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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Perdoei, Mas Não Esqueci!


(by Cinthya)

Muitas vezes as pessoas nos machucam em determinadas situações, nos causam algum mal, algo que nos fere e nos faz sentir dor. Não morremos por conta disso, é claro. Seguimos em frente, mas o incômodo não foi de todo apagado.

Os dias passam, os meses passam e a gente entende que a pessoa errou, mas se redimiu, que falhou conosco, mas reconheceu e pediu desculpas. Nós perdoamos e nos aliviamos também, afinal de contas, carregar mágoa dá um trabalho danado!


A gente perdoa o mal recebido, mas nem sempre conseguimos esquecê-lo. E, quando menos se espera aponta de novo aquela alfinetada que nos remete ao desconforto sofrido outrora e percebemos que aquilo ainda respinga no nosso jeito de reagir a determinadas situações que a vida nos impõe.

A gente perdoa, mas não esquece e basta que a pessoa que nos fez o mal cometa um pequeno deslize e já estamos lá, segurando a onda de raiva que insiste em voltar à tona. O gatilho da memória é ativado e as palavras se aglomeram na ponta da língua, mas, se perdoamos um dia, temos que segurar a raiva, de novo.

Perdoamos a pessoa, não alimentamos raiva pela pessoa, nem mágoa... Mas não esquecemos a dor e as consequências  desse ocorrido, e embora essa dor fique quietinha dentro de nós, em determinadas situações ela reaparece.

Trabalhar isso não é fácil, mas é preciso. E ainda hei de conseguir esquecer, de fato, todos os males que já perdoei na vida. Mesmo (e principalmente) aqueles que tanto doeram (e doem). Quando fizer isso (se conseguir), terei soltado as amarras, terei limpado os resquícios desse veneno que mancha a paz de espírito.