segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Foi Bom, Amor. Mas Acabou (o Amor).


(by Cinthya)
A gente se conhece, rola uma afinidade, inicia-se uma paquera até que um dos dois tome a iniciativa e a relação se concretize. E então passamos a viver muitas coisas juntos, criamos uma intimidade grande e gostosa, ganhamos um passaporte para lugares bem queridos dentro da história do outro.  Nos tornamos personagens de mais uma história de amor.
Aprendemos juntos, sonhamos juntos, descobrimos juntos, batalhamos juntos, dormimos juntos, acordamos juntos e assim vamos tocando essa história, com sorrisos, às vezes ciúmes, outras vezes lágrimas, mas tudo dividido com essa pessoa que chegou e marcou território.
Mas então as coisas desandam, o encanto morre para um dos dois e permanece vivo e intenso para o outro que sobrou. E por mais que o ‘desencantado’ dê sinais, o ‘amoroso’ não entende que a relação caminha para um fim.
Então é hora de falar: "Acabou!" ou "Ficamos por aqui."
E eis que surgem tantas histórias (mentirosas) para antecederem essas afirmações , ou até mesmo substituí-las. Tinha um namorado que, do nada (pelo  menos pra mim), resolveu terminar tudo entre nós. Chegou na minha casa e me encontrou linda e perfumada... Daí começou a me contar uma história tão mirabolante, tão fantástica, tão cheia de detalhes duvidosos que eu, já irritada com a tentativa dele de subestimar a minha inteligência, disse: “E, em resumo, você quer me dizer Adeus!”
As minhas amigas dizem que tenho uma praticidade imensa para terminar um relacionamento. Mas de fato, não consigo ver nada de muito complicado nisso. Certa vez foi a minha vez de terminar uma relação que já estava sem sabor, desgastada. Acabei saindo com amigas e conheci outra pessoa, rolou um beijo. A consciência doeu. Pesou. Então, no dia seguinte, fui até a casa do namorado (da relação desgastada). E, confesso, não é todo freezer que gela tão bem quanto eu estava. Ele percebeu e disse:
- O que foi? Me traiu?
- Trai. – respondi sem nem pestanejar
- Caramba! – disse ele, já sem cor – e por que não terminou antes comigo?
- Por que eu não tinha te visto, mas vim aqui justamente para dizer que acabou.
Então sai e o deixei lá.
Na hora ele ficou puto da vida, mas depois desatou a rir pela simplicidade com que tratei o assunto. "Nem doeu" disse ele.
Tem gente que mente, tem gente que desaparece simplesmente (e deixa aquela angustia de não se saber o que aconteceu). Alguns se encarregam logo de iniciar outro relacionamento e fazem de tudo para que o(a) parceiro(a) descubra. Enfim, são tantas fugas e tudo por medo de olhar nos olhos e dizer: Acabou!
Para mim é mais digno e mais correto (até pelo respeito com a pessoa que viveu uma história com você) dizer a verdade e deixar as coisas definidas. Preto no branco. Afinal, se acabou, ACABOU. Simples assim! E nem por isso a história foi ruim ou em vão. Foi linda, foi gostosa, foi real, mas... FOI!

Se a vida em si segue um clico de início, meio e fim, porque seria diferente com o relacionamento? Um dia ele começa e um dia ele acaba. Seja por falta de amor, seja por falta de vida. E o que podemos fazer para não criar traumas em cima disso é curtir cada momento na certeza de que a nossa vida é feita de histórias, pessoas, relacionamentos, mas que nada disso é eterno, a começar por nós mesmos.


sábado, 29 de janeiro de 2011

Sensibilidade

(by Cinthya)

Hoje estava visitando outros Blogs e li sobre Poetas e suas peculiaridades. Então me bateu uma saudade de minhas Poesias, minha alma derramada em versos que preenchiam folhas virgens...

Alma de Poeta é tão sensível. Sofremos tanto, choramos tanto, tanta beleza dentro de nós a contrastar com as mazelas do mundo. E no poema abaixo consegui descrever um pouco dessa eterna guerra que trago em mim.

Quando se nasce da Poesia, torna-se muito tênue a linha que divide a nossa lucidez da nossa loucura. Porém, mil vezes eu nascesse... Mil vezes nasceria Poeta.

Um brinde à vida!


O Preço de Ser Eu

O preço do sonho é o despertar.
O preço da vida é a morte.
O preço do amor é a partida.
O preço de acreditar é a certeza do seguir.
Manter-me firme à beira do abismo cego do amor.
Segurar com a mente o corpo que insiste pela queda.
Por jogar-se, leve, rumo ao desconhecido.
Ter você sem nunca tê-lo ao certo.
Buscar as verdades que não sei se existem.
De tanta força chorar por ser frágil,
Sem nunca ser fraca.
Negar o comum a todos.
Tentar ser eu, antes de tudo.
Amar como der.
Viver numa eterna despedida.
Perdida....
Dos outros.
Achada em mim.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

"Quando o Coração da Gente se Apaixona"...


(by Cinthya)

Passamos horas, dias, meses, ansiando encontrar alguém, namorar, gostar. De repente, a nossa hora chega. Aquele alguém interessante que a amiga nos apresentou nos liga. Convite para jantar. Pronto. Começou o processo!

A gente curte toda a expectativa do econtro de logo mais a noite. Nenhuma roupa nos serve, tem que ser uma nova. Um frio na barriga, sorriso de canto à cato da boca. "Bom Dia!",  "Boa Tarde! " e "Boa Noite!" para TODOS que cruzarem o nosso caminho. Cantarolamos o dia todo. Sorrimos para todos e abraçamos até aquela colega de trabalho com quem discutimos feio ontem (afinal, num estado de graça desses a gente não acha lugar para mágoas).

Nos certificamos de que todas as amigas estão cientes dos acontecimentos e que todas estão mandando pensamentos positivos. O frio na barriga aumenta à medida que o tempo passa. Olhos pro relógio... "Caramba! Dá dezenove e não dá dezoito horas!". Faltando cinco minutos já estamos com a mesa arrumada, bolsa nas mãos, computador desligado e olhos no relógio de ponto.

Do trabalho direto para o salão de beleza. Do salão correndo para o banho. Perfume, maquiagem, perfume, roupa nova, perfume. Mil olhadas no espelho. "Mãe, eu tô bem?", "Mainha essa ou aquela sandália?". O celular toca: "Estou em frente à sua casa". Saímos em disparada. Ops, não esquecer do perfume!

Noite perfeita. Papo agradabílissimo. Músicas que levaremos na lembrança para mais tarde recordarmos dos momentos. Afinidade. Tremor em todo o corpo ao toque dele nas nossas mãos. E, enfim,o beijo. Ah, o beijo! Passaporte garantido para o paraíso. Percebemos que é hora de irmos para casa. E ele nos deixa, concluindo: "Nos vemos amanhã?".

