sexta-feira, 15 de abril de 2011

O Ciúme

(by Cinthya)

Um sentimento tão humano, mas tão humano que não acredito que uma pessoa possa ser completamente despida de ciúmes. Por mais ponderado e equilibrado que se seja, em algum momento, em alguma situação ele aparece, surge e vem atormentar ou alimentar (dependendo da proporção) a relação.

Ciúme não é exclusividade de relacionamentos amorosos. Há gente que sentem ciúme doentio de amigos, irmãos e qualquer pessoa com quem tenha algum convívio. Basta que chegue uma terceira pessoa na área para que o monstro do ciúme comece a agir. Nesses casos o ciúme é apenas o reflexo de um indivíduo extremamente carente, inseguro e que faz das outras pessoas âncoras para sua própria vida, como se ele próprio não fosse capaz de colorir sua história e precisasse sempre do outro para, então, enxergar cores. E assim vai vivendo o que não é dele. Encosta-se em quem tem uma vida “normal” (a vida que eles não conseguiram construir) e finda por tornar-se sugador de energia.

Sempre que encontro alguém assim, procuro conversar sobre a infância, sobre a vida, o relacionamento com a família, etc. E o que eu descubro é quase uma unanimidade de relações desestruturadas no período de infância e adolescência. Pais em pé de guerra, desrespeito e falta de compromisso com a formação emocional dos filhos (em muitos casos, por pura ignorância). O resultado disso tudo? Adultos inseguros e propensos ao ciúme patológico. Quem alimenta o ciúme se sente roubado, lesado.

Algumas mulheres bonitas, com emprego e vida social ativa não conseguem manter um relacionamento amoroso porque o parceiro corre na hora que percebe a teia em que está se metendo. É necessário apenas alguns poucos encontros para as ligações telefônicas serem constantes, para as cobranças começarem a aparecer e eles, que não desejam (pelo menos não de cara) adentrar numa história mais séria, fogem como o diabo foge da cruz. E esse mesmo perfil encontramos também no sexo masculino.

Basta uma pequena desconfiança para que a mente desabe a criar situações as mais criativas possíveis de uma traição. Basta um celular não atendido para o ciúme cegar a pessoa e anular qualquer resquício de inteligência que possa existir. O ciúme doentio, como o próprio nome diz é uma patologia, um distúrbio capaz de enlouquecer uma pessoa (no caso, duas). Se não existir um auto-controle a mente viaja mesmo numa trilha perigosa e de difícil volta e a paz da relação vai por água abaixo.

Antes de embarcar de mala e cuia nessa viagem do ciúme doentio, melhor se faz separar o que é fato do que é apenas suposição. Com apenas essa atitude as chances de ser consumida pelo Bicho do Ciúme caem e muito. Outro fator importante é o diálogo, falar sobre o que se está sentindo. Conversar com o parceiro sobre sua insegurança. Isso anula a situação tensa. Os casais raramente conversam, principalmente sobre assuntos tão delicados. Se surge uma desconfiança, já se parte para a ironia e as acusações, enfim. Um bom diálogo pode salvar uma história. Ciúme não é coisa para ser abafada, sufocada. Verbalize e se livre desse monstro!

Mas o ciúme na sua dose certa faz um bem danado à relação. Dá uma apimentada, faz a gente desejar ainda mais o parceiro, agarrar com mais vontade e termos orgulho de tê-lo ao lado. E que coisa mais linda é a gente ter orgulho de quem está ao nosso lado, não? Ciúme sadio (vamos falar assim) dá gosto ao relacionamento, dá profundidade ao sexo e faz bem à história do casal.

Uma dica para se livrar desse Bicho Papão é amar-se a si mesma, indiferente de qualquer coisa. Quando a gente age assim, nem abre campo de visão para certos sentimentos negativos. E a relação flui... E se não flui é porque de fato, não valia a pena.

Então, ciúme é gostoso se vier mesclado com inteligência e sensatez.

7 comentários:

Anônimo disse...

Tenho um relacionamento maravilhoso, um namorado que é um fofo, faz o que estiver ao alcance dele para me agradar, mais fico triste qdo ele fantasia algumas coisas por causa de ciúmes, já tentei resolver com conversa mais não adiantou, só serviu para brigar mais, vejo que meu relacionamento está perdendo o encanto da minha parte por causa disso. Beijos meninas!

Anônimo disse...

Sou muito ciumenta, mas já aprendi a lidar com isso, não deixo mais o ciúme e a insegurança tomarem conta de mim e dos meus pensamentos, como diz no texto, auto-controle é essencial. Adorei o texto, como todos! :)

Beijos!

Luciana

Ursula disse...

Não sou muito ciumenta, era mais, mas acredito que com a idade eu fui me polindo, aprendendo a lidar com certas situações e sentimentos.
Beijos querida
ursulaferraricoach.wordpress.com

Isolda Herculano disse...

"O ciúme não sabe nada, imagina muito e tem medo de tudo." Diz a frase de um autor que desconheço.

Pensando bem é mais ou menos isso.

Beijos.

Ácidas e Doces disse...

Oi gurias
Concordo que este lance do ciúme parte de nós mesmas, da nossa segurança, da nossa autoestima, do amor-próprio. Agora se o outro é digno de desconfiança daí já é outra conversa....
Beijo
Kézia

Anônimo disse...

Eu morro e ciúmes de tudo!!!!
Malú.

VaNê disse...

Eu meço, mas sou ciumenta...rs

Bjs meninas!