quinta-feira, 4 de julho de 2013

Como Uma Luva!



"Parece uma rosa
De longe é formosa
É toda recalcada
A alegria alheia incomoda...


De longe não é feia
Tem voz de uma sereia
Cuidado não a toque
Ela é má pode
Até te dar um choque..."

Quando Jerry Leiber e Mike Stoller compuseram a canção "Erva Venenosa" lá na década de 80 para os Golden Boys gravar e posteriormente Rita Lee apresentar uma nova versão, eles nem imaginavam que aqui no ano de 2013 no sertão pernambucano essa letra cairia como uma luva para uma pessoa do meu ciclo e 'amizades'.

Eu via as pessoas postando coisas no facebook do tipo: "sua inveja é meu combustível..." "Enquanto você me inveja, eu trabalho." Etc... Eu sempre achei isso tão infantil, tão adolescente. Não imaginava que pudesse acontecer. Só que acontece. Aconteceu comigo. Eu tive o desprazer de conhecer uma pessoa que se passou por amiga durante um tempo. Aí um belo dia, no meio de uma discussão e na hora da raiva ela deixou cair a máscara. Mostrou a verdadeira face e eu pude perceber o quão invejosa e ressentida ela é. 

Uma pessoa do tipo que se acha mais bonita, mais inteligente mais bem-sucedida que as outras. Não aceita que seu carro seja mais bonito, que você tenha recebido uma joia mais cara de presente e em hipótese alguma permite que alguém se sobressaia a ela. Pessoas assim são dignas de pena.

Eu fico  olhando e pensando será que essa pessoa não se enxerga? Será que ela não sabe, nem imagina, que quando a gente morre a gente vai para o mesmo lugar.Será que uma pessoa assim, que vive numa carência sem fim, numa necessidade de aceitação enorme certamente tem paz?

Foi desagradável saber que existem pessoas assim, mais desagradável ainda saber que essa pessoa estava tão perto de mim, e eu não soube identificar. Enfim, é vivendo e aprendendo. E o que eu quero agora é distância.

Erva Venenosa fuja!

Verônica


terça-feira, 2 de julho de 2013

Do Amor Que Quero Ter...



Eu falo sobre o amor, eu escrevo sobre o amor. Eu observo as pessoas que amam. As que estão apaixonadas e as que estão doidinhas para se apaixonarem. Eu observo também as que afirmam e reafirmam que não querem amar. Acho até engraçado, elas pensam que convencem alguém com esse discurso. Eu jogo nesse time, sou daquelas que alimentam o discurso de “eu não to nem aí” eu visto a máscara de “pouco importo”, mas quem me conhece sabe que eu me importo sim, e esse foi o mecanismo de defesa que aderi depois dos revezes da vida, depois das decepções que sofri por amar errado.

Eu tenho uma ideia fixa do que espero do amor, eu tenho um “esqueleto” do amor que eu acho que seria o mais próximo do, que na minha concepção, seria o amor ideal. Não abro mão disso, não me contento com qualquer coisa e se não for do jeito que eu vislumbro eu não quero. Não aceito menos do sei que posso ter.

Há quem se mantenha preso a estereótipos, esperando que o amor da sua vida seja assim ou assado, que tenha um corpo assim, um olho de tal cor. Há quem queira amar à qualquer custo e para isso, se submete a coisas inimagináveis. Não importa se o cara é um sacana e não tem um pingo de respeito, o que importa é ter alguém. Não importa se no sábado a noite você está em casa só, o que importa é que o status do facebook foi alterado para: “em um relacionamento sério com fulano”  e aquela vizinha invejosa e recalcada pensa que sua vida é um mar-de-rosas. Pra mim, amar é não necessitar. Amar não é ter alguém só pra mostrar pra família que não está encalhada, só pra mostrar pra sociedade que tem alguém. Amar é partilhar, somar.

Pra mim, amor é compromisso. Não compromisso com o outro e com toda a carga que isso traz. O compromisso do amor é amar, respeitar, acompanhar. O amor ideal, pra mim, é o amor-companheiro, é o amor-amigo. Você dormir e acordar ao lado de uma pessoa que você tenha ABSOLUTA certeza de que poderá contar com ela, seja qual for a situação. Amar verdadeiramente, na minha opinião, é olhar para a pessoa e saber que moveria céus e terra para ajudá-la. É ter a convicção plena de que permaneceria ao lado dela independentemente da situação e não importando o problema que ela esteja enfrentando.

Recentemente, a mídia divulgou uma cirurgia que a atriz Angelina Jolie fez, para extrair a mama por ter 80% de chances de desenvolver o câncer. Logo depois a atriz dividiu a experiência com as pessoas, para que de alguma forma, dividindo o que viveu, contribuísse com a melhoria na vida das pessoas, pelo menos, passando a mensagem de que “não importa o tamanho do seu problema, ele tem solução e você terá que enfrentá-lo com coragem e determinação.”

Mais recentemente ainda, foi a vez do marido dela, Brad Pitt, declarar à mídia o tamanho do seu amor e de como ele ajudou a esposa nessa luta, e como ele enfrentou o problema junto com ela e mais ainda: como ele a ajudou a dar a volta por cima. Ele escreveu um texto lindo intitulado “Segredos de Amor” que vem logo a seguir, e eu sugiro que leiam. Vendo esse texto, eu fiquei profundamente tocada e pude concluir que eu não estou louca, eu não desejo um amor utópico e inalcançável, o amor-companheiro existe sim e é ele que eu quero pra mim. Esse episódio só serviu para reafirmar a minha certeza: Eu quero um amor-companheiro, ele existe e é possível.