No dia seguinte... Gente, tem coisa mais gostosa do que acordar depois "daquele" encontro? Apesar de termos chegado tarde e acordado cedo, não existem olheiras, nada de mau humor. No lugar de tudo isso, apenas sorrisos, suspiros, lembranças. E é incrível como conseguimos lembrar de tudo, de todos detalhes.

Chegando ao trabalho, corremos para o computador. É hora de compartilhar TUDO com as amigas. O dia todo o assunto é um só e ninguém enjoa, pelo contrário, quanto mais se fala, mais se quer falar.

O final da tarde chega para aquietar os ânimos, daí ele liga, um terremoto dentro de nós acontece... "Posso te pegar no mesmo horário?" e o processo recomeça... e o sorriso não se desfaz... e o amor vai chegando de mansinho para escrever mais uma história.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Mulher Grávida. Marido Carente.




Dia desses no MSN...

- Oi, Vel!

- Oi,amigo!! Como vai?

- Pô Vel, to me sentindo bem não... Tô carente acho que to precisando de uma mulher.

- Eu sei como é, a patroa grávida, o maridão fica de lado mesmo, você ta se sentindo em segundo plano.

- É justamente isso, tu tá lendo minha mente?

-Não! É que já vi isso, já vi esse filme, acontece com casais que não vão tão bem. Acontece naturalmente.

- Então, é isso...

- O filho afasta, parece cruel, desumano mas não é. É a realidade e não é culpa de ninguém

- Poxa... Na verdade parece que os olhos se voltaram só para o bebê... e as coisas aconteceram de repente... Longe de ser ciúme por que já amo meu filhote, mas tem acontecido e aconteceu como você disse, naturalmente.

- É uma carência involuntária

- Isso! Daí fiquei só em casa, mas a solidão não é física, sabe?

- Sei

- Meu pai e meu tio chegaram, mas me sinto só, é estranho. Na verdade já me sentia só antes dela viajar. Parece maluquice.

- Maluquice comum

-Sinto falta de deitar no colo, conversar, sentir o cheiro mesmo aquele suado depois de um dia de trabalho, de uma companheira, de uma amiga, sei lá... Mas do cheiro de mulher também... Não é de sexo, é do cheiro de mulher, parece estranho, mas é verdade e nem sei se sei explicar, só sei que to confuso

- Eu passei a observar muito quem está a minha volta, e pude perceber que certos problemas são mais comuns do que a gente imagina

- Então... Será que é por isso que os homens traem? Vou explicar: Por que, se para ela esse vazio que poderia acontecer está preenchido com o filho que está no ventre. Para o homem, nesse caso eu, continua o vazio... Entende? Então se me aproximo de uma pessoa e tenho um contato mesmo que sem maldades ou segundas intenções a minha carência afetiva me deixa mais frágil, a ponto de me deixar  encantado com uma outra pessoa. Pasme mesmo homem com H, tem seus momentos de fragilidade.

- Ô se têm... Até os homens mais durões tem sim seus momentos de fragilidade. Muitos são só casca. E quanto à traição isso é muito relativo. A maioria dos homens, traem por instinto pegam geral, vão pra cama com uma dezena de mulheres e voltam pra casa sem culpa alguma. Já as outras traições (as piores) são aquelas afetivas, quando o cara se apaixona por outra pessoa, porque ali não é só pele, só carne, só superficialmente, é sentimento, é coração... Então a pessoa que está chegando está tomando o lugar da que já estava

- Isso... Então, a pegação não pode ser considerada como traição, porque não é levada a sério por nenhum homem, o envolvimento afetivo sim, é isso que penso. Embora seja errado.

- A traição nesse caso (envolvimento afetivo) é pior porque pode ser o fim de uma relação e o começo de outra, certo e errado nesse caso não existe isso é apenas uma questão de ponto vista e só vai depender da maneira como você vai conduzir o final de uma relação e o começo da outra. A pegação sim é errada, pois é falta de respeito com a parceira.

- Essa semana eu estava conversando com uma amiga justamente sobre isso, e não vou mentir: Eu estou confuso. Não sei o que fazer, o filho que deveria nos unir, agora parece que abre um abismo entre nós, ela só quer saber do bebê, tudo é o bebê, sem falar no apetite sexual que esfria.

- Eu só posso te dar um conselho: Pense bem. Você sabe que sua relação sempre foi cheia de altos e baixos, e seu casamento, assim como a vida, não só a sua, mas a de uma pá de gente, é constituída de momentos bons e ruins. Você nunca foi um poço de certeza, haja vista a quantidade de coisas que começou e deixou inacabada. Esse é o momento que sua mulher mais precisa de você, pense bem antes de tomar qualquer decisão. Lembre-se que isso também é fase.

- É, eu sei... Não penso em me separar não, mas é que estou num momento de fragilidade e estou me sentindo confuso, e só, eu só precisava de atenção. Obrigada você sempre tem a palavra certa na hora certa.

- Desculpe se não é a palavra que você gostaria de ouvir, mas, na minha opinião é que você precisava.

- Na verdade não esperava nada, eu nem pensava nada. Tô tão confuso. As vezes me acho um monstro por estar vivendo esse dilema justo nesse momento onde eu deveria estar plenamente realizado. Não sabia que uma gravidez era tão difícil pra um homem.

- Então pense bem, pense no que você vai fazer e como vai agir. Não vá magoar quem não merece e muito menos envolver uma terceira pessoa em sua vida. Lembre-se que a sua prole vem aí e vai te dar muitas alegrias.

- Obrigada, Vel.

- Por nada.


Publiquei essa longa conversa que tive um dia desses com um grande amigo, por que eu vejo esse drama se repetir dia após dia.

Mas antes, gostaria de fazer uma ressalva: Ana (a mais nova mamãe do pedaço) não fique paranóica por favor, isso não é regra, nem é exceção, afinal, não se pode ditar regras e exceções em se tratando de comportamento humano. Curta sua gravidez pois ela é um momento sublime na vida da mulher, sei que as mulheres ficam frágeis e vúlnerais, mas não se engane, os homens também ficam.

Continuando... Esse meu amigo é casado a 4 anos e a esposa dele está vivendo um momento ímpar, felicidade e realização é pouco, nesse momento o que ela sente é muito mais. Eu só fiz esta explanação para que nós mulheres nos coloquemos no lugar dos homens.

Vou citar alguns exemplos de comportamentos diferentes: Um dos meus irmãos quando nasceu o primeiro filho, se separou antes do bebê completar 1 ano. O outro viveu a gravidez da esposa como se fosse ele quem estivesse grávido, e foi assim com os 4 filhos.

