quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Alienação Parental!


(by Cinthya)

Já escrevi sobre esse tema, mas vendo hoje uma cena de novela, senti a necessidade de expor mais uma vez a minha opinião sobre um assunto tão sério e de consequências tão drásticas.

Alienação Parental não é brincadeira. É crime. Usar os filhos como arma contra a pessoa que lhe feriu o orgulho é mais do que infantilidade, egoísmo, imaturidade, descontrole. É crueldade. Usar da inocência da criança e manipulá-la contra o pai  (ou a mãe) só pelo fato de uma separação ou de um casamento que nunca aconteceu é um absurdo. É inadmissível.

Conheço casos onde os adultos envolvidos na história têm menos noção de responsabilidade do que as crianças. Pais que perdem por completo o controle sobre seus sentimentos, que se julgam vítimas da vida, vítimas de amor falido, de uma relação abortada. Pais que tomam o cônjuge (ou ex cônjuge) como inimigo fatal e contra eles usam a sua maior e mais poderosa “arma”: O Filho!

Pessoas mal resolvidas estão por trás desse quadro. Pessoas que não se aceitam, que não aceitam suas “derrotas”, que não aceitam terem sido deixadas pra trás, preteridas, jogadas para escanteio. Sei que não é agradável, mas isso passa muito longe de ser embasamento para sacrificar a saúde emocional de uma criança, principalmente, sendo essa criança o seu filho.

Como muita gente sabe, sou mãe solteira. Tenho um filho de um relacionamento casual. Embora o pai jamais tenha mencionado a palavra DNA, não assumiu o “pacote” inteiro. Doeu? Óbvio que sim. Eu senti revolta em algum momento? Claro que sim. Eu chorei muitas vezes e me senti uma merda? Sim, aconteceu tudo isso comigo. No entanto, nunca coloquei meu filho nesse emaranhado de sentimentos meus em relação ao pai dele.

Meu filho jamais me ouviu falar mal do pai dele, muito pelo contrário. Ele tem o pai como um herói. Faço o melhor que posso. Engulo o orgulho até o fel doer no meu estômago, mas não mancho a imagem do pai diante dele.  O meu filho vai crescer e vai caber a ele julgar as atitudes do pai dele. Não cabe a mim esse papel. O meu papel é zelar pela saúde e pelo bom crescimento dele e isso eu faço. O resto, eu engulo, passo por cima. Se doer muito, eu afundo o rosto no travesseiro e choro escondido. Me resolvo com as minhas dores. O meu filho não tem nada a ver com isso. Afinal de contas quem “escolheu” o pai e as circunstâncias da minha gravidez fui eu.

Gente, as crianças não somos nós. Nós somos os adultos responsáveis pelas crianças. Vamos brincar de levar a sério o bem estar de nossas crias? Nossos filhos são tesouros. Vamos zelar pela felicidade deles. Nosso egoísmo, orgulho ferido ou dor de cotovelo não podem JAMAIS respingar na vidinha deles. Eles são puros. As impurezas existentes são nossas, então, que apenas nós sejamos responsáveis por limpá-las.

Alienação Parental É CRIME! Abra o olho!

5 comentários:

Gui - Descrevendo a vida, assim como ela é... disse...

Concordo plenamente com texto, é por um instante vendo aquela cena da novela, não sei qual a lição ela conseguirá transmitir com isso. Se é uma Lição de que não se deve fazer, ou se as pessoas entenderam como exemplo e farão... bjs



Debora disse...

Não assisto novela e por isso não tenho idéia de como foi a tal cena, mas posso dizer que meu primo está passando exatamente pela mesma situação que vc passou. Não assumiu o "pacote" completo, mas a diferença é que ele não engravidou uma menina de um relacionamento casual. Ela era namorada dele há 2 ou 3 anos, o que deixa tudo ainda pior. Às vezes parece que só eu entendo o lado da moça. Como meu primo assumiu a criança, o restante da família tende a dizer que ele "está cumprindo a parte dele". Não, não está. Está fazendo o mínimo - até porque, se não fizesse, poderia ser obrigado por lei.
Espero que a ex-namorada dele poupe a criança, que nasceu há quase dois meses, dessas diferenças que existem entre ela e meu primo, mas acho difícil. É raríssimo ver alguém que tenha esse comportamento que vc tem. É incrível, mesmo! A julgar por essa pequena amostra, só posso imaginar que vc esteja criando uma criança super especial. Parabéns.

Debby disse...

Oi Cy
Sei qual a cena e qual a novela e me embrulhou o estomago
Também sou mãe solteira e nunca falei dos pais. Principalmente o pai do joão q não quer e nunca quis manter o menor contato. Mas tento ser a cada dia a melhor mãe para ele
Mas com certeza é enojante jogar nos filhos a revolta pelo fracasso da relação marido e mulher
Adorei o post
Bjs
Debby :)

Os Mosqueteiros! disse...

Mulher... eu tenho lidado com esse assunto bem de pertinho, nos últimos tempos. E não sei bem o que fazer... Porque eu não sou nenhuma das partes da relação (nem o pai, nem a mãe). Eu sou aquela que ouve as crianças chorarem e consola, vê o marido arrasado e tenta encontrar soluções que não dependem dele. Aquela que nada pode fazer, além de abraçar todo mundo e esperar que a crise passe. É... ser madrasta não é fácil...

Bjos e bençãos.
Mirys
www.diariodos3mosqueteiros.blogspot.com

lu disse...

Vivo exatamente isso. Nem preciso relatar pois no q tange a alienacäo parental e' exatamente igual, a diferenca e' que consegui a guarda acabando com a besteira da guarda compartilhada. Mantive a mesma forma das visitas para que minha filha nao fosse ainda mais provocada por pressoes psicologicas, relatadas por ela mesma. Numa ocasiao a tia paterna mostrou a ela uma folha (incompreensivel aos olhos de uma crianca de 8 anos) q continha a decisao do juiz, mostrando aquele emaranhado de papeis argumentando q eu era ruim e que a afastaria da presenca do pai q tanto chora e “ama a filha q tem” no Natal disseram q estavam sem condicoes de comprar presente para ela pois estavam gastando muito com os honorários advocaticios e medico (ele bebe e no ultimo porre q tomou atirou-se de uma sacada e fraturou os pulsos) e tratou-se efetivamente pelo sistema unico de saude. Em fim, E' mto dificil p mim segurar a vontade de afasta-la do pai e tb a vontade ainda maior de xinga-los de todos os piores adjetivos q a lingua potuguesa ja viu, mas nao posso pois ele e a familia pressionam a crianca para saber o porque ela “contou”.. A certeza q dou a minha filha E' q ela NAO precisa ir visitar o pai tampouco os avos paternos, e so vai qdo quiser e estiver disposta. Tb mostro a minha filha q pode sempre relatar tudo pra mim pois sou sua amiga e a amo incondicionalmente, e isso importa de verdade, nao me afeta o que o pai dela fala a meu respeito, e qdo isso passar a incomoda-la ela perdera totalmente o resto de respeito e carinho q a filha ainda tem por ele. Penso q a midia tem contribuido muito para que as pessoas entendam a gravidade da matéria. PErdoe as falhas no portugues escrevi rapido no celular, Espero q tenha me feito entender. Abraco