quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Janaina acorda todo dia às quatro e meia...




Janaina acorda todo dia às quatro e meia
E já na hora de ir pra cama, janaina pensa
Que o dia não passou
Que nada aconteceu
Janaina é passageira
Passa as horas do seu dia em trens lotados
Filas de supermercados, bancos e repartições
Que repartem sua vida

Mas ela diz
Que apesar de tudo ela tem sonhos
Ela diz
Que um dia a gente há de ser feliz
Ela diz
Que apesar de tudo ela tem sonhos
Ela diz
Que um dia a gente há de ser feliz
Se Deus quiser.....

Janaina é beleza de gestos, abraços,
Mãos, dedos, anéis e lábios
Dentes e sorriso solto
Que escapam do seu rosto

Janaina é só lembrança de amores guardados
Hoje é apenas mais uma pessoa
Que tem medo do futuro- que aconteceu ? -
Se alimenta do passado

Mas ela diz
Que apesar de tudo ela tem sonhos
Mas ela diz
Que um dia a gente há de ser feliz
Diz
Que apesar de tudo ela tem sonhos
Ela diz
Que um dia a gente há de ser feliz
Se Deus quiser.....
Já não imagina
Quantos anos tem
Já na iminência
De outro aniversário
Janaina acorda todo dia às quatro e meia
Já na hora de ir pra cama, janaina pensa
Que o dia não passou
Que nada aconteceu


A rotina da Janaina, personagem da música interpretada por Bruno Gouveia, não é diferente da vida de muitas pessoas, pessoas simples como nós. Que têm sonhos, planos, desejos, frustrações, medos, dores, obrigações, rotinas e uma infinidade de atribuições.

Pessoas que acordam muito cedo, dormem muito tarde, enfrentam uma jornada tripla se dividindo entre a casa, o trabalho, marido (esposa), filhos... É, a vida não é nada mole.

Essa correria é até interessante, imaginem como seria difícil e entediante viver na pasmaceira? Dormir e acordar refém da inércia e da falta de perspectiva.

O problema é que essa tal correria cansa muito e em algum momento da vida nos deparamos com uma pergunta: Para quê? Para quê tanta correria, tanta luta, tanta batalha, tanta disposição...

Nos lembramos com saudade dos tempos de outrora onde os sonhos nos moviam, esses agora guardadinhos lá no fundo do nosso ser. Amores que nunca vivemos, embora quisessemos muito. Viagens que sempre planejamos, mas nunca executamos e ficamos diante de outra pergunta: Tudo isso vale a pena?

Se tem uma coisa que eu sinto medo, é de descobrir que minha vida não fez muito sentido.

Verônica




Um comentário:

Maggie May disse...

a nossa vida sempre faz sentido!
nós sempre fazemos a diferença!