quarta-feira, 31 de outubro de 2012

A Efêmera Felicidade




(by Cinthya)

Gosto de observar as coisas a minha volta. A influência que certas coisas têm sobre mim e a influência que eu tenho sobre certas coisas. Gosto de sair de mim e tentar enxergar a minha vida de um lugar privilegiado na plateia e assim, ver como tenho me comportado em determinadas situações. Gosto de análises. Analiso quase tudo que posso analisar. Isso me ajuda num monte de coisas, mas atrapalha em outras.
Creio que todo mundo vive numa busca louca pela felicidade. Tudo que nós fazemos, queremos, lutamos para conquistar é visando a tal da felicidade. Amores nascem e se desfazem em nome dela. Pessoas mudam de cidade, de país, de carreira em busca dela. Lágrimas são derramadas e sorrisos são soltos no ar. É. A felicidade é a meta de todos nós.  Não importa a classe, a cor, o grau de instrução. A gente só quer a felicidade.
Mas ela, a felicidade, é efêmera. Alimentamos a ilusão de uma felicidade plena, estática, firme, prolongada, certa. Mas ela não é assim. Ela se apresenta em momentos, em fagulhas, em lampejos. Normalmente nas coisas mais simples, normalmente quando a gente está com a alma limpa e a consciência leve.
Então, que saibamos aproveitar esses momentos. Que saibamos viver intensamente toda e qualquer oportunidade que apareça (porque elas surgem sim). Que tenhamos consciência de que não é muito sábio se desesperar por não conseguir manter essa tal felicidade por tempo integral, que não devemos nos chatear por vê-la escapar de nossas mãos, escorrer entre os dedos e partir. Ela é pássaro solto e nós não temos gaiola que a prenda.
Manter o equilíbrio nos ajuda a ficar bem.  Entender que o fato de não se estar feliz o tempo todo não implica dizer que se é triste todo o tempo. Existe um meio termo entre esses extremos e é nesse meio termo que eu consigo me inserir na maioria das vezes. Ali onde, embora não exista a plenitude, há a sensação de esperança de que essa plenitude seja alcançada. Como se fosse um laboratório, como se fosse um preparo, uma universidade. Como se fosse uma oficina da alma. É justamente nesse lugar que estou a me lapidar para um dia deixar pra trás o que é efêmero.
E mais uma vez fica a dica de juntar todos os retalhos de felicidade que nos seja cedido e fazer da nossa vida um grande mosaico. O meu está ficando lindo!

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Diferenças e Cobranças





Eu nunca concordei com a máxima que diz que "Os opostos se atraem." Sempre achei isso fora de conexão. Nunca consegui entender o que levaria duas pessoas que nada têm em comum sentirem-se atraídas. Tá bom, talvez a química, mas só isso não é o bastante. Uma hora a chama diminui e as diferenças passam a pesar e muito.

Nos dias atuais, onde a praticidade é uma aliada, até nos relacionamento amorosos, vejo que, quanto mais as diferenças se acentuam, mais os grupos se formam, as pessoas semelhantes se aproximam. É a lógica. Casais se formam a partir dos grupos sociais a que pertencem.

Vida de estudante universitária não é nada, nada fácil. Quanto mais os semestres avançam, mais informações recebemos e temos de processá-las e menos tempo nos sobra para as demais coisas. Chega uma hora que a escolha é inevitável. Ou a vida social, ou os estudos. Ou os amigos, ou os estudos, ou os passeios e viagens com o namorado, ou os estudos. E não é exagero não. É assim mesmo!

Não dá pra sair num sábado a noite pra jogar conversa fora e se divertir com os amigos e levar aquela apostila que você precisa devorar. Não dá pra viajar com o namorado e levar aquele livro pra "ler nas horas vagas" não existe horas vaga, o tempo tem de ser dedicado a ele. Se estão lá é pra curtir o momento.

Por isso a afirmação do inicio do post. Os semelhantes se atraem, e não os opostos. Se o namorado também está estudando, vai estar envolvido em suas atividades e vai entender a falta de tempo da namorada. Se o marido também é estudante, ou já se formou entende as dificuldades da esposa porque passa ou já passou pelas mesmas dificuldades. Se a namorada só terminou o segundo grau e nunca teve que enfrentar uma batalha que é o ensino superior é óbvio que ela nunca vai entender as dificuldades do namorado em conciliar as duas coisas: namoro e estudos.

Quando criança eu sonhava em casar com um médico, depois de adulta percebei que médicos devem-se casar com médicas, assistentes sociais ou enfermeiras. Como optei pela contabibilidade e não pela medicina, é muito provável que me case com um contador. Advogados e advogadas casam-se com colegas da área jurídica e assim por diante. Acho muito pouco provável que eu, antes do entendimento que tenho hoje, aceitaria casar com um contador que trabalha 16 horas por dia. Certamente, acharia inimaginável. Hoje, vivendo a realidade vejo como é possível, provável a aceitável uma profissão exigir tanto de uma pessoa.

A moral da história, pelo menos pra mim, é que pra um relacionamento dar certo é mais que necessário que nos coloquemos no lugar do outro e entendamos as dificuldades dele, ou pelo menos, tentemos. Hoje, mais do que nunca para fazer um relacionamento dar certo é necessário muita paciência, sabedoria e compreensão.

Verônica

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Não Aceito o Seu Pré-Conceito!


(by Cinthya)

Um dos sentimentos mais desnecessários do ser humano chama-se “preconceito”. Olhar para o outro e sentir menosprezo por algo que ele use, fale ou seja. Sentir-se superior a alguém, sentir-se maior e mais importante pelo simples motivo desse alguém levantar uma bandeira na qual você não acredita, é algo desprezível.

Existem inúmeras coisas que provam que não há porque alimentar essa sensação de superioridade em relação a outra pessoa. A morte é uma delas. Indiferente da situação financeira, independente da crença, indiferente da cor, da opção sexual, de estar ou não empregado, todos, inevitavelmente TODOS um dia morrerão e isso não muda, por mais que se queira, por mais que se acredite merecer. Não adianta, esse é um fim que chegará para todos. Porque todos são iguais e ninguém, até onde eu sei, mereceu a imortalidade.

O preconceito é triste, é cinza, é podre. Alimentar isso é andar pra trás na estrada da evolução. Não precisa gostar do que o outro gosta, não precisa usar o que o outro usa, ou acreditar no que o outro acredita. O outro é o outro. E pela lei natural das coisas somente as minhas coisas dizem respeito a mim. A vida do outro não está inserida nesse contexto. E eu, sinceramente, não consigo entender porque isso não é claro na cabeça de todo mundo.

Eu não sei quantos de vocês já sofreram algum tipo de preconceito, não sei quantos já sentiu um par de olhos (ou vários pares) lhe mirando com uma superioridade que, na verdade, anda longe de existir. Não sei. Mas sei que basta você estar inserida num contexto não convencional para que surjam em sua frente milhares de pessoas ostentando olhares e poses de superioridade e tentando fazer você acreditar que, na verdade, você é menor do que eles.

A minha condição de mãe solteira costuma atrair esses olhares. E acho quase inacreditável que com tanta modernidade, com tanta tecnologia, com tanto avanço em tantas áreas as mentes se mantenham fincadas num passado muito distante. Como se a evolução se restringisse às máquinas apenas. Como se as pessoas e os comportamentos não acompanhassem o ritmo acelerado de tudo.

Então senhores e senhoras que optaram por um padrão “normal” de família, não pensem que me intimidam com a sua postura superior. Se acreditam que sou diferente de vocês, saibam que realmente eu sou. A diferença é que eu, sozinha, educo o meu filho, crio o meu filho, regro o meu filho, imponho limites e ao mesmo tempo dou amor, dou carinho, dou proteção. Como dizem por aí, eu mato um leão por dia para não perder o rumo das coisas.

Trabalho honestamente, mantenho minha forma e minha beleza, luto com unhas e dentes para não me render ao sistema, corro contra o tempo para dar de conta de todas as tarefas de mãe, funcionária, amiga, blogueira, artesã. E em todas essas coisas eu deposito o melhor de mim e cada espaço que conquisto, faço com o meu talento.

