quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

E Se...


(by Cinthya)

E se eu tivesse escolhido ficar naquele emprego e apostar que as coisas melhorariam, que iriam contratar pessoas com quem eu pudesse dividir as atividades e isso acabasse com a sobrecarga e estresse? Teria dado certo? Eu estaria estabilizada hoje ou teria assisto aquela loucura pipocar numa doença?

E se eu tivesse concluído aquela faculdade junto com minha turma? Será que estaria na sala de aula hoje? Será que estaria num mestrado, doutorado? Será que estaria em melhores condiçoes financeiras ou será que aquele diploma em nada mudaria o rumo de tudo?

E se eu tivesse aceitado aquele pedido de casamento? Será que hoje estaria junto ao mar? Será que teria os onze filhos com os quais sonhei? Teria uma casa onde viveríamaos nossas vidas assistindo as crianças crescerem, bagunçarem e amadurecerem ou será que o divórcio já teria acontecido e estaríamos amargos e sozinhos?

E se aquele telefone não tivesse tocado quando eu estava quase desistindo de tudo? Se eu não tivesse recebido tanto amor  quando a depressão me visitou? Se tivesse largado essa vida, deixado de lado tudo o que me fazia sentir dor? Onde eu estaria hoje? Será que existe mesmo a vida após a morte?

E se o meu Pedro fosse filho de Fulano e não de Cicrano? Ele seria fisicamente muito diferente? Teria outro comportamento? Eu o amaria da mesma forma e com a mesma intensidade? E, ainda falando sobre filhos, se eu tivesse engravidado aos 21 e não aos 31? Eu teria curtido do mesmo jeito? Teria tido tanto jogo de cintura pra saber dar leveza à condição de mãe solteira? Eu teria a mesma paciência com o meu filho? Teria construído esse laço tão gostoso?

É... Não sei.

E se... E se... E se...

Não sei o que viria depois do “se”... Não tenho muito tempo pra pensar. Só sei das coisas que eu escolhi. Sou quem eu escolhi ser. Construo o meu eu a cada instante, sou movimento, sou transformação. Só sei que não tive e não tenho medo de arriscar. Se der certo, maravilha. Se der merda, eu recomeço. Aliás, não tenho problemas com o recomeço. É um exercício intenso de auto conhecimento, de saber estar bem consigo mesmo . Tenho tido, ultimamente, muitos recomeços e não pense você que isso me traz sensação de fracasso. De forma alguma, fracasso é uma lente através da qual eu não quero enxergar a minha vida.

A cada fim – e o fim sempre existe – eu percebo a chance de fazer de novo, melhor, mais profundo, diferente. A cada recomeço eu percebo que pessoas novas me são agregadas, que oportunidades novas me são disponibilizadas, que o aprendizado é constante, basta que eu tenha leveza para enxergar as chances.

Não sei o que teria sido se as escolhas fossem outras. Mas, ao olhar pra minha vida eu vejo que o que eu construi de verdade foi justamente as coisas nas quais eu acredito, de verdade. O que eu deixei de conseguir não me pertence, então, não há porque dedicar tempo a isso. Tenho tesouros bem mais valiosos para cuidar: família, amigos.  Levar ao mundo o respeito, a liberdade, a paz, a humildade  através do que eu possa fazer: um texto, uma oratória, um diálogo, um telefonema, um e-mail, o meu jeito de viver a vida.

É isso. O sucesso não deve ser algo para satisfazer a expectativa dos outros. O sucesso verdadeiro é aquele que satisfaz a nós mesmos. Viver bem comigo e com o que eu construí é, infinitamente, prazeroso.


E se der errado...  Eu (re) começo de novo!


*Foto encontrada no Google

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Vazio

 
Não tenho capacidade de medir quantos ensinamentos me ensinou, quanta coisa boa, quantas vezes o seu sorriso fez os meus olhos brilharem. São inúmeros os momentos de alegria contagiante, os kms rodados, os volantes divididos, os medos compartilhados, não sei quantas vezes me senti o seu pai e nem quantas vezes senti que tinha o melhor pai do mundo.
Não sei...
E agora você se foi, e me pergunto constantemente, por que não me ensinou a viver sem você?  Por que não me disse que seria tão difícil ? Por que ainda existe o seu telefone no meu celular se não vou mais ouvir o “Diga Veio” que ouvia quase todos os dias.
Já não olho no espelho sem as lagrimas virem, o dinheiro amassado no bolso me faz chorar, a música que toca no rádio, o por do sol na beira do rio , o carro que escolheu para mim, a camisa que lhe roubei com o seu consentimento já não é tão bonita, o amigo que chega e diz “Você é a cara do seu pai”, a irmã que reclama do jeito desajeitado de se vestir e diz “parece as coisas de pai” ,  o meu travesseiro já não seca mais.
Pai, me desculpe. Mas todo o vazio que sinto é culpa sua.
Por que em mim você está, porque na minha vida o meu espelho é vc.
Te amo, e prometo que vou recomeçar, talvez não hoje, não amanhã, talvez em uma semana, mas vou recomeçar, agora com mais força , pois fico a imaginar que o senhor hoje deve ser o melhor amigo de Deus, que hoje devem estar os dois a bater um papo e que já deve ter dito a ele “É o meu filho”, é o caçula, mais a família é grande,  e cada um é mais especial que o outro.
Pai...Amo você.
Diego

sexta-feira, 26 de julho de 2013

A Felicidade do Ex !