Verônica



"Um Segredo de Amor

Minha esposa ficou doente. Constantemente ela estava nervosa por causa de problemas no trabalho, na vida pessoal, seus erros e problemas com os filhos. Ela perdeu 13 quilos e pesava cerca de 40 quilos aos 35 anos.

Ela ficou muito magra e estava constantemente chorando. Não era uma mulher feliz. Ela sofria de contínuas dores de cabeça, dor no coração e tensão muscular nas costas. Ela não dormia bem, conseguia pegar no sono apenas na parte da manhã e ficava cansada rapidamente durante o dia.

Nosso relacionamento estava a ponto de acabar. A beleza dela estava deixando-a. Ela tinha bolsas sob os olhos, cabelos desgrenhados. Ela parou de cuidar de si mesma. Se recusou a fazer filmes e rejeitou cada papel. Perdi a esperança e pensei que iríamos nos divorciar em breve... 

Foi então que eu decidi agir. Afinal, eu tenho a mulher mais bonita do planeta. Ela é a mulher ideal para mais da metade dos homens e mulheres da Terra, e eu o único que tinha permissão para dormir ao seu lado e abraçá-la. Comecei a mimá-la com flores, beijos e muitos elogios. Surpreendia-a e tentava agradá-la em todos os momentos.

Enchi-a de presentes e comecei a viver apenas para ela. Só falava em público a seu respeito e relacionava todos os assuntos a ela, de alguma forma. Elogiei-a a sós e em frente a todos os nossos amigos.

Vocês podem não acreditar, mas ela começou a renascer, a florescer… Tornou-se ainda melhor do que era antes. Ganhou peso, parou de ficar nervosa e me ama ainda mais do que antes. Eu nem sabia que ela podia amar tão intensamente.

E então eu percebi uma coisa: 'A mulher é o reflexo de seu homem'
Brad Pitt".


sexta-feira, 7 de junho de 2013

Da Liberdade Do Ser


(by Cinthya)
 
Você conseguiria equilibrar a sutileza e a intensidade das coisas, dos momentos, das emoções? Você conseguiria ao mesmo tempo em que enxerga a simplicidade de algo e a magia dessa simplicidade, jogar-se inteiramente nesse momento e viver da forma mais completa todas as sensações que essa simplicidade pode lhe oferecer?
Você consegue lidar com a espontaneidade das pessoas que se jogam na vida e vivem sem os pesos da cobrança (hipócrita) que a sociedade impõe? Pessoas que simplesmente não optaram por regras fúteis e sem embasamento, pessoas que não se pincelaram com o verniz do conveniente e fazem a diferença onde estiverem.
Você sabe lidar com o diferente? O inusitado? Com o inesperado? Você sabe sorrir se alguém simplesmente lhe surpreendeu com um gesto nada comum e que, para a maioria das pessoas soaria como um “mico”? Aliás, você se permite “pagar micos” na vida sem se importar em parecer ridículo aos olhos dos outros?
Você tem essa liberdade em você? Liberdade de ser você na sua essência? De entender que viver em sociedade não significa, obrigatoriamente, viver sob os desígnios hipócritas que a grande maioria desenha e cobra? Você se permite? Você se permite saborear o viver de uma forma simples e intensa?
Arrisque-se a viver isso por um dia apenas e perceberá como é, de fato, um tesouro essa sensação de liberdade. Onde você não atrapalha ninguém, não transgride nenhuma regra fundamental do convívio social e sente na pele a sensação der ser você mesmo, quebrando a polidez que a maioria espera de você.
E para tudo que for viver, viva intensamente. Doe-se. Sinta. Permita-se. Adentre. Saboreie. Curta. Seja. Jogue-se.

quinta-feira, 6 de junho de 2013




Ah, Aquele Olhar...

Aquele olhar que me invade, me inquieta, me faz sorrir.

Aquele olhar que revela tantas verdades não ditas, tantas vontades contidas, tantas sanha implícita.

Aquele olhar que traz tanta tristeza, mágoa e dor pelas humilhações sofridas, é o mesmo que traz o orgulho e a alegria da superação e da volta por cima.

Aquele olhar satisfeito, inquieto e sonhador que mexe comigo.

Eu me perco e me acho naquele olhar, me imagino, me completo e me encaixo.

Aquele olhar que busca o meu, que procura respostas, não sai da minha cabeça quando estamos longe.

Ah, aquele olhar, profundo, misterioso e incerto me diz tanta coisa.

Ah, aquele frio na barriga que me dá quando o meu olhar se cruza com aquele olhar.

Ah, aquela saudade que me dá quando eu fico dias sem olhar aquele olhar.

Ah, aquele olho no fundo do olho que me tira o chão.

Ah, aquele olhar que me tira o sono e me faz sorrir e suspirar.

Ah, aquele olhar que sorri pra mim sem mexer sequer um músculo do rosto.

Aquele olhar que me desafia.

Aquele olhar de menino carente que ao se misturar ao de um jovem sonhador e mesclar com o de um homem forte me trazem a certeza do que eu quero.

Aquele olhar que eu quero olhar todas as manhãs ao acordar é o mesmo olhar que diz querer estar comigo e se 
ver no meu olhar.

Eu adoro olhar no seu olhar e me achar. Adoro pensar e me emocionar. Adoro dormir e sonhar.