Levei muita surra pelo caminho, mas não perdi o encanto pela vida, não deixei que apagassem as cores do meu arco-íris e nem o azul do meu céu. Passei por muitos ventos, mas as flores do meu jardim continuaram aqui a perfumar a minha alma sedenta de vida.

Eu sei o duro que dou para ser a pessoa que eu escolhi ser. Eu sei o preço que pago por fazer parte da parcela diferenciada do todo. Não aceito preconceito, até porque sou eu que me sustento.

Então se alguém quiser me lançar um olhar diferenciado, que seja de admiração. Outra coisa eu não aceito.

sábado, 27 de outubro de 2012

Nossa Primeira Parceria


A felicidade que nos toma hoje é imensa. Alguns dias atrás, Cinthya enviou um email para o Blog do Geraldo José apresentando nosso trabalho e pedindo uma oportunidade. Oportunidade de mostrar nosso trabalho, oportunidade de divulgar nossos textos e oportunidade de ajudar as pessoas a enxergarem a beleza contida na simplicidade do cotidiano. Para nossa grata surpresa e com uma generosidade sem tamanho o próprio Geraldo fez questão de responder nosso email e nos estender a mão.

É com muita honra e uma alegria imensa que hoje anunciamos que O Blog do Geraldo José consolida parceria com O Divã Dellas. A visibilidade do Geraldo na região é imensa. É um dos maiores sites de notícia de Juazeiro, Petrolina e cidades circunvizinhas.

Então é isso, Pessoal! Nosso compromisso é continuar escrevendo cada vez melhor e nossa oportunidade é que com a ajuda do Geraldo alcançaremos mais e mais pessoas.

Obrigada, Geraldo!! Nunca vamos esquecer essa mão estendida e fique certo de que essa parceira será maravilhosa para todos nós.

Verônica e Cinthya

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Meu Tesouro



(by Cinthya)

Tenho amigos pra vida toda. As minhas amizades são assim, a gente até pode se estranhar em determinado momento de nossa jornada, mas as rusgas sempre se desfazem e se mostram menor, imensamente menor do que a afinidade que nos une. Na hora do aperreio a gente sempre tem um amigo por perto, pra ajudar a segurar as pontas, pra comemorar as vitórias, pra chorar as derrotas. Isso é muito bom. Não. Isso é maravilhoso!
E são tantas as histórias que compartilhamos que poderíamos escrever uma coleção de livros recheados de nossas aventuras e desventuras. De nossas dores de cotovelo (algumas são inacreditáveis), dos nossos choros sentidos, dos gigantescos micos (e quando eu digo “gigantescos”, leiam GIGANTESCOS mesmo), das nossas viagens inesquecíveis, dos nossos amores eternos que duravam uma semana, de tantas festas, de tantos momentos de dor. De tanta vida compartilhada.
Quer me ver feliz? Faça um amigo meu feliz. Então, hoje estou radiante, felicíssima, cheia de gratidão por ver mais uma grande amiga realizar seu sonho. Vibrei com ela, me arrepiei de emoção, chorei, sorri. É muito bom ver a felicidade daqueles que amamos. É muito bom ver o sorriso, ver o brilho nos olhos, ver a vida se enchendo de novos fatos, deliciosos acontecimentos que vêm enriquecer a história.
Os meus amigos são meus e não têm preço. Meu tesouro. É muito gostoso ver os dias passando, nossas rugas chegando, os cabelos embranquecendo e o amor permanecendo intacto. Não importa se passamos dias ou meses sem nos encontrarmos, na hora que a gente se vê percebe que nada muda. É coisa de alma. De crianças a adultos, sempre juntos. Alguns desde o início, outros foram se agregando com o passar do tempo. Mas todos são amados, respeitados e caros.
E então, só posso agradecer a Deus pelo dia feliz. Pelas amigas que tiveram o bebê tão esperado, pelas que enfim encontraram o certo alguém e uniram os desejos num enlace matrimonial, pelas amigas aprovadas no concurso público tão sonhado, pelas que compraram ou ganharam o primeiro carro, pelas que foram morar na cidade dos seus sonhos. Pelas que continua coroas, mas que fazem a alegria de todos. Pelas ranzinzas, pelas tagarelas, por sermos exatamente como somos: lindas. Enfim, amigas, se um dia nós fomos fracas, não me lembro (risos).
Um brinde a amizade, ao sucesso de cada uma e felicidade de todas! Quem venha ainda muita conquista para que todas possam saborearjunto o gosto delicioso da vitória.
Amo vocês.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A Flor do Lodo



Ela é linda, é meiga e delicada... Tem um coração bom e uma positividade natural. Tem um sorriso contagiante e um bom humor como poucos... Mas, ela é inocente demais em certas situações.

Ela é amiga da Vampira que é Amante do Conde Drácula. A Vampira e o Conde já pousaram diversas vezes de "muy amigos" mas a flor não percebe certas coisas. Eles são falsos, negativos, pessimistas e invejosos. Formam o casal do terror. A Flor, é bondosa, mas não é boba. No fundo, no fundo sabe bem direitinho com quem está lidando, mas não sei porque cargas d'água carrega consigo a responsabilidade de tentar, ao menos tentar, torná-los melhor.

Ela tenta, sai com eles, conversa com ela, dá conselhos, empresta sua jovialidade, leveza e serenidade, tenta mostrar o lado positivo das coisas, mas a Vampira insiste em se prender ao lado negativo. O Conde é uma criatura asquerosa, imoral e sem um pingo de caráter. Foi asco à primeira vista e meu santo não se bateu com o dele. Aliás, meu santo não se bateu com santo de nenhum dos dois. A Flor, tadinha da Flor, consegue ver uma luz no fim do túnel, consegue ver um lado positivo naquelas criaturas que eu considero das trevas. Imersas na escuridão.

O problema de tudo isso, é que tanta negatividade e amargura vão resvalar na Flor. É impossível essa lama, essa sujeira não respingar nela, e o que pode acontecer é tanto vampirismo sugar a força, ofuscar o brilho e diminuir a energia positiva da Flor. Minha preocupação é com o bem-estar da minha amada Flor. Minha preocupação é com ela que está imergindo nesse mar de lama para resgatar dois seres que vêm de lá. Sua brancura e beleza é a única coisa que se sobressai a ela sujeirada toda.

Se afasta deles, Flor! Se liberta! Você não tem obrigação de resgatar essas almas perdidas. Acredite, eles são casos perdidos. Sua integridade física e emocional é que me preocupa. Quero ver você bem e ao lado de pessoas que te querem bem, que te fazem bem.

Um beijo!

Verônica

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Good Luck!


(by Cinthya)

Então alguém adentra seu mundo e se sente muita à vontade nele. É bem recebido, é bem tratado. Recebe todas as regalias a que pessoas Vips fazem jus. E a harmonia que esse entrosamento traz justifica seu desdobramento em satisfazer quem tanto bem lhe faz.

As portas estão abertas para esse ser, não existem segredos nem lugares onde ele não possa adentrar. Tudo o que é seu, é dele também. Os laços se estreitam a tal ponto que você nem consegue mais destingüir uma vida da outra. É como se a vida à dois ocupasse todos os espaços possíveis. Por ser bom, você se deixa acomodar. Afinal de contas, quem não curte ter ao lado um “alguém para chamar de seu”?

É. Tudo corre bem. Tudo está firme, certo e acertado. Justo e ajustado. Até que numa bela manhã, o ser tão amado, resolve quebrar o elo e transgredir as regras naturais do jogo da convivência. Ele pisoteia no jardim sem se importar com fato de suas rosas preferidas estarem lá. Ele apunha-la seu sentimento e sua confiança de uma forma tão brusca que você nem tem como se defender.

Poucas coisas são tão delicadas quanto o fato de você precisar digerir a decepção vinda de um ser amado. Alguém que teve carta branca para entrar em você e transformar tudo em sua volta, em seu interior. Alguém que gozava de sua total confiança e de quem você sempre recebeu segurança. Exatamente esse alguém resolve, de uma hora pra outra, mudar a rumo das coisas e pouco (ou nada) se importando com você, dá vazão ao seu desejo e consegue quebrar o elo construído, o castelo erguido, a história escrita com letras douradas.