 
 
(by Cinthya)
 
Então você viveu uma história linda com ele. Por algum tempo você acreditou mesmo que ele seria “O Cara” que resgataria muito de você, que pintaria imagens lindas para a sua exposição de vida. Por um tempo você apostou suas fichas e até brindou com as amigas: “Ao Meu Amor, que enfim, chegou pra ficar!”. É, por um tempo ele foi tudo isso. Significou tudo isso.
Mas, como sempre, chegou uma bela manhã e as coisas acordaram diferentes. Na mesma magia do encontro, o desencontro foi surgindo e tomando proporções entre vocês. Lacunas silenciosas (essas são as mais perigosas) foram instalando-se, alargando-se e a certeza voltou a ser apenas o “chão de um imóvel”.
E então vem a primeira fase: “Eu não entendo. Se pelo menos eu soubesse o motivo.”. E esse "mastigado" dura algumas poucas semanas até que você consiga transformar o incômodo da ausência em lembranças agradáveis e saudade gostosa. Até você retomar suas rédeas e reafirmar que as pessoas são livres, que os amores são passageiros (na grande maioria dos casos). E que as histórias acontecem e devem ser vividas, sugadas, absorvidas enquanto existirem e só.
Depois, já não incomoda. Depois, já se aquieta tudo dentro do peito. A paz se restabelece e você se permite viver novas aventuras. Até que um dia você toma conhecimento que aquele coração, que aquele que foi o “Seu Cara” encontrou outra cara-metade e segue sua vida, sorrindo como sempre sorriu. Aventurando-se como sempre aventurou-se. Lindo como sempre foi.
Então, como você é humana assim como eu sou, recorre às facilidades das redes sociais e faz uma ligeira investigação sobre a nova pretendente. E aí você percebe que a pessoa é do bem, aparentemente. Que tem ideias livres, que pouco se lixa para o que pensam dela. E você respira aliviada pois sabe que o “seu” príncipe está em boas mãos que a vida dele segue e que o importante é que um dia vocês foram felizes juntos e isso não mudará nunca.
A história foi escrita, o amor foi curtido, o fim aconteceu, as lembranças são eternas e o sentimento de respeito é constante. Talvez isso baste. É bom sentir-se bem vendo que alguém que você tanto quis ao seu lado está bem ao lado de outrem (que esse outrem é do bem). E sentir que isso não incomoda, não machuca.
O importante é ser feliz. Ainda que não estejam juntos. Felizes com suas escolhas, felizes consigo, felizes com a vida.
Vive la liberté!

quarta-feira, 24 de julho de 2013

A Opção É Sua!

 
(by Cinthya)
 
Sempre há de existir uma opção diferente da que escolhemos. Independente da situação em quem nos encontramos, sempre há de existir um outro caminho, uma outra escolha, uma outra estrada, um outro fim. E assim vamos levando as nossas vidas, escolhendo, a todo instante, a opção que melhor casa conosco.
A gente sempre pode escolher ser bom em vez de mal. A gente pode optar por sorrir e não por chorar. A gente pode querer crescer, seguir adiante, fazer acontecer em vez de estacionar, acorrentado a um passado doloroso e cruel que em nada nos faz bem, mas que mesmo assim, optamos por trazer acorrentado em nós.
Está nas nossas mãos o poder de escolha. Algumas pessoas acham o máximo posarem de chatas, de más. Nas redes sociais, a todo instante, pessoas se auto-rotulam com esses adjetivos e acham mesmo que isso é “muito massa”. Pessoas cavam desavenças, sentem prazer em ferir outros, correm atrás de uma “boa” confusão como se isso fosse um combustível para suas vidas. Existem pessoas assim, infelizmente, existem muitas pessoas assim.
Mas nós podemos ser diferentes. Podemos fazer diferente. Podemos atirar uma rosa e antes catar os espinhos. Podemos calar uma mágoa antes de apertar o gatilho da metralhadora de palavras dolorosas. Podemos sair de perto na hora da raiva, podemos segurar firme antes de dizer coisas que jamais serão esquecidas. Podemos pensar antes de tomar alguma atitude que venha a ferir os outros.
Está nas nossas mãos. Nós somos os super-heróis ou grandes vilões de nossas histórias. Muitas vezes, para muitas coisas, precisamos de ajuda de terceiros, mas até para isso a iniciativa tem que partir de nós mesmos. Nós é que temos que querer. A semente tem que ser plantada dentro de nossos corações e só assim poderemos saborear os frutos.
Então, se você pode ser bom, se você pode ser amigo, se você pode evitar uma lágrima. Faça isso. No final de tudo, verás que quem mais ganhou com essa escolha foi você mesmo. E não existe nada de alienado em quem opta pelo bem. Grandes conquistas podem ser alcançadas com pequenas mudanças internas, mudanças de valores, de atitudes, de escolhas. Mais ou menos como diz um cantador: “Quando a gente muda, o mundo muda com a gente!”.
Ser bom não é démodé e nunca será. Ser bom é “up”. Ser bom é necessário. E esse é o princípio da Grande Evolução. Opte.



*Nota: Ilustração retirada do Google.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Aí a gente para pra pensar...



Quando acontece alguma coisa muito séria na nossa vida, a gente para pra pensar. Geralmente quando alguém se vai, aí a gente começa a fazer uma auto-análise e surgem os questionamentos: “Será que eu fui um bom amigo?” “Será que eu fiz tudo eu poderia fazer por esse amigo que se foi?” “Será que se eu tivesse conversado mais, se eu tivesse mais presente, se eu tivesse enviado mais torpedos, ligado mais ou o tivesse visitado mais isso poderia não ter acontecido?”  

