quarta-feira, 13 de junho de 2012

Casamento Não É O Meu Foco


(by Cinthya)

Especialmente nessa semana onde todo mundo só fala em namorados, presentes, amores, promessas e companheiros eu me voltei para uma velha questão que vez ou outra povoa minha mente e ameaça o tão almejado equilíbrio. Estava eu numa dessas longas conversas com uma amiga sobre esse assunto que eu intitulava “Eu Não Sei Amar”.

Ela toda amorosa tentava me provar que o problema não estava em mim, que eu não cobrasse tanto de mim mesma e que não ficasse a me torturar tempo maior que o necessário. Essa tortura a que ela se refere é o meu questionamento inevitável sempre que um relacionamento não dá certo, empaca, dá com os burros n’água. Analiso o que aconteceu, o que não aconteceu, mas poderia ter acontecido e o que aconteceu e não precisava acontecer. Busco e rebusco numa tentativa de não me tornar uma pessoa inflexível, de saber reconhecer onde posso melhorar, e correr atrás disso. Enfim, acabou. Acabou. Bola pra frente, olhar firme no que virá de novo. Não gosto de render homenagem a problemas. Mas acho importante fazer esse estudo, pelo meu bem e pela minha evolução enquanto pessoa.

Daí nessas minhas auto-análises eu percebi uma coisa que até o momento eu não havia percebido. Eu descobri que a questão pode ser muito simples: viver um relacionamento amoroso não é o foco da minha vida. Não vivo em função dessa finalidade. Não é uma meta traçada pela qual eu sacrifique algo para consegui-la. Não. Sinceramente não é.

Então vendo por esse lado, não posso ser tão dura comigo mesma. Eu não sou incompetente. Sou uma mulher bonita, inteligente, no auge dos meus lindos trinta e seis anos, mãe, filha, irmã e amiga. Profissional comprometida, sensível, leal, vaidosa e humana. Definitivamente eu não sou incompetente.

As metas traçadas são alcançadas. Como exemplo, O Divã Dellas começou com 60 acessos diários, sendo que desses sessenta, vinte e cinco eram meus, vinte e cinco eram da Verônica e dez das nossas amigas. Hoje, um ano e sete meses depois, comemoramos quase 2.000 mil acessos/dia.

O Blog em livro começa a nascer nas nossas mentes, e logo logo ganhará vida. A isso dou foco. E quando eu me empenho, a coisa acontece. E acontece bonito, de forma que vem pra ficar. Como dizem por aqui, “eu chego chegando”.

Então, eu não tenho casamento como meta na minha vida, dessa forma não precisa muito esforço dos homens com quem me envolvo para que eu decida partir e seguir com minha liberdade. Eles não precisam errar muito. Basta eu sentir uma desarmonia entre o que quero e o que recebo. Basta eu sentir que o amor que recebo não é genuíno como o que dou. Que o cara não está inteiro, que rolou uma mentira, que tem algemas escondidas no bolso e prontas para “enfeitarem” meus pulsos.

A culpa não é minha. A culpa não é deles. Apenas não consigo passar muito tempo encantada por alguém que não acompanha meus passos. Ou eu canso ou cansa ele. Não tenho nenhum problema em seguir adiante. Deixar pra trás que não promete futuro e seguir. Apenas seguir. Acho esse processo natural e por conta dessa naturalidade, muitas pessoas me julgam e me condenam como insensível.

Acho que o amor bem sucedido começa no amor próprio, depois, ao próximo. Ninguém que não seja bem resolvido vai conseguir se sair bem numa relação, ou ainda, se sair bem de uma relação. Ninguém ama muito tempo uma pessoa que não lhe desperte admiração.

Então, no dia que casamento passar a ser meu foco e minha meta, sem dúvidas, casarei e será pra valer. Com um homem surpreendente, encantador, dono de si, louco, feliz e bem parecido comigo: leve. E se um dia acabar, ele não vai me excluir do seu Facebook, nem apagar meu numero do seu celular, me bloquear no Msn. Apenas vai entender que a nossa história linda chegou ao fim e que tanto um quanto o outro tem o direito de partir. Isso é natural.

Então, eu não sou incompetente, não sou amarga, não sou insensível e o fato de eu estar só não quer dizer que "eu não sei amar"... O motivo é bem mais simples: apenas tenho outro foco que, por acaso, não é o casamento.

2 comentários:

Das coisas que vejo e gosto. disse...

Oi Amada!
Sabe o que é importante mesmo na vida? O que no final de tudo vai valer?
Os sorrisos e gargalhadas que demos, as sensações de prazerque sentimos, seja dos beios, dos sabores que provamos, dos lugares que conhecemos e longas conversas ao telefone nos provocam na alma.
O que importa é ser feliz. Essa é nossa obrigação de busca. O resto é o que vem, o que soma, o que vamos encontrando pelo caminho.
Depositar o peso da responsabilidade da felicidade num casamento é loucura.
Conviver, mesmo que seja com o homem mais lindo, mais incrível, mais inteligente e bem sucedido do mundo é tarefa complicada. Porque pessoas são complicadas. Então, eu acho que você está certa.
Realize seus sonhos, seja feliz. E se um dia, o casamento na sua vida acontecer( quando digo casamento entenda comprometimento de amor e não formalidades, ritual religioso ou assinatura num papel, ok?)que seja feliz também.
Casamento não é sinonimo de felicidade. Companherismo, solidariedade, respeito e carinho sim.
Ser feliz é nossa obrigação. Não importa se solteiros, casados, com filhos ou não. Cada pessoa sabe aquilo que o deixa feliz, né não?
Beijos e olhe dona moça...faço questão de participar desse lançamento do livro viu...
Beijo beijo beijos!
Selma.

O Divã Dellas disse...

Selma, vc será nossa convidada de honra nesse evento, nem se preocupe!


Parça, e vc está só? rsrsrs

Nossas conversas, nossa sintonia, nossas experiências compartilhadas, nossas dúvidas e medos expostos sempre trazem consigo algumas revelações.


Casamento não é o NOSSO foco, a felicidade sim!

A felicidade independe do estado civil, depende inteiramente do estado de espírito.

É isso minha amigona, as revelações nos deixam assim: de alma leve e coração tranquilo.

Um beijo pra vc e continue ligada no seu foco!!


Feliz demais com o sucesso do Divã!

Te amo!


Verônica