Tenho dois amigos que eram radiantes e realizados nas gestações de suas esposas, perguntei a eles se em algum momento eles se sentiram escanteados, carentes ou pensaram em trair, por sentir falta do sexo ou de atenção, ambos me responderam que não. Já outro amigo traiu a esposa durante toda gestação, e quanto o filho completou 4 meses ele saiu de casa e foi morar com a amante. Por isso eu digo que tudo é relativo.
Não falo com conhecimento de causa, afinal, todos sabem, eu não sou mãe e nem me vejo preparada para ser. Mas a freqüência de casos assim despertou minha atenção.

Mamães lembrem-se: Cuidem do bebê que está em vossas barrigas, mas não esqueçam dos bebês que estão ao lado. Eles também precisam de atenção.

PS: Desculpem o texto longo.

Verônica.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Pega a Fila, Meu Bem!


(by Cinthya)

Quando um relacionamento termina, normalmente passamos um tempo de mal com o mundo, de mal com o romantismo e tendo a certeza de que aquele namorado da nossa amiga não a ama, está apenas iludindo-a, afinal de contas ele é homem e homem é tudo igual. "É questão de tempo para que ele mostre suas garras", concluímos. E como nos irrita o fato de alguém nos contar coisas melosas de um casal apaixonado! (Argh!). Desenvolvemos verdadeira alergia ao romantismo, namoro, casal, e tudo que seja "dois". "Como pode as pessoas viverem grudadas dessa forma, o tempo todo se falando, o tempo todo se declarando... Chamando de 'Bem', 'Vida', 'Môzinho'... Credo! Não sei como não se enjoam!". Enfim, é intolerável ver em outros casais o que vivíamos com o nosso ex.

Mas isso passa. O tempo passa e carrega com ele as mágoas (ou uma boa parte delas), e passamos a nos sentir revitalizadas. De repente a gente acorda e se percebe cheia de amor, ou pelo menos, cheia de vontade de amar. Cheia de vontade de sonhar, de planejar, de ter alguém com quem dividir momentos agradáveis, alguém pra nos escutar, para se preocupar conosco, alguém para nos mostrar um outro lado das coisas (que nós, quando sozinhas, não enxergamos), alguém para somar mais felicidade aos nossos dias. E aí a gente percebe que está pronta para amar novamente. Voltamos a escutar música romântica, voltamos a ler poesias, ver casais apaixonados apenas atiça o nosso desejo de logo logo se ver naquela situação novamente.

Então mudamos a cor do cabelo, pintamos as unhas de vermelho, escolhemos melhor a roupa. Passamos mais tempo em frente ao espelho, sorrimos mais, sonhamos mais, voltamos a usar as bijouterias, a comprar novos perfumens, cremes, óleos perfumados, mudamos o shampoo para um ainda mais cheiroso, nossa cabeleireira passa a nos ver, pelo menos, três vezes por semana. E com isso nos sentimos lindas. Não, lindas não. Nos sentimos 'o máximo', a 'personificação da beleza'.

E agora, que estamos de bem com a vida novamente, podemos enfim sair com as amigas, dançar, beber, badalar, paquerar e ter a certeza de que temos um coração lindo e todo reformado, prontinho para caber numa relação.


Quando estamos nesse estado de harmonia com nós mesmas, dando leveza a tudo que nos cerca e "nos achando", pode crer, o nosso 'radar' funciona e o amor surge. E vem avassalador, gostoso como só ele sabe ser. A gente se entrega e curte, e ama, e vive intensamente tudo que se há para viver.  Queremos apenas  sorver tudo que há nele. E desejamos ardentemente que ele "seja eterno enquanto dure!" Afinal, o passado passou mesmo. Do amanhã não sabemos quase nada e o que temos de concreto e real é o hoje, o agora.

Sejamos felizes, então! Até que a fila ande novamente (ou não).


terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Um Príncipe Nada Tradicional

Era uma vez uma princesa que não acreditava em príncipe encantado...

Certo dia essa desacreditada princesa, viajou até uma província distante para assistir a um espetáculo épico, um duelo entre grandes gladiadores. Um dia antes da tão esperada batalha, a princesa que estava ansiosa por chegar o grande dia de apreciar de novo a tal batalha no coliseu dessa província, resolveu degustar as iguarias da localidade, estava acompanhada de mais 3 princesas.

Nesse passeio a princesa conheceu um príncipe, num encontro inusitado, esse príncipe estava longe do que se espera de um príncipe, dito isso de um ponto de vista convencional. Por não acreditar e por ter um ponto de vista diferente do imposto pelas leis do castelo, a princesa viu que ali estava um autêntico príncipe disfarçado de plebeu.

O  moço tinha gosto musical duvidoso, bebia cerveja, dançava de forma engraçada e promovia a gargalhada geral, falava pouco e encantava muito, não parava quieto e parecia ter mais disposição que as 4 princesas juntas, gostava de Bonde do Maluco, Trio da Huana e Black Style, tudo que a mocinha não apreciava, ou não se prendia a ouvir. Mas ela percebeu que ele era gentil, não como um Don Juan, era atencioso, mas era uma atenção despretenciosa, ela percebeu que ele era dedicado, mas não uma dedicação interessada como quem espera algo em troca. Ele era um cara legal!

Foi aí que ela percebeu que príncipes existem sim. Eles estão disfarçados de plebeu ao nosso redor, nós é que não vemos. Passamos batidas. Aprendeu que um conto de fadas pode durar um dia, uma hora, um encontro... Não importa o tempo que dure, o importante é que aconteça.

Conto de fadas é aquela história curtinha ou longa, mas que te tira do eixo e te joga nas nuvens,  te põe a pensar, faz com que você reveja seus conceitos em relação a determinados dogmas. Faz você viver uma situação e depois lembrar, lembrar e dar aquele sorriso de canto de boca com um ar de satisfação onde você pondera e chega a conclusão de que valeu à pena.

E foi assim nesse turbilhão de acontecimentos e história em tempos e localidades embaralhadas que a jovem viu que estava errada. Foi nessa mistura de história que ela conseguiu enxergar a sua própria história e ver que as coisas são bem mais bonitas e simples do que ela imaginara.

A princesa voltou para o sua província, o príncipe permaneceu na dele, disfarçado de plebeu, eles não se viram ou se falaram mais, e foram felizes para sempre...

E o duelo? Ah, o duelo foi fantástico! O gladiador que a princesa foi prestigiar não fez feio e conseguiu a vitória.

Verônica

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O Dia Em Que O Poeta "Baixou" Em Mim


(by Cinthya)

Peça integrante do curso de Letras da UPE (FFPP) nunca fui considerada uma aluna comum. Não gostava de fazer tudo igual na mesmice de sempre. Pra mim só tinha encanto se fosse diferente. Subir num carrinho empurrado pelos colegas e convencer outros a subirem também, um deles tocando violão, outro declamando Castro Alves e eu de braços aberto à frente de todos (a la Titanic) dividindo as atenções com a Cassandra (colega de turma e amiga de alma) e nessa 'marmota' sair desfilando pelos corredores da universidade, ou ainda comprar cerveja no barzinho lá fora, enfiar na mochila e beber dentro do pavilhão de Letras, num luau improvisado, para depois jogar as latinhas vazias no lixeiro do pavilhão de Matemática (afinal, o pessoal de Letras jamais beberia cerveja dentro do Campus! Isso é coisa do pessoal de exatas!).