Seu olhar me diz muito, sua sinceridade e transparência me aproximam de você. Sua fragilidade aparente desperta em mim um sentimento protetor que eu não sei explicar.

O desejo que se confunde com carinho, a paixão inquietante que encontra equilíbrio na mansidão do amor fraternal fazem com que o meu olhar, busque desesperadamente as declarações eu só encontro no seu olhar.


“Eu não sei parar de te olhar, não vou parar de olhar, eu não me canso de olhar... Não vou parar de te olhar.”

Verônica

terça-feira, 4 de junho de 2013

Homens x Meninos

Imagem ilustrativa retirada da internet



O que difere os homens dos meninos? Bem... Vejamos:

Homens conquistam. Meninos pegam.

Meninos se alojam. Homens constroem lares.

Homens dão amor, carinho, atenção e cuidados. Meninos dão “lapada, lapada, lapada, lapada”.

Meninos saem à caça. Homens deixam as coisas acontecerem naturalmente.

Homens falam a verdade, por mais complicada que seja a situação. Com isso, além de ganhar a admiração e o respeito da mulher, ainda se eximem de cobranças e pressões posteriores. Eles te dão o direito de escolher se quer ou não se envolver. Meninos mentem, mentem, mentem, se enrolam nas mentiras e continuam mentindo.

Meninos buscam a auto-satisfação na cama, não se importam muito com a parceira. Homens primam o prazer da mulher e com isso alcançam o prazer.

Homens admitem o erro e pedem desculpas. Meninos invertem o jogo e fazem com que você se sinta culpada.

Meninos cruzam os braços e "se fazem de desentendidos". Homens arregaçam as mangas e vão à luta.

Homens são solucionadores de problemas. Meninos são criadores de problemas.

Meninos te dão bombons e desculpas esfarrapadas. Homens te dão segurança.

Homens chegam junto nos problemas e, pelo menos, tentam solucioná-lo. Meninos não ligam muito, afinal, você é suficientemente capaz de resolvê-los sozinha.

Meninos dizem: "Ela é feia, tá gorda e nem bunda tem". Homens dizem: "Nem reparei, não consegui parar de olhar nos olhos dela."

Homens te apresentam aos amigos. Meninos te ignoram quando estão com amigos.

Meninos pedem o telefone e prometem ligar no dia seguinte, mesmo sabendo que não vão ligar. Só fazem isso pra “ficar bem na fita”. Homens agem com naturalidade e não fazem promessas que não poderão cumprir. Se tiver que ligar, liga. Se não se interessou muito não promete nada. Afinal de contas, ambos são maduros e sabem distinguir uma transa de um envolvimento.

Homens são altruístas e cuidadosos. Meninos são egocêntricos e individualistas.

Meninos brigam e ficam irritados ao perceberem que aquele cara está olhando demais para você. Homens te abraçam e mostram a ele que você está muito bem acompanhada e satisfeita.

Homens são responsáveis. Meninos? Bem... Meninos vocês sabem... Não se responsabilizam com nada e sempre acham alguém para pôr a culpa.

Nada impede que você quebre a cara e se decepcione com um homem, mas a probabilidade de isso acontecer ao se envolver com um menino é muito maior. Conheço meninos de quarenta e poucos anos, assim como conheço homens de vinte e poucos. Idade não determina o grau de amadurecimento, atitudes sim.

Prefira homens. Fuja de meninos.


Verônica

domingo, 2 de junho de 2013

De Encontro Marcado Com O Inusitado!


(by Cinthya)

Sempre preguei a máxima de que eu nasci para ser feliz e assim venho seguindo nessa estrada chamada vida, tentando deixar uma imagem positiva por onde quer que eu ande, em quem quer que me acompanhe. Assumi como missão provar por “A + B” que podemos sim construir uma felicidade dentro daquilo que temos em nós. Que não precisamos de nada mirabolante para que os momentos felizes surjam. Não precisamos de nada disso.

Muita gente me julga “louca” por que gosto de dar leveza às coisas que acontecem. Gosto de dar um colorido às cenas cinzas que tantas vezes me rodeiam. Gosto do sorriso largo. Gosto de me jogar e gargalhar até doer a barriga. Gosto de surpreender as pessoas com uma espontaneidade que eu, involuntariamente, trago em mim. Uma espontaneidade que, sei, algumas vezes assusta, pois as pessoas estão acostumadas aos clichês, etiquetas, bom comportamento e até fingimentos feitos na intenção de causar uma “boa imagem”.

Eu não. Eu gosto é da risada. Eu gosto é da surpresa nos olhos do outro. Daquele riso de quem pensa: “Eu não acredito que ela está fazendo isso!”. Eu não gosto do que é comum. Gosto do diferente, do intenso, do surpreendente. Gosto do que marca, do que marca a alma e lá fica tatuado pra sempre.

Gosto de saber que ainda que se passem dez, vinte anos... Ainda assim irão dar risada ao lembrarem de mim. Adoro ter meu nome associado à alegria e, por que não, à loucura. Adoro minha liberdade de ser eu mesma. Sem fingimentos, sem demagogia. Gosto de fazer o que eu quero fazer, quando eu quero fazer. Gosto de respeitar as vontades alheias e ter ao meu lado apenas quem quer, de fato, estar ao meu lado. Tenho gosto pelo inusitado.

