segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Nasci Para Morrer de Amor (Amor?)


(by Cinthya)

Laís é uma mulher nova, bonita e talentosa. Uma daquelas garotas de subúrbio que tem tudo para se dar bem na vida. Mas a história dela é um pouco diferente disso.
Mãe solteira, Laís conheceu um cara com quem namorou e decidiu dividir o mesmo teto. Ele assumiu o filho de Laís e deram início a uma história turbulenta.
Ciumento demais, Danilo começou a desconfiar de tudo e de todos que cercavam sua mulher, não queria mais que ela trabalhasse ou estudasse. Como Laís não abriu mão do trabalho, Danilo a esperava na esquina todas as noites (sempre em esquinas diferentes), sem avisar, como que em busca de algum flagrante (que, por sinal, nunca aconteceu).
Laís chegou a pedir o fim do relacionamento, saiu de casa. Mas Danilo não a deixou em paz e findaram voltando. Nessas idas e voltas, Laís engravidou. Deu a luz ao segundo filho, dessa vez, filho de Danilo. Estava assim ainda mais presa àquela história de um amor de insucessos.
Certa feita a encontrei e perguntei como estava sua vida, ela disse que estava muito pior do que era antes. Que Danilo não mudara, que na última briga ele a tinha agredido fisicamente, na frente das crianças.
- Caramba, Laís. E vocês se separaram depois disso? – perguntei aflita. 
- Não. Pedi para ele sair de casa, mas ele disse que não sai. Que se eu não quero mais, eu é que tenho que sair.
- E então?
- Então que não tenho para onde ir... Vou levando pra ver onde vai dar.  Se ele me agredir de novo, vou à Polícia. Mas ele não terá coragem de me fazer mal. Sou mãe do filho dele.
Queria ter essa certeza. Mas não tenho. E confesso que fiquei muito preocupada com ela.
Não sei o que prende uma mulher a uma situação dessas. É como se você estivesse vendo o triste fim na sua frente e acreditasse que isso vai mudar num passe de mágica. Acreditar no improvável. Apostar num resultado sendo que o preço da aposta é a própria vida. Tantas mulheres vivem esse drama de se verem presas a uma relação falida e não terem coragem de dar um fim, de voltar a sonhar, de retomar as rédeas de suas vidas. Daí a gente fica a imaginar o que as levam a aceitar isso. Seriam Cinderelas Modernas (ver post http://t.co/5QQ1qnP)?
Laís é tão nova e tão bonita, acredito mesmo que a vida tem muitas outras opções para ela, basta que ela tenha coragem e dê o primeiro passo. Mas eu não posso arrancá-la de lá, não posso fazê-la enxergar sob a minha ótica, sequer posso julgá-la.
- Você não sabe o que eu passo, o que eu escuto dele... (silêncio para uma lágrima)... Mas eu tenho dois filhos. O que você quer que eu faça? - me disse ela certa vez.
- Quero que você seja feliz, Laís. Só isso!

12 comentários:

O Divã Dellas disse...

Um relacionamento assim é exatamente o que eu não quero pra mim. Muitas histórias parecidas, apenas com personagens diferentes. Triste sina dessas mulheres demasiadamente carentes que necessitam de alguém, e se agarram a esse alguém como se fosse uma tábua de salvação. Se submetendo aos mais variados tipos de humilhações e assinando assim sua sentença de sofrimento. Em nome de um "relacionamento"
Triste história, comum história.
Verônica

Borboleta no Casulo disse...

Casos como estes estão cd vez mais raro. No caso dela ela só está com ele pq n tem p onde ir e ele n vai mudar, nem adianta tentar!! Ela tem q arrumar canto p ir e mandar ele p bem longeee!!
Bjs meninas

Elmar Herculano disse...

Quanta gente nesse mundo
Querendo ser mais feliz,
Procura viver de amor
Pondo a vida por um triz;
E dele acaba morrendo,
Tal qual morre a Laís.

Que a voz forte de sua poesia contribua para mudar essa realidade tão viva.
Beijos!

Ministério da saúde disse...

Olá Blogueiro,

As enchentes fizeram centenas de vítimas nos últimos dias. Para impedir que a situação se agrave é preciso que os sobreviventes saibam como lidar com esta realidade e tomar as medidas de prevenção necessárias para evitar doenças graves. E você, blogueiro, pode ser nosso parceiro nessa divulgação e nos ajudar a salvar vidas. Caso queira participar desta ação, entre em contato com ocomunicacao@saude.gov.br que enviaremos o material necessário.

San disse...

Olha me desculpe ma nos dias de hoje só pssa por isso quem quer, sei que mtas poderam achar que estou errada, mas acho e acredito nisso que tem mto serviço por ai, e pode apostar que para não me submeter eu lavaria até chao de pastelaria e na boa ... mas as vezes ter um teto mesmo levando uns pescoções e mais facil desculpe mas e minha opniao rsrrs bjs

Socorro disse...

Nossa que história triste.Mas por incrível que pareça ainda existem muitas dessas por aí, e quem somos nós para julga-las?as pessoas só fazem conosco, o que permitimos que elas façam.Vou ficar aqui rezando para que Deus dê forças e sabedoria a Laís para ela saber como resolver essa situação. E um dia as meninas irão postar nesse blog,um linda história de mudança na vida Laís!!!BJS. Socorro Morais.

Carla disse...

Cinthya,
a gente vê tanto isso, as vezes nem há agressão física, mas a psicológica que em alguns casos é muito pior, infelizmente algumas mulheres demoram pra encontrar sua paz. Se acham incapazes, inseguras e vão levando a relação até secar a última gota. Isso é tão triste, tão desgastante.

Beijo querida .

Amélie Poulain disse...

Me sinto tão triste em ainda ler [e em alguns momentos, presenciar] cenas assim...
Que as pessoas consigam entender que não são donas de ninguem, e que amar é algo que enobrece, que melhora, que ampara, que alegra, que conduz sem obrigadar, que nos ajuda a caminhar, mas não nos amarra nem nos obriga a correr...

Beijos!

Amei o blog!
Já estou seguindo!

Ácidas e Doces disse...

Oi meninas
taí uma verdade, prever o fim triste e continuando sonhando que tudo vai mudar num passe de mágica.
Beijo
Kézia

Klíssia disse...

Meninas, amei o cantinho de vocês, muitooooo! Já estou seguindo, bjinhos!!

Ana disse...

Meninas,
Isso é mais normal do que se imagina!
Trabalho em um lugar que passa por mim alguns dos inquéritos policias de violência doméstica. Isso acontece todos os dias e em proporções alarmantes!!! E o pior é que muitas dessas mulheres "perdoam" seus agressores por não ter pra onde ir, por achar que não vai encontrar ninguém mehor (uma ironia né?), por medo de que eles façam alguma coisa, por ameaça, por solidão, por uma grande falta de autoestima!!

E o pior é quando encontramos mulheres com uma vivência melhor, com estudos, com conhecimento da vida, com um bom emprego, com família, com lugar pra ir e que ainda assim se submete a esse tipo de homem. Falta de autoestima ou patologia??

Tenho uma amiga assim, mas não sei mais como ajudá-la. Triste isso!

Artur e Carlili disse...

Comum.. muito comum... É uma pena, mas é!