Muitas história... Mas vou compartilhar uma situação ímpar que aconteceu. Estava no sétimo período e a professora de Literatura Brasileira programou uma apresentação teatral para servir de nota para a unidade. A professora era gente boa, mas não tinha uma dinâmica muito atrativa, talvez lhe faltasse uma reciclagem. Dividiu a turma em grupos e deu a cada grupo um autor de nossa literatura para que fosse montada uma apresentação onde houvesse uma entrevista com o tal autor.

Daí os grupos combinaram "entrevista no rádio", "entrevista na TV", "entrevista no jornal". Tudo coisa normal. Mas eu juntei meu grupo e falei:

- Gente o João Cabral de Melo Neto, nosso autor, está morto! E eu tenho uma idéia para essa entrevista, mas não sei se vocês aceitarão. 

- Fala Cinthya. Qual a loucura da vez?

- Me digam, qual a única forma de entrevistar um morto?

Silêncio e incredulidade.

- Não Cinthya. Por favor! - falaram já prevendo o que viria.

- Gente a única forma é "baixando" o espírito dele em alguém.

Apesar de uma relutância inicial, consegui convencer a turma a entrar nessa junto comigo. E então organizamos tudo.

O dia chegou. A roupa e os colares que seriam usados vieram de uma Mãe de Santo 'aposentada' (?) que residia em Senhor do Bonfim/BA (foi nesse dia que descobri que Mãe de Santo se aposenta).  Fechamos a sala, acendemos incensos, velas pretas, vermelhas, derramamos alfazema para "purificar" o ambiente, montamos a mesa com pipocas, flores e imagens de orixás. As meninas de branco, descalças eram as Filhas de Santo e eu, como autora da idéia, era a Mãe de Santo. Um colega posto atrás de um biombo tinha o texto com as respostas para as perguntas feitas por uma das minhas Filhas e respondidas pelo morto através de mim (eu apenas faria o movimento com os lábios).

Pois bem, tudo organizado, a turma já esperava ansiosa para adentrar a sala e assistir a apresentação. Quando a porta se abriu e o Terreiro foi exposto, o susto foi geral. A fumaça das velas e dos incensos, o cheiro da alfazema e o canto das minhas Filhas (Iansã, cadê Ogum? Foi pro mar...) envolveram todos que estavam ali presente. Um silêncio absurdo tomou conta da turma e seus cérebros demoraram um pouco para processar o que viam. O único som que se ouvia era "Sangue de Cristo Tem Poder" ou "Misericórdia" pronunciados por alguns colegas evangélicos que, por sinal, sequer entraram na sala (voltaram todos da porta, mas nós respeitamos. A intenção não era brincar com religião de ninguém!). Passado o susto incial, os CDFs balançavam a cabeça incrédulos, o pessoal do fundão entrou na harmonia do ambiente e a professora... Ah, a professora! Essa quase morria de dar risada.

Quando eu adentrei o Terreiro o riso já corria solto. Comecei a dançar e a fazer movimentos bruscos até que o espírito "baixou". Aí uma das minhas FIlhas me segurou e me ajudou a sentar. Cabeça baixa, cabelo cobrindo o rosto.

- Quem está aí? - Perguntou a Filha de Santo

- Sou eu, João - respondi com a voz grave.

- Que João?

- João Cabral de Melo... Neeeto!

E aí a entrevista aconteceu.

Não demorou muito e as outras turmas apareceram na porta para saber de onde saia aquele cheiro de Terreiro que se espalhava pelo Campus.

Nossa apresentação (apesar das minhas Filhas de Santo passarem o tempo todo lutando contra o riso que não cabia mais nelas) foi um sucesso. Tiramos a nota máxima e eu, claro, abusei do status de ter sido a Mãe de Santo que recebeu um espírito tão ilustre!
"O amor comeu minha paz e minha guerra." - João Cabral de Melo Neto

sábado, 22 de janeiro de 2011

Provas de Fogo


Hoje temos um convidado no Divã!
O texto de hoje é assinado pelo Marcus, um convidado especial que vai expor para vocês o seu pensamento, as suas palavras, a sua opinião sobre o filme Provas de Fogo (dos mesmos criadores de "Desafiando os Gigantes"). Boa Leitura!
Provas de Fogo

Olá caros amigos leitores deste blog! Chamo-me Marcus Laert e estou escrevendo esse texto para as queridas que comandam esse espaço.  Antes de tudo, gostaria de fazer uma pergunta sincera: Vocês já assistiram ao filme “Prova de Fogo”? Se a resposta for sim, parabéns! Caso contrário preste atenção nesse texto.
É um dado estatístico, meio assustador, porém, o número de pessoas que ou se casam ou passam a morar juntas vem crescendo de maneira assombrosa. Da mesma maneira, podemos relacionar isso com a quantidade de casais que estão se separando do nada.  Entre esses termos, fica a seguinte pergunta: O que leva um casal a unir-se e logo em seuida se separarem do nada?
Não é só o amor que conta, pois assim como podemos amar, podemos também odiar nas mesmas proporções. São várias as razões que nos fazem querer construir alguma coisa nessa vida que é breve e longa ao mesmo tempo.  Planejamento a dois, paciência, saber que temos de abrir mão de coisas que gostamos... Tudo isso para fazer dar certa a convivência a dois.
Desde pequenos, tanto o homem quanto a mulher já iniciam uma relação de namoro e começam a conhecer vários valores que poucos dão importância, mas desde cedo, compreendem o real significado por se importarem com o próximo. Nos dias atuais, percebemos que as pessoas não ligam mais para os sentimentos de quem elas realmente gostam e passam a se interessar pelo seu bem próprio. Quando elas param para acordar, se sentem vazias, fúteis e egoístas. O mais engraçado é que no filme citado acima, um dos personagens, após ver o esforço do companheiro (a) para mostrar que o barco é dividido por duas pessoas, fica envergonhada pelo que foi dito e começa a ser mais humilde, corrigindo os erros.
Daí em diante, inicia-se uma provação para mostrar que a cada dia, temos que vencer uma batalha, pular fogueiras e vencer dificuldades para se viver a dois. Quando a protagonista não quer observar o obvio, no filme, deixa-se enganar pelas aparências vistas somente por ela mesma e quando ela resolve acordar, eles ainda ficam juntos, por causa do sinceridade e força do amor dele.
Nada na vida é fácil. A convivência a dois, deveria facilitar muitas coisas, mas finda dificultando e ambos têm que saber abrir mão de coisas que gostam pela felicidade do próximo. Provas de fogo são vividas todos os dias, aonde muitos têm medo, muitos não sabem vencer a batalha e, em consequência, não sabem como sair vitorioso na guerra da vida!
Marcus Laert

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

"Já Tomei Porres Por Você!"


