sexta-feira, 10 de junho de 2011

Olha o Passarinho!

(by Cinthya)

Vida de Mãe Solteira é bem diferente da vida de um casal que convive junto e junto cria o(s) filho(s). Primeiro porque, quando se é Mãe Solteira, se traz agregado a você um slogan “Não me quiseram!”, ou pelo menos é isso que parece, visto a cara com que te olham em cada local onde todas as mulheres, menos você (claro!) chegam com os respectivos maridos.

Pois bem, como já falei aqui o pai do meu filhote não mora na mesma cidade que eu e apenas o vê quando vem a trabalho. Praticamente todos os meses ele está aqui, mas as datas não dependem da vontade dele e sim do calendário que o patrão impõe. Dessa forma, ele raramente está presente em datas comemorativas tipo, aniversário do nosso filho, batizado, natal, etc.

E dessa forma o nosso álbum de família é composto por fotos faltando pedaços. Em todas as fotos das datas do Pedro, com exceção do nascimento (sim, pois pude contar com ele segurando minha mão não hora que nosso filho veio ao mundo) o espaço do pai está vazio. Apareço eu e o Pedro e.... Só! Então sempre que alguém vai olhar o álbum eu tenho que ficar explicando a mesma história: que o pai não mora aqui, que do Rio de Janeiro pra cá é muito chão para ele vir tirar uma foto e voltar, etc, etc, etc. E todos, sem exceção, me olham com aquela cara de quem diz: “Coitada, tão bonitinha e ainda assim não a quiseram”.

É engraçada a cara do fotógrafo esperando o pai para então fazer a foto. Eu e o Pedro abraçados, lado a lado e o fotógrafo esperando o terceiro elemento que nunca chega. Daí eu tenho que dizer sempre: Já completou. Pode fazer a foto!

Normalmente eu tiro de letra, pelo menos na hora do ocorrido. Falo uma piada, faço uma brincadeira. Mas, bem lá no fundo essa futucada incomoda. Incomoda porque por mais que eu não deva satisfação da minha vida para pessoas de fora, essas pessoas cobram uma tradição que não aconteceu comigo. Não estou na estatística da normalidade, do comum. Comigo acontece diferente e pronto! Nem por isso eu não posso ser feliz, nem por isso eu não posso ser uma boa mãe e formar um grande ser humano.

Enfim, olha o passarinho!

2 comentários:

Silvia C. Barbosa disse...

Olá!

Também sou mãe solteira, o "pai" do meu filho é totalmente ausente. Por enquanto não faz falta, e espero que nunca faça.
Vejo muitos casais convencionais de filhos orfãos de pais vivos, qual é a diferença?
As vezes sofrem juntos, são felizes longe e a vida segue...

Beijos

Fabi disse...

Olá Cinthya! Assim como vc sei bem o que a sociedade nos impõe, é difícil, é complicado, mas como vc mesmo disse " Nem por isso deixamos de ser felizes" temos total consciência que somos uma boa Mãe e Pai ao mesmo tempo. Que falta um 3º elemento isso falta mesmo mas fazer-se oque...é ter dignidade de levantar a cabeça e seguir adiante afinal o bem mais preciso esta conosco.. que são os nosso filhos, então Avante sempre!!!

Grd Bjo Fabí( Nosso Cantinho)