E o que há de se fazer? Nada. É preciso respeitar o livre arbítrio alheio, ainda que isso signifique ver partir a pessoa que você mais queria ao lado. A liberdade é o maior tesouro do ser humano. A questão não é essa. A questão é a forma como se faz, é a falta de clareza, é a falta de respeito e de diálogo. A questão é o descaso. Doer doeria de qualquer forma, mas talvez a dor fosse menor se tudo se desse de forma honesta.

Então você fica só com a sua ferida aberta, com os restos dos sonhos, com as lágrimas abundantes, com a dor dilacerando tudo. Fica difícil sorrir. A sensação de abando é terrível. Sentir-se rejeitada mexe com as estruturas mais profundas do ser. É um campo delicado e só quem já passou por isso entende.

Aceitar o que não se pode mudar e mudar o que está ao alcance é um começo. Aos poucos a luz vai voltando, aos poucos as feridas vão se fechando. Você segue decidida a ser feliz e não investe nem um segundo do seu tempo desejando o mal a quem tanto mal lhe fez. Muito pelo contrário, o que você quer é que cada um siga seu rumo e que o passado fique lá atrás, no passado.

No entanto, não peçam que o amor seja retomado, não peçam que se possa ter um convívio harmonioso como se nada nunca tivesse acontecido, que não se estoure diante de um pequeno insulto, por menor que seja. Não esperem que a confiança seja de todo refeita. Não. Estamos falando de Ser Humano. E cada história é uma história. Cada dor é uma dor.

Quero que ele seja feliz, do fundo do meu coração. Quero que fique bem, mas que isso aconteça bem longe de mim. Juro que não desperdiço nada do meu tempo remoendo o passado. Juro que não futuco as feridas. Mas, não esperem de mim uma santidade que não me cabe. Talvez um dia... Talvez.

Eu soube engolir as minhas dores e segui em frente. Nada mais justo que ele faça o mesmo. Respeite minha vida, minha estrada e minhas novas escolhas. Aceite que ele não está mais incluído nelas. Meus olhos enxergaram novos horizontes e você, Baby, vai ter que aprender a conviver com isso... Aliás, melhor falando: se vira!

Se eu consegui, você também consegue.

Good Luck!

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Preciso de Uma Pausa



Eu preciso descobrir onde está o controle remoto da minha vida. Queria adiantar alguns capítulos, preciso voltar outros e principalmente dar uma pausa em algumas decisões que tenho que tomar.

As vezes acho que o destino está me trolando. Tenho que correr quase uma maratona para acompanhar o ritmo de certas coisas e andar em passo de tartaruga para não sobrepor a outras. Algumas cenas passam, insuportavelmente, em câmera lenta e outras num piscar de olhos.

Sinto como se fosse um robô, acordo todo dia o mesmo horário, faço as mesmas coisas, vou aos mesmos lugares, falo com as mesmas pessoas, trabalho nas mesmas coisas, tomo as decisões nos mesmos sentidos, vou pra faculdade e lá é tudo tão igual. Desanimadoramente tão repetitivo. Tá tudo tão sem sentido. As caras feias que ignoro são sempre as mesmas, a hostilidade que faço de conta que não me afeta é sempre a mesma, e a má vontade estampada em alguns e que nem me abala mais é a mesma também.

A impressão constante de que já vi esse filme antes, a sensação de Déjà-Vu me irritam, impressionam e ao mesmo tempo desencorajam. Difinitivamente, não fazem sentido. As vezes eu sinto uma vontade de gritar. Outras vezes sinto uma vontade de me deitar e dormir, dormir e dormir sem pressa de acordar. Outras vezes quero só ficar ali quietinha, parada em meu canto sem ver, ouvir e falar com ninguém.

Ai, gente!! Existe botão de pause pra vida? Se existir é dele que eu preciso. Outras vezes acho que não é de pausa que eu preciso e sim de uma bússola, as vezes penso que preciso de uma lanterna, em outras oportunidades tenho certeza de que preciso mesmo é de uma bóia, já em outras tudo que eu quero é uma corda. Não pra me enforcar e sim pra me tirar do buraco.
Mas eu não estou certa se estou no buraco, acho que estou perdida num deserto no meio do nada. Ou posso estar perdida à bordo de um barquinho num mar revolto, como posso estar perdida num matagal a noite. Nem isso eu sei.

Não sei onde estou e nem onde quero chegar. Estou perdida e tudo que preciso é parar. Pelo menos por um tempo.

Verônica

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Um Dia A Gente Esquece



(by Cinthya)

Quem já foi abandonada por um grande amor sabe exatamente o tamanho da dor que nos acomete. E foi assim comigo. Quando o carro sumiu na esquina e eu fechei o portão da minha casa, desmoronei. Uma dor tão profunda tentava me engolir por inteira e tudo o que eu queria era não mais acordar, não falar com ninguém, deixar de existir.
Lembro como se fosse hoje. Ele era muito especial na minha vida e eu estava, de fato, empolgadíssima com a relação. Até que do nada, do improvável, ele desencadeou um desentendimento e foi embora me deixando naquele desespero horroroso. Eu procurei o chão e não encontrei. Eu procurei um remédio pra tomar, um jeito de fazê-lo voltar, uma cura... E nada. Nada acontecia que pudesse mudar o rumo das coisas. Ele partira.
Lembro que naquela noite, em meio aos soluços desesperados eu fiz uma promessa a mim mesma: “Ninguém jamais vai fazer isso comigo outra vez. Não vou mais me permitir passar por isso de novo. Não vou mais deixar uma pessoa me causar tanta dor. Nunca mais.” E em meios a esses pensamentos eu adormeci.
O dia amanheceu e, contra a minha vontade eu acordei. Foi aí que percebi que o mundo continuava o mundo. Que a vida seguia seu rumo indiferente da minha dor. Eu precisava escolher: seguir adiante ou não tirar o pé do freio e permanecer naquele estado de lamúria. Foi quando decidi seguir em frente. Decidiatropelar a minha dor e me dar a chance de continuar.
Fiz um tratamento de choque. Apaguei de mim tudo o que fosse relacionado a ele. E segui. Me dei uma nova chance. Abri a janela e deixei o sol entrar e secar minha lágrima. Depois daquele dia nada mais seria do mesmo jeito. Alguma coisa não conseguiu voltar ao lugar e eu me tornei o resultado de tudo aquilo.
Os anos se passaram. Na verdade, 15 anos se passaram. Hoje é apenas uma história de uma menina que se apaixonou por um cara mais velho, muito gato e muito envolvente e que viveu com ele os seus melhores e piores momentos. Ele me ajudou a descobrir sensações incríveis de dor e prazer. Mas passou.
Exatamente em outubro faz 15 anos dessa minha história. Eu o reencontrei e me vi no mesmo sorriso lindo que ele tem. Cabelos mais brancos (um charme), marcas de expressão mais vivas. Mas ele continua lindo. E hoje a gente conversa numa boa, a gente dá risada numa boa. Hoje eu olho pra ele e não sinto mais amor, nem raiva. Sinto uma gratidão por tudo que ele me trouxe na vida, de bom e de ruim.
Então, não importa o tamanho da dor. Um dia ela passa. E o que fica são as lições. O que fica é o que nos tornamos. Nós somos o resultado. É assim que é. Ninguém é feliz o bastante que não tenha um dia de tristeza, e ninguém é tão triste que não goze de felicidade em algum instante da vida.
As dores chegam, mas um dia vão embora. Um dia a gente esquece, um dia a gente supera. Não importa o tamanho que ela tenha, a gente consegue ser maior que ela. Um dia o alívio chega. E “se chorei ou se sofri, o importante é que emoções eu vivi!”


sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Do Meu Jeito


(by Cinthya)
Uma coisa que gosto de fazer na vida é ser o que sei ser, fazer o que quero fazer, dizer o que quero dizer. Se eu gosto, eu falo. Não vejo motivo pra guardar sentimentos escondidos dentro de mim. As minhas amigas não podem reclamar da falta de “eu te amo” na vida delas, pois não tenho receio nenhum em demonstrar o amor que sinto.
Não adianta me desculpar. Eu sou intensa. E acho normal que as pessoas saibam o que sinto. Acho normal chegar no pretendente e dizer, ainda que através de um texto, que estou louca com vontade de tê-lo. Pra mim isso é tão natural quanto ir ao shopping fazer compras ou chegar da caminhada e beber água gelada.
Na maioria das vezes esse meu jeito natural de demonstrar as coisas deixa as pessoas totalmente desnorteadas, sem jeito, sem saber o que fazer ou falar. E eu adoro isso. Adoro fazer os outros corarem, adoro fazer as pessoas tremerem na base, desestruturar. Gosto de tirar-lhes dos trilhos, deixa-los sem graça, sem saber como agir ou reagir.
Estou sempre preparada para o sim, da mesma forma que estou preparada para o não. Sou flexível e no final das contas o que importa mesmo é a forma como fiquei marcada na vida das pessoas, é a imagem que trago delas, coradas, sem jeito, sem saber o que falar diante de minhas declarações.
Sou espontânea e não tem jeito de mudar isso. E, cá entre nós, acho muito bom mexer nas estruturas alheias, tirar as pessoas do seu foco, ainda que por alguns instantes, fazer-lhes sentir uma pontada na barriga ao se deparar comigo totalmente entregue. Gosto de estremecer as bases. Isso é muito bom.
Não deixo um desejo passar batido. Pode até não ter dado certo (a outra parte pode até ter caído fora) mas não por falta de coragem minha em investir. Não tenho frescura com isso. Se eu quero, eu falo. Se der certo, maravilha. Se não der, pelo menos tentei. E assim vou construindo minha história cheia de situações engraçadas e, antes de qualquer coisa, cheia de VIDA.
Então, desculpa se eu te deixei sem graça, sem rumo, corado, sem saber como agir, pisando em ovos, fugindo, encabulado, confuso... Desculpa, mas eu juro que a intenção era exatamente essa. É assim que eu sei levar a vida, com intensidade. E é muito, muito, muito gostoso. Por isso, também, não tenho intenção nenhuma de mudar.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Certas Coisas...




Já não tenho dedos pra contar de quantos barrancos despenquei, quantas pedras me atiraram e quantas atirei. Tanta farpa, tanta mentira, tanta falta do que dizer, nem sempre é só easy se viver... Mas, eu não pedi pra nascer e não nasci pra perder, portanto não vou posar de vítima das circunstâncias.

A semana foi difícil, a segunda não foi boa, a terça foi um vendaval e a quarta uma tempestade, chorei, me entristeci, me aborreci, me decepcionei mas é isso aí... Ainda nem acabou a semana, vamos ver o que ela me reserva. A quinta só está começando e eu espero que, enfim, ela seja boa, seja tranquila, calma, serena e sem surpresas desagradáveis... Também se não for, não tem problema. Estou preparada para tudo. Já estou caleijada e não me curvo frente às dificuldades.

Vou dar um aviso aos navegantes. Eu não desisto fácil, eu posso até envergar, mas não quebro... Esse desamor, essa desarmonia essa intransigência e hostilidade é fruto dos tempos modernos. É uma urgência de se alcançar não se sabe o quê, é uma irritabilidade sem precedentes e um excesso de exigência. O bom é que nem tudo está perdido, porque eu vejo uma vida melhor no futuro, eu vejo isso por cima do muro de hipocrisia que insiste em nos rodear, eu vejo um novo começo de era com gente fina elegante e sincera com habilidade pra dizer mais sim do que não.

Talvez eu seja a ultima romântica... Quem sabe? Mas eu prefiro acreditar que nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia, tudo passa, tudo sempre passará... Nem tudo é assim tão ruim e que por pior que esteja, eu acredito que vai melhorar. Não consigo explicar em palavras, afinal, tem certas coisas que eu não sei dizer... Ás vezes é melhor calar, porque tudo que cala fala mais alto ao coração... Mas vamos em frente, vocês verão que eu tenho razão. Perder a fé, o otimismo, a esperança em dias melhores é morrer um pouquinho a cada dia. Tenho muitas vidas para viver.

Esse meu otimismo todo deve ser porque ele me faz tão bem que eu também quero fazer isso por ele...

PS: Contando as horas para o show do Lulu Santos.


Verônica

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Um Certo Alguém




(by Cinthya)

De tanto levar rasteira a gente acaba se tornando crua. A gente fica calejada, a gente se mascara, acaba aderindo ao “sistema” e deixa de lado as coisas do coração. Afinal de contas, amor é coisa pra gente besta, boba e que não tem o menor senso de modernidade. Os tempos mudaram e a gente precisa pegar o ritmo rápido das coisas. Tudo passa num piscar de olhos, as coisas são quase instantâneas e os sentimentos pegaram o mesmo rumo, a mesma forma, a mesma rapidez de acontecer e acabar.
É. Chega um dia em que a gente desacredita mesmo e o amor passa a ser aquele objeto que guardamos numa lata, em cima do armário e que muito raramente precisaremos usar. E lá ele fica acumulando poeira como acontece com tudo que cai no desuso. Ninguém quer ser démodé. A onda é pegar sem se apegar. Tudo bem. Vamos seguindo.

No entanto (e ainda bem que sempre existe um “no entanto, “mas”, “porém”), a vida não segue uma linha reta. Muitas curvas enriquecem o caminho, muitas esquinas cruzam nosso destino e um dia, inevitavelmente, como se fosse algo programado, organizado, predestinado, um certo alguém surge em sua frente. E não há como negar. Ele é diferenciado. Seus olhos dizem tudo sem que seus lábios precisem falar. Na hora você sente que algo foi acionado em você.

E é uma química tão forte que não precisa muito para você se sentir totalmente acesa. O cheiro dele você reconhece a metros de distância. A voz dele te encanta. O sotaque, o sorriso, o jeito de falar sobre as coisas simples da vida. O jeito de andar que ele tem, o jeito de se vestir, até os palavrões na boca dele ficam bem pronunciados. E por falar em boca, que boca é aquela?! Por quantas vezes você se imagina perdida naqueles lábios? Nossa Senhora Dos Pecados Amorosos, me salve!

De repente você se sente desejosa. Você não controla mais a vontade de se jogar naqueles braços, de não sair mais daquele abraço, de se perder naquela boca, de acariciar aqueles cabelos. De repente você não se preocupa mais em tentar fingir. Seu corpo não suporta mais fazer de conta que não sente nada. Ninguém segura um vulcão quando chega sua hora de entrar em processo de erupção.

Eu encontrei um certo alguém que mexeu com minhas fortes estruturas desde o primeiro olhar. Eu sabia que aquilo ia “dar merda”. Mas não estou nem aí. Não vou fazer de conta, afinal de contas, o tempo ta passando e cada vez mais fica difícil controlar a minha vontade.

Não quero pensar no que será depois que o sol nascer. Não quero saber de promessas proferidas ou recebidas. Não quero desculpas. Eu só quero viver, me permitir e me jogar nesse precipício tentador chamado paixão. É um desperdício que a gente ainda não tenha se dado.
Eu descobri que, de fato, é bobagem a mania de fingir negando a intenção. Então está mais do que decidido: não vou mais resistir. Vou me entregar a esse Certo Alguém.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Ah, Coração... Se Apronta Pra Recomeçar

"A vida tem sons, que pra gente ouvir, precisa aprender a começar de novo... "


A música acabou, mas o baile não. Vai começar outra música. Vamos dançar! A festa está linda. Você vestiu a sua melhor roupa e esperou tanto para estar aqui. Tantas pessoas gostariam de ainda estar nesse baile, mas tiveram que voltar pra casa mais cedo. Aproveite a oportunidade que lhe foi dada. Curta a noite. Curta a festa. Curta a vida. O dia está longe de começar. A noite é só uma criança. Se jogue na pista de dança!

Não podemos permanecer à quem de nós mesmo. Não podemos nos colocar do lado de fora da nossa própria ciranda. O bailar da vida exige nossa presença. Aquela canção acabou, mas outra irá começar, logo, logo e suplica nossa participação. A nossa música, sem a nossa presença não faz sentido algum.