(by Cinthya)

Eu tenho uma amiga que há muito tempo não vejo, mas que é uma pessoa daquelas que passam e deixam uma leva de lembranças agradáveis na memória da gente. Ela, embora mais nova que eu, tinha uma experiência amorosa muito além da minha. Namorar muito era o hobby dela. Certo dia, terminou com o namorado e nada a faria voltar (palavras dela). Até que...



Ele tomou um porre, pegou o carro e parou em frente a casa dela, ligou o som com a música preferida dos dois ("você é minha luz, estrada, meu caminho...") e só saiu de lá quando ela apareceu lá fora para conversarem. Os vizinhos reclamando, os pais dela reclamando e ela achando tudo "muito romântico". Resultado? Casaram. Tudo bem que bem depois se separaram e ela até já tem outra família (ela realemente é muito além de mim!!!). Foi uma história intensa a deles dois.


Eu, confesso, já tomei porres de amor. Daqueles que deixam uma ressaca física (não maior que a ressaca moral) na gente. Que fazem a gente ligar o som no volume máximo 'assassinando' os ouvidos de quem não bebeu, que fazem a gente repetir a mesma música 10, 20, 100 vezes e chorar em todas elas dizendo "Era essa música que ele cantava pra mim. É a nossa música. Escuta como é linda." É uma dor tão grande no peito, sufocando a gente. Daí a gente abraça as amigas e chora, chora, chora e nada nos consola. A gente só quer chorar e beber e ter ele de volta (não necessariamente nessa ordem).


É bom extravasar, colocar para fora a dor, o 'excesso de falta' que fica engasgando a gente, maltratando nosso ego. Uma vontade de olhar para ele e gritar bem alto que "Eu te amo, seu burro! Não tá vendo a merda que você tá fazendo?". E a gente não entende, não consegue entender onde foi parar tudo o que aconteceu, o que dividimos e construimos juntos. E não adianta ninguém explicar que ninguém é de ninguém, que as pessoas são livres para partirem na hora que quiserem. A gente, num porre de amor, não entende isso. "O mundo é muito injusto", é o que pensamos. "Oh Amiga, liga pra ele." e as amigas, coitadas, tentando contornar a situação, correndo para esconder todos os celulares.

Quando o corpo não aguenta mais, a gente é arremessada no banheiro para uma ducha gelada, seguida de um café amargo e cama (Aliás, Oh cama que roda! É complicado equilibrar-se sobre ela!!!).


Depois, a ressaca, a dor de cabeça, os flashs dos micos que foram pagos... Alguns a gente nem lembra. Damos risada com as amigas contando os detalhes, sentimos vontade de matar a engraçadinha que tirou fotos inusitadas. Até que a reunião termina, elas vão embora e a gente se depara com nosso íntimo. E então percebemos que o porre passou, a ressaca passou, mas o coração... Ah o coração! Esse continua doendo pra caramba.

PS. O Ministério da Saúde Adverte: esse é um post politicamente incorreto. Evitem os excessos. Moderação em tudo, menos no amor que, com ou sem porre, é gostoso demais de ser curtido.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

20 de Janeiro. Uma Data. Muitos Acontecimentos.


No dia 20 de janeiro de 2010 o destino me reservava uma surpresa, uma grata, doce e maravilhosa surpresa. Sem eu saber, cruzaria o meu caminho, exatamente nessa data, uma das pessoas mais incríveis que eu já tive o privilégio de conhecer. Alguém que já fazia parte do meu ciclo de amizades, mas eu nunca tinha notado a presença, assim como nunca havia sido notada por ele. Um comentário sobre uma música da Elis foi o bastante para nos aproximar.  Ele se mostrou uma companhia agradável, um sujeito inteligente com uma cabeça muito boa, um bom papo, muitas risadas e um sorriso largo no rosto. Instantâneamente surgiu uma atração absurda, uma química perfeita, uma paixão ardente. E eu era só sorrisos. Essa fase de êxtase se estendeu até meados de fevereiro, quando eu viajei para curtir o carnaval em Salvador e nós nos afastamos, na volta nada foi como era antes. Foi uma breve e linda história. Foi curta, eu sei, mas foi perfeita, necessária, fascinante e muito gratificante. Hoje não há mais paixão, sedução ou desejo, mas há um enorme carinho, grande admiração, bastante respeito e acima de tudo, muita, muita amizade, cumplicidade e parceria. Hoje faz um ano que eu conheci o cara que mudou a minha forma de ver as pessoas, os relacionamento e sobretudo a relação homem x mulher. Hoje ele é um grande amigo, amigo que ainda arranca sorrisos e suspiros, me deixa encabulada e me dá umas bronquinhas de vez em quando. Será para sempre uma pessoa especial. 20 de janeiro de 2010. Uma data que ficará guardada em minha memória, enquanto vida eu tiver.
O que eu não poderia imaginar, é que, enquanto eu estava sorrindo e me apaixonando, nem tão longe de mim tinha uma pessoa chorando, sofrendo e lamentando uma grande perda em sua vida, um trágico acidente de carro desmembrara uma família, tirava o marido e a alegria de viver da guerreira Marcele Alencar criadora do http://naoquerooutrolugar.blogspot.com/ que tomo a liberdade de citá-la, sem pedir autorização. 20 de janeiro de 2010. Um dia que Marcele nunca vai esquecer. Uma triste data que ficará guardada em sua memória, enquanto vida ela tiver.


Na longínqua década de 70 no mesmo 20 de Janeiro nascia Luciano Alves, uma pessoa diferente, que tinha uma missão, um cara muito alegre, esfuziante e cheio de vida que anos depois se tornaria um grande amigo da minha parceira Cinthya. Um amigo sensível, gentil, sincero e muito querido, alguém que traria muita luz e alegria para a sua vida. Mesmo sem saber nesse dia Cinthya ganhava um presente. Dia 20 de janeiro, uma data que ficará guardada em sua memória, enquanto vida ela tiver.


Quantas pessoas, nesse mundo a fora riem e choram nesse mesmo 20 de janeiro?


Pois é... Uma data. Muitas histórias.


Verônica.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Era Uma Vez Um Carnaval...

(by Cinthya)

Tenho muita história para contar. Graças a Deus, sou abençoada de lindas, cômicas e quase inacreditáveis histórias. Talvez por não ter medo de viver, talvez por saber ser feliz com o que tenho (ainda que seja pouco) coleciono pessoas encantadoras que passaram por minha vida e encantaram um pedacinho dela, tornando-se um pedacinho de mim.

