucionadores de problemas. Meninos são criadores de problemas.

Meninos te dão bombons e desculpas esfarrapadas. Homens te dão segurança.

Homens chegam junto nos problemas e, pelo menos, tentam solucioná-lo. Meninos não ligam muito, afinal, você é suficientemente capaz de resolvê-los sozinha.

Meninos dizem: "Ela é feia, tá gorda e nem bunda tem". Homens dizem: "Nem reparei, não consegui parar de olhar nos olhos dela."

Homens te apresentam aos amigos. Meninos te ignoram quando estão com amigos.

Meninos pedem o telefone e prometem ligar no dia seguinte, mesmo sabendo que não vão ligar. Só fazem isso pra “ficar bem na fita”. Homens agem com naturalidade e não fazem promessas que não poderão cumprir. Se tiver que ligar, liga. Se não se interessou muito não promete nada. Afinal de contas, ambos são maduros e sabem distinguir uma transa de um envolvimento.

Homens são altruístas e cuidadosos. Meninos são egocêntricos e individualistas.

Meninos brigam e ficam irritados ao perceberem que aquele cara está olhando demais para você. Homens te abraçam e mostram a ele que você está muito bem acompanhada e satisfeita.

Homens são responsáveis. Meninos? Bem... Meninos vocês sabem... Não se responsabilizam com nada e sempre acham alguém para pôr a culpa.

Nada impede que você quebre a cara e se decepcione com um homem, mas a probabilidade de isso acontecer ao se envolver com um menino é muito maior. Conheço meninos de quarenta e poucos anos, assim como conheço homens de vinte e poucos. Idade não determina o grau de amadurecimento, atitudes sim.

Prefira homens. Fuja de meninos.


Verônica

domingo, 2 de junho de 2013

De Encontro Marcado Com O Inusitado!


(by Cinthya)

Sempre preguei a máxima de que eu nasci para ser feliz e assim venho seguindo nessa estrada chamada vida, tentando deixar uma imagem positiva por onde quer que eu ande, em quem quer que me acompanhe. Assumi como missão provar por “A + B” que podemos sim construir uma felicidade dentro daquilo que temos em nós. Que não precisamos de nada mirabolante para que os momentos felizes surjam. Não precisamos de nada disso.

Muita gente me julga “louca” por que gosto de dar leveza às coisas que acontecem. Gosto de dar um colorido às cenas cinzas que tantas vezes me rodeiam. Gosto do sorriso largo. Gosto de me jogar e gargalhar até doer a barriga. Gosto de surpreender as pessoas com uma espontaneidade que eu, involuntariamente, trago em mim. Uma espontaneidade que, sei, algumas vezes assusta, pois as pessoas estão acostumadas aos clichês, etiquetas, bom comportamento e até fingimentos feitos na intenção de causar uma “boa imagem”.

Eu não. Eu gosto é da risada. Eu gosto é da surpresa nos olhos do outro. Daquele riso de quem pensa: “Eu não acredito que ela está fazendo isso!”. Eu não gosto do que é comum. Gosto do diferente, do intenso, do surpreendente. Gosto do que marca, do que marca a alma e lá fica tatuado pra sempre.

Gosto de saber que ainda que se passem dez, vinte anos... Ainda assim irão dar risada ao lembrarem de mim. Adoro ter meu nome associado à alegria e, por que não, à loucura. Adoro minha liberdade de ser eu mesma. Sem fingimentos, sem demagogia. Gosto de fazer o que eu quero fazer, quando eu quero fazer. Gosto de respeitar as vontades alheias e ter ao meu lado apenas quem quer, de fato, estar ao meu lado. Tenho gosto pelo inusitado.

E não perco um segundo sequer preocupada com o que irão pensar de mim... Se eu quiser tirar os sapatos no meio da festa, eu tiro. Se eu quiser sentar na calçada e descansar, eu sento. Se eu quiser pedir um ovo frito no restaurante chique, eu peço. Se eu quiser rir alto até sair lágrimas dos olhos (isso sempre acontece), eu sorrio.

E se eu quiser marcar um encontro com uma pessoa que me acende o desejo de uma forma muito especial, que mexeu comigo de um jeito intenso e, nesse encontro, onde contamos as horas, os minutos e os segundos (voltando à adolescência), onde o frio na barriga não nos dá paz, enfim, se eu quiser marcar esse encontro num barzinho, levantar ao vê-lo entrar e então sorrir com uma folha de coentro presa aos dentes, deixando-o completamente sem saber o que fazer... Se eu quiser fazer isso, eu faço... Por que a expressão da surpresa nos olhos dele não tem preço.