É a vida que segue. São os amores que chegam e que se vão. Eu não vou ficar parada na estação a olhar o trem que partiu e levou com ele os meus amores, os meus sonhos, os meus planos. Eu não vou ficar parada no porto olhando ao longe o navio que naufragou e sucumbiu os meus sorrisos. Vou para a plataforma de desembarque receber o novo trem cheinho de amores, de sonhos e planos novinhos. Especialmente para mim. Vou para o outro lado do porto ver a chegada da navio que trouxe um contêiner de novos sorrisos para mim.

Não é porque aquele amor acabou que eu não possa começar outro. Não é porque aqueles planos e sonhos foram frustrados que eu não possa sonhar e planejar coisas novas. Lamentar o passado é perder tempo, é sofrer duas vezes. Permanecer em uma relação que já naufragou é afundar junto com ela e uma hora o ar acaba. Uma hora você sufoca. Insistir em uma estrada que vai dar em nada é gastar tempo e esforços em vão. Você terá que voltar e refazer o caminho, enveredar por estradas desconhecidas que te levarão a lugares novos. A vida cobra de nós uma postura, uma decisão. Uma hora a conta chega. Não adianta se omitir.

"...Ah, Coração... esquece esse medo de amar de novo..."

Verônica

domingo, 14 de outubro de 2012

Os Desafios Nossos De Cada Dia



(by Cinthya)

Não tem jeito, a todo momento na vida da gente os desafios surgem e ficam ali no meio do caminho a espera de nossa coragem para resolvê-los, vencê-los. Das coisas mais simples às mais complicadas. Dos quilos a mais que preciso eliminar ao equilíbrio interno que tendo manter.

Acho mesmo que somos movidos a desafios. E diante deles nós temos duas alternativas: recuar temerosos e passar uma vida toda com aquela situação mal resolvida a nos martelar a cabeça ou meter a cara e enfrentar com um unhas e dentes e saborear aquele gostinho delicioso que nos vem quando damos a volta por cima.

Eu tenho escolhido enfrentar, me dedicar, driblar meus limites, trabalhar meus medos e vencer. Tenho escolhido ser maior que o desafio que tenta me engolir. Tenho optado por apostar na minha capacidade de fazer bem e bem feito. Tenho trabalhado dia a dia na tentativa ininterrupta de vencer os meus obstáculos.

A mente da gente pode ser trabalhada, educada, regida e eu escolhi ser o maestro da minha sinfonia. Tenho que tocar em harmonia. Cada coisa funcionando para o bem geral do todo. Dessa forma consigo vencer a ansiedade que faz de tudo para me corroer o estômago e embaralhar meu meio de campo.

É assim, nada é fácil e tudo na vida requer um esforço. Tudo na vida tem um preço. A gente quer a fama e tem que abrir mão da privacidade. A gente quer o marido e tem que deixar pra lá as regalias da vida de solteiro. A gente quer o filho e abre mão das noites de sono ininterrupto. A gente quer o carro e tem que perder o medo de dirigir.

Simples assim.

Pois, chegue desafio... Mas vou logo aviando: sou muito maior que você.

sábado, 13 de outubro de 2012

A Criança Que Fui

Imagem retirada do Google


A criança que fui me tornou a mulher que sou. Eu era inventiva, questionadora, peralta, teimosa, ativa e comunicativa. Tinha a inocência que é privilégio das criança, tinha sonhos e muitos planos. Quis ser astronauta, jornalista, professora. Queria conhecer a França, ter um carro preto, uma cozinha toda branca. Sonhava ser casada com um médico e ter três filhos, ter uma chácara e um cachorro. Ah, queria uma tatuagem, uma estrela na nuca.

Quando eu era criança eu tinha medo de bruxa, tive pesadelos horríveis com elas. Pra ser bem sincera, ainda não vou muito com a cara delas. Tenho várias cicatrizes no corpo que mostram que eu não fui uma criança fácil. Eu era encrenqueira. Sim! Eu fui muito encrenqueira. Mas, eu era mole. Quando eu via que ía partir pras vias de fato eu corria e chamava meus irmãos maiores. Eu era encrenqueira, pirracenta e teimosa, mas nunca fui boba.

Eu fui uma criança teimosa, mas quando minha mãe falava, ou melhor, gritava, eu corria e ficava pianinha. Como eu já disse, boba eu nunca fui. Não podia arriscar. Já dei muito trabalho pra minha mãe, pras minhas professoras do colégio e pra professora de catecismo, depois pra professora da escolinha dominical. As professoras que eu mais lembro são: Celene, Gracinha, Angélica e das estagiárias: Leila e Josenilda. Ah que saudade!! Sempre tive um quê de liderança e de tomar a frente das coisas. Sempre me destacava dos meus coleguinhas em qualquer dinâmica que fosse. Por isso, já levei várias marteladas.

Tudo que vi e vivi me transformou na mulher que sou hoje. Mudo de idéia sem titubear, desde que tenha convicção disso. Até bem pouco tempo atrás queria porque queria ser advogada, mas quando vi que essa não era a minha praia, mudei de idéia rapidinho e hoje estou apaixonada pela contabilidade. Eu quis um carro preto, depois um vermelho, agora, eu quero um branco. Até chegar o dia de comprá-lo posso mudar de idéia sem peso na consciência. A vida é assim, um vai e vem sem fim, a mobilidade é muito grande. Com as idéias não pode ser diferente. Resgatando a criança um dia fui, consigo entender a mulher que sou.


Verônica


sexta-feira, 12 de outubro de 2012

"Todo Mundo Tá Feliz"


(by Cinthya)

Criança briga e na mesma hora fica de bem. Criança não deixa de falar com criança. Criança sabe ser feliz com o que tem. Se ganhar um computador vai amar e se divertir com ele... Se ganhar um carrinho simples,vai adorar e se divertir com ele.

Adulto briga com a criança e ela não guarda mágoa, muito pelo contrário, ela teme ser abandonada.

Crianças são moldáveis e ainda quando mostram traços de uma personalidade difícil, podem ser educadas para o bem. Crianças são fieis, são sociáveis, fazem amizade fácil demais.

Crianças são amorosas, são felizes, sorriem com a alma. Elas encantam. Uma casa muda completamente com a chegada de uma criança. Tudo se ilumina, tudo se alegra, tudo renasce quando uma criança sorri.

Que todas as crianças do mundo possam comer, estudar, sorrir. Que nenhuma maldade manche a história desses seres tão frágeis. Que nenhum adulto as maltrate. Que elas possam ter liberdade, proteção, lar, amor.

Que nós adultos, tenhamos sabedoria para fazer das nossas crianças pessoas felizes, pessoas de bem, pessoas bem resolvidas, amorosas.

Então, fica a dica: Cuide de suas crianças!

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A Palavra é: Vazio!




Eu tenho muita coisa pra dizer, mas hoje as palavras me abandonaram. Fugiram todas e me deixaram vazia. Sinto muita coisa, mas não consigo me expressar. Hackearam meu sistema e apagaram todos os dados.

Tive um sonho estranho, ainda estou tentando desvendá-lo. O sonho foi confuso, mas eu sinto que foi revelador. Eu só preciso encaixar as peças desse imenso quebra-cabeças e ter a coragem que eu sei que vou precisar para tomar a decisão que eu vou precisar tomar.

Fiquei sabendo ontem de uma "volta por cima" que um grande amigo deu. Depois de perder tudo (financeiramente falando) ser humilhado, passar necessidades e sofrer vários infortúnios esse amigo foi embora, para uma cidade não muito distante. Começou de baixo, um passinho de cada vez, uma pedra de cada vez conseguiu reconstruir seu castelo e hoje, graças a Deus e graças a sua força de vontade, ele está muito bem. Queria contar a história do meu amigo para vocês, mas não consigo.

Todas essas coisas me inquietam, mas eu não sei extrair delas uma mensagem positiva para passar pra vocês. O nosso desafio diário é escrever melhor e melhor, é deixar uma mensagem positiva, é mostrar um caminho para quem está perdido, é mostrar para quem nos ler que nós também temos dias ruins, fraquezas, limitações, falhas e dúvidas, muitas dúvidas...