Questionamentos que ficarão sem resposta. Agora, que o nosso amigo se foi, as únicas coisas que ficaram foi a saudade, as lembranças dos momentos bons e o remorso por não ter feito mais. A lição de vida também fica. E outros questionamentos surgem: “O que você está fazendo da sua vida?” “Você diz ‘eu te amo’ para as pessoas que você ama? Com que freqüência?” “O que você acha que escreveriam na sua lápide caso você morresse hoje?

Ao longo dos anos, nos tornamos seres altamente individualistas e capitalistas. Nos deixamos levar pelo corre-corre do dia-a-dia e esquecemos de cultivar coisas boas, sentimentos bons, amizades agradáveis. Optamos pela praticidade. Os colegas do trabalho ou da faculdade já estão ali presentes todos os dias, então, nada mais natural que estes sejam os mais próximos. A gente esquece os antigos amigos. Esse meu amigo que se foi era tão sensacional que mesmo depois de sua partida nos deixou lições incríveis e todos que estiveram ao seu redor tornaram-se pessoas diferentes, certamente melhores, depois de sua partida.

Reclamamos diariamente da falta de tempo, mas achamos tempo para irmos ao velório chorar sobre um caixão contendo um corpo inerte de alguém que um dia foi especial para nós. Nossa vida é muito corrida, mas todo mundo acha tempo, força e coragem para ir à missa de sétimo dia daquele amigo tão querido que se foi. A gente só se reúne em momentos ruins, difíceis. Tudo errado.

Deveríamos nos reunir para comemorar. Para celebrar a vida, para falar de coisas boas, desfrutar de boas companhias e apreciar aquele vinho que a agente gosta, ou relaxar ao som daquela canção que a gente tanto gosta, batendo um bom papo com aquele velho e querido amigo que a correria teima em afastar de nós.

É hora de repensar nossas atitudes e ver o que, realmente, tem importância.

É na morte que descobrimos o real sentido da vida. É quando alguém morre que a gente consegue perceber o que tem importância. A gente começa a se perguntar: o que é que a gente vai levar dessa vida? O poeta uma vez disse, e ele tem toda razão, “o que a gente leva da vida, é a vida que a gente leva.”

Que tipo de vida você está levando? Eu já decidi que vou mudar a minha, enquanto ainda há tempo. Aproveite o final de semana e vá visitar uma pessoa que você ama e não vê há tempos. Ligue para um amigo que está afastado de você. Reconstrua as pontes que te uniam as pessoas boas que cercavam sua vida, mas a enxurrada de trabalho e afazeres derrubou. Ligue para a pessoa que você ama. O amanhã pode nem chegar. Aí você se verá triste, sozinho e com remorso. Aproveite enquanto é tempo. Nenhum torpedo que me enviam fica sem resposta. Nenhum e-mail. A ligação que eu não puder atender, eu retorno logo em seguida. Certamente, eu não sou mais a mesma do dia 14 de julho pra cá.

Verônica

 

Ai de quem ama

Quanta tristeza
Há nesta vida
Só incerteza
Só despedida

Amar é triste
O que é que existe?
O amor

Ama, canta
Sofre tanta
Tanta saudade
Do seu carinho
Quanta saudade

Amar sozinho
Ai de quem ama
Vive dizendo
Adeus, adeus

Vinícius de Moraes

quarta-feira, 17 de julho de 2013

DESISTI DE VIVER



Eu estou assustada. Assustada e muito triste com o que vem acontecendo na nossa região nos últimos tempos.

Estamos no mês de julho e já foi confirmado só em Juazeiro e Petrolina 09 (NOVE) suicídios de jovens de janeiro pra cá. É um número assustador, levando em conta que esse pode número pode não ser real, posto que notícias assim, os veículos de comunicação, meio que abafam, até por respeito às famílias. Por isso, a gente só fica sabendo o que acontece próximo da gente.

Esse final de semana, no domingo mais precisamente, eu soube da notícia mais triste dos últimos dia, um amigo meu, leitor assíduo do blog e de longe, meu crítico mais gentil. Até já colaborou com um texto bem lindo que eu já postei aqui. Sonho de Criança.

Vinicius era o tipo de cara boa praça, sempre gentil, educado, alegre e alto astral. A notícia do suicídio dele pegou a todos de surpresa, por trás daquele sorriso fácil, daquele monte de piadas e daquela disposição toda se escondia um coração sofrido e amargurado. Uma perda incalculável. 

Uma tristeza das grandes.

Suicídio, pra mim, é o ato mais extremo de fraqueza, covardia, desespero e egoísmo que um ser humano pode cometer. É simplesmente dizer: “Não quero mais” e não se preocupar com a falta que fará aos que ficam. A morte, ao meu ver, já é uma estupidez, e a morte provocada então... é o cúmulo. Na vida, pra tudo se tem uma saída, na vida. Na morte, já era. Não há mais o que se fazer. Morreu. Acabou.

Eu conheço pessoas com o dobro da idade que Vinicius tinha, quando decidiu desistir da vida, com sérios problemas de saúde e lutando com todas as forças pra sobreviver. É inadmissível que um jovem, com tantas coisas pela frente, com tanta vida, simplesmente desista, assim, sem mais nem menos. É triste. É chocante. É dilacerador.

Esse texto de hoje, é tristemente especial, porque é o desabafo de uma amiga que ficou órfã da alegria, da presença de espírito e da amizade de um amigo.

Esse texto é especial porque é um grito de alerta. Jovens, acordem!!! Parem de olhar pro próprio umbigo e olhem ao redor. Não sejam covardes, não desistam, não vão ao fundo do poço assim, não pensem que a vida não faz sentido, não ajam como se o amanhã não existisse, não se portem como se não fossem capazes de resolver os próprios problemas. A vida é linda, é breve e vale SIM à pena. Acreditem. Não se matem. Não desistam de viver. Não abandonem quem vocês amam.