Era carnaval em Salvador e eu, claro, estava lá. Era a última noite de festa. Depois de 4 dias inteiros de sol, eu estava com uma pele que não era minha, creiam. Hoje quando revejo as fotos, além da saudade me pego indignada de como me deixei tostar daquele jeito (?!?).

Enfim, voltando ao começo, era carnaval e eu estava com as amigas no Pelourinho (nunca tive grana pra sair em bloco), brincando, pulando, dando muita risada ("e hoje, sou feliz é te ver, com dinheiro ou sem dinheiro, eu me viro em fevereiro"). Sempre gostei muito de carnaval e não importa se brinco em Olinda ou em Salvador, me divirto do mesmo jeito. Estava eu pulando quando uma amiga me mostra um rapaz muito bonito, branco (quase transparente), estatura mediana, olhos firmes a me olhar. Mas ele me olhava muito fixamente. Não demorou e estávamos conversando, ou pelo menos tentando conversar (ele não falava português).

Ciclista, italiano de Trentino-Alto Ádige (uma região bela no nordeste da Itália), calmo, ele estava a passeio e encantado com o que via. De cara percebemos uma grande afinidade e a conversa se estendeu noite afora. Enquanto os blocos passavam, eu e ele conversávamos sobre Dante Alighieri e sua Beatrice, sobre Rafael, Michelangelo e tantos outros assuntos que me encantam, e a ele também. Quando percebemos, o dia já tinha amanhecido. O Bloco da Limpeza já banhava nossos pés com água e sabão e nós ainda estávamos ali, sentados numa das calçadas do Pelourinho a discorrer sobre a odisséia de Dante pelo Inferno, Purgatório e Paraíso.

Marcamos de nos ver na praia, mais tarde. Disse apenas a praia que iria e a cor do biquíni que usaria. Não deu outra, ele me encontrou e a conversa teve continuidade. Agora já não apenas trocávamos palavras, mas também beijos e carinhos, aliás, coisa muito normal para uma afinidade tão grande.

O final da tarde chegou e nos encontrou caminhando pela areia molhada. Era Quarta-feira de Cinzas e nós de mãos dadas ("andar de mãos dadas na beira da praia por esse momento eun sempre esperei"), sorriso nos lábios gravávamos na memória tudo o que podiámos gravar daquele encontro. A noite ameaçava cair e precisamos dizer 'Adeus'. Eu pegaria o ônibus naquela noite de volta para casa e ele o vôo de volta à Itália. Entrei no coletivo e o deixei ali, acenando. Lindo. Ele é lindo de corpo e de alma. Inteligente, sensível e engraçado.

Isso aconteceu há uns 6 ou 7 anos. Ontem recebi um e-mail dele dizendo que o tempo passou... Muito tempo passou, mas ele nunca esqueceu daqueles momentos tão agradáveis e sensíveis que fizeram a viagem dele valer a pena.

Foi um Amor de Carnaval, é verdade. Mas um amor diferente, puro e bom o suficiente para ser recordado sempre.

Enfim, um viva para as Histórias que compõe o nosso Livro!
Pedacinhos de felicidade dispostos num mosaico chamado VIDA!
 

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Mulheres Investidoras

Número de mulheres na Bolsa cresce nove vezes em sete anos.
Ao final de 2009, a BM&F Bovespa contabilizava 136.062 mulheres investidoras. De acordo com os dados, divulgados na última semana, o número é nove vezes maior do que o registrado em 2002, quando 15.030 mulheres tinham o CPF cadastrado em agentes de custódia. No fechamento do ano, elas detinham 24,63% de participação.

Esse foi o título da matéria que li no caderno de economia da página da UOL.
Mais que um monte de dados, essa matéria que foi publicada em 11/01/2011 fala sobre a evolução da mulher também no mercado financeiro. Dia a dia, passo a passo as mulheres vão ganhando força e espaço num território antes totalmente dominado por homens.  É uma evolução notável, e precisamos dar ênfase a esses avanços. Sabem aqueles homens que ficam feito loucos com vários telefones no ouvido e todos falando ao mesmo tempo? Um caos absurdo que um leigo não faz a menor ideia do que eles estão fazendo e como conseguem em meio ao tumulto. Eles são os corretores, negociadores do pregão, e já tem mulher por lá também, é sim! Existem hoje mulheres trabalhando nessa função, antes, exclusivamente masculina, assim como tantas outras. O que eu quero com essas linhas é mostrar para  todas as mulheres que nos lêem que nós podemos. Yes We Can! Claro que podemos. Lembrem-se: A presidente da ANAC é uma mulher, a presidente da Petrobrás é uma mulher, a presidente do Brasil é uma mulher. Todas nós podemos fazer tudo que nos der vontade. Devemos, apenas, nos prepararmos e encararmos como um desafio possível. Já que é possível então, façamos!
Podemos ser mães, mulheres, filhas e profissionais tudo isso ao mesmo tempo. Para tanto, é importante que não pautemos nossas vidas. Não devemos nos reduzir ou limitar nosso trajeto. O céu é o limite.
E mostrar para os homens, que se ainda houver algum tipo de preconceito ou sentimento de superioridade, eu tenho quase certeza que não há, mas, se houver, que se desfaça agora. Estamos na era das possibilidades.
Verônica

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Nasci Para Morrer de Amor (Amor?)


(by Cinthya)