Pois é, gente... Peço desculpas. Minhas mais sinceras desculpas, mas hoje não haverá postagem. Sinto que falhei, mas somos humanos e por isso passíveis de falhas. Não é a primeira vez que isso acontece e provavelmente não será a ultima. Prometo que serei sincera suficiente para dividir aqui a tristeza por ter sido invadida pelo vazio. Por ter as palavras tomadas de assalto, por ver a fuga das idéias.

Até a próxima oportunidade. Espero que até lá eu tenha algo de bom para compartilhar.

Verônica

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

A Hora É Essa



(by Cinthya)

Muitas vezes a gente se pega pedindo seja lá a quem for para que apareça uma mudança na nossa vida. Imploramos ao invisível que surja uma oportunidade de melhorarmos o que não está bom. Que apareça um amor, que apareça um emprego que apareça a chance de ganhar a vida fazendo o que sabe e gosta.
São muitas as súplicas e são muitas as pessoas que vivem a fazer essas súplicas. Pois bem. Uma coisa que aprendi é que nada (e quando digo nada entenda-se N-A-D-A mesmo) vem de graça, vem de mão beijada, vem fácil. A não ser uma sorte grande na loteria ou algum outro sorteio (e mesmo assim para que isso aconteça você tem que, no mínimo, apostar). Fora isso, nada chega sem que a gente precise se esforçar um pouco.
Então muitas dessas súplicas acabam por serem atendidas, mas é preciso que a gente tenha uma sabedoria para entender. É necessário que a gente perceba que precisamos nos mover de alguma forma, que precisamos nos sacrificar de algum modo, afinal de contas, somos a parte mais ativa nessa situação. Salvo pouquíssimas e raras exceções, as pessoas que chegaram ao topo tiveram que suar e muito para hoje gozar do sucesso.
Cantores famosos se aventuraram nas noites cantando nos bares da vida. Ouviram inúmeros “nãos” e souberam lidar com eles. Pegaram os obstáculos e empilharam um a um fazendo deles uma escada. E subiram. Não é fácil. Não é de graça. Não é dado. Tudo tem que ser batalhado, suado. Tudo requer esforço, foco, trabalho. Insistência. Determinação é o sobrenome do sucesso.
E que venham os ‘nãos’. Saberei usa-los em benefício do meu crescimento. Nada de melindre. As críticas nos ajudam a crescer quando a nossa mente e o nosso corpo estão voltados para o sucesso. E é assim que está sendo. Portas se fecham. Janelas se abrem. Mas eu jamais canso de querer ir mais longe.
Estou disposta a chegar lá. Lá naquele lugar que eu tracei como sendo o melhor pra mim. Não tenho preguiça. Se a oportunidade chega, eu agarro-a. Se der certo, beleza! Se não der, é porque será numa próxima vez. Mas vai acontecer. Isso é certeza.
Uma vez ouvi uma história de um homem, em meio a uma terrível enchente, estava no telhado da casa e suplica a Deus que o salvasse. Por ser um homem muito religioso, sabia que Deus não lhe desampararia. E então passou uma tábua e ele não viu, pois estava em oração. Passou um helicóptero, mas ele continuou em oração, pois que queria que Deus o ajudasse. Passou um bote e a situação não mudou. Ele estava preso demais na sua súplica. E acabou perdendo todas as oportunidades que lhe surgiram, que Deus lhe enviara.
Enfim, até nos gravetos eu me seguro. Quem sabe não é o caminho? Posso pecar pelo excesso, mas não pecarei pela falta. Atenta aos sinais aviso, me seguro na tábua, subo no helicóptero, pulo dentro do bote, faço qualquer coisa, mas não deixo passar a oportunidade. E um dia o sucesso chega, nem que seja pelo simples fato de estar cansado de correr de mim.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

O ciúme cresceu o amor morreu

Imagem retirada da Internet



Eles são casados há dez anos. Ele era bohêmio de carteirinha, ela uma menininha recém saída da adolescência. Apaixonaram-se e casaram-se em menos de um ano. Ele aposentou as canecas de chopp e apresentou o mundo a ela.

No começo, ela era recatada, tímida, insegura... Ele até entendia o ciúme dela, até por causa da fama de pegador que o acompanhava era reflexo do seu passado errante. Ele era um lobo aposentado, mas sua jovem e bela esposa nunca se convenceu disso. Os ano se passaram e ela começou a trabalhar, emagreceu, mudou o visual e a maneira de se vestir. Ele parou de fumar, aderiu a um estilo de vida mais saudável e começou a praticar esportes.

Uma mudança significativa na vida de ambos só viria para melhorar a convivência e o relacionamento, mas não foi isso que aconteceu. Ela apesar de linda, ficou ainda mais insegura e ele bem mais afeiçoado agora, não demonstrando a idade que tem só fez com que o ciúmes que ela sentia aumentasse.

Dia desses numa conversa com a gente ele desabafou: "Eu não estou mais aguentando! Ela pensa que é minha dona, as vezes sinto como se fosse um objeto e pertencesse a ela. Ela é muito ciumenta. Briga por tudo. Tem ciúmes de tudo e de todo mundo. Uma vez, fomos visitar minha família que mora em outra cidade e ela implicou que a minha prima, que não deve ter nem 14 anos, estava dando em cima de mim, você precisa ver a menina, parece uma sibita de tão magrinha, nem tem corpo de mulher, é uma criança e não faz sentido ela sentir esse ciúmes, você acredita que ela queria partir pra cima da menina pra bater? Eu tenho até receio de voltar lá e ela procurar confusão com a minha família. Eu faço de tudo pra incluir minha família, ela e nossa filha, em tudo que faço. Só saio com elas, nunca saio pra beber com os amigos, e até quando estou na casa dos meus pais com meus irmãos ela está junto. Não tenho um tempo só pra mim, não faço nada que ela não esteja perto. Estou me sentindo sufocado. Minha separação é uma questão de tempo. E nem me peçam pra ter paciência, por que isso eu venho tendo desde que nos casamos. Pra mim já basta. Ela diz que vai mudar, mas não muda nunca. Não aguento mais tanta briga, tanta desconfiança e tanto interrogatório."

O pior de tudo é que ele tem razão. Cá pra nós, a mulher dele é um porre e é desagradável até a alma. Não faz nada pra tornar a convivência deles melhor, não dá um minuto de trégua pro marido e nem agradece as coisas boas, as surpresas agradáveis que ele faz pra ela. Já demos tantos conselhos a ele, dicas de como agradar uma mulher e de como amolecer o coração de uma, mas com ela nada funciona. Ela é extremamente azeda, insatisfeita e ingrata sempre. Ele, ao longo desse dez anos, já pagou por todos os pecados que cometeu na sua época de "vida loka".

Não sei se ele É fiel. Esse tema FIDELIDADE é muito complexo, mas sei que a ela ele FOI fiel, ou e ESTÁ fiel ela. Nunca deu as escapadelas, as ditas, puladas de cerca. Convivemos a muitos anos, e ele sempre desabafou com a gente. Como ele mesmo diz: "Nunca tive coragem de colocar minha família em risco só por causa de uma aventura, vontade já tive sim. Oportunidade também, mas não tive coragem... Achei que não valeria à pena."

É impressionante como uma mulher tola pode colocar tudo a perder. Ela vem minando o relacionamento e tirando as pedra do alicerce. Com as próprias mãos ao longo do anos, ela vem tirando essas pedras uma por uma, ano a ano, dia a dia... 

Ao meu amigo eu só desejo boa sorte! A ela eu desejo juízo!