Logo, logo minha tristeza vai passar e de Vinícius ficará apenas a lembrança do cara bacana que ele era, mas a saudade, ah a saudade está apenas começando.

Vinicius Tamoio Alberti
10/12/1987
14/07/2013


Verônica

quinta-feira, 11 de julho de 2013

CARTA ABERTA AO RESPONSÁVEL PELO ORIENT CINEMA NO RIVER SHOPPING EM PETROLINA


Eu procurei na internet a pessoa que responde pelo Oriente Cinema no River Shopping em Petrolina e não encontrei... Tentei por telefone, mas também não consegui essa informação. Então, minha carta vai à quem possa levar esse apelo ao responsável, ou aos responsáveis.

Na última segunda-feira fui ao shopping com meus sobrinhos, assistir um filme na sala 3D e vi uma cena que chamou minha atenção, e sinceramente, despertou minha revolta. Eu nunca havia reparado que o cinema não é acessível aos portadores de necessidades especiais. ACESSIBILIDADE: Acessibilidade significa não apenas permitir que pessoas com deficiências ou mobilidade reduzida participem de atividades que incluem o uso de produtos, serviços e informação, mas a inclusão e extensão do uso destes por todas as parcelas presentes em uma determinada população. Visando sua adaptação e locomoção, eliminando as barreiras.” Essa palavra que já foi fortemente explorada pela mídia e já o centro de muita discussão. Na arquitetura e no urbanismo já foi alvo de muita preocupação e grandes modificações. O Progresso só não chegou a Petrolina.  (nesse sentido, que fique claro)

Para chegar ao lugar que estava eu precisei subir uns quinze degraus, mas graças a DEUS tenho as duas pernas e tenho mobilidade em ambas. Consigo me locomover com dificuldade e pude e escolher o lugar que mais me atraiu, mas e quem não consegue?

Pois bem, do lugar que estava, vi dois jovens carregar um senhor de mais ou menos uns 70 anos idade que anda numa cadeira de rodas, por, pelo menos, uns três ou quatro degraus numa dificuldade angustiante. Eu fiquei cansada e incomodada só de ver a cena, imagina os jovens, imagina aquele senhor que precisou ser levado nos braços porque queria exercer um direito que a Constituição Federal prevê: o direito de ir e vir. Para uma coisa tão simples, foi uma dificuldade tão grande porque além de não ter as rampas de acesso dentro da sala do cinema, as poltronas também não foram projetadas para portadores de necessidades especiais.

Pois vai meu recado ao responsável, ou responsáveis, pelo cinema:

Prezado (s)  Senhor (es)

Quando o Cine River Shopping, através da franquia Orient Cinema, foi projetado, em momento algum foi cogitada a possibilidade de serem feitas rampas de acesso para pessoas que andam de cadeira de rodas? Em momento algum vocês pensaram que, quem tem limitações de mobilidade também tem direito de freqüentar cinema? Caso não tenha sido pensado, seria bom rever alguns conceitos.

A simples ação de ir ao cinema assistir um filme não poderia, não deveria, ser uma “missão impossível” ou “uma hora do espanto” deveria ser algo leve e descomplicado e divertido como uma comédia romântica. Peço em nome daqueles que por algum motivo, tiveram seus movimentos limitados, e suas vidas transformadas. É nossa obrigação dar a essas pessoas uma facilidade de locomoção oferecendo mecanismos, que a permitam ir e vir, aonde bem entenderem.

O Cine River Shopping ostenta uma pompa de tecnologia de ponta, com as melhores salas, com equipamentos de última geração, e etc. Afirmam e reafirmam que o maior compromisso é com os cinéfilos da região, para oferecer melhores serviços e o cliente é o mais importante. Mas, vocês esqueceram das pessoas que possuem alguma deficiência, ou tiveram a mobilidade reduzida, temporária ou permanentemente.

Conto com o bom senso, com o tal compromisso com os clientes, de que vocês tanto falam, para que as obras e serviços de adequação do espaço para pessoas com dificuldade de locomoção sejam feitas e o cinema torne-se, realmente, um lugar que todos possam frequentar.

 Eu torço para que esse apelo chegue aos responsáveis e que as modificações sejam feitas. Sem acessibilidade na há inclusão.

 
Verônica

terça-feira, 9 de julho de 2013

O QUE EU TAMBÉM NÃO ENTENDO



Essa onda de manifestações que tomou o Brasil inteiro e deixou ânimos exaltados, políticos preocupados e prédios públicos depredados me fez pensar em uma porção de coisas e eu cheguei a uma conclusão: Tem muita coisa que eu não entendo.

A democracia foi re-estabelecida em 1988 e desde então o brasileiro tem o direito de escolher quem lhe representa, lutar pelo que acha certo, de discordar do que os governantes fazem e de cobrar com veemência soluções que melhore a qualidade de suas vidas, dentre muitas outras coisas. Mas, nunca o fez.

Justamente agora, em 2013, 25 anos depois de conseguir o direito de escolha, o Brasil resolve se rebelar. Justamente agora quando O MUNDO INTEIRO está voltado pra cá, justamente no auge da Copa das Confederações. O Brasil resolve “acordar”. Beleza. É uma forma maior de pressão para o governo, por saber que o mundo inteiro está vendo. Só que a maior pressão veio das ruas, das pessoas e não da mídia internacional. Não que eu me preocupe com o que os países vizinhos pensam de nós, mas tudo que aconteceu, no momento que aconteceu só serviu pra piorar a fama dos brasileiros que já nem é lá essas coisas. Aí eu pergunto? Porque não fizeram antes? Já que as coisas estão mal há muito tempo.  Porque não fizeram lá na frente na época das eleições? Já que o voto é nossa maior arma.

