segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Você Sabia Que Ele Era Assim...


(by Cinthya)

Era tarde de domingo, eu curtindo uma morgação depois de passar a noite Dandalundeando com Margareth, observava meu filho dormindo, conversava e cochilava na frente da TV, vendo Titanic (aff! Titanic de novo, ninguém merece e ainda mais de ressaca!). Em certa parte do filme o Leonardo de Caprio (não recordo o nome do personagem) disse para a Rose o que mais gostava nela, o que nela o fascinou. Então minha amiga que assistia ao filme comigo, disse: “Se ficarem juntos, essas qualidade que ele ressaltou serão, mais tarde, motivo de desavença.”
Achei intrigante o que ela falou e, como não tava mesmo ligada no filme, começamos a conversar. Ela falou que no inicio de seu namoro, o par dela dizia que uma das características dela que o havia encantado era a capacidade de raciocínio rápido que ela tem. Sempre com uma resposta na ponta da língua. Ele disse que era deliciosamente intrigante o dom que ela tinha de deixá-lo sem graça e isso era raro.
O tempo passou e eles casaram. Hoje, o motivo maior das desavenças, segundo ele, é o fato dela ter sempre uma resposta pronta para dar. Se ele reclama de algo, ela rebate na hora.  Se ele critica, ela, quase que de forma instantânea responde em disparada. E isso, que outrora o encantava, hoje o irrita.
E aí eu pergunto: Por quê?
Por que as pessoas permitem o desgaste dos relacionamentos? Por que não fazem manutenção nas relações, nos sentimentos? Por que não falam abertamente quando a primeira mágoa ameaça surgir? Por que não dizem, de forma clara e sincera o que sentem, o que esperam do outro?
Isso me fez lembrar o pai do meu filho conversando com um amigo e falando que no início do relacionamento, nós (mulheres) sequer percebemos a toalha molhada em cima da cama, a camisa pendurada na cadeira da sala de jantar  ou a cueca que, jogada no meio do quarto parece uma obra de arte (nunca vi cueca mais linda!). Nada disso percebemos. Mas... Basta assumir algo mais sério, que a visão se renova e se passa a ver todos os detalhes possíveis (e impossíveis também, tipo um fio de cabelo na camisa dele há metros distância de você).
O pior dessa conversa deles é que o fundo de verdade é gritante. Homens e mulheres querem seduzir seus parceiros, agarrá-los. E para isso não medem esforços e até perdem a visão. Depois da conquista concretizada, a visão vai voltando, a tolerância vai sumindo e a desarmonia se instalando.
Será que casam esperando que os defeitos do parceiro desapareçam? Achando que, se não conseguir mudá-lo, vai conseguir ao menos não enxergar as falhas dele?
Imagino que a vida a dois, não seja tão fácil, mas tenho certeza que se pode escrever lindas histórias.
Bem, acho que quando eu casar (‘se’ eu casar) vou fazer uma lista de todos os defeitos do meu parceiro e vou ficar repetindo todos os dias que “estou vendo que ele é assim. Depois não posso me chatear se não vier nada de diferente”.
Ai, ai...

4 comentários:

ritinha disse...

''A minha lista de pequenos defeitos está enorme.....kkkkk,mas as qualidades dele prevalecem á tudo isso.Somos a mistura perfeita do certo e do errado,do sábio e do aprendiz,da matemática e do português.Dois jeitos de ser,num só coração'' E devo essa minha harmonia nos detalhes a sua magnífica observação!''

Marisa Passos disse...

A nossa culpa é pintarmos as pessoas de forma que elas não são...

O Divã Dellas disse...

Comum essa mania de minimizarmos inicialmente os defeitos do parceiro... Tem q trabalhar isso logo, ao longo do tempo vai pesando, pesando...

Verônica

Carla disse...

rs o problema é que depois aparecem outro que você nem desconfiava.


Beijos