segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Com Vocês, A Modernidade!


(by Cinthya)

Você entra numa exposição de automóveis na Alemanha, no maior salão que possa existir, e lá se encanta com tantas máquinas super modernas, tantas pessoas antenadas a se atualizarem com as novidades. A modernidade enlouquece a gente. De onde se tira tantas ideias? Nada é tão bom que não possa melhorar. Nada é tão novo que não possa se renovar. 

As coisas têm mudado numa velocidade alucinadora. Os valores mudam, os conceitos mudam e as pessoas aderem a isso sem maiores dificuldades ou resistência, como se fossem massa de modelar nas mãos de um artista.

Aquilo que era imoral, hoje é natural. E muitas vezes até cobrado. A modernidade tem uma característica bem peculiar: rapidez! Tudo é muito rápido, quase instantâneo e assim é a geração que chega. Os jovens vêm sedentos de agilidade, de velocidade, de mudança e tudo tem que acontecer muito rápido. Em conseqüência disso, as pessoas não se saciam. Querem sempre mais.

Tudo fica velho muito rápido. Muito rápido tudo sai de moda. E mais rápido ainda são as pessoas que buscam o novo. O melhor computador, o melhor celular, o iPod, o iPad, o iPhone e tantos “ais” que chegam a cada minuto nos dá uma sensação de envelhecimento rápido. Num piscar de olhos você ficou antiquado, desfalcado. Celulares que antes eram modernidade apenas pela facilidade de ligação telefônica, hoje são computadores, filmadoras e, por pouco, não viraram robôs.

É tudo tão instantâneo que chego a ficar tonta em meio a esse furacão que tenta me engolir. As pessoas mudaram. Os valores mudaram. E não posso julgar porque sei que as coisas sempre caminharam para a evolução. O que parece complicado hoje, pode ser o normal de amanhã. Sempre foi assim.

Um dia a pílula anticoncepcional foi um absurdo (e hoje nós temos inclusive a pílula do dia seguinte). Um dia uma mulher de biquíni já foi uma imoralidade. Um dia uma mulher desquitada foi um afronta à sociedade. Um dia um casamento entre pessoas do mesmo sexo era impossível. Mulheres com quarenta anos não podiam ter filhos. As moças só descobriam o sexo depois do casamento.

As coisas mudam muito rápido. A gente se molda às mudanças (ou não). E hoje, eu já não duvido que, não muito longe, o relacionamento aberto será normal. Ao que me parece, pelo andar da carruagem, isso será sim incorporado aos valores da sociedade. E eu, aprenderei a ver isso como “normal”. Será? Será que a fidelidade se perderá no tempo?

Sentirei saudade. Sentirei saudades muitas. E, muito provavelmente, serei um Fiat 147 perdido em meio à modernidade do Salão do Automóvel de Frankfurt.

Um comentário:

Das coisas que vejo e gosto. disse...

Oi CinthyA!!!

Amei seu texto!

Tá tudo mudando rápido demais!

Beijos

Selma