Verônica

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Confirma




(by Cinthya)

Eu tinha 16 anos e já estava no horário de ir para a escola, mas aquele tumulto na TV não me deixava sair de casa. Uma coisa muito importante estava para acontecer. Há um tempo o povo se mobilizava para eleger um presidente. O mais jovem, o “caçador de marajás”, uma promessa para o nosso país.
Pouco depois, uma enxurrada de denúncias, escândalos e mais escândalos vindo à tona fizeram com que o povo se unisse de novo para mais uma mudança. As ruas eram inundadas pela juventude de cara pintada que fazia toda pressão possível para tirar de lá aquele que não fez jus ao voto de confiança que recebera.
Eu assistia a tudo e me emocionava. Chegava as lágrimas. Arrepiava-me com o movimento do povo, com a força, com a vontade de fazer as coisas acontecerem e de fazer as coisas mudarem. E voltando aos meus 16, na hora de sair para a escola, algo me prendia a TV. Um fato histórico: pela primeira vez na história do país um presidente corria o risco de perder seu posto. Faltavam poucos votos e, enfim, era aprovado o impeachment de um Presidente da República.
O povo vibrava, gritava, chorava. Chorei muito porque nesse dia eu entendi que quando o povo quer, ninguém pode dizer não. Que a força maior é do povo. O povo elege e o povo arranca de lá se não fizer a coisa certa. O povo, em verdade, é o poder maior de um país. Não é o presidente, não são os governadores, não são os prefeitos. De forma alguma, quem manda no país, nos estados e nas cidades é o povo.
Ontem, na maioria das cidades encerram-se as eleições. O povo se manifestou de todas as formas e fez sua vontade prevalecer. Eu, particularmente, adoro votar. Escolher, investigar, eleger. Eu sou parte da parte mais forte do jogo, eu sou do povo. Arrepio-me com as manifestações, me arrepio com o que o povo é capaz de fazer quando quer que algo aconteça.
O que não podemos esquecer é que, o poder de eleger é NOSSO. Nenhum candidato se elege sozinho. Nenhum político chega ao topo se o povo não permitir. E o mesmo poder que temos de coloca-los lá, temos de retira-los de lá se não fizerem o que esperamos deles. Esse poder é nosso. O país é nosso, a cidade onde votamos é nossa.
Que cada vez mais tenhamos consciência disso, desse poder que temos nas mãos. Lugar de político desonesto é, no mínimo, longe do gabinete. Conquistamos o direito de escolher nossos governantes, estamos dando um passo de cada vez rumo ao crescimento. Nada é rápido, nada é instantâneo. Um passo de cada vez. Mas esses passos precisam ser firmes, conscientes, certeiros.
Que jamais esqueçamos de que não somos nós que devemos obediência aos nossos governantes. Eles é que devem contas a nós. Estão lá porque nós os colocamos lá e, no dia que decidirmos, podemos tirá-los de lá. Afinal de contas o poder maior de um país não é o(s) seu(s) governante(s), é o seu povo.
Não se corrompa!Você é parte da parte mais forte desse jogo. Manter a consciência limpa é um pré-requisito para quem quer jogar pra vencer. E viva a democracia! E viva o povo! E que as políticas de educação aconteçam para que o povo entenda, cada vez mais, o poder que tem nas mãos.

sábado, 6 de outubro de 2012

O Verdão Rosa



Verdão Produtos Agrícolas é a empresa em que eu trabalho, e ano passado fizemos o movimento do Outubro Rosa aqui e foi de improviso, na sexta pedimos a todos que viessem vestidos de rosa, no dia seguinte e uma galera veio... Tiramos uma foto e fizemos uma postagem. Esse ano avisamos com mais dias de antecedência e convidamos o pessoal da filial lá em Petrolina, a maioria aqui da matriz não se empolgou muito, poucos vieram e alguns ainda não quiseram tirar foto porque "não ficavam bem de rosa" ou "não estavam bem" ao contrário do que aconteceu lá na filial em Petrolina, a galera abraçou mesmo a campanha, uma grande quantidade, quase todos vestiram o rosa e foram dar o seu recado. Fiquei muito feliz quando vi a foto e percebi que quase todos vestiram rosa.

Independente da cor que a pessoa esteja vestindo, o importante mesmo é a consciência de cada um, tendo a noção do problema e estando disposto a colaborar, não precisa necessariamente vestir rosa, pode dar o recado vestindo outra cor, viu Coração? Então... Que a consciência da importância da mamografia, que a consciência da gravidade da doença esteja presente em todos e que tenhamos um mundo livre do cancer de mama.

Viva ao Outubro Rosa!!

Viva a solidariedade!!!

Bom final de semana, pessoal!


Verônica

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Vamos Viver Tudo Que Há Pra Viver



(by Cinthya)

Parando um pouco para analisar um tanto de coisas, percebo que ao contrário do que acontece com os equipamentos eletrônicos, aparelhos, móveis, automóveis, etc., em quase nada na vida nós temos a segurança de uma garantia. Quando o assunto é sentimento então, a garantia é inexistente e não adianta se debater.
Por mais sólida que seja a relação, nada garante que será uma relação forte, duradoura e feliz. Ainda que seja uma relação entre mãe & filho o amor não é garantido em nenhuma das partes. Existem filhos desalmados. Existem mães cruéis. Amigos sacaneiam amigos. Amores se largam no meio da estrada. Nada é tão concreto que não possa se despedaçar. Nada é tão firme que não possa cair. Nada é tão certo que não possa se perder no meio da história.
Então com o amor é assim. Ele chega quando você menos espera, ele se aproxima, ele encanta, ele convida, ele envolve. Você escolhe ceder ou correr. Você decide ficar e se deixar mergulhar ou fugir dele e permanecer seguro. E muitas pessoas têm optado por não se deixar levar pelas ondas envolventes da paixão e na maioria dos casos a falta de garantias é o fator principal dessa nova postura.
Mas um dia, um certo alguém entra na vida da gente de um jeito diferenciado, você olha e percebe que a empatia foi além de uma empatia apenas. Que existe um universo por trás daquele sorriso e que você está disposto a pagar caro para descobrir, desbravar. E de uma forma natural você baixa a guarda, desapercebidamente, você se corrompe. Você trai seus propósitos de “não se apaixonar”, de “não amar”, de “não confiar”, de “não se entregar”.
Aquele brilho que você acreditou piamente que jamais emanaria surge de novo, ainda mais intenso e belo. Ressurge aquele sorriso bobo que nasce sempre que o pensamento viaja, e ultimamente o pensamento, tem viajado muito, sempre para o mesmo destino, num ir e vir de sensações deliciosas. Borboletas no estômago! Uma vontade imensa de abraçar, de beijar, de curtir. Um desejo louco de sentir a pessoa. De sentir o cheiro da respiração da pessoa (que delícia é o cheiro da respiração de quem a gente gosta).
Não precisa muito tempo para que se esqueça completamente que esse caminho florido, muito provavelmente apresente mais à frente terreno rochoso e árido. Ninguém teme mais as incertezas. O perfume das rosas inebria e, por hora, é tudo o que se quer sentir. Curtir a abundância desse jardim florido. Beber da água dessa fonte farta. Rejuvenescer. Acordar sorrindo e dormir suspirando. Ouvir “trocentas” vezes a mesma música pelo simples motivo de saber que é a música preferida daquela pessoa.
“O amor é o ridículo da vida”, já dizia o poeta. Ele quebra num segundo as resistências de uma vida inteira. E nos deixa ali, a mercê de um leque de improváveis certezas, de verdades frágeis, de promessas que ninguém sabe se serão ou não cumpridas. Nada é certo. Nada é totalmente claro. Nada é seguro. Existe apenas uma certeza quando o assunto é amor: o amor é incerto.
Pois que ele venha, avassalador, absoluto. Que ele quebre as resistências, que ele me tire o chão firme que meus pés pisam cautelosamente. Que ele desestruture tudo. Que arrebente a boca do balão, que tire o foco, que me faça tremer, que me deixe vulnerável. Que aquela cara de boba habite de novo minha face.
E depois... Depois a gente vê no que dá. O que sei é que a vida corre seu curso, que o tempo passa e não volta, que as oportunidades estão aí para serem agarradas e usadas, que os meus olhos enxergam o que eu quiser que eles enxerguem e quero, muito sinceramente, que eles enxerguem você, ao meu lado.
O que sei é que eu quero. É que você quer. O que eu sei é que eu, sendo você, ligaria agora mesmo para a secretária, mandaria emitir bilhetes para o próximo voo com destino aos meus braços. O que sei é que o tempo voa...
Vamos nos permitir?