E não perco um segundo sequer preocupada com o que irão pensar de mim... Se eu quiser tirar os sapatos no meio da festa, eu tiro. Se eu quiser sentar na calçada e descansar, eu sento. Se eu quiser pedir um ovo frito no restaurante chique, eu peço. Se eu quiser rir alto até sair lágrimas dos olhos (isso sempre acontece), eu sorrio.

E se eu quiser marcar um encontro com uma pessoa que me acende o desejo de uma forma muito especial, que mexeu comigo de um jeito intenso e, nesse encontro, onde contamos as horas, os minutos e os segundos (voltando à adolescência), onde o frio na barriga não nos dá paz, enfim, se eu quiser marcar esse encontro num barzinho, levantar ao vê-lo entrar e então sorrir com uma folha de coentro presa aos dentes, deixando-o completamente sem saber o que fazer... Se eu quiser fazer isso, eu faço... Por que a expressão da surpresa nos olhos dele não tem preço.

É. Eu fiz isso. Ele não sabia o que fazer, muito menos o que dizer. Não sabia se me avisava, não sabia se passava direto e fazia de conta que não me conhecia. As pessoas das mesas ao lado sorriam. E ele pensou: “Viajei 500 quilômetros para encontrar essa mulher com os dentes nessa situação?”... Tudo bem, foi um risco que eu corri, mas eu não podia deixar que nosso encontro fosse apenas mais um encontro na vida dele, na minha vida. Tinha que ter minha marca. Tinha que ser diferenciado.

Depois eu tirei a folha do dente e daí por diante foi tudo maravilhoso (com direito a mais algumas loucuras, claro!).


PS: Eu nunca disse para ninguém que sou normal! J

terça-feira, 14 de maio de 2013

Vou Ou Não Vou?



O amor não oferece garantias. Nunca ofereceu. A gente arrisca no escuro, aposta no incerto sem saber onde vai dar. Vai curtindo os dias, as sensações, os acontecimentos e não sabe onde isso vai parar. Aí a gente pensa: O máximo que pode acontecer é não dar certo, mas já não deu certo tantas outras vezes e nem por isso eu morri. Aliás, até deu certo durante o tempo que tinha de dar. Mas, acabou.

Eu não sei o que quero. Sei o que não quero. Não quero sofrer decepções de novo, mas não quero viver sempre julgando as pessoas por atos de outras. Não quero ter sonhos frustrados, mas não quero deixar de sonhar por esse motivo. Não quero me desapontar, quero voltar a confiar. Não posso ficar esperando sempre o pior das pessoas, não posso me antecipar aos fatos, não posso pôr o carro na frente dos bois. Não posso ceder a loucura de achar que as pessoas tem de ser do jeito que eu espero que elas sejam. Eu preciso aceitar as pessoas como elas são. Não devo ser tão estressada, desconfiada, preocupada. Eu preciso me permitir.

Diante de tanta insistência, mesmo havendo tanta recusa da minha parte, resolvi tentar. Vou me jogar, estou de pára-quedas e não corro quase que perigo algum. Então, se não vai magoar ninguém, que mal tem? Nunca fui omissa, não serei agora. Peco por excesso, mas não por falta. Vamos ver no que vai dar. Estou aí, resolvi pagar pra ver.

Eu decidi que não vou me entregar a inércia, transitando entre dois mundos: o medo e a incerteza. Não vou ficar à margem da vida, vou entrar na dança e vou dançar. Vou mostrar a que vim e que não vim a passeio. Posso estar perdendo a oportunidade de estar vivendo um história bacana por puro medo. Se der errado e eu quebrar a cara minha amiga e parceira ainda tem super bonder e prometeu me ajudar, se for uma M pelo menos, fica a experiência. O que eu tenho a perder?


Enquanto isso, vou escrevendo...


Como bem disse Caio F de Abreu "É fácil morrer. A toda hora, em todos os lugares, a morte está se oferecendo. Mais difícil é continuar vivendo. Eu continuo. Não sei se gosto, mas tenho uma curiosidade imensa pelo que vai me acontecer, pelas pessoas que vou conhecer, por tudo que vou dizer e fazer e ainda não sei o que será."

Verônica

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Livrai-me Da Falta de Palavras. Amém!




Senhor, eu só queria me livrar da mudez. 

Eu só queria voltar a falar. 

Queria voltar a poder me expressar.

Queria ter vontade de me expressar como antes. Gostaria de emitir uma opinião sobre os mais variados assuntos. Gostaria de voltar a me importar.

Adoraria deixar de ser e estar alheia às coisas que acontecem em minha volta.

Queria achar o pedaço de mim que se perdeu.

Essa vontade de nada, essa abundância de falta esse inundamento de ausência está me incomodando.

Senhor, onde eu reencontro minha paixão pelas palavras? Onde eu a perdi?

Pai, porque eu simplesmente não tenho mais vontade de nada? Porque esse desânimo avassalador me persegue? Como faço pra me livrar da inércia? Esse estado de stand by me deixa triste.

Escrever sempre foi meu hobby, até outro dia eu não sabia, mas quando descobri a minha paixão me senti realizada. Agora, eu simplesmente não tenho vontade.

Ter uma opinião, ajudar as pessoas, dizer o que eu penso nunca foi problema pra mim. Agora, eu apenas não tenho vontade.

Eu não consigo me achar. Não consigo me identificar.Não reconheço a minha identidade.

Estar em falta com blog, significa estar em falta comigo. Se não cumpro com o meu "dever" que é mais que um prazer, é sinal que estou fora de órbita. Estou perdida. Muda. Negligente. Indigente.