Quando o Brasil ganhou o sorteio para sediar a Copa do Mundo a vibração foi grande por parte dos brasileiros, todo mundo comemorando, um sentimento de patriotismo e orgulho de ser brasileiro que eu nunca tinha visto antes, agora só o que eu vejo são críticas à Copa do Mundo. Antes que me execrem, repito: Não discordo da causa, só discordo da hora e de como as coisas foram feitas.

Eu moro em Petrolina, trabalho em Juazeiro, assim como centenas de outras pessoas, preciso cruzar a ponte para trabalhar e depois pra voltar pra casa, e na semana passada uma multidão de jovens revoltados resolveram interditar a ponte, para cobrar soluções dos prefeitos das duas cidades pelas reivindicações feitas. Melhorias no transporte público, meia passagem nas barquinhas para os estudantes, transporte gratuito nos finais de semana, dentre outras coisas. Mas, o carro chefe das reclamações era que devolvessem a Ilha do Fogo para o povo, tomada pelo exército no ano passado.

Nesse mesmo dia, fugindo do caos que se estabeleceu nas cidades nós tivemos que cortar vários bairros periféricos para chegar à Orla e pegar a barca pra tentar chegar em casa. Pois bem, o que eu vi foi pessoas que vivem em condições subumanas em casas de barro, com esgoto a céu aberto e luz de candeeiro. Pasmem. Em uma cidade como Juazeiro ainda tem pessoas que não têm energia elétrica e mito menos saneamento básico em suas casas. Crianças que dividem espaço com os ratos e risco de doença é iminente. Quem mora em Juazeiro e está lendo esse post, me diga, quês bairros são aqueles depois da Codevasf até sair no Quidé?

 Aí eu fiquei pensando: Porque esses mesmos jovens tão exaltados, tão cheios de energia, tomados por um espírito de revolução, não fizeram uma movimentação duas vezes maior do que aquela para cobrar dos políticos uma solução pra vida dessas pessoas que vivem à margem da sociedade em situação tão degradante? Enquanto pessoas morrem, aqui mesmo na nossa cidade, na fila de hospitais esperando socorro, onde pessoas vivem naquela situação que nós vimos, com o esgoto à céu aberto e os ratos passeando entre as crianças, onde ainda existe criança que não teve o direito à escola, os jovens vão pra ponte, atrapalhar a vida de milhares de pessoas que precisam cruzá-la, para pressionar os políticos por causa de passagem? Meia passagem pra estudante e transporte gratuito aos finais de semana? E o pior, dar testa ao exército porque querem a ilha do fogo de volta? Esperem aí. Eu perdi alguma coisa? Eu realmente não entendo mesmo.

Uma coisa que precisa ser salientada: O exército prometeu devolver a ilha ao povo assim que as Prefeituras das duas cidades apresentem um projeto onde se comprometem em manter a infra-estrutura necessária para ser uma área de lazer para as pessoas e não um ponto de venda e consumo de drogas como era num passado bem recente. Então, porque não cobrar dos Prefeitos e Vereadores esses tais projetos?

Outra coisa que eu também preciso entender, a idéia do manifesto era pressionar os Prefeitos das duas cidades, então porque não se reuniram nas portas das Prefeituras das duas cidades enquanto os Prefeitos estivessem lá dentro? Porque não os prenderam lá e só deixariam sair se apresentassem alguma solução para o que foi pedido? Será que quem idealizou o movimento acha que os Prefeitos, que moram e trabalham na mesma cidade, e não precisam cruzar a ponte, sentiram-se pressionados ou prejudicados? Com certeza não.

Gente que cobra honestidade dos políticos e recebe Bolsa Família, mesmo tendo a renda MUITO superior à que foi estabelecida pelo Governo Federal. Gente que tem emprego fixo e recebe salário como assessor de vereador, sem fazer nada, estava lá no meio com a Bandeira do Brasil em punho exigindo honestidade e lutando contra a corrupção. Eu, de verdade, não entendo.

Mais uma vez, antes que me execrem, eu quero deixar claro: não sou contra o ato de manifestação, mas realmente não entendo as causas.

Não entendo porque médicos que foram pras ruas na semana passada de cara pintada com as cores da bandeira do Brasil exigindo melhores salários e melhores condições de trabalho, e no ultimo final de semana li o relato de uma mãe que tem um bebê de 1 ano e meio que caiu do berço, ficou com um hematoma gigantesco no rosto e foi levado pro hospital, chegando lá, o médico mal examinou a criança e o liberou. Não se deu ao trabalho de saber ao certo o nome do paciente, simplesmente não ligou. A mãe contou que de dez “profissionais” dentro do hospital apenas uma médica pediatra deu a atenção que o filho dela necessitava. Brasil o País das contradições.

Enquanto uns lutam para melhorar as coisas, outros fazem questão de piorá-las e não honram o compromisso que fizeram.

Vale salientar que essa é a minha opinião, eu não preciso concordar com as outras pessoas, não sou mais burra, nem mais inteligente que ninguém apenas penso de maneira diferente. Antes de me enxovalhar, veja pelo meu ponto de vista. Se não é capaz, pelo menos respeite minha opinião.


Verônica

sábado, 6 de julho de 2013

Do Ofício de Sonhar




E foi assim que eu descobrir que eu não sou a única Monteiro que se aventura no mundo das letras. Hemes Monteiro, meu primo, me presentou com esse e outros belos poemas. E assumo o compromisso de compartilhar com vocês todos os sábados, ou um poema bonito, ou um música que eu goste, enfim... Sábado é dia de afago na alma.
Um beijo e bom sábado!

