segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Quem Procura Acha!


(by Cinthya)

Claudio (ou Claudinho, como eu costumava chamá-lo) foi uma daquelas histórias que a gente vive e das quais a gente nunca, nunca mais esquece. O conheci na minha cidade. Mas ele, na verdade é chileno e estava aqui a passeio atendendo a um convite de amigos que aqui estavam à trabalho.

Bem essa foi a explicação que ele deu, mas para mim, o motivo era muito mais simples: a gente tinha que se encontrar. Numa quente noite de novembro a gente se conheceu num barzinho e a atração foi recíproca. Todos na mesa perceberam e daí pra frente tudo foi maravilhoso.

Eu não vou ficar narrando as maravilhas desses finais de semana que passamos juntos. Não que eu não tenha vontade, mas é que o foco do texto é outro. Pois bem, estava eu deitada na cama da nossa suíte no hotel enquanto ele tomava banho. Eu via a TV, mas não estava muito atenta ao que se passava nela. As lembranças do dia passeavam pela minha memória e elas eram, de longe, muito mais interessantes do que as cenas melodramáticas da novela das nove.

De repente eu olhei para o criado mudo e ele estava lá: o celular do Cláudio! Me veio na cabeça ver o que tinha nele. Desisti. Depois voltei atrás. Me senti como personagem de desenho infantil onde fica um anjinho e um capetinha falando em cada ouvido. Eu dei ouvidos ao capeta e peguei o celular. Rapidamente e comecei a mexer em tudo. Fui nas chamadas e apenas meu numero estava por lá, ufa! Mas eu continuei mexendo, porque é incrível a nossa insistência em estragar o que está bom.

De repente vi a mensagem... Uma tal de Robertinha da Bahia havia passado mensagens pra lá de melosas, pra lá de íntimas, pra lá de qualquer coisa que eu quisesse ver ou saber, ou imaginar. Mas... Quem mandou mexer no que estava quieto?

A porta do banheiro se abriu e eu quase arremessei o celular de volta no criado mudo. O coração duplamente aos pulos (pelas mensagens que eu acabara de ler e por ser quase pega em flagrante). Ele viu que o visor estava aceso e me perguntou se estava tudo bem ao que eu respondi que sim.

Aquela noite não foi tão agradável quanto as outras haviam sido. Naquela noite eu não me senti tão em paz e em sintonia com ele como nas outras eu havia me sentido. Ele viajaria dali a dois dias. Provavelmente a gente nunca mais iria se ver. Mas eu não mais consegui viver tão intensamente os momentos que ainda tínhamos juntos.

Que bobagem ter mexido naquele celular, afinal, a Robertinha da Bahia ia continuar existindo, eu sabendo ou não. Se era passado ou presente. Se era correspondido ou não. Se era namoro ou só sexo. Não sei. Mas sei que nunca mais mexi no celular de nenhum namorado, porque descobri que quem procura, acha... Ah, acha!

4 comentários:

O Divã Dellas disse...

A gente tem mania de se auto-sabotar, né?

Pq será q a gente insiste nessa mania de estragar (sem motivo algum) o que está perfeito?

Ainda bem que ficou a lição.

Beijos, minha amiga!

Verônica

O Divã Dellas disse...

A lição foi clara, Parça!
Mexo mais nunca no celular de alguém. Por que pra quem procura, sempre existirá algo suspeito (Ainda que não seja tão suspeito assim). Então, melhor deixar quieto e aproveitar a vida.
Cinthya

Debby disse...

Oi Meninas.
Nossa Cynthia.... eu fiquei aflita e com o coração aos pulos só imaginando a cena...
Que situação!!!
Bem a minha vózinha me ensinou a nunca, NUNCA, Jamais mexer em agenda , em celular, a não ficar ouvindo a conversa quando o celular ou telefone toca, a não abrir correspondência...enfim a não querer enxergar o que eu provavelmente não vou gostar de ver, imaginar ou saber rsrsr
Então fico na minha mas sempre deixando a deixa de uma interrogação em "minhas coisas" para ele notar, sem querer expor, claro!! rsrsrs isso ela não me ensinou .... aprendi com eles.!
rsrs
Beijos e amei o post
Debby :)

Nívia F. disse...

Oi, Cynthia. Já fiz isso também, pra nunca mais, depois que vi uma coisa muito mais que suspeita. Daí percebi, quem procura sempre acha. Mesmo que seja uma coisa inofensiva, a gente sempre vai transformar aquilo em bicho de sete cabeças. Anos depois, descobri que aquela mensagem que eu tinha lido havia anos atrás e achado mais que suspeita, era de verdade: meu namorado dizendo "eu te amo" pra outra mulher. E ele me deu uma desculpa esfarrapada na época. Só descobri a verdade quando os dois já estavam casados.
Enfim, não faço mais! Prefiro pensar: o que os olhos não vêem o coração não sente.

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