Quero minha identidade de volta. Quero minha doce rotina de volta. Quero voltar a sentir prazer nas coisas que fazia. Quero voltar a fazer as coisas que me dão prazer.

Me ajuda, Senhor!

Verônica

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Ele é Ácido!


(by Cinthya)


Ele reclama de tudo. Tem uma língua afiada quando o assunto é criticar a felicidade alheia. Aliás, felicidade é uma palavra inadmissível em seu vocabulário, pois, segundo ele, é impossível alguém ser feliz num mundo todo torto e errado como esse que nós vivemos. Para ele as pessoas devem ser amargas e tristes e só.

Ele não acredita que pessoas possam viver no bem, fazer e cultivar o bem. Ele não aceita que pessoas possam sorrir e sentir-se bem com as coisas pequenas do cotidiano. Ele não acredita em relacionamentos, ele não acredita em alegrias, ele não acredita em nada que seja bom, já que esse mundo, segundo seu diagnóstico, está podre.

Ele não sabe sorrir de forma descontraída. Ele não sabe se doar apenas por se doar. Fazer o bem sem pensar em nada em troca. Ele é pesado, tem uma áurea pesada e não inspira confiança. Ele fala pelas entrelinhas e deixa seu sarcasmo impregnado nelas Ele duvida da sabedoria e da alegria dos outros. Ele é azedo, ácido.

Nada presta e ninguém sabe tanto quanto ele. Ele é o mais culto, o maior sábio, o “Bam-Bam-Bam” que manda bem em todos os campos. Qualquer outro perto dele é nada. Afinal é ele que detém o saber e é sábio afirmar que a felicidade não passa de um estado que apenas os alienados conseguem adentrar.

Enfim, para ele o mundo sofre com uma grande úlcera. Uma úlcera em estado avançado, gigantesca, latejante... E ele, com sua acidez, não entende que só piora a situação.

Para curar uma úlcera precisamos de bálsamos, algo que alivie, que suavize, que sare... A acidez é totalmente desnecessária. Só ele não entende. E se tranca no seu mundo cheio de teias, escuro e ali permanece alimentando a tal úlcera que ele diagnosticou para o mundo.

Ele ingere cicuta e espera a cura. 

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Quando O Coração Chora


(by Cinthya)


Durante e minha gestação, era normal eu ter crises e mais crises de choro. Um choro que não sei bem de onde vinha, mas vinha. E vinha com força total. Eu chorava copiosamente, desesperadamente, sentidamente, profundamente. Muitas dessas crises (ou quase todas) aconteciam no meu trabalho, durante o expediente, e uma amiga que trabalhava comigo era sempre quem vinha me socorrer. Ela não sabia o que falar e chorava junto comigo. Ficávamos as duas ali a chorar. Era o jeito que ela tinha de dizer que estava ao meu lado, acontecesse o que acontecesse.

Também foi ela que me consolou quando uma médica (por telefone) ao saber o resultado de um exame meu disse-me que eu provavelmente perderia o meu filho. Eu quase não conseguia levantar da cadeira, mas a minha amiga me ajudou e foi comigo a pé, durante o trajeto que fazíamos todos os dias até o ponto de ônibus, tentando me acalmar, tentando conter meu choro, tentando cassar o diploma da tal médica, enfim.

Essa minha amiga foi quem saciou um desejo que eu tive, enquanto grávida, de comer pizza de calabresa. Ela comprou a pizza e preparou uma linda mesa na casa dela para me receber. Eu sabia que ela estava super apertada financeiramente e que tirara aquele dinheiro com o qual comprara a pizza de alguma conta que precisava pagar. Mas ela fez isso pra me ver feliz.

Quando ela casou eu não pude ir, pois meu filho tinha poucos meses de vida e a cerimônia aconteceu em outra cidade. Fiquei imensamente feliz com a realização desse sonho que ela tinha, que era o de casar. Estávamos as duas com nossos sonhos, radiantemente, realizados.

O tempo passou e ela, sempre louca por crianças, enfim engravidou. E eu chorei de alegria quando recebi a notícia. E espalhei pelos quatro cantos a novidade! Todos os amigos ficaram felizes com a boa nova! Todos ligando para parabenizá-la.

Nos últimos exames foi detectado um problema no coração do bebê. Acreditamos que tudo ia se resolver, que tudo não passava de um susto. Que ele seria submetido a cirurgia e ficaria bem. E cresceria e daria aos pais a satisfação de ter um filho, de acompanhar um filho.

Muitas vezes de nada adianta os nossos planos, a nossa vontade. Algumas vezes a vida toma o rumo que quer tomar, sem se preocupar com o que queremos que aconteça. E minha amiga viu o seu filho partir, ali, na sua frente, depois de lutar pela vida com uma garra que poucos adultos têm. Ela sequer pôde segurá-lo nos braços, sequer pôde levá-lo ao seio. Só pôde vê-lo ali, na UTI, lutando para ficar.

E como é doído ver uma pessoa amada sofrer como ela está sofrendo. E como dilacerou meu coração preparar a mesa para que pudéssemos colocar o caixão com o corpinho dele. E como arrasou comigo ver a minha amiga e o marido, sentados ao lado do pequeno corpo, contornando cada traço delicado do rostinho dele. 