Laís é uma mulher nova, bonita e talentosa. Uma daquelas garotas de subúrbio que tem tudo para se dar bem na vida. Mas a história dela é um pouco diferente disso.
Mãe solteira, Laís conheceu um cara com quem namorou e decidiu dividir o mesmo teto. Ele assumiu o filho de Laís e deram início a uma história turbulenta.
Ciumento demais, Danilo começou a desconfiar de tudo e de todos que cercavam sua mulher, não queria mais que ela trabalhasse ou estudasse. Como Laís não abriu mão do trabalho, Danilo a esperava na esquina todas as noites (sempre em esquinas diferentes), sem avisar, como que em busca de algum flagrante (que, por sinal, nunca aconteceu).
Laís chegou a pedir o fim do relacionamento, saiu de casa. Mas Danilo não a deixou em paz e findaram voltando. Nessas idas e voltas, Laís engravidou. Deu a luz ao segundo filho, dessa vez, filho de Danilo. Estava assim ainda mais presa àquela história de um amor de insucessos.
Certa feita a encontrei e perguntei como estava sua vida, ela disse que estava muito pior do que era antes. Que Danilo não mudara, que na última briga ele a tinha agredido fisicamente, na frente das crianças.
- Caramba, Laís. E vocês se separaram depois disso? – perguntei aflita. 
- Não. Pedi para ele sair de casa, mas ele disse que não sai. Que se eu não quero mais, eu é que tenho que sair.
- E então?
- Então que não tenho para onde ir... Vou levando pra ver onde vai dar.  Se ele me agredir de novo, vou à Polícia. Mas ele não terá coragem de me fazer mal. Sou mãe do filho dele.
Queria ter essa certeza. Mas não tenho. E confesso que fiquei muito preocupada com ela.
Não sei o que prende uma mulher a uma situação dessas. É como se você estivesse vendo o triste fim na sua frente e acreditasse que isso vai mudar num passe de mágica. Acreditar no improvável. Apostar num resultado sendo que o preço da aposta é a própria vida. Tantas mulheres vivem esse drama de se verem presas a uma relação falida e não terem coragem de dar um fim, de voltar a sonhar, de retomar as rédeas de suas vidas. Daí a gente fica a imaginar o que as levam a aceitar isso. Seriam Cinderelas Modernas (ver post http://t.co/5QQ1qnP)?
Laís é tão nova e tão bonita, acredito mesmo que a vida tem muitas outras opções para ela, basta que ela tenha coragem e dê o primeiro passo. Mas eu não posso arrancá-la de lá, não posso fazê-la enxergar sob a minha ótica, sequer posso julgá-la.
- Você não sabe o que eu passo, o que eu escuto dele... (silêncio para uma lágrima)... Mas eu tenho dois filhos. O que você quer que eu faça? - me disse ela certa vez.
- Quero que você seja feliz, Laís. Só isso!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Você Tem Fome De Que? Você Tem Sede De Que?

Na irreverente e direta canção de Arnaldo Antunes, Sérgio Brito e Marcelo Fromer que foi sucesso do rock nos anos 80 brilhantemente interpretada pelo grupo Titãs, a canção "Comida" soou diferente aos meus ouvidos hoje, particularmente hoje. Perguntas que não saiam da minha cabeça: Você tem sede de que?
Você tem fome de que?...

"...A gente não quer só comida
A gente quer comida
Diversão e arte
Você tem Fome de que...? "

Exatamente! Diversão e arte, é isso que eu quero. Quero abraçar o mundo.

Eu tenho fome de viajar o mundo, tenho sede de conhecer países, estados e culturas diferentes. Tenho desejos ainda inalcançados e sonhos não realizados. Quero me formar no curso de direito, quero ter um apartamento para decorá-lo como eu bem entender, quero um carro vermelho, quero um emprego que me realize profissionalmente. Quero tanta coisa...  Pra muitos pode ser bobagem, mas pra mim é muito, é importante. E eu vou realizar. São realizações pessoais e intransferíveis, sonhos egoístas e particulares, dos quais, eu não abro mão.

Uma vez na sala de aula numa dinâmica de grupo, a professora nos fez o seguinte pedido: Enumere seus desejos de acordo com suas prioridades. E assim eu fiz:

1- Quero me formar em direito  e passar num concurso publico federal
2- Quero comprar um apartamento, e ter uma cozinha toda branca
3- Quero comprar um carro vermelho do ano
4- Quero conhecer Machu-Picchu e a Itália
6- Quero casar e ter filhos

Para a minha surpresa, muitas meninas da minha sala, colocaram como prioridade 1 o que está em 6º lugar, na minha lista... E no cotidiano, acontece muito, conheço muitas mulheres que sonham em casar e ter filhos, e  fazem disso prioridade. Sabem aquela música do Tim Maia "Não Quero Dinheiro, Só Quero Amar"?
Discordo plenamente, principalmente da parte que diz:
"...Quando a gente ama não pensa em dinheiro
Só se quer amar
Se quer amar
Se quer amar
De jeito maneira
Não quero dinheiro
Eu quero amor sincero
Isto é que eu espero
Grito ao mundo inteiro
Não quero dinheiro
Eu só quero amar
.."

Desculpa, Tim! Mas eu discordo de você. Eu quero dinheiro, não muito, mas o suficiente pra suprir minhas necessidades, satisfazer meus desejos e realizar meu sonhos. Até porque não há amor que resista sem dinheiro. Sejamos práticas. As românticas de plantão podem até discordar, mas gostaria de lembrá-las que até pra te dar um buquê de rosas e te levar naquele restaurante fantástico que você adora, seu amado precisa de grana, tá?

Como já disse, meu mal é que eu sonho demais e planejo de menos. Mas um novo ano está aí, e ele chegou trazendo muita coisa nova, inclusive, a pressa e a necessidade de alcançar os objetivos.
Casamento é consequência. Constituir família? Depois a gente pensa nisso. Encontrar um grande amor? Ok! Mas, sem pressa...

Então, é isso...

Verônica.


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Adoro Quando Ele Faz...


(by Cinthya) 

Namorar é gostoso demais, ter uma pessoa ao seu lado com quem você pode compartilhar histórias, momentos, manias, micos, descobertas. Uma pessoa em quem se pode confiar de verdade. Isso é muito legal.
É delicioso quando um parceiro descobre o que mais agrada o outro. E põe em prática essa descoberta. Algumas coisas me encantam ao ponto de fazer a relação se solidificar e tornar-se ainda mais especial. E mesmo quando acaba, o parceiro fica guardadinho no lado bom das lembranças, como alguém especial que entrou na minha vida e dividiu comigo bons momentos e grandes descobertas.
Adoro, por exemplo, quando me tocam os cabelos, acariciando-os de leve... Quando me tocam a nuca, suspendendo meus cabelos. Quando beijam as minhas costas. Adoro quando me abraçam demorado, quando me beijam sem pressa. Adoro quando o meu parceiro tira o relógio e o joga para o lado. Adoro quando seus olhos penetram nos meus e ficam ali por um bom tempo. Adoro quando tocam as covinhas que tenho nas bochechas. Quando contornam a minha boca com a ponta dos dedos. Adoro quando têm paciência e respeitam o meu tempo. Adoro quando escutam o que eu falo, prestando atenção.
Certa vez ia de Salvador para Aracaju na companhia de um homem lindo com quem namorava. Paramos numa lanchonete na estrada e ele perguntou:
- Quer algo, meu amor?
- Quero.
- Fale.
- Mas o que quero não tem aí. Preciso de uma acetona e algodão. Tenho que tirar esse esmalte!
Mesmo sendo uma lanchonete ele perguntou se a moça não teria a acetona e o algodão para me ajudar. Ela não tinha, claro. E a história ficou por aí mesmo. Não falamos mais sobre isso.
Chegamos em Aracaju já era tarde e estávamos exaustos. No dia seguinte saímos cedo. Ele parou numa farmácia para comprar um remédio e eu fiquei esperando no carro. Daí a pouco ele me entragou a sacolinha. Eu pus na bolsa sem olhar o que era. Chegando no hotel peguei a sacolinha para entregá-lo e ele disse:
- É sua.
Abri. E lá estavam um pacote de algodão e um frasco de acetona!
Nunca esqueci disso. Da delicadeza dele em lembrar do meu pedido. A vontade dele em satisfazer o meu desejo. O prazer que ele tinha em me ver sorrir era um grande diferencial daquela relação.
É isso. É exatamente isso que eu adoro que eles façam.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

"Será Que Eu Sei Que Você É Mesmo Tudo Aquilo Que Me Faltava?"