Verônica




DO OFÍCIO DE SONHAR

Dedicado a Augusto Cury e
              Dude Xavier

Tudo aquilo que existe de concreto,
Antes disso, só era um pensamento,
Era algo – etéreo – sem sustento,
Um esboço, bem vago, de um projeto.
Cada coisa, trabalho ou objeto,
É produto de um sonho acordado.
Mas, um sonho só pode ter legado,
Se trazido ao campo da ação.
Pois um sonho, sem ela, é ilusão,
Devaneio, sem saldo ou resultado.

Cada sonho é livre, como o vento,
Muitas vezes, sentimos seu efeito,
Sem sabermos, ainda, bem direito,
Onde nasce seu toque e seu alento
Para onde caminha, em movimento,
Qual seu rumo, trajeto e direção,
Seu tamanho, a forma ou dimensão,
Sua pátria; seu plano ou compromisso,
Quando chega ou parte, num sumiço,
Indo além dos limites da razão.

Grandes sonhos animam os poetas,
Muitos deles inspiram escritores,
Acalentam os gênios inventores,
Impulsionam doentes e atletas,
São os sonhos que fazem os profetas,
Darem alento aos povos oprimidos,
Esperança àqueles que, banidos,
Vão vagando por solos estrangeiros,
Sonhos, belos, libertam prisioneiros,
E encorajam a muitos perseguidos.

Sonhadores? Há tantos… Luther King,
Bach, Picasso, Van Gogh, Che, Neruda
Einstein, Disney, Bill Gates, Marx, Buda,
Lennon, Yoko, Beethoven, Bono, Sting,
Lênin, Gandhi, Cervantes e Xiaoping,
Jobs, Cury, Lutero e Voltaire
Saramago, Da Vinci e Molière,
Aristóteles, Pitágoras e Platão,
Carlos Prestes, Bolívar, Lampião,
Raul Seixas e Dude Xavier...
  
Neste mundo há grandes sonhadores
(Como eu e você e muitos mais)
Que se lançam em sonhos colossais
Ou em reles quimeras, sem valores.
Somos, hoje, bilhões de pensadores,
Transmutando o nível de energia,
Transformando os sonhos em poesia,
Em palavras, em gestos, construções,
Estruturas, esquemas, invenções,
Que preenchem o nosso dia a dia.

Dessa forma, sonhar é necessário,
Assim como, haver os sonhadores,
Transformando conceitos e valores,
Alterando o estado e o cenário.
E, sonhando, compondo o imaginário,
Vamos, todos, agindo no real.
Neste mundo, sonhar é crucial,
Reprimi-lo é algo desumano;
Pois, sem sonho, não vive o ser humano,
E sonhar é seu dom essencial.


Hermes 25/06/2013.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Como Uma Luva!



"Parece uma rosa
De longe é formosa
É toda recalcada
A alegria alheia incomoda...


De longe não é feia
Tem voz de uma sereia
Cuidado não a toque
Ela é má pode
Até te dar um choque..."

Quando Jerry Leiber e Mike Stoller compuseram a canção "Erva Venenosa" lá na década de 80 para os Golden Boys gravar e posteriormente Rita Lee apresentar uma nova versão, eles nem imaginavam que aqui no ano de 2013 no sertão pernambucano essa letra cairia como uma luva para uma pessoa do meu ciclo e 'amizades'.

Eu via as pessoas postando coisas no facebook do tipo: "sua inveja é meu combustível..." "Enquanto você me inveja, eu trabalho." Etc... Eu sempre achei isso tão infantil, tão adolescente. Não imaginava que pudesse acontecer. Só que acontece. Aconteceu comigo. Eu tive o desprazer de conhecer uma pessoa que se passou por amiga durante um tempo. Aí um belo dia, no meio de uma discussão e na hora da raiva ela deixou cair a máscara. Mostrou a verdadeira face e eu pude perceber o quão invejosa e ressentida ela é. 

Uma pessoa do tipo que se acha mais bonita, mais inteligente mais bem-sucedida que as outras. Não aceita que seu carro seja mais bonito, que você tenha recebido uma joia mais cara de presente e em hipótese alguma permite que alguém se sobressaia a ela. Pessoas assim são dignas de pena.

Eu fico  olhando e pensando será que essa pessoa não se enxerga? Será que ela não sabe, nem imagina, que quando a gente morre a gente vai para o mesmo lugar.Será que uma pessoa assim, que vive numa carência sem fim, numa necessidade de aceitação enorme certamente tem paz?

Foi desagradável saber que existem pessoas assim, mais desagradável ainda saber que essa pessoa estava tão perto de mim, e eu não soube identificar. Enfim, é vivendo e aprendendo. E o que eu quero agora é distância.

Erva Venenosa fuja!

Verônica


terça-feira, 2 de julho de 2013

Do Amor Que Quero Ter...



Eu falo sobre o amor, eu escrevo sobre o amor. Eu observo as pessoas que amam. As que estão apaixonadas e as que estão doidinhas para se apaixonarem. Eu observo também as que afirmam e reafirmam que não querem amar. Acho até engraçado, elas pensam que convencem alguém com esse discurso. Eu jogo nesse time, sou daquelas que alimentam o discurso de “eu não to nem aí” eu visto a máscara de “pouco importo”, mas quem me conhece sabe que eu me importo sim, e esse foi o mecanismo de defesa que aderi depois dos revezes da vida, depois das decepções que sofri por amar errado.

Eu tenho uma ideia fixa do que espero do amor, eu tenho um “esqueleto” do amor que eu acho que seria o mais próximo do, que na minha concepção, seria o amor ideal. Não abro mão disso, não me contento com qualquer coisa e se não for do jeito que eu vislumbro eu não quero. Não aceito menos do sei que posso ter.