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

O Divã Rosa




Outubro chegou e com ele o Outubro Rosa!!

Uma campanha bacanérrima sobre a prevenção contra o câncer de mama, a importância da mamografia e do auto-exame. A conscientização sobre a necessidade de trabalhar na causa e não na consequência é uma das principais armas da campanha.

Nós do Divã super apoiamos e estamos nessa luta também. Meninas e meninos, vistam rosa e saiam de casa para dar o recado.

Mocinhas com mais de 40 anos, procurem um mastologista e marquem seus exames. Mocinhas de todas as idades façam o auto-exame. Moças e rapazes propaguem essa mensagem.

Vamos em busca de um país sem mortes por essa doença. É algo possível, basta acreditar.

A Sandra ROSA Madalena e a ROSINHA já fizeram a parte delas. Façam também.

Verônica

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Café Forte




(by Cinthya)

O prazo está correndo e o serviço parece que nem rende mais tamanho é o cansaço da minha mente. Olho para a pilha de papel que não para de crescer. Olho para os resultados que nunca casam da forma que eu necessito que aconteça. E o ramal“tiirinta”. E a chefe chama no bate-papo. E o celular toca no mesmo instante. Tudo ao mesmo tempo agora.
O corpo entra numa onda tão acelerada que dá a impressão de que é questão de tempo para o curto-circuito acontecer. O raciocínio trava, as ideias se esbarram umas nas outras numa dança descompassada, sem ritmo certo. Aliás, parece mesmo que cada coisa dentro de mim anda num ritmo diferente.
Antes que a explosão aconteça eu saio um pouco dessa turbulência. Uma volta pela empresa, uma visita na sala ao lado, uma ida ao banheiro. Qualquer coisa serve nessa tentativa de recuperar o mínimo que seja do meu equilíbrio. Qualquer coisa relaxante que possa servir de apoio e não me deixe ser sugada por essa tempestade de problemas.
Passando pela copa me vem uma ideia: Vou fazer um café! E, por um momento, volto minha atenção para essa nova tarefa. Uma tarefa mais amena, menos corrida. Sem pressa levo a água ao fogo, enquanto preparo os demais itens. Tudo organizado, tudo na medida certa. Despejo o açúcar e depois o pó do café (preparo café à moda da minha avó). E então o cheiro delicioso invade o ambiente.
Aquele cheiro de paz, de aconchego, de silêncio. Não sei por que acho que café tem “cheiro de silêncio”. Um momento só meu. Por segundos me vem à memória a minha vozinha fazendo café no final de tarde, enchendo a casa de cheiro. Por instantes eu me liberto da correria e curto um pouco de paz. Uma paz só minha. Imagino que o pó retido no coador simboliza os atropelos e o líquido que desce para a garrafa é o resultado de tudo: eu.
Parece que isso funciona como um reset na minha mente. Tudo se aquieta. O estresse se desmancha, a tormenta se acalma, a ventania sossega. Não demora muito para o cheiro percorrer o corredor e adentrar as outras salas. Logo os colegas de trabalho são atraídos pelo perfume saboroso de paz. E cada um se serve desse sossego, na mesma tentativa minha de resgatar o equilíbrio.
O meu café, assim como eu, é forte e doce. Tudo bem que algumas vezes eu erro e ele sai amargo, ou doce demais. Mas sua característica principal não muda. Ele é forte. Quem gosta, saboreia. Quem não gosta, prepara o seu, ao seu modo. E sigamos em frente.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

T P M




Tô Pra Matar um...


Há quem diga que TPM é frescura, mas não é... Se engana quem pensa assim. TPM é uma disfunção hormonal que provoca efeitos notáveis no organismo das mulheres.

Há quem passe ilesa por essa fase, há quem nem perceba... Em outras mulheres (vide euzinha) ela vem acabando com tudo. Quando meu grau de irritabilidade está elevadíssimo, minha sensibilidade acentuada e minha intolerância se sobrepondo eu já sei... É a TPM.

As vezes demoro um pouco pra perceber, mas as pessoas que estão ao meu redor não.

Ontem tive uma discussão boba com uma amiga amadíssima de longas datas, por bobagem... Acho que ela também está de TPM. Fui desabafar com minha amiga, companheira, conselheira e orientadora Cinthya e ela me alertou com as seguintes palavras: "Parça, ou minha chatice te contaminou ou você está com TPM. Se não for isso temos que descobrir o foco do problema. Intolerância e irritabilidade nunca foram características suas, você é a pessoa mais doce e mediadora que eu conheço, a que tem mais facilidade de se adaptar as pessoas, logo, a de mais fácil convivência. Você entra em vários mundos e vive bem em cada um deles, embora, sejam todos muito diferentes um do outro. Isso te torna positivamente diferente da maioria das pessoas. Se você está assim, irritadiça é porque algo está fora dos trilhos."

Depois da nossa conversa eu pude perceber que ela tem toda razão. Geralmente quando estamos assim, intolerantes, magoamos as pessoas que mais amamos. Coisas simples que normalmente passam batidas, nessa época tendem a cair como uma bomba. Domingo eu me irritei com minha mãe, porque ela é costureira e artesã no sábado ela trabalhou o dia inteiro pra dar conta de várias encomendas e as caixas de linhas e tecidos estavam pela casa, nas cadeiras da varanda, e no sofá da sala. É assim desde que eu me entendo por gente e domingo me irritou muito. Ainda bem que segurei minha onda e não a magoei eu não me perdoaria.

Sabe aqueles dias que tudo irrita? TUDO! Até o toque do telefone da minha mesa de trabalho.
Estou assim e espero que passe logo.

Se você está lendo esse texto e recebeu uma resposta atravessada minha, por favor me perdoe. Semana que vem estarei melhor.

Verônica

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Primeiros Erros



(by Cinthya)

E se eu pudesse voltar ao passado, ao início de tudo e ter a oportunidade de reescrever a minha história? E se me fosse dada a chance de mudar os acontecimentos da minha vida, de voltar a certos instantes e ter outra atitude, fazer escolhas diferentes e, consequentemente, mudar o rumo dali pra frente.
Hoje eu seria outra pessoa, teria outra história. Talvez tivesse chorado menos (ou não), talvez tivesse tido menos desilusões (ou não). Talvez eu estivesse em outro lugar, com outros amigos. Talvez na minha vida não existisse um filho. Talvez eu fosse mais feliz do que sou hoje (ou não).
A verdade é que se eu pudesse voltar no tempo e reescrever a minha história, pouca coisa eu mudaria, aliás, acrescentaria. Não sou refém das minhas escolhas, não alimento remorsos dentro de mim. Sou bem resolvida com o que escolhi ser, ter. Sou fruto dessas minhas escolhas, não poderia ser diferente. Essa é a minha essência. É assim que sou.
Para cada escolha que fiz, precisei abrir mão de algo. Mas sempre escolhi o que acredito ser o melhor, o mais verdadeiro, o mais enriquecedor, o mais parecido comigo. Sempre soube tirar das situações um aprendizado para me fazer crescer. E dessa forma, ainda que eu perca, eu ganho. Por que um ser humano se faz de risos e lagrimas.
Então se eu pudesse voltar aos meus primeiros “erros “, eu erraria tudo de novo. Diria mais “eu te amo”, sonharia ainda mais alto, abraçaria mais pessoas. Mas os erros, eu os cometeria de novo, porque tem sido saboroso folhear a cartilha da vida e eu estou satisfeita com o que me tornei e jamais teria chegado aqui se não tivesse errado tanto quanto errei.
Sou fruto das minhas escolhas sejam elas certas ou erradas. Mas não sou escrava delas. Existe sempre a opção “mudar” que pode ser acionada a qualquer momento. Sou livre para seguir o caminho que escolher e errar tanto quanto for preciso para não deixar nenhuma folha em branco nesse livro chamado VIDA.
Os meus erros estão aqui comigo, assumo todos eles... E, quem me garante que, em verdade, eu não esteja confundindo as coisas e rotulando de “erros” os melhores acertos da minha vida? Fiz o melhor que poderia ter feito.