Existem coisas na vida que fazem mal, mas são deliciosas, então a gente esquece os contras e se joga. Eu tenho um problema de saúde que faz meu peso aumentar, devido a retenção de líquidos e baixa atividade do metabolismo. Por causa desse descompasso, minha vida deveria ser diferente, eu deveria viver em dieta, mas não vivo, deveria fazer exercícios físicos, mas não faço, deveria tomar remédio, mas não tomo, assim como deveria frequentar a nutricionista e à endocrinologista com uma frequência maior do que uma vez por ano, ou uma vez a cada dois anos. Deveria, deveria, deveria, mas não faço! Sei o que é bom e o que é ruim e opto pelo ruim por ser mais cômodo. Azar o meu, eu que arque com as consequências...
Em vários momentos da vida temos essa opção de escolher pelo "bom" ou pelo "ruim" muitas vezes ignoramos essas duas palavras e optamos pelo mas gostoso, mais prazeroso, mais confortável. Até aí tudo bem, cada ser humano é produto de si mesmo, cada um sabe a dor e delícia de ser o que é e cada um que segure sua onda quando o bicho pegar.
O que não dá é pra ficar se colocando como vítima das circunstâncias, como coitadinho e como alvo. Aí não... Chocolate é uma delícia, mas engorda, tomar uma cervejinha é uma delícia, mas engorda, acordar 5 da manhã faz muito bem à saúde, mas é extremamente complicado e assim vai... Tudo que é bom sempre tem um porém e é nesse porém que se encontra o problema.
Portanto, quem tomar uma decisão que arque com as consequências dessa, quem quiser sentir o prazer de experimentar o fruto proibido que se entenda com o dono do pomar depois.
Nos relacionamentos também é assim, seja com a família, amigos ou companheiro. O controle é nosso, sempre é. A intensidade da decepção é relativamente proporcional ao grau de expectativa depositada. Ou seja: alguém só me magoa ou me decepciona se eu permitir, e a intensidade dessa decepção também terá uma parcela de colaboração minha, parece presunção, mas não é! A matemática é simples. Você é o responsável pelas coisas que lhe afetam e de que maneira lhe afetam.
Eu já tomei minha decisão e seja o que Deus quiser! É melhor pagar pra ver no que vai dar. É melhor tentar e não dá certo, do que nem tentar e carregar consigo a dúvida dilacerante do que poderia, por ventura, ter sido e não foi, não foi porque você não tentou...
Coloquei o pára-quedas nas costas e pulei!
Arrisquem, tentem, errem, caiam, levantem, mas vivam! Como diz o poeta "A vida é muito para ser insgnificante!"
Beijos, pessoas!!
Verônica





