sexta-feira, 20 de julho de 2012

A Base de Tudo



(by Cinthya)

Acredito mesmo que o respeito é (ou pelo menos deveria ser) a base sólida onde deveria se erguer todo e qualquer tipo de relacionamento, seja amizade, seja amoroso, seja familiar, seja apenas social. Enfim, o respeito é um pré-requisito para que a harmonia se instale, que o sucesso aconteça e as pessoas se entendam.
Eu não preciso aplaudir o que o outro faz, não preciso tirar o chapéu para as escolhas que eu, certamente, faria diferente, não preciso concordar, não preciso trazer para mim o ponto de vista alheio. Mas eu tenho, obrigatoriamente, que respeitar. É minha obrigação enquanto ser humano, enquanto ser que convive em sociedade, respeitar as escolhas, as opiniões alheias.
Um detalhe essencial para que se aprenda a desenvolver o respeito pelos outros é aprender a enxergar as pessoas além do que o externo apresenta. Aprender a enxergar cada pessoa como uma criação única de Deus, com traços peculiares e intransferíveis, com gostos só seus, com medos só seus, som sonhos, com mágoas, com desafios, com traumas. Cada pessoa é um infinito de sensações e deve, antes de qualquer coisa, ser respeitada como tal.
Todas as pessoas vieram do mesmo ponto de partida e todas alcançarão o mesmo ponto de chegada, então, sinceramente, não entendo porque entre a largada e a chegada tem que existir tantas tentativas de se provar superior aos outros. Em vez disso, seja agradável. Em vez disso, seja amigo e serás sempre solicitado. Seja limpo. Aprenda a respeitar as diferenças e a conviver bem com elas.
Orientação sexual, tatuagens, cor de cabelo, gordura, magreza, deficiência física, loucura... Nada disso faz uma pessoa ser, no sentido mais profundo da palavra, diferente de você. Em cada criação está o universo do Criador (e não somos todos, obras do mesmo Criador?). Respeite isso. É muita mesquinhez querer apontar nos os outros algo errado que nós encontramos. Cada um tem a vida que escolheu e daí?
Eu tenho sentido na pele o sabor desagradável do preconceito. Primeiro por ser Mãe Solteira e agora, mais recentemente por minhas tatuagens. As pessoas chegam a beirar o ridículo com comentários desagradáveis. Eu sei que sou a melhor mãe que posso ser e não tenho medo de “medir” minha maestria com nenhuma mãe que tenha tido filho dentro dos “moldes corretos” do casamento. Da mesma forma minha integridade moral não é menor do que a de uma pessoa que me aponta por conta das minhas tatuagens. Nuca foi e nunca será.
Venho de uma criação onde o respeito é a base de tudo. Os meus pais são assim e nos passaram isso e isso eu passo para o meu filho: As pessoas são o que escolhem ser e a nós, cabe a incumbência de respeitá-las, porque a vida alheia é ALHEIA. Cuidemos então da nossa.

2 comentários:

Das coisas que vejo e gosto. disse...

Oi Cinthya!

Respeitar é o caminho.
Mas fiquei besta quando vc relatou que te julgaram por tatuagens...que coisa pequena, né?
Beijos,
Selma.

Amélie Poulain disse...

Texto excelente, como sempre!
Que saudade que eu estava de vcs!!!!
Voltei!
Não sei até quando, mas estou por aqui!

Beijos!!