Há quem se mantenha preso a estereótipos, esperando que o amor da sua vida seja assim ou assado, que tenha um corpo assim, um olho de tal cor. Há quem queira amar à qualquer custo e para isso, se submete a coisas inimagináveis. Não importa se o cara é um sacana e não tem um pingo de respeito, o que importa é ter alguém. Não importa se no sábado a noite você está em casa só, o que importa é que o status do facebook foi alterado para: “em um relacionamento sério com fulano”  e aquela vizinha invejosa e recalcada pensa que sua vida é um mar-de-rosas. Pra mim, amar é não necessitar. Amar não é ter alguém só pra mostrar pra família que não está encalhada, só pra mostrar pra sociedade que tem alguém. Amar é partilhar, somar.

Pra mim, amor é compromisso. Não compromisso com o outro e com toda a carga que isso traz. O compromisso do amor é amar, respeitar, acompanhar. O amor ideal, pra mim, é o amor-companheiro, é o amor-amigo. Você dormir e acordar ao lado de uma pessoa que você tenha ABSOLUTA certeza de que poderá contar com ela, seja qual for a situação. Amar verdadeiramente, na minha opinião, é olhar para a pessoa e saber que moveria céus e terra para ajudá-la. É ter a convicção plena de que permaneceria ao lado dela independentemente da situação e não importando o problema que ela esteja enfrentando.

Recentemente, a mídia divulgou uma cirurgia que a atriz Angelina Jolie fez, para extrair a mama por ter 80% de chances de desenvolver o câncer. Logo depois a atriz dividiu a experiência com as pessoas, para que de alguma forma, dividindo o que viveu, contribuísse com a melhoria na vida das pessoas, pelo menos, passando a mensagem de que “não importa o tamanho do seu problema, ele tem solução e você terá que enfrentá-lo com coragem e determinação.”

Mais recentemente ainda, foi a vez do marido dela, Brad Pitt, declarar à mídia o tamanho do seu amor e de como ele ajudou a esposa nessa luta, e como ele enfrentou o problema junto com ela e mais ainda: como ele a ajudou a dar a volta por cima. Ele escreveu um texto lindo intitulado “Segredos de Amor” que vem logo a seguir, e eu sugiro que leiam. Vendo esse texto, eu fiquei profundamente tocada e pude concluir que eu não estou louca, eu não desejo um amor utópico e inalcançável, o amor-companheiro existe sim e é ele que eu quero pra mim. Esse episódio só serviu para reafirmar a minha certeza: Eu quero um amor-companheiro, ele existe e é possível.


Verônica



"Um Segredo de Amor

Minha esposa ficou doente. Constantemente ela estava nervosa por causa de problemas no trabalho, na vida pessoal, seus erros e problemas com os filhos. Ela perdeu 13 quilos e pesava cerca de 40 quilos aos 35 anos.

Ela ficou muito magra e estava constantemente chorando. Não era uma mulher feliz. Ela sofria de contínuas dores de cabeça, dor no coração e tensão muscular nas costas. Ela não dormia bem, conseguia pegar no sono apenas na parte da manhã e ficava cansada rapidamente durante o dia.

Nosso relacionamento estava a ponto de acabar. A beleza dela estava deixando-a. Ela tinha bolsas sob os olhos, cabelos desgrenhados. Ela parou de cuidar de si mesma. Se recusou a fazer filmes e rejeitou cada papel. Perdi a esperança e pensei que iríamos nos divorciar em breve... 

Foi então que eu decidi agir. Afinal, eu tenho a mulher mais bonita do planeta. Ela é a mulher ideal para mais da metade dos homens e mulheres da Terra, e eu o único que tinha permissão para dormir ao seu lado e abraçá-la. Comecei a mimá-la com flores, beijos e muitos elogios. Surpreendia-a e tentava agradá-la em todos os momentos.

Enchi-a de presentes e comecei a viver apenas para ela. Só falava em público a seu respeito e relacionava todos os assuntos a ela, de alguma forma. Elogiei-a a sós e em frente a todos os nossos amigos.

Vocês podem não acreditar, mas ela começou a renascer, a florescer… Tornou-se ainda melhor do que era antes. Ganhou peso, parou de ficar nervosa e me ama ainda mais do que antes. Eu nem sabia que ela podia amar tão intensamente.

E então eu percebi uma coisa: 'A mulher é o reflexo de seu homem'
Brad Pitt".


sexta-feira, 7 de junho de 2013

Da Liberdade Do Ser


(by Cinthya)
 
Você conseguiria equilibrar a sutileza e a intensidade das coisas, dos momentos, das emoções? Você conseguiria ao mesmo tempo em que enxerga a simplicidade de algo e a magia dessa simplicidade, jogar-se inteiramente nesse momento e viver da forma mais completa todas as sensações que essa simplicidade pode lhe oferecer?
Você consegue lidar com a espontaneidade das pessoas que se jogam na vida e vivem sem os pesos da cobrança (hipócrita) que a sociedade impõe? Pessoas que simplesmente não optaram por regras fúteis e sem embasamento, pessoas que não se pincelaram com o verniz do conveniente e fazem a diferença onde estiverem.
Você sabe lidar com o diferente? O inusitado? Com o inesperado? Você sabe sorrir se alguém simplesmente lhe surpreendeu com um gesto nada comum e que, para a maioria das pessoas soaria como um “mico”? Aliás, você se permite “pagar micos” na vida sem se importar em parecer ridículo aos olhos dos outros?
Você tem essa liberdade em você? Liberdade de ser você na sua essência? De entender que viver em sociedade não significa, obrigatoriamente, viver sob os desígnios hipócritas que a grande maioria desenha e cobra? Você se permite? Você se permite saborear o viver de uma forma simples e intensa?
Arrisque-se a viver isso por um dia apenas e perceberá como é, de fato, um tesouro essa sensação de liberdade. Onde você não atrapalha ninguém, não transgride nenhuma regra fundamental do convívio social e sente na pele a sensação der ser você mesmo, quebrando a polidez que a maioria espera de você.
E para tudo que for viver, viva intensamente. Doe-se. Sinta. Permita-se. Adentre. Saboreie. Curta. Seja. Jogue-se.

quinta-feira, 6 de junho de 2013




Ah, Aquele Olhar...