É. Eu fiz isso. Ele não sabia o que fazer, muito menos o que dizer. Não sabia se me avisava, não sabia se passava direto e fazia de conta que não me conhecia. As pessoas das mesas ao lado sorriam. E ele pensou: “Viajei 500 quilômetros para encontrar essa mulher com os dentes nessa situação?”... Tudo bem, foi um risco que eu corri, mas eu não podia deixar que nosso encontro fosse apenas mais um encontro na vida dele, na minha vida. Tinha que ter minha marca. Tinha que ser diferenciado.

Depois eu tirei a folha do dente e daí por diante foi tudo maravilhoso (com direito a mais algumas loucuras, claro!).


PS: Eu nunca disse para ninguém que sou normal! J

terça-feira, 14 de maio de 2013

Vou Ou Não Vou?



O amor não oferece garantias. Nunca ofereceu. A gente arrisca no escuro, aposta no incerto sem saber onde vai dar. Vai curtindo os dias, as sensações, os acontecimentos e não sabe onde isso vai parar. Aí a gente pensa: O máximo que pode acontecer é não dar certo, mas já não deu certo tantas outras vezes e nem por isso eu morri. Aliás, até deu certo durante o tempo que tinha de dar. Mas, acabou.

Eu não sei o que quero. Sei o que não quero. Não quero sofrer decepções de novo, mas não quero viver sempre julgando as pessoas por atos de outras. Não quero ter sonhos frustrados, mas não quero deixar de sonhar por esse motivo. Não quero me desapontar, quero voltar a confiar. Não posso ficar esperando sempre o pior das pessoas, não posso me antecipar aos fatos, não posso pôr o carro na frente dos bois. Não posso ceder a loucura de achar que as pessoas tem de ser do jeito que eu espero que elas sejam. Eu preciso aceitar as pessoas como elas são. Não devo ser tão estressada, desconfiada, preocupada. Eu preciso me permitir.

Diante de tanta insistência, mesmo havendo tanta recusa da minha parte, resolvi tentar. Vou me jogar, estou de pára-quedas e não corro quase que perigo algum. Então, se não vai magoar ninguém, que mal tem? Nunca fui omissa, não serei agora. Peco por excesso, mas não por falta. Vamos ver no que vai dar. Estou aí, resolvi pagar pra ver.

Eu decidi que não vou me entregar a inércia, transitando entre dois mundos: o medo e a incerteza. Não vou ficar à margem da vida, vou entrar na dança e vou dançar. Vou mostrar a que vim e que não vim a passeio. Posso estar perdendo a oportunidade de estar vivendo um história bacana por puro medo. Se der errado e eu quebrar a cara minha amiga e parceira ainda tem super bonder e prometeu me ajudar, se for uma M pelo menos, fica a experiência. O que eu tenho a perder?


Enquanto isso, vou escrevendo...


Como bem disse Caio F de Abreu "É fácil morrer. A toda hora, em todos os lugares, a morte está se oferecendo. Mais difícil é continuar vivendo. Eu continuo. Não sei se gosto, mas tenho uma curiosidade imensa pelo que vai me acontecer, pelas pessoas que vou conhecer, por tudo que vou dizer e fazer e ainda não sei o que será."

Verônica

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Livrai-me Da Falta de Palavras. Amém!




Senhor, eu só queria me livrar da mudez. 

Eu só queria voltar a falar. 

Queria voltar a poder me expressar.

Queria ter vontade de me expressar como antes. Gostaria de emitir uma opinião sobre os mais variados assuntos. Gostaria de voltar a me importar.

Adoraria deixar de ser e estar alheia às coisas que acontecem em minha volta.

Queria achar o pedaço de mim que se perdeu.

Essa vontade de nada, essa abundância de falta esse inundamento de ausência está me incomodando.

Senhor, onde eu reencontro minha paixão pelas palavras? Onde eu a perdi?

Pai, porque eu simplesmente não tenho mais vontade de nada? Porque esse desânimo avassalador me persegue? Como faço pra me livrar da inércia? Esse estado de stand by me deixa triste.

Escrever sempre foi meu hobby, até outro dia eu não sabia, mas quando descobri a minha paixão me senti realizada. Agora, eu simplesmente não tenho vontade.

Ter uma opinião, ajudar as pessoas, dizer o que eu penso nunca foi problema pra mim. Agora, eu apenas não tenho vontade.

Eu não consigo me achar. Não consigo me identificar.Não reconheço a minha identidade.

Estar em falta com blog, significa estar em falta comigo. Se não cumpro com o meu "dever" que é mais que um prazer, é sinal que estou fora de órbita. Estou perdida. Muda. Negligente. Indigente.

Quero minha identidade de volta. Quero minha doce rotina de volta. Quero voltar a sentir prazer nas coisas que fazia. Quero voltar a fazer as coisas que me dão prazer.

Me ajuda, Senhor!

Verônica