sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Casa De Ferreiro, Espeto...


(by Cinthya)

De Ferro!

É muito bonito a gente desenvolver uma teoria sobre as coisas que nos rodeiam, sobre como devemos levar a vida, sobre como devemos agir diante de determinadas coisas. É legal defender nosso ponto de vista em relação àquilo que nos move, que nos atinge, que nos eleva ou nos rebaixa. Ter firme dentro de nós a força que precisaremos usar quando o chão nos faltar por um ou outro motivo.

A gente passa para os outros aquilo que achamos ser o correto. Mas um dia o problema chega pra gente, inesperado, indesejado. Chega e abala as estruturas que vinham, até então, sustentando nosso eu e dando firmeza aos passos. Mantendo-nos retos na estrada da vida. A gente vai pisando com passos fortes, até que, de repente, os nossos pés não encontram mais o chão.

E então? Desespero ameaça chegar no pedaço e a gente até estremece, mas lembra imediatamente de tudo aquilo que sempre defendeu, que sempre pregou. E vê-se obrigado a seguir à risca as suas próprias propostas. Como se fosse a aula prática de uma teoria escrita detalhadamente numa grande enciclópedia.

E se alguém pensa que na casa dessa ferreira o espeto é de pau, engana-se plenamente. Aqui se faz o que se fala. Se o chão faltou e precisarei cair no abismo, cairei tendo a certeza de chegar em algum lugar e que nesse lugar terei toda chance de recomeçar do zero, (re)construir, (re)organizar, (re)fazer, (re)modelar. Se o sol se pôs bem ali na minha frente, esperarei o luar e me encantarei com ele, na mesma proporção de alegria e euforia que me encantei com o brilho e calor do sol.

Faço questão de usar minhas situações “desfavoráveis” como laboratórios para minhas ideias de vida, de felicidade, de superação. Fechou-se uma porta, abriu-se, em algum lugar, uma janela, uma outra porta, uma fresta que seja. Qualquer raio de luz já me serve para guiar-me no novo rumo que terei que tomar. Se o leite derramou, eu posso até chorar, mas choro com um pano nas mãos, limpando o fogão e lavando a panela. Nada de bagunça.

Aqui é casa de ferreiro e o espeto é de ferro, da melhor qualidade. Eu não me entrego fácil. Meu sorriso é teimoso que só ele. Não baixo a cabeça. Problema aqui é pra ser resolvido e não idolatrado. Se algo não deu certo, mudo o ângulo, escolho outro foco, troco de óculos, faço o que precisar fazer para ver o lado bom que, eu sei, existe.

Vou dar leveza. Não vou desanimar. Tá pra nascer um problema pra derrubar essa "Negalôra". Eu escolhi ser forte. Se acabou uma coisa boa, é porque, tenho plena convicção, outra melhor está para acontecer e eu não vou permitir tristezas atrapalhando o andar da minha carruagem.

Tenho compromisso firmado com a felicidade!

2 comentários:

Das coisas que vejo e gosto. disse...

Oi flor!!!

É isso aí!!!!

Gostei de verdade, viu?

Beijos

Selma

Quim disse...

Uma autopreparação antecipada para a vida,para os embates,para as vicissitudes e provações que ela nos impõe, nos oferecerá um minimo de condições e segurança para agirmos quando um suposto problema,antes,apenas imaginado e inexistente,seja ele qual for,se tornar real para nós.
Mas,como nos prepararmos para o que der e vier em nossa vida se não sabemos como será o nosso amanhã?
Não existe uma regra de ação que possa servir para todos,pois cada um de nós tem o seu modo proprio e particular de ver as coisas,mas,ha uma dica muito util,a qual uso amiude, que todos podem aplicar;qual seria ? Simples: Diante de um problema que esteja afetando uma pessoa, amiga ou não,do qual tomarmos conhecimento,fazermos e ao mesmo tempo tentarmos responder a seguinte pergunta:'Estando eu,no lugar dela,com o mesmo problema,o que eu faria ?Quais as providencias,quais atitudes eu tomaria,como eu o resolveria ? Em outras palavras,incorporamos em nós,mentalmente, o problema desta pessoa,passando a senti-lo da forma mais completa possivel, como se fosse problema real e nosso, com todas as suas implicações e a partir dai, sairmos em busca de varias opções de soluções para o mesmo,tentando encontrar a melhor,segundo a nossa avaliação pessoal.
Pode parecer uma perda inutil de tempo,mas,na realidade não é,pois se a vida nos fizer passar por uma situação idêntica,por um problema igual ou semelhante,não seremos mais colhidos de surpresa pelo desconhecido,porque ,mentalmente, ja a vivenciamos esta situação e em razão disto, teoricamente, ja nos preparamos para enfrenta-la;em tese,ja saberemos como iremos lidar com ela e mesmo que ela se mostre diferente em alguns pontos,será mais facil fazermos as adaptações e correções necessarias visto que, ja temos uma base,um ponto de partida,uma diretriz,uma boa visão do que será preciso fazer.
Fazendo este exercicio mental sempre que nos for possivel,usando como ponto central os mais diversos problemas que afetam o ser humano como um todo e dos quais,tambem não estamos livres,poderemos não ter soluções para tudo,mas,com certeza,estaremos melhor preparados que os demais para os desafios incertos em nossa existencia...