Aquele olhar que me invade, me inquieta, me faz sorrir.

Aquele olhar que revela tantas verdades não ditas, tantas vontades contidas, tantas sanha implícita.

Aquele olhar que traz tanta tristeza, mágoa e dor pelas humilhações sofridas, é o mesmo que traz o orgulho e a alegria da superação e da volta por cima.

Aquele olhar satisfeito, inquieto e sonhador que mexe comigo.

Eu me perco e me acho naquele olhar, me imagino, me completo e me encaixo.

Aquele olhar que busca o meu, que procura respostas, não sai da minha cabeça quando estamos longe.

Ah, aquele olhar, profundo, misterioso e incerto me diz tanta coisa.

Ah, aquele frio na barriga que me dá quando o meu olhar se cruza com aquele olhar.

Ah, aquela saudade que me dá quando eu fico dias sem olhar aquele olhar.

Ah, aquele olho no fundo do olho que me tira o chão.

Ah, aquele olhar que me tira o sono e me faz sorrir e suspirar.

Ah, aquele olhar que sorri pra mim sem mexer sequer um músculo do rosto.

Aquele olhar que me desafia.

Aquele olhar de menino carente que ao se misturar ao de um jovem sonhador e mesclar com o de um homem forte me trazem a certeza do que eu quero.

Aquele olhar que eu quero olhar todas as manhãs ao acordar é o mesmo olhar que diz querer estar comigo e se 
ver no meu olhar.

Eu adoro olhar no seu olhar e me achar. Adoro pensar e me emocionar. Adoro dormir e sonhar.

Seu olhar me diz muito, sua sinceridade e transparência me aproximam de você. Sua fragilidade aparente desperta em mim um sentimento protetor que eu não sei explicar.

O desejo que se confunde com carinho, a paixão inquietante que encontra equilíbrio na mansidão do amor fraternal fazem com que o meu olhar, busque desesperadamente as declarações eu só encontro no seu olhar.


“Eu não sei parar de te olhar, não vou parar de olhar, eu não me canso de olhar... Não vou parar de te olhar.”

Verônica

terça-feira, 4 de junho de 2013

Homens x Meninos

Imagem ilustrativa retirada da internet



O que difere os homens dos meninos? Bem... Vejamos:

Homens conquistam. Meninos pegam.

Meninos se alojam. Homens constroem lares.

Homens dão amor, carinho, atenção e cuidados. Meninos dão “lapada, lapada, lapada, lapada”.

Meninos saem à caça. Homens deixam as coisas acontecerem naturalmente.

Homens falam a verdade, por mais complicada que seja a situação. Com isso, além de ganhar a admiração e o respeito da mulher, ainda se eximem de cobranças e pressões posteriores. Eles te dão o direito de escolher se quer ou não se envolver. Meninos mentem, mentem, mentem, se enrolam nas mentiras e continuam mentindo.

Meninos buscam a auto-satisfação na cama, não se importam muito com a parceira. Homens primam o prazer da mulher e com isso alcançam o prazer.

Homens admitem o erro e pedem desculpas. Meninos invertem o jogo e fazem com que você se sinta culpada.

Meninos cruzam os braços e "se fazem de desentendidos". Homens arregaçam as mangas e vão à luta.

Homens são solucionadores de problemas. Meninos são criadores de problemas.

Meninos te dão bombons e desculpas esfarrapadas. Homens te dão segurança.

Homens chegam junto nos problemas e, pelo menos, tentam solucioná-lo. Meninos não ligam muito, afinal, você é suficientemente capaz de resolvê-los sozinha.

Meninos dizem: "Ela é feia, tá gorda e nem bunda tem". Homens dizem: "Nem reparei, não consegui parar de olhar nos olhos dela."

Homens te apresentam aos amigos. Meninos te ignoram quando estão com amigos.

Meninos pedem o telefone e prometem ligar no dia seguinte, mesmo sabendo que não vão ligar. Só fazem isso pra “ficar bem na fita”. Homens agem com naturalidade e não fazem promessas que não poderão cumprir. Se tiver que ligar, liga. Se não se interessou muito não promete nada. Afinal de contas, ambos são maduros e sabem distinguir uma transa de um envolvimento.

Homens são altruístas e cuidadosos. Meninos são egocêntricos e individualistas.

Meninos brigam e ficam irritados ao perceberem que aquele cara está olhando demais para você. Homens te abraçam e mostram a ele que você está muito bem acompanhada e satisfeita.

Homens são responsáveis. Meninos? Bem... Meninos vocês sabem... Não se responsabilizam com nada e sempre acham alguém para pôr a culpa.

Nada impede que você quebre a cara e se decepcione com um homem, mas a probabilidade de isso acontecer ao se envolver com um menino é muito maior. Conheço meninos de quarenta e poucos anos, assim como conheço homens de vinte e poucos. Idade não determina o grau de amadurecimento, atitudes sim.

Prefira homens. Fuja de meninos.


Verônica