(by Cinthya)

O meu colega de trabalho, que divide comigo todos os pepinos que nos chegam e me auxilia a desativar todas as bombas que nos são lançadas, estava particularmente apreensivo esses dias. Reclamando que não tem dormido bem há umas quatro noites, que está muito ansioso, por isso come demais e que tem sentido dores de cabeça. Eu perguntei se ele está preocupado com algo em particular. Ele disse que não.
Depois fiquei pensativa...
- Maurício, que dia você noivou?
- Sábado. Sábado a noite.
- Hummm... Desde quando você está com esses sintomas de ansiedade?
Silêncio... Aquela expressão de Dejavu no rosto dele.
- Caramba, Cinthya!
- Entendeu?
- Caramba. Tô ancioso por conta do casamento... Mas o casamento será apenas no final do ano... E eu já estou assim?
Então lancei a pergunta que nunca se cala dentro de mim:
- Maurício, você tem certeza de que a Lorena é a mulher de sua vida e que você quer se casar?
Silêncio pensativo.
- Não. Não tenho certeza. Mas vou casar assim mesmo.
É incrível como a grande maioria das pessoas com quem converso sobre o assunto me diz que não tem (ou não tinha) certeza de que o casamento estava acontecendo na hora certa, com a pessoa certa. 
Casam por conveniência, casam por pressão da família, casam por 'peso na consciência' por terem mantido um relacionamento muito duradouro, casam por gravidez, casam por casar... Mas muito raramente casam pela certeza de estarem fazendo a coisa certa.
Não sei até que ponto isso tá ligado à infelicidade conjugal de muitos casais, mas é interessante pensar sobre o assunto.
Eu não casei, ainda. Tive oportunidades, mas nunca tive a certeza. E fui deixando a história passar e à medida que de fato passava, eu concluia: "é porque não era pra ser".
Hoje eu me pergunto "será que existe essa certeza?" ou apenas se faz um balanço de "prós e contras" e dependendo do resultado decide-se casar ou não?
Deveria existir um teste de laboratório, onde se coletasse o sangue para diagnosticar se é a hora, a pessoa e a ocasião certas para o casamento acontecer.
Enquanto a ciência não desenvolve esse teste, vou cantarolando com Nando Reis... "Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava?"

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Joguei (?) Fora As Fotos De Nós Dois...


(by Cinthya)

Estava decidida na faxina da minha "Caixa de Retalhos de Mim" onde guardo todas as fotos e bilhetes e lembranças que embalam meu coração. Decidida a mudar, desamar, desapegar e desapregar, separei todas as fotos dele e quis mesmo dar um bota fora daqueles bem dados, pra não deixar vestígios.
Lágrimas ainda rolavam vendo os bilhetes, os detalhes, lembrando da ocasião onde cada um fora feito. Encontrei um DVD e decidi assisti-lo. A cada música, a agulhada ia entrando mais profundamente no meu peito. Impossível não sentir. Tanta lembrança. Tanto desejo e tanto amor reprimido num só coração. Tantas perguntas perderam-se sem que as respostas fossem dadas. Tanta mágoa ficou guardada. Tantas palavras comprimidas num silêncio atormentador.
Olhei as fotos novamente... Pensei em colocá-las de volta na caixa, mas não as coloquei. Preciso passar essa página, fazer a fila andar. Abrir espaço para o novo aparecer. Desejar, de fato, que o novo aconteça.
O telefone toca e engulo o choro.
- Oi, Mulher Linda. Sou eu!
Estremeci e não consegui falar.
- Alô?
- Oi, estou aqui.
- Amanhã chego aí, ok? Fico 01 dia com vocês. Não poderei ficar mais que isso.
- Tá certo. - era muito difícil falar.
Guardei a caixa, mas as fotos continuaram entre a caixa de lembranças e o cesto de lixo.
Precisei ir com meu filho à farmácia. Me envolvi no mundo dele e a ida à farmácia se transformou numa aventura (tudo o que é visto sob a ótica do Pequeno Príncipe se torna uma aventura) e isso me fez pensar menos no "amanhã chego aí". Já estávamos voltando e o telefone toca. Era a minha mãe pedindo para falar com o meu filhote. Passo para ele, ele muda a fisionomia. Vejo o sorriso dele se abrindo. Os olhinhos apreensivos, nervosos olham pra mim e ele diz:
- Mamãe, vamos logo 'pla' casa. Meu Pai chegou!
Ai Deus... Cadê o chão?
Ao entrar na rua o meu pequeno avista o pai vindo em sua direção... Corre ao seu encontro. Um abraço demorado dos dois. E eu perdida nessa visão.
Depois o meu abraço, o meu beijo, o meu "Mulher Linda, Surpresa"!!!
Coração disparado...
Deixei Pai e Filho mergulhados no reencontro e entrei no quarto, apanhei a caixa de lembranças e repus as fotos lá dentro. Bem guardadas, com carinho e a certeza de que alguns elos não se desfazem. Que pode-se mudar o sentimento ou a intensidade do mesmo, mas o elo permanece, firme e não há porque sofrer com isso. Dei leveza à situação e aproveitei tudo. Afinal não sabemos nada sobre o amanhã. 
E a vida segue, as coisas acontecem (ou não)... Tudo no seu tempo.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Duas bolas, por favor!



Recebi esse texto maravilhoso por e-mail e compartilho com vocês, peço desculpas aos que vieram e não encontraram textinhos novos, vamos nos policiar mais para termos um Divã cada dia melhor. Beijos a quem é de beijos, abraços a quem é de abraços.

Verônica



Duas bolas, por favor – Danuza Leão

Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa, contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido.
Uma só.
Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa. Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.
O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de ‘fácil’).
Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.
Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo.
Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar.
E por aí vai.
Tantos deveres, tanta preocupação em ‘acertar’, tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação…
Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão…
Às vezes dá vontade de fazer tudo ‘errado’.
Deixar de lado a régua,
o compasso,
a bússola,
a balança
e os 10 mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.
Recusar prazeres incompletos e meias porções.
Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim: ‘Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora’…
Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo.
Um dia.
Não tem que ser agora.
Por isso, garçom, por favor, me traga:
cinco bolas de sorvete de chocolate,
um sofá pra eu ver 10 episódios do ‘Law and Order’,
uma caixa de trufas bem macias
e o Richard Gere, nu, embrulhado pra presente. OK?
Não necessariamente nessa ordem.
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago  . . .