Eu não pude fazer nada. Nada que eu fizesse aliviaria a dor que ela sentia, que ela sente. Mas eu segurei-lhe a mão. Eu não pude arrancar a dor do coração dela. Não tive como reescrever esse capítulo da história. Não consegui dar um outro rumo às coisas. Nada disso eu consegui fazer. E fiquei ali a chorar a dor que a consumia. Agarrada em sua mão, ao seu lado.

O que eu posso fazer é estar com ela, aconteça o que acontecer.

Nós demos muitas gargalhadas juntas e hoje choramos juntas muitas lágrimas. E vêm e vão-se as lágrimas e as gargalhadas, mas o amor está sempre firme entre a gente. O luto dela é meu luto. A dor dela é minha dor.

Amizade é isso. Amor é isso.

PS: Nem sei se esse texto terá algum sentido pra quem o ler... Mas eu não conseguiria escrever sobre outra coisa... Porque eu não consigo sentir outra coisa.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

E Se...



(by Cinthya)

E se você parasse um pouco e refletisse sobre essa amargura que cobre seus dias de um peso,muitas vezes, desnecessário...
E se você se permitisse sorrir mais, brigar menos, respirar de forma correta, sentindo a vida, de fato, invadir seu ser...
E se você abrisse a porta do seu quarto e deixasse o sol entrar, permitisse sair todo mofo e cheiro de coisa velha que vive trancada dentro desse seu mundo cinza...
E se você, de repente, se olhasse no espelho e experimentasse mudar algo, melhorar algo, inovar algo em você...
E se você optasse por despir-se dessa armadura pesada que reveste sua vida e empurra-lhe sempre para um caminho onde o “não” é soberano absoluto...
E se você concordasse, vez ou outra, com as pessoas que sorriem por sorrir, que se divertem por se divertir, que amam por amar e, concordando com isso, você não sentisse culpa alguma...
E se você baixasse a guarda por um instante apenas e enxergasse no mundo coisas além das obscuras que você releva com tanto afinco...
E se você experimentasse o novo, largasse o velho dentro de uma gaveta trancada e se jogasse nas oportunidades fresquinhas que surgem a cada instante...
E se você procurasse entender que as coisas andam, avançam e isso não significa que estão erradas, apenas, mudaram. Acompanhe-as...
E se você, enfim, assumisse a coragem de abrir a boca e o coração e dizer: “Eu sou feliz!”...
E se você tivesse essa coragem? A coragem de ser diferente, de criar sua própria filosofia e pregá-la com o seu próprio exemplo... E fazer dela a sua "arma" na "guerra" por dias melhores, por pessoas melhores...
Tenta... Dizer "Não" a tudo, muitas vezes é mais fácil do que sorrir e assumir a sua capacidade de ser feliz mesmo diante de tanta adversidade.
E isso não é ser alienado, isso é ser corajoso!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

A Certeza Que Eu Não Tenho


(by Cinthya)


Sobre muitas coisas eu nada sei e isso, por muitas vezes, me traz uma angústia e uma sensação de pequenez que incomoda de verdade. Sobre muitos assuntos eu não tenho em mim uma certeza, algo concreto, definido, definitivo. Sobre muitas coisas eu ainda vagueio madrugada adentro a procura de uma resposta correta, de um posicionamento certo, exato, infalível. Mas não consigo.

As coisas não trazem consigo uma concretude, uma bula informando exatamente como devem ser usadas, sentidas, absorvidas, vividas. Uma mesma situação proporciona reações diferentes em indivíduos diferentes. As pessoas não pensam da mesma forma, não agem da mesma forma e isso está longe de significar que uma ou outra esteja errada.

Eu não conheço a verdade e isso me traz, de certa forma, uma sensação de impotência, de medo, de frustração. Eu tenho em mim os valores que eu herdei, que eu construí, que eu adquiri no decorrer da vida, mas não tenho a certeza de que eles são os melhores, os mais corretos, os mais indicados. Eu não sei.

E então, como sobreviver nessa Selva de Pedra? Como não tenho a cartilha da verdade absoluta (e nem sei se existe essa tal verdade), tento apenas praticar o que defendo. Viver do que prego. Ser eu mesma o exemplo das idéias que trago no meu coração. Isso ajuda a não fazer o mal às pessoas, a trilhar um caminho limpo, a respeitar o espaço de cada um, a cultivar apenas aquilo que eu espero colher.

Eu não conheço a verdade, mas tenho em mim uma vontade imensa de fazer a coisa certa, embora eu não saiba exatamente o que é O Certo. Essa incerteza me acompanha e me força a criar uma fórmula que é minha, e por ser minha apenas, me deixa muitas vezes numa posição de incompreensão diante dos demais. Talvez essa angustia não seja minha somente, talvez todos a sintam. Talvez, infelizmente, poucos se importem com ela. Seria mais fácil se houvesse uma bula, uma cartilha ou manual.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

A Tolerância e Os Intolerantes

Sobre a celeuma que tomou as redes sociais e as declarações polêmicas que estouraram na mídia nos últimos dias, eu ou me pronunciar. Vou expressar minha opinião, estou amadurecendo e digerindo as duas vertentes da questão central. É só minha opinião, mas sinto a necessidade de falar.

Ainda não é a minha, mas abaixo segue uma ideia que achei bacana. Uma dissertação coerente sobre um tema muito complexo.

Vejam e digam o que acham.


"Eu não bebo, não suporto bebida e não permito que ninguém traga bebida pra minha casa. É uma posição e um direito meu, mas não me impede de me relacionar com amigos que bebem, aliás, a maioria.

Também não fumo e as vezes dou bronca mesmo nos meus amigos que fumam, por quê acho errado e por quê em 2013, fumar... sinceramente viu. Mas não vou deixar de falar com alguém ou tratar mal a pessoa por quê fuma.

Não gosto de tatuagens. Qualquer tatuagem de qualquer tamanho em qualquer parte do corpo, pra mim é uma agressão, mas não é por isso que vou deixar de me relacionar com quem tem tatuagens. Aliás, alguns dos meus melhores amigos são tatuados e, tenho de admitir, as tatuagens são lindas. Se saíssem com água e sabão até eu iria querer.

Tô dizendo isso pra explicar o meu ponto de vista sobre TOLERÂNCIA. Tolerar não significa gostar, nem concordar. Significa apenas aceitar por mais que se discorde. Nesse ponto algumas discussões, especialmente sobre a briga entre religiões e movimentos homossexuais, me parecem o samba do crioulo doido.

Na minha forma de entender, se o Papa quer dizer que a igreja é contra a homossexualidade, ele está no direito dele, aliás, está apenas sendo coerente com as bases do catolicismo. Veja bem, não estou dizendo que a igreja está certa, apenas que tem o direito de ter suas posições baseadas em seus fundamentos. Eu cresci em um colégio católico aonde alguns dos alunos eram homossexuais e ainda assim recebiam todo o respeito e atenção dos padres diretores. Eram nossos amigos e conviviam conosco sem discriminação.

Claro que não contra a discriminação, mas quando alguém protesta pelas posições da igreja, sempre penso "opa, pera lá! Agora quem está sendo intolerante são vocês".

Um dos males da sociedade é acharmos que temos que declarar guerra a todos que pensam diferentes de nós. Opiniões diferentes podem coexistir em paz, sem problemas.

E sobre a religião, lembre que Jesus era contra a prostituição e nem por isso segregava as prostitutas. Ao invés, ia até elas para amenizar a discriminação que sofriam da sociedade.

Tolerância gente. Cada qual no seu quadrado."


Alexandro Castro - Via Facebook

terça-feira, 9 de abril de 2013

Tudo que há de melhor nessa vida!



É o que eu desejo pra você, amiga! Tudo de melhor que a vida possa oferecer! Todas as bençãos. Todas as realizações. Todos os sorrisos e com eles as lágrimas (conheço gente que quando ri, chora). Seu astral é ímpar e seu instinto maternal é aguçadíssimo! Te amo, te admiro e a quero sempre por perto!

Você é um ser maravilho, irradia luz e alegria onde passa! Sua energia positiva é contagiante!

Beijos e Feliz aniversário!!!


Verônica

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Recado dos Meninos



Vi esse texto no facebok de um amigo, mas desconheço o autor. É bacana e e gostaria de compartilhar. Meninas, prestem atenção nos recadinhos.


Verônica



"Nós, homens, não nos importamos se você falar com outro cara. Não nos importamos se vocês são amigas de outros caras. Mas quando vocês estão sentadas com a gente e um cara qualquer aparece e você sai correndo e pula em cima dele, sem nem ao menos nos apresentar, é bastante irritante. E não ajuda se você chamar ele pra sentar com a gente e ficar conversando dez minutos com ele sem nem se dar conta do fato de que ainda estamos ali. 


Não nos importamos se um cara te telefona, ou te manda uma mensagem, mas se isso acontece às 2 da manhã, nós nos incomodamos um sim! Nada de tão importante costuma acontecer às 2 da madrugada que não possa esperar até o amanhecer. Além disso, quando te dissermos que você é bonita/linda/estonteante/maravilhosa, nós estamos falando a verdade. Não diga que estamos errados. Uma hora vamos parar de tentar te convencer. A coisa mais sexy numa garota é confiança. Mas ter confiança não significa ser convencida. 



Nos beijem quando não há ninguém olhando. Mas, se vocês nos beijarem quando sabem que alguém está olhando, ficaremos impressionados. Vocês não precisam se arrumar para nós. Pra começar, se formos sair com vocês, vocês não precisam sentir a necessidade de colocar a sua saia mais bonita ou passar todos os tipos de maquiagem que vocês têm. Gostamos de você por quem você é, e não pelo que vocês têm. Sinceramente, eu acho que uma garota fica mais bonita de pijama ou com uma camiseta minha e um shortinho qualquer do que toda embelezada. Não levem tudo o que dissermos a sério. Piadas e brincadeiras são coisas lindas. Tentem enxergar a beleza delas. 

Não se irritem tão facilmente. Não fiquem falando sobre como o Chris Brown, o Brad Pitt ou o Taylor Lautner são lindos. É tedioso, e nós não nos importamos. Você tem amigas pra isso. E meninas, isso é o mais importante: se um cara não está te tratando bem, não espere que ele mude! Ache alguém que te trate com respeito. Alguém que honre seu código moral. Alguém que te faça sorrir mesmo no seu pior momento. Alguém goste de você mesmo quando você erra. Alguém que pare o que está fazendo só pra te olhar nos olhos e sorrir. Dêem uma chance pros caras legais."

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Encerrando Ciclos


Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final…

Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos.

Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu….
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó.

Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor a fazer é deixar que elas realmente possam ir embora…

Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração… e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.

Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor.

Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”.

Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.

Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.
Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.

Esqueça quem você era, e passe a ser quem é.

