terça-feira, 19 de abril de 2011

Pavio Curto


Sabem aqueles dias que você está por um triz? Você não respondeu ao seu chefe por um triz, não desligou o telefone na cara do cliente por um triz, não mandou seu colega de trabalho ir catar lata por triz, não arrumou uma briga de trânsito por um triz? Pois é... Todo mundo vive seu momento de "Seu Saraiva" ou seja: tolerância zero.  Não! Eu não estou nesse momento. Embora tenha o pavio curto eu sinceramente não estou vivendo essa fase de querer matar o mundo. Não! Pelo menos por enquanto.

Vou me ater aos fatos, sem citar nomes, é claro, mas falando de cenas que presenciei nesses últimos dias e que chamou a minha atenção pela constância. Tem gente que parece um zagueiro pesado, só chega atrasado e cometendo falta. Outras pessoas acham que são o Jean Claude Van Damme, só chegam dando voadora e outros, por fim, são como uma onça faminta, em qualquer momento que você se aproximar estará correndo um sério risco de vida.

Adoraria ter  a sabedoria e calma dos monges tibetanos, mas estou longe, muito longe de alcançar a tão sonhada tranquilidade e pacificidade. Almejo o equilíbrio e o autocontrole, seria o ápice como evolução da éspecia, é minha meta, tento trabalhar isso em mim diariamentemo, mesmo não conseguindo por diversas vezes, ao menos tento, o bom é que localizei o ponto X do problema, já um grande passo reconhecê-lo. Fica até mais fácil quando se tem a consciência de que uma parcela do problema está em nós.

O problema é que existem pessoas que têm muito faro pra encrenca e nem um pingo autocrítica, a certeza de estar certo sempre e a inexistência de humildade também são fatores decisivos para se culminar numa 'guerra'. Pessoas assim têm um excesso de desconfiança tão impregnado em suas entranhas que qualquer coisa que se diga já é tido como ofensa ou afronta. Eu sei que a interpretação é livre, mas quando se tem uma predisposição clara para se ofender com tudo que se diga é óbvio que a convivência e o diálogo se tornarão bem mais difíceis.

O legal é fazer uma auto-análise, ver onde estamos exagerando e corrigir, pelo  menos tentar, mania de perseguição é chato e doentio, se fazer de vítima sempre é cansativo por demais, então... Parem de vestir a carapuça e achar que o mundo conspira contra você. Em muitos casos o nosso maior inimigo somos nós mesmos. Nós e nossa neurose de achar que tudo e todos nos atacam.

Senhoras e senhores "Saraivas" baixem a guarda e aproveitem a vida. Ranzinzice é auto-tortura e distrói a alma. Sorriam!

Beijos!

Veronica

3 comentários:

Ursula disse...

Tem gente que está sempre se justificando. Não aceitam ouvir nada, tudo eles retrucam. Eu era mais assim, agora tento ouvir o que dizem pra mim, absorvo o que vejo que me é util.
Beijos querida
ursulaferraricoach.wordpress.com

Ana Maria disse...

Oi Veronica. Vale lembrar que algumas pessoas precisam de tratamento médico, com terapia e medicamentos para melhorar os relacionamentos. Muitas vezes não é possível fazer essa mudança sem ajuda química. Psiquiatria não é para loucos, é para todos nós e os medicamentos melhoram muito a qualidade de vida! Abração!!

O Divã Dellas disse...

Ana, não sabia que chegava a tanto. Como todo desequilíbrio tem de ser tratado sim, mas não conheci ninguém que chegou a esse ponto de precisar de ajuda médica e de fazer tratamento com remédios. Obrigada pela informação!

Beijos!!

Verônica