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quarta-feira, 8 de junho de 2011

O Amor Vence Mais Uma


(by Cinthya)

Não é novidade para quem lê o Divã regularmente que eu tenho uma filosofia de vida onde tento, ao máximo, valorizar as coisas simples da vida por acreditar piamente que é nelas que a gente encontra o sentido de existir.

No meu dia a dia eu me emociono com coisa que, para a maioria das pessoas, passam despercebidas. O que para muitos é uma bobagem, para mim tem um valor incrível e incalculável.

Tenho um amigo empresário que está passando por um momento delicado nos negócios, mas que está confiante que sairá dessa (e sairá mesmo), pois para isso buscou a fonte dos problemas e está trabalhando na solução dos mesmos. Pois bem, certa manhã esse amigo me chega para dizer que na noite anterior esteve com o filho e disse:

- Filho, o papai está passando por um momento difícil e está com pouco dinheiro. Papai está “apertado”. Então, o que você puder economizar já ajudará o papai. Não estrague comida, não compre nada que você não esteja precisando, não fique pedindo brinquedos caros, você já tem tantos brinquedos!

O filho (que tem 6 anos de idade) ficou pensativo e disse:

- Tá bom, papai. Eu vou ajudar o senhor.

O meu amigo disse que naquela mesma noite antes de dormir o filho chegou para ele e disse:

- Papai, toma isso aqui. É para te ajudar a pagar as contas.

E deu-lhe uma moeda de cinco centavos. E, na manhã seguinte, na hora do café ele falou novamente:

- Olha, Papai. Encontrei mais esse dinheiro ontem à noite e guardei para te dar.

E deu-lhe mais trinta centavos.

O meu amigo me contou essa história com as moedas nas mãos e lágrimas nos olhos. Como eu sou uma manteiga derretida e admiradora incondicional da pureza das crianças, chorei junto com ele.

- Essas moedas vão para um mural. E um dia, quando meu filho crescer, vou mostrar para ele que não gastei o dinheiro que ele me deu. Não gastei porque esse dinheiro que recebi foi a coisa mais cara da minha vida, o gesto de maior valor. A maior lição. Eu deixei de me torturar pelo tamanho do meu problema porque percebi que existe algo imensamente maior e que é esse algo que me move. Eu vi que, mesmo passando por esse probelma, eu sou um homem feliz, imensamente feliz.

E eu disse:

- Amigo, você está conseguindo passar para seu filho valores sólidos. Essas moedas são prova disso. Parabéns! Você pode até não estar indo legal nos negócios, mas está exercendo com maestria a missão da paternidade.

E viva a vida porque ela “é bonita, é bonita e é bonita”!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A Ordem É Ser Feliz


(by Cinthya)

Outro dia estava eu lendo o blog de um amigo e num relato, uma leitora afirmava que estava preocupada com seu destino amoroso, visto que JÁ tinha trinta e cinco anos e ainda não havia encontrado seu parceiro, alguém pra dividir o cobertor.

Eu fiquei tão intrigada com aquele sentimento dela. Como uma pessoa pode se sentir velha aos trinta e cinco anos? Caramba! Aos trinta e cinco a vida tá rolando solta, sonhos nascendo, sonhos se realizando, decepções, angustias, alegrias, surpresas e tudo mais o que nos faz vivos.

Aos trinta e cinco você pode se apaixonar à primeira vista, pode, de tão nervosa, tropeçar ao passar na frente daquele cara por quem você suspira. Nessa idade você pode sair para comer pipoca na praça ou sorvete em dia de chuva. Pode aproveitar essa chuva e ir à praia, ver como é legal perceber que todos saem de lá e que o mar pode ser só seu.

Aos trinta e cinco você pode decidir ser Mãe, inclusive Mãe Solteira. Você pode mudar de emprego, abandonar a conveniência e apostar na realização de um sonho profissional. Você pode correr riscos, pode virar a noite numa festa ou virar cinco noites num carnaval. Com essa idade você também pode tomar um porre tão forte que te faça pagar micos históricos.

Aos trinta e cinco você pode querer ser outra pessoa, e ser. Pode mudar suas atitudes diante da vida e não se permitir reclamar de uma situação por muito tempo. Você pode aprender a sorrir de si mesmo e sorrir muito, gargalhar. Pode ter a auto estima nas alturas e se sentir linda indiferente do bendito pneu que te acompanha.

Aos trinta e cinco você pode descobrir o poder que você tem sobre você mesmo e sobre sua vida. Pode descobrir como é capaz de mudar o seu dia, de mudar o seu rumo de se empenhar na construção da realização dos seus sonhos. Você pode, nessa idade, descobrir que o tempo que passou não volta, mas que você tem ainda muito, muito tempo para viver e se apressar para não deixar de aproveitar absolutamente nada dessa passagem deliciosa nesse mundo.

Aos trinta e cinco você tem uma vida te esperando para ser vivida e bem vivida, afinal a sua idade não é aquela que consta no seu RG e sim a que consta da sua alma!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Arrumei as Malas e... Fui!

(by Cinthya)

Às vezes a gente se encontra numa determinada situação sem se sentir totalmente feliz e, ao mesmo tempo, sentindo-se completamente acomodada, acostumada. Como se o nosso “eu” tivesse sido moldado para aquilo. Nessa zona de conforto a gente se sente, de certa forma, segura, pois sabe que, muito embora não tenhamos tudo o que almejamos no nosso íntimo, temos algo concreto, palpável e, na pior das hipóteses não ficaremos de mãos abanando.

Mas... E quando aquela vontade de ir além nos incomoda, aponta em nossos corações e começa a tomar forma dentro de nós, crescendo e apertando tudo? Quando, por mais que estejamos numa situação estável, sentimos um desejo imensurável de seguir adiante, de dar mais um passo, de crescer mais um centímetro, de enxergar além?

Quando isso acontece a gente fica apreensiva, se sentindo pequena, olhando para o alto e desejando chegar lá, chegar ao topo, crescer e isso é ótimo. E seria ainda melhor se não existisse o medo de largar o cômodo, o “pouco garantido” em busca do “muito incerto”. É como pular de um precipício? É como entrar num quarto escuro? É como chegar num país estranho? Talvez. È uma sensação de insegurança, de provar o novo, abrindo mão do velho.

E então, o que fazer? Qual desejo prevalece? Continuar no patamar atual ou se arriscar a subir mais um degrau? Como tudo nessa vida, para essa decisão também é requerido uma análise, um estudo, porque escolher uma opção significa abrir mão da outra. E não é fácil dizer adeus, em circunstância alguma.

Eu não sei se dará certo. Não tenho garantias. Não tenho nada que me assegure uma indenização caso eu quebre a cara. Não tenho nenhuma garantia de que, se não der certo e eu precisar voltar encontrarei o mesmo abraço aqui... Não tenho garantias. Só tenho coragem e vontade de ir além, confiança no meu taco, na minha intuição. Certeza de que posso ser maior, de que podem me dar muito mais, de que eu mereço muito mais.

Eu não posso me contentar com “o pouco”, se sei que existem grandes chances de ali na frente encontrar “o mais”. Em alguns campos de nossa vida, não cabe esmola. O sentimental é um deles. Então, de repente, nem é pelo desejo do “mais” em si. É por não admitir o “pouco”.