(Paulo Coelho)

terça-feira, 2 de abril de 2013

O Mentiroso



Ele nasceu em uma família nobre, foi criado em berço de ouro teve uma boa educação, estudou nas melhores escolas, teve todos os brinquedos que uma criança sonhava em ter. Seus pais sempre foram amorosos, carinhosos e unidos. Sempre ensinaram valores morais e éticos a ele, e aos demais irmãos. Os outros até que “deram pra boa coisa” mas ele é considerado um caso perdido. A mentira corre nas veias, está impregnada na personalidade.

Desde pequeno sempre foi assim, no inicio os pais achavam bonitinho aqueles devaneios, ele viajava legal, criava histórias surreais e acreditava piamente nelas. Quem não sabia e não o conhecia, também acreditava. Ele tinha o mundo imaginário dele e se tele transportava pra lá com muita freqüência.

A adolescência chegou e a mania de inventar casos e histórias continuou. Sempre trapaceando, sempre querendo se dar bem de alguma forma. As desculpas sempre foram as mais esfarrapadas possíveis, ele é um mentiroso incorrigível. Ele mente até por coisas bobas, coisas que ele sabe que as pessoas sabem que não é verdade, mas ele tem a necessidade de mentir. Se for pra se safar aí é que ele mente mesmo.

Não chega a ser perigoso, posto que as mentiras que ele conta são nocivas apenas a ele mesmo, mas o danado não inspira confiança alguma. Quem o conhece, sabe a peça que é. Aliás, nem precisa conhecê-lo, basta 5 minutos de prosa e você já consegue traçar o perfil dele. Você saca qual é a dele. A boca diz uma coisa e os olhos dizem outra totalmente diferente. Você não sente sinceridade nas palavras. Você não vê transparência no olhar.

Ele é tão desacreditado que mesmo quando está falando a verdade, raros lapsos de sinceridade, ninguém acredita nele. Eu mesma não acredito. Não acredito nele nem pra me dizer que horas são, nem que dia é hoje. Ele fala cada bobagem que me dá vergonha alheia.
Ontem como foi o dia da mentira ele deve ter se fartado. Deve ter se sentido em casa. Não  que eu deseje algum mal, só não o desejo perto de mim. Pessoas assim não nos fazem bem.

Verônica

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Cultive O Bem, Meu Bem!



(by Cinthya)

Ontem eu li algo sobre “sermos o que pensamos”. De fato, a importância dos pensamentos que alimentamos é imensa e imensa deveria ser também a nossa preocupação com a qualidade do que pensamos. Deveríamos analisar tudo o que ocupa a nossa mente, tudo o que toma de nós tempo e disposição.

Deveríamos ser muito criteriosos com o tipo de energia gerada dos nossos pensamentos, pois dessa energia surge tudo o que nos envolve. É essa energia que vai atrair as pessoas que estiverem na mesma freqüência. É essa energia que vai moldar nossa áurea (se iluminada ou não). É essa energia que vai dar ou não colorido a nossa vida.

Se alimentamos pensamentos negativos, deprimentes, não há dúvida de que nos tornaremos pessoas pesadas, carregadas, negativas. Pessoas das quais as outras pessoas preferem a distância. Pessoas que vêm sempre o lado ruim de tudo, aliás, para essas pessoas não existe um lado que não seja ruim. Elas são fúnebres, maliciosas, maldosas.

No entanto, quando permitimos que os pensamentos bons adentrem a nossa mente, as coisas tomam uma leveza indescritível. As pessoas se chegam para junto e buscam sempre a nossa companhia. A gente sorri e acha graça até onde essa graça, aparentemente, não existia.

Pensar positivo não é viver alienado. Não é negar-se a enxergar o problema. Não. Pensar positivo é uma forma inteligente de viver a vida, se receber as situações (boas ou  ruins) e encará-las da forma mais sábia possível. Saber dar leveza ao fardo é característica de quem vê na vida um motivo de celebração, apesar de todos os pesares. Ser leve é saber extrair da lama a seiva da vida.

Treine a sua mente para que ela aprenda a cultivar apenas os bons pensamentos. Acredite no seu potencial. Pratique o bem, alimente o bem dentro de você. Repita que você pode, que você é capaz. Aprenda a agradecer, cada vez mais e mais. Seja grato por tudo e diga isso. Cultive a paz no seu coração. Cultive o sorriso e a leveza.

Dizem que no homem habita o bem e o mal, numa luta constante, e que cabe ao homem (e somente a ele) determinar qual dos dois ele alimentará, qual dos dois ele permitirá que vença a batalha. 

quarta-feira, 27 de março de 2013

Renove-se!


Então estamos aqui em mais uma páscoa!
Além, muito além do chocolates a páscoa vem nos trazer a necessidade de renovação, de ressurgimento, de renascimento.
Mudar aquilo que não mais nos faz bem. Se desapegar de apegos bobos, fúteis e insignificantes. 
Renovar nossa capacidade de querer, de acreditar, de buscar.
Renovar nossos valores, nossos passos, nosso exemplo.
Hora de pensar, meditar, observar... 
Qual o destino que escolhemos?
Ele condiz com a estrada que estamos trilhando?
Renove seus sonhos... Renove seu coração... Renove sua alma...
Sorriso no rosto e na áurea. É assim que devemos seguir.
Feliz Páscoa!
Renove-se!
São os nossos votos.

PS: Retornaremos renovadas no dia 1° de Abril!

